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16 de outubro de 2015

SÃO MIGUEL, the green


São Miguel é a maior ilha açoriana, que visitei no meu caminho de regresso ao continente, depois do island hopping mais fenomenal do Atlântico. Não sei se por já estar a regressar, mas São Miguel pareceu-me mais próximo do continente do que propriamente do resto das ilhas açorianas. Se esquecermos o sotaque, claro. 
Faz sentido?
A ilha é maravilhosa mas é outra escala, tudo maior, mais desenvolvido, com mais gente, mais cosmopolita, mais global, mais preparado. 
São Miguel é diferente.

Ou seja, não quero ser desmancha-prazeres mas a minha opinião apaixonada e açores_addicted diz-me que se devem desenganar aqueles que pensam que já conhecem os Açores só porque já visitaram a ilha de São Miguel.

Ultrapassada essa questão, dois dias na ilha verde é, como se sabe, curto, para conhecer tudo o que a ilha tem para oferecer.
Por isso deixo aqui apenas algumas palavras-chave micaelenses, que se poderão enquadrar numa escapadinha de fim de semana, agora a um vôo low-cost de distância de Lisboa.

1 – Lagoas

Em São Miguel há sempre mais uma lagoa para descobrir, mas as principais e mais espectaculares são estas:

A Lagoa das Sete Cidades, onde se unem as lagoas azul e verde, ligadas por um canal e cujas cores surgem por influência do céu e da vegetação do fundo da lagoa. A Natureza guarda muitos dos seus mistérios neste local e existem muitas opções para explorá-la. 



A Lagoa do Fogo, a mais selvagem e enigmática é uma das minhas preferidas. 
Existe um trilho que nos leva até ao fundo onde estão garantidos banhos refrescantes. Descemos rodeados de vegetação densa enquanto o vulcão do Fogo nos vai engolindo. 



A Lagoa das Furnas, no vale mais encantado de São Miguel, convida a passeios à sua volta. A pé, de bicicleta ou a cavalo. É escolher.





2 – Cozido

Cozinhar um cozido aproveitando o calor da terra é uma das actividades mais emblemáticas e simbólicas de São Miguel. Revela paciência e sabedoria: há que saber como ordenar os ingredientes dentro da panela e depois é só esperar 12 horas que tudo fique bem cozinhado debaixo da terra.
Acompanha com outra especialidade gastronómica, os bolos lêvedos das Furnas.




3 – Jardim

O Parque Terra Nostra, nas Furnas, foi considerado um dos 250 jardim mais bonitos do mundo, na mesma lista que os Jardins de Versalhes, ou do Taj Mahal. 
São centenas de árvores endémicas e internacionais, uma variedade imensa de fetos, flores, e mais de 600 espécies de camélias.

Enquanto percorri o jardim, senti-me como a Alice, encontrando vários recantos românticos, lagos, avenidas de árvores frondosas e até animais de pedra revestidos de musgo, num cenário inesperado saído de um País de Maravilhas. 






4 – Águas Quentes

Outro ex-libris do Parque Terra Nostra é o enorme tanque termal, ao ar livre, de água opaca e ferrosa, onde se pode tomar banhos com propriedades terapêuticas, em água a 40ºC.



Na ilha de São Miguel existem vários são locais assim.
Outro é a Poça da Dona Beija, também nas Furnas, que faz parte de um conjunto de nascentes férreas quentes associadas aos fenómenos de vulcanismo secundário bem evidentes na Caldeira do Vulcão das Furnas.


5 – Boutique Hotel

Ainda nas Furnas, fica o exclusivo Furnas Boutique Hotel, a nova coqueluche do alojamento micaelense de topo. Totalmente embrenhado na Natureza é o sítio ideal para fugir do stress do dia-a-dia.

Se não ficarem lá, façam como eu e vão pelo menos checkar a deliciosa forneria “À Terra”, o restaurante do hotel, de comida caseira à base de produtos locais.



6 – Cidade

Ponta Delgada é a principal cidade do arquipélago e um ponto obrigatório em qualquer passagem por São Miguel.



No centro histórico encontramos muitas referências comuns a todas as ilhas açorianas: a calçada, as pracetas, os edifícios caiados de branco e construídos com pedra vulcânica e as lojas tradicionais reabilitadas, como o Louvre Michaelense, a contrastarem com a modernidade das Portas do Mar, a frente marítima requalificada que articula a marina com o porto internacional e com uma zona de lazer e de comércio diversificado, e também com a arte urbana, vestígios do projecto Walk&Talk, (todos os anos em Julho) que se tem vindo a afirmar como um festival conceptual e artístico micaelense.



7 – Chá

Sou grande fã de chá, por isso tinha que passar na única plantação de chá da Europa.
Mesmo à entrada da Fábrica de Chá Gorreana vemos uma plantação de chá de perder de vista, que se estende por dezenas de hectares e que convida a passeios.
Na fábrica é possível aprender sobre a história da produção de chá nos Açores e experimentar as variedades produzidas: o chá preto (Broken Leaf, Pekoe e Orange Pekoe) e o chá verde (Hysson).

Apesar de ter sido descoberto e trazido para a Europa pelos Portugueses na altura dos Descobrimentos, o chá só chegou aos Açores em 1750, transportado pelas naus que voltavam do Oriente.
Mas o que mais gostei de saber foi que, com ele mais tarde vieram também 2 experts chineses que ensinaram técnicas de preparação das folhas e fabrico do chá.
O clima ameno da ilha, tratou do resto.




8 – Litoral

São Miguel tem boas praias, como a praia da Povoação, e vistas litorais encantadoras, como estas.



9 – Verde e vacas



Açores I Love you

10 – Menções honrosas:

Aqui ficam também as menções honrosas que completam o que idealizo como a “experiência micaelense” e que tiveram que ficar para a próxima, por vários motivos: por estar de tal modo cheio de gente que nem quisemos entrar (apesar de ser um sítio fantástico), por não haver tempo suficiente e ser preciso fazer escolhas, e por estar esgotado…

São elas, respectivamente:

- Tomar banho na Caldeira Velha

- Ir ao Ilhéu de Vila Franca do Campo

- Beber Kima de maracujá :-)





13 de outubro de 2015

FLORES, the pink


As Flores sempre foram um ponto estratégico no Atlântico: um ponto de apoio para os navios que atravessavam o Oceano e um paraíso de oportunidades para os piratas que aguardavam a passagem de galeões espanhóis vindos das Américas ou de naus portuguesas vindas das Ásias.

Paraíso… uma palavra que ganha todo um novo significado assim que visitamos a ilha das Flores, onde apanhamos a maior overdose de paradise dos últimos tempos.
Mas não vou perder muito tempo a tentar explicar porquê. See for yourselves!


1 – Fajã Grande e Fajãzinha

Mal aterramos nas Flores conhecemos um florentinho que nos diz o seguinte: 
“Vão para a Fajãzinha. Lá, todos os problemas da vossa vida vão desaparecer”
Uma espécie de profecia, sem grandes floreados ou justificações.

Gosto sempre de ver gente com orgulho nas suas coisas, orgulho no que faz, nos amigos, no país. Desta vez, confesso, talvez tenha achado um pequeno exagero.
Mas quando nos aproximamos percebemos o porquê deste orgulho e amor pela terra.

A zona da Fajã Grande e Fajãzinha apresenta-se-nos como uma das mais soberbas paisagens de litoral açoriano. À beira do Atlântico, mesmo à frente dos nossos olhos, ergue-se, sem dó nem piedade, uma inacreditável parede de um verde intenso de onde se despenham dezenas de imponentes quedas de água. 






Um cenário idílico que atinge o seu expoente máximo no Poço da Alagoínha, numa paisagem absolutamente incrível que nos convida a uma contemplação envolvente e mágica, onde é difícil não nos apaixonarmos.



2 – A costa

A costa das Flores é pontuada por ilhéus, grutas, baías, quedas de água e relevos peculiares que apenas se podem alcançar percorrendo trilhos pedestres.
Uma das caminhadas mais espectaculares da ilha é na Costa Norte, desde a Ponta da Fajã até Ponta Delgada e ao farol de Albarnaz, sempre na beira da falésia mais ocidental da Europa. Mais info aqui.





3 – O poço do bacalhau

Uma das cascatas mais acessíveis das Flores onde é possível tomar banhos refrescantes, na Fajã Grande. 




4 – A aldeia da Cuada

A Aldeia da Cuada é o turismo rural mais fenomenal da ilha, construído com o reaproveitamento de uma aldeia, abandonada desde os anos 60.
A aldeia mantém-se como antigamente e é evidente o carinho depositado na reconstrução de cada casa, cada uma com o nome do seu antigo proprietário.




5 – As lagoas

No interior da ilha das Flores encontramos 7 crateras vulcânicas que entretanto se transformaram em lagoas. A Caldeira Rasa e a Caldeira Funda, são as minhas preferidas, tão próximas uma da outra e no entanto aparentemente tão longe, por estarem a cotas diferentes.
Mesmo no centro da ilha encontramos as lagoas Branca, Seca, Comprida, a Negra e a da Lomba.

A melhor maneira de aproveitá-las é percorrer o fantástico trilho entre o Miradouro das Lagoas e o Poço do Bacalhau: são 7 km de Natureza em estado bruto e pura tranquilidade.







6 – A Rocha dos Bordões

A Rocha dos Bordões é um conjunto de grandes colunas verticais de basalto. 
Um dos monumentos naturais mais famosos dos Açores e ícone da paisagem florentina.





7 – Vista para o Corvo


8 – Caminhadas na Natureza




E a vida é mesmo bela!