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2 de outubro de 2006

IOS @ night

17-Ago-2006, quinta-feira

Mas o grande atractivo de Ios é outro.
Para além da praia que é muito agradável – mas também o são as das outras ilhas – Ios começa a surgir como um dos grandes pólos de atracção nocturna das Cyclades, principalmente entre o pessoal mais novo.
Se riscarmos a romântica Santorini e a louca e exorbitantemente cara Mykonos do mapa, surge Ios como local de divertimento garantido e ambiente de festa constante.
O clima de Ios é o clima de verdadeiro “dolce fare niente” de praia de dia e festa de noite.
Depois do jantar as ruas enchem-se de gente bronzeada e sorridente, ouvem-se todas as línguas e todo o tipo de música e de algum modo acho que toda a gente se entende.

29 de setembro de 2006

A ilha vizinha, IOS

17-Ago-2006, quinta-feira



De manhã zarpámos novamente no Express Aphrodite, em direcção a Ios, uma ilha a 1h de viagem de Santorini. Praticamente vizinhas, portanto, por isso não são muito diferentes em termos de tipologia e arquitectura. Estão lá as cúpulas azuis, as paredes brancas... e as minhas inabaláveis preferidas, as buganvílias cor de rosa.



Dadas as más condições das estradas de Ios, as atenções de quem visita esta ilha dividem-se quase sempre entre 3 sítios não muito distantes uns dos outros:
- Yalos, o porto natural, muito menos inóspito que o de Santorini, com os seus cafés e esplanadas onde se come bom peixe e onde existe até uma pequena praia;
- Hora, a vila principal da ilha apinhada escarpa acima, onde ficámos num quartinho muito pitoresco mesmo no centro da vila;
- Mylopótas, a praia fantástica.





Todos estes sítios estão situados a uma “short walking distance” uns dos outros – não mais de 3 km – por isso decidimos andar a pé...
Mas 3km podem tornar-se muito longos se contarmos com o peso das mochilas, o declive acentuado para ir do porto ou da praia para a vila... e o factor não menos importante... o calor... Está um calor imenso aqui nas ilhas e é necessário contar sempre com a hora a que vamos passear, principalmente se essa hora for a hora de maior calor em que a única coisa que se suporta é estar sentado à sombra a lamber gelo.
Depois da praia subimos à colina da vila. O vento forte quase nos fazia levantar vôo.

28 de setembro de 2006

Night at FÍRA

16-Ago-2006, quarta-feira


Vimos o por-do-sol em Fíra, a capital de Santorini. Fíra também é conhecida por Hora (cidade velha), tal como todas as capitais de todas as ilhas.
Começámos a descer os 600 degraus que ligam a cidade ao porto antigo, mas desistimos a meio com a ideia de ter que subir tudo novamente. Pena que não passou por nós nenhum burrinho, pois teríamos pedido boleia.

As luzes vão-se acendendo para equilibrar os brilhos vindos das montras...
Aqui é tudo perfeito... não me canso de dizer.



27 de setembro de 2006

GREEK SALAD

16-Ago-2006, quarta-feira

Quando estávamos a chegar a Santorini, no barco, um rapaz simpático – que respondeu “California” quando lhe perguntámos de que país era – perguntou se já tínhamos comido a típica salada grega, pois ele comia uma quase todos os dias.
“Não”, respondemos.
Mas hoje decidimos que isso ia mudar.
- tomate
- pepino
- queijo feta
- cebola
- azeitonas
- azeite + oregãos
Assim, num dos terraços fantásticos com vista para o mar deliciámo-nos ao som de uma selecção de música considerada do mundo, que incluiu Madredeus.
E porque será que me sabe melhor ouvir música portuguesa quando estou fora de Portugal?

26 de setembro de 2006

OIA

16-Ago-2006, quarta-feira

De manhã partimos para Oia, a vila mais pitoresca de Santorini... aquela que vem em todos os postais...
Pode-se dizer que Oia fica numa "esquina" de Santorini pois está empoleirada no extremo Norte da ilha e quem a visita sente-se como se viajasse na proa de um barco gigante, com o mar de ambos os lados.
Tal como Imerovígli, Oia é uma sítio dedicado ao bem estar, muito agradável e romântica. Apenas, tem mais movimento, mais lojas, mais turistas, mais línguas, mais cores... mais tudo.
É tudo mágico e perfeito aqui.





IMEROVÍGLI

15-Ago-2006, terça-feira
Com o sol já a inclinar, resolvemos deixar o resto da praia santorínica para o dia seguinte e dirigimo-nos até esta localidade, o protótipo de local de sonho grego. Quando pensamos em luxo e em ilhas gregas, pensamos em Imerovígli.



Casinhas brancas escarpa abaixo, com piscinas 100m acima do mar, pequenas varandas só com espaço para duas espreguiçadeiras, um guarda-sol e uma mesa para o refresco, e escadinhas que nos levam a estes recantos absolutamente de tirar o fôlego *puf puf*.
É tudo perfeito e difícil de acreditar, do clima que aqui é irrepreensível, à paisagem onírica.


O que eles apregoam como o melhor por do sol do mundo foi visto aqui. Ficou-se na varanda. As pessoas vão chegando e vão se amontoando para as fotos. O sol vai descendo e dourando as escarpas dramaticamente.



É impossível ficar impávido e sereno a este espectáculo... que é sem dúvida nenhuma, mágico.

Ventos de Santorini


Não sei... há aqui algo de esmagador.

PYRGOS

15-Ago-2006, terça-feira

Pyrgos, uma vilazinha na ilha de Santorini, é o nosso primeiro contacto com a típica vila cicládica de ruas e paredes brancas pontuadas por cúpulas azuis contra o céu e contra o mar.


Acho que as fotografámos de todos os ângulos possíveis.
Adorámos.
As buganvílias cor de rosa encostadas às ombreiras das portas dão um contraste colorido apetitoso.



É tudo perfeito e nós sentimo-nos fotógrafas profissionais pois aqui é impossível tirar más fotografias.

Os gatos dormem preguiçosos nas janelas, vêem-se galerias de arte aqui e ali... é tudo muito agradável e romântico.

25 de setembro de 2006

Areia Preta

15-Ago-2006, terça-feira

Para nos mexermos mais rapidamente na ilha resolvemos alugar uma moto4. É fácil, há imensos sítios de aluguer de motas/carros. Bicicletas estão fora de questão por causa do declive acentuado da ilha.
As principais praias de Santorini concentram-se no Sul da ilha numa zona chamada Perissa. É uma zona muito turística por isso são 7km de areia preta vulcânica apinhados de bares e sítios fashion para comer, lojas com roupa de praia e colares.




São 13h30. É impossível meter o pézinho descalço no areal de tão quente que está, por isso damos um mergulho rápido e vamos explorar outras paragens.

23 de setembro de 2006

Em casa...

15-Ago-2006, terça-feira

A maior parte do alojamento nas ilhas gregas aparece sob a forma de quartos em casa de famílias. Parques de campismo existem sempre, pelo menos um ou dois, mas na altura do Verão não são muito mais baratos que alugar um quarto, pousadas de juventude sempre cheias até à porta (ou varanda...) e hotéis incaracterísticos de 50 andares, praticamente inexistentes (ainda bem).
Assim, para quem chega a uma ilha grega sem tenda e sem nada marcado, o melhor é mesmo ir ao encontro ao magote de pessoas que invariavelmente esperam a chegada do barco, gritando e agitando freneticamente panfletos onde resumem as condições, fotos, preço e localização dos aposentos.
Foi o que fizemos.

Encontrámos uma senhora simpática que depois de arranjar mais 2 hóspedes nos deu boleia até à sua casa. O quarto ainda não estava pronto pelo que nos convidou a tomar um sumo de laranja na sua cozinha e a provar uma sobremesa típica grega, baklava, uma delicia folhada com sabor a canela.
Hoje é um feriado religioso muito celebrado na Grécia, por isso nas rádios ouvem-se cânticos e na televisão sacerdotes ortodoxos celebram missas.

Nós... só pensamos em repetir a baklava.

22 de setembro de 2006

Chegada a SANTORINI

15-Ago-2006, terça-feira


A chegada a Santorini (Thíra) de barco é perfeita. Ao entrarmos dentro do que eles chamam de Caldera parece que a ilha se fecha em nosso redor e nos abraça. A ilha vulcânica preta contrasta com as casas brancas empoleiradas nas escarpas.
De acordo com a História, consta que em 1600 AC houve uma grande erupção que fez com que o coração da ilha se afundasse, sendo que o “resto” em forma de “C” constitui agora a ilha de Santorini. Existem muitas lendas e algumas delas relacionam a erupção de Santorini com o desaparecimento do misterioso continente/arquipélago/ilha da Atlântida.
A verdade é que a história dramática e toda a envolvência que nos transmite a paisagem fazem desta a ilha mais romântica da Grécia.


Passada a estupefacção inicial, o que se passava é que o barco estava a atracar numa das ilhas mais turísticas da Grécia e uma vez que queríamos ficar pelo menos 2 noites tínhamos que arranjar rapidamente sítio para dormir e maneira de nos mexermos.

21 de setembro de 2006

EXPRESS APHRODITE

14-Ago-2006, segunda-feira
O barco que nos espera é o expresso das Cyclades, o Expresso Aphrodite. Parte de Piraeus às 22h30 e faz o percurso Paros – Naxos – Ios até chegar a Santorini às 9h00.
Espera-nos uma viagem e pêras.
Não tínhamos nada para fazer por isso entrámos no barco às 21h00. O nosso bilhete, classe DECK, a +barata, só dava acesso aos dois pisos superiores. Um com 2 ou 3 salas com sofás e bancos, outro no convés propriamente dito, ao ar, ao sal e à água do mar. Uma hora e meia antes da partida já praticamente não havia lugares para sentar no piso interior. Os melhores bancos estão ocupados com pessoas, os outros com bagagem de pessoas que foram dar uma volta ou que não apareceram simplesmente.
Passei-me.
Lá conseguimos encontrar 2 lugares para nós e para as mochilas entalados entre sacos de plástico e malas de outras pessoas.

A viagem começa. Noite escura. É incrível... há gente a dormir no chão molhado do convés lá em cima e cá em baixo pessoas esticadinhas a ocupar 3 lugares nos sofás.
Foi-me impossível dormir. Provavelmente não tinha assim tanto sono mas é horrível ter toda a gente à nossa volta a dormir e nós não.
Depois da paragem em Paros – por volta das 3h00 – consegui esticar-me mais ou menos pois vagou o lugar ao meu lado. Não dei pela paragem em Naxos... só acordei por volta das 8h00 quando atracámos em Ios.
Há imensos italianos e a algazarra é constante onde quer que eles estejam.

20 de setembro de 2006

Plano II

PIRAEUS

14-Ago-2006, segunda-feira

Este local é uma constante algarviada de gente a correr de um lado para o outro. Para o metro, para os barcos, para as agências de cada companhia de barcos anunciadas em placards de proporções gigantescas. Rapidamente nos apercebemos das principais companhias de ferryboats que servem as ilhas gregas: a Hellenic Seaways e a Blue Star... as dos placards maiores.
Uma passagem superior assegura a ligação ao terminal de embarque onde barcos enormes repousam preguiçosos.


Queríamos ver horários de barcos para saber para onde poderíamos partir nessa mesma noite.
A vantagem do sistema grego é que os bilhetes dos barcos têm um preço fixo independentemente da companhia. Isto poupa-nos a correria de agência em agência à procura do preço mais barato.
A desvantagem do sistema grego – pelo menos para nós que não sabíamos para onde queríamos ir – é que ainda é desorganizado ao ponto de não terem panfletos com os horários de todos os barcos... No máximo há horários disponíveis nas maiores companhias, na altura do Verão.
À nossa pergunta “Têm horários?” respondiam “Para onde querem ir?”... e era isso que ainda não sabíamos. Só que para quem ainda não sabe... é mesmo por aí que se deve começar :-) É que há tantas ilhas e tantos barcos que é quase impossível ter horários actualizados.
Por isso houve alguma resistência para nos entendermos ao início... mas rapidamente reparámos que estávamos a fazer a pergunta errada.

No nosso esboço de plano tínhamos Mykonos como a primeira ilha a visitar... mas após conversa com algumas pessoas Mykonos surgia agora como a ilha proibida de tão absurdamente cara que é no Verão... Paros, outra das Cyclades, estava fora de questão por causa do mega-festival religioso de 15-Agosto, com procissões e grande confusão em que nem para os gregos costumava haver alojamento, para além de que chegaríamos lá a meio da noite... por isso, após alguma inércia inicial lá nos decidimos pela incontornável... Santorini.

De volta a ΑΘΗΝΑ

14-Ago-2006, segunda-feira

Às 13h30 apanhamos o comboio de volta a Atenas. Trocamos no apeadeiro de cruzamento com a linha norte-sul, Paleopharsalos.
O comboio de Thessaloniki vinha apinhado.

À chegada resolvemos ir ver o que se passa no porto principal de Atenas, esse grande hub de ligação com as ilhas, o porto de Piraeus. Assim, saímos do comboio e metemo-nos no metro.
Está um calooooorrr.... O suor escorre pelas costas e pelas pernas abaixo... sinto que me vou desintegrar com o peso da mochila e ficar feita numa papa no meio do chão.

19 de setembro de 2006

Bandeiras

14-Ago-2006, segunda-feira


Antes de deixarmos Kalambaka visitámos a antiga igreja bizantina, cheia de bandeirinhas e mesmo no sopé das rochas.

É incrível a construção aqui.. que se faz mesmo mesmo até à raiz dos rochedos, o que impossibilita a vista para os mesmos excepto em pontos mais altos... como é o caso do adro da igrejinha bizantina.

De volta a Kalambaka

13-Ago-2006, Domingo

Já de noite, os 2 ou 3km de volta a Kalambaka fizeram-se bem... agradecemos a nós próprias a caminhada pois quando nos levantámos da mesa reparámos que tínhamos tido mais olhos que barriga ao jantar...

No caminho vamos passando por “meteoros” iluminados.

Jantar em Kastraki

13-Ago-2006, Domingo

Quando chegámos à vila subimos a uma colina a tempo de ver o por do Sol que dá sempre aquele brilho dourado delicioso a tudo.
Os rooms for rent e as típicas tavernas gregas partilham o espaço da pequena vila com as mercearias de fruta.
As velhotas daqui são um achado. Não falam uma palavra de inglês mas sorriem, acenam sempre a quem passa e saúdam-nos com o “olá” grego mais doce.


Não faltam setas a indicar roof gardens para se jantar e nós decidimos ir checkar um que vemos ao longe decorado com candeeiros e buganvílias.
Não sabíamos muito bem por onde se entrava. Mas entretanto uma rapariga chama-nos de uma porta: “Querem ver o que estou a cozinhar?”
De repente estávamos dentro da cozinha dela a espreitar para dentro do forno.
Delicioso.
Explicou-nos o nome e como se cozinhavam os vários pratos típicos gregos e nós decidimo-nos por uma Moussaka – uma espécie de empadão com puré de batata e recheio de beringela – e por Yemisté – tomates e pimentos recheados com arroz e queijo feta.
Adorámos.
Simpatiquíssimos, no final ofereceram-nos melancia e não nos deixaram sair sem antes provar o bolo de laranja especial da cozinheira.


Acho que foi a segunda vez que me apeteceu deixar gorjeta.

15 de setembro de 2006

METEORA

13-Ago-2006, Domingo


Começámos a explorar Meteora no Mosteiro Varlaam. A vista é avassaladora lá de cima. Só vendo:




Os mosteiros de Meteora têm a particularidade de serem especialmente inacessíveis, o que certamente os tornaria, no passado, mais convidativos à meditação e ao isolamento.
Antigamente, a única maneira de se subir era sendo içado por cestos feitos de corda. Cordas essas que segundo algumas versões só seriam substituídas quando se partiam. E isso roça o macabro.


Para mim são mágicos.
Depois de visitarmos o mosteirinho ortodoxo, ornamentado mas simples preparámo-nos para começar o nosso caminho de 10km de regresso.
A descida é passeio muito agradável e nós não éramos as únicas maluquinhas de Meteora a vir por ali abaixo a pé.


Passámos também no Mosteiro de Roussa’nou que tem localização privilegiada mesmo no meio do vale. Só o alcançámos depois de subir inúmeros degrauzinhos de pedra e atravessar uma ponte suspensa.


Para além do habitual dress code em locais religiosos (não usar mini-saias ou ombros descobertos)... aqui os homens também não podem usar calções e as mulheres só entram de saia. Infelizmente ninguém respeita o code.

Kalambaka e Kastraki

13-Ago-2006, Domingo

A única coisa que Kalambaka tem de especial é a estação de comboios que permite aos viajantes, que não têm outro modo de se deslocar, chegarem até aos famosos mosteiros ortodoxos empoleirados nos “meteoros”.
Kastraki a 2 ou 3 km de distância e base de exploração dos mosteiros tem uma atmosfera bem mais engraçada. Mas há poucos autocarros ao domingo e estava um calor de morte, assim resolvemos ficar no primeiro quarto que apareceu em Kalambaka logo à saída do apeadeiro.

De Kalambaka até ao mosteiro de Gran Meteora (o mais alto) são mais ou menos 10km de estrada em curva e contra curva a subir... por isso para quem está a pé –como nós- o melhor é apanhar um autocarro até lá. Mas não são muito frequentes. Tivemos sorte pois ao pedirmos informação a um guia turístico ele ofereceu-nos boleia no seu autocarro, uma excursão de velhinhos do Chipre.