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12 de janeiro de 2010

stars from the sky

01-Outubro-2009


Em Cuzco e depois em La Paz também quando voltamos à Bolívia para apanhar o avião de volta a casa... suspiramos enquanto olhamos para as colinas que rodeiam estas cidades...
... à noite parece que as estrelas descem à terra. As colinas iluminadas fazem sonhar...

... estrelas brancas e amarelas caídas do céu.

23 de dezembro de 2009

BUS MEMORIES VI – Copacabana to Cuzco

26-Setembro-2009

Depois de regressarmos da Isla del Sol, decidimos saltar as ilhas flutuantes Uros e apanhamos o bus nocturno directamente para Cuzco, via Puno.
Temos que passar a fronteira para o Peru em Kasani-Yunguyo. Fácil. Nem revistam a bagagem.
Quando chegamos a Puno já é noite escuro e está a trovejar... vemos os relâmpagos a cair ao longe. Estamos a entrar no mês de Outubro e na época das chuvas no Peru...

Em Puno trocamos de autocarro. Temos que esperar 1:00. Estamos mortos de sono.
Quando vamos entrar no 2º autocarro (Puno-Cuzco) somos abordados por um senhor que pergunta se já temos alojamento em Cuzco... diz que vamos chegar lá às 4h30 (verdade)... diz que é difícil arranjar alojamento àquela hora (verdade)... diz que é mais caro que os outros sítios que conhecemos na Bolívia (verdade)... e diz que por 50 soles (12euros) nos reserva um quarto com água quente num tal Kamilah Lodge, bem no centro da cidade. Melhor é impossível.
O autocarro apita.... Dizemos-lhe o nosso nome, pagamos os 50 soles rapidamente e recebemos um voucher mesmo antes do autocarro arrancar...
...

Mas arrependemo-nos logo no primeiro kilómetro. Tínhamos acabado de dar dinheiro a um estranho em troca de um papel com valor nenhum, ele não ficou com uma cópia, nós não ficámos com nenhum número de telefone nem sequer a morada no suposto hotel, o nosso nome foi apontado no papel que ele nos entregou de seguida... um papel que supostamente valeria uma noite num hotel a 300km dali.....
... achamos que só pode ter sido um esquema para extorquir dinheiro a turistas... até já tínhamos ouvido falar desta parte da reputação dos peruanos... e nós de tanto querer que fosse verdade, acreditamos. Que anjinhos.
Desta vez custa-me a adormecer durante a viagem... até tenho pesadelos..

Damos o caso como perdido... mas quando de facto chegamos a Cuzco, ensonados das 8h de viagem, às 04h30... alguém chama por mim.... "Aleqqssssandraaa?"... Será possível?
Interiormente somos promovidos de anjinhos que nunca puseram o pé na rua a viajantes experientes que se misturam na multidão...

... de uma maneira ou de outra, dali a 20 minutos dormimos como anjinhos no Kamilah Lodge.

21 de dezembro de 2009

ventos do Lago Titicaca

26-Setembro-2009

Visitamos a Isla del Sol, a maior ilha do Lago Titicaca, onde segundo a lenda o deus inca Virakosha terá convocado o Sol e a Lua para que se erguessem do Lago. É um local sagrado.









A caminho de Copacabana avistamos uns "exemplos" de ilhas flutuantes... mesmo a calhar, já que vamos saltar as ilhas Uros, perto de Puno...

18 de dezembro de 2009

BUS MEMORIES V – La Paz to Copacabana

25-Setembro-2009

Dia de relax...
Acordar tarde... corpo moído...
São 10h40 quando apanhamos o autocarro em direcção a Copacabana nas margens do Lago Titicaca. A viagem dura 3h30 e é o entra e sai de pessoas com ramos de flores enormes ao longo do caminho.


O Lago é tão grande que parece um mar... temos que atravessá-lo de balsa no estreito na estrada que sai de Huarina.



Quando chegamos, Copacabana revela-se uma cidade agradável, com pontões e restaurantes improvisados onde comemos peixe de lago.





Copacabana é também um centro de peregrinação por causa da Virgem de Copacabana a quem são atribuídos vários milagres. Visitamos o santuário onde dezenas de pessoas acendem velas e deixam ramos de flores... alguns já meio amassados da viagem de autocarro desde La Paz..

A Virgem tem uma cara morena e traços andinos. Segura uma vela (referência à Virgem da Candelária muito venerada durante a conquista da américa latina pelos espanhóis) e tem aos seus pés uma lua crescente (símbolo pagão feminino).

As pessoas ajoelham-se e oram em silêncio... outras choram baixinho enquanto pedem as suas graças em línguas indígenas que não compreendemos..
Mas como portugueses temos a sensação que entendemos exactamente o que se passa aqui...

4 de dezembro de 2009

World Most Dangerous Road

24-Setembro-2009

O ponto de encontro é sempre o mesmo: Café Alexander, Av.Prado, 7:00.
Aos poucos junta-se um grupo de algo como 30 estrangeiros que se preparam para aquela que é vendida como a aventura mais wild da Bolívia: a descida do alto de La Cumbre a 4800m até Coroico a 1200m, pela antiga estrada do Yungas, mais vulgarmente conhecida como a Estrada Mais Perigosa do Mundo.
Escolhemos a agência Gravity Assisted Mountain Biking sediada em La Paz, simplesmente porque é a melhor.

Os 30 estrangeiros são divididos em 2 grupos. Somos apresentados ao Dave, o nosso guia neozelandês, a fazer uma perninha na Bolívia enquanto não continua a sua viagem pelo mundo.

No alto de La Cumbre dão-nos o equipamento “believe me you’ll need it!” (luvas, viseira, capacete, casaco e calças impermeáveis, colete reflector, protecção para pescoço) enquanto somos apresentados às nossas bicicletas que já vêm “calibradas” de acordo com as nossas necessidades e preferências, enviadas no momento da inscrição online (altura do banco, travão da frente do lado esquerdo).

Dave explica-nos as regras da descida, que basicamente se resumem a uma: nunca ultrapassar o guia que vai na frente do grupo. Ponto.
E depois de breves noções de mountain biking e do necessário sacrifício de álcool à Pachamama (a deusa da terra) começamos a pedalar.

(foto: wikipédia)


Estou ansiosa. Não sou grande master da bicicleta e só me lembro das imagens dos powerpoints que circulam nos emails, de camiões a cruzarem-se nesta estrada... e alguns com as rodas a resvalar no precipício. Aqui não há margem para erros..

Os primeiros troços são em alcatrão e sempre a descer, nem precisamos de pedalar.
A paisagem é do outro mundo. Mas estão sempre a alertar-nos para irmos com atenção à estrada e não olharmos para a paisagem... histórias de clavículas e costelas partidas sucedem-se...
Faço batota e fico prá trás... apesar de não ter máquina para fotografar tenho que gravar estas imagens na minha memória.




Fazemos várias paragens nas quais o grupo se junta e onde o Dave aproveita para nos explicar as características dos troços seguintes.
Atrás de nós, segue-nos de perto o mini-autocarro que nos levou a La Cumbre com bikes suplentes.


Em Unduavi (+- a 10km de La Cumbre) é o checkpoint da polícia onde são revistados todos os carros em busca de cocaína e/ou ingredientes não autorizados que podem levar à sua produção.

Os 40km que se seguem, de Unduavi a Coroico pela estrada velha são absolutamente estrondosos. Um agigantar dos sentidos em todas as direcções.

Antes de entrarmos no percurso de terra batida e na estrada velha propriamente dita reparamos no cartaz com o bodycount deste ano, como medida de sensibilização dos condutores... até agora 43 mortos.




Lama. Fazemos o percurso com chão lamacento e cascatas a inundar a estrada já de si estreita, atravessamos nevoeiro cerrado nas zonas mais altas... factor que ajudou os que sofrem de vertigens...
Em certas zonas a estrada é pouco mais larga que o próprio autocarro, os precipícios têm perto de 600m de profundidade... cruzes semeadas à beira da estrada sucedem-se... esquecemos as clavículas partidas... aqui contam-se outro tipo de histórias.

As regras de trânsito são diferentes... “keep your left”... ou seja, temos a indicação para percorrer a estrada pelo lado esquerdo, o que para quem desce significa ir junto aos precipícios. Foi o modo que encontraram para que os veículos que descem terem maior visibilidade nas curvas.

Fico pasmada com o estado da principal via de comunicação entre o Altiplano e a Amazónia, entre o Brasil e o Pacífico. Não admira o elevado número de mortos estimado em 300 por ano. Imagino em que condições terá sido construída pelos prisioneiros da Chaco War nos 1930’s.

Há alguns anos, para tentar reduzir as estatísticas catastróficas anuais, foi introduzido um esquema de tráfego alternado conforme os dias da semana, o que baixou consideravelmente o número de acidentes. No entanto os condutores de camiões rebelaram-se uma vez que isso prejudicava as suas receitas... e assim o tráfego foi reaberto nos dois sentidos.

Em Dez-2006 foi inaugurada uma variante multimilionária a ligar La Paz a Coroico que retirou finalmente a maior parte dos carros da estrada mais perigosa do mundo. No entanto alguns comerciantes continuam a fazer o caminho pela estrada antiga, por ter menos kilómetros e assim pouparem combustível... ainda que continuem a demorar mais tempo...




Para nós pareceu-nos uma autêntica ciclovia de curvas perigosas. Devemos ter-nos cruzado com 2 ou 3 carros a subir...

Em Yolosa acaba a descida. Faz calor e a lama desapareceu. Almoçamos na Senda Verde, uma organização non-profit onde se recolhem animais mal tratados ou retirados do mercado negro. Há duches quentes e piscina, mas eu perco-me no fetuccini à bolonhesa... à descrição...




Adorámos a subida de autocarro.
Adorei o facto do nevoeiro ter levantado ligeiramente e termos podido ver o cenário imponente, fantástico e aterrador em que nos encontrávamos.





À chegada a La Paz fazemos o bodycount: 0 feridos e 0 mortos. Sobrevivemos...
Nenhuma "história" para contar...

(2009-09-24 Ride photos by Gravity Bolivia)

3 de dezembro de 2009

BUS MEMORIES IV - Arica to La Paz

23-Setembro-2009

O nosso autocarro Arica - La Paz sai às 9h30. Está previsto chegar por volta das 17h00. Mas em autocarros diurnos nunca sabemos exactamente a que horas vão chegar... param em todo o lado para entrar e sair gente.

No terminal de Arica algumas pessoas aproveitam para trocar pesos chilenos por bolivianos.
Os passageiros são quase todos bolivianos. Identificamo-los pelos traços indígenas, pela cor da pele mais escura e pelas roupas folclóricas.
Reparo que estou secretamente a fervilhar de alegria por voltar à Bolívia.

As primeiras horas de viagem são-nos familiares pois a estrada para La Paz é a única, a CH-11, a mesma que passa no Parque Nacional Lauca. Fico com um brilhozinho nos olhos quando passamos no vulcão Parinacota. Os poucos turistas que viajam connosco encostam as máquinas fotográficas às janelas do autocarro. Ainda bem que o vimos sem ser através da janela.
No posto fronteiriço Tambo Quemado carimbam-nos o passaporte e recomendam-nos a visita ao vulcão Sajama.

Estamos ansiosos por chegar a La Paz mas a viagem é longa e a paisagem deserta. O autocarro pára onde as pessoas pedem indiscriminadamente, há engarrafamentos nas ruas à chegada... mas finalmente chegamos.

Reparo na diferença desde a última vez que estivemos na cidade. Não temos dores de cabeça, respiramos normalmente e até vamos de mochila às costas rua abaixo procurar um hotel.

Ruta Altiplanica



Em 1998, os países comuns ao Altiplano (Chile, Bolívia e Peru) chegaram a um consenso quanto à proposta para uma Ruta Altiplanica de Integração, uma auto-estrada com 1500km desde San Pedro de Atacama atravessando o altiplano e passando por maravilhas naturais pouco conhecidas tais como os salares de Carcote e Ascotán, o vulcão Ollagüe, o Parque Nacional Vulcão Isluga, o Salar de Surire, o Parque Nacional Lauca (Chile), La Paz e Tiwanaku, (Bolívia), o Lago Titicaca, Puno e Cuzco (Peru).

Ficou marcado o ano de 2000 para o início das obras mas neste momento diz-se à boca pequena que ainda nem foram calculados os milhões de dollars necessários para a sua construção, quando mais a angariação dos fundos.

Independentemente de políticas, esta é uma estrada que se for construída abrirá ao mundo uma região remota e de difícil acesso mas de paisagens avassaladoras...

25 de novembro de 2009

Guerras no Pacífico

21-Setembro-2009

Daqui a 3 dias temos que estar de volta a La Paz para a World Most Dangerous Road.

Podemos seguir em contra relógio para lá da fronteira do Peru em direcção a Arequipa, ou manter o "plano inicial B": ir e voltar ao Parque Nacional Lauca e seguir depois no bus diário Arica-La Paz.

Isto porque o "plano inicial A" é-nos vetado por todas as agências de aluguer de carros que contactamos, ou seja, alugar um carro no Chile (Arica) e devolver na Bolívia (La Paz) é impossível.

"Aqui no es como en Europa" ouço recorrentemente.


Descobrimos que as relações diplomáticas entre Chile, Bolívia e Peru não são as melhores.... e esta é uma zona sensível.
Há pouco mais de 100 anos Arica pertencia ao território peruano e Calama junto com San Pedro de Atacama (no distrito de Antofagasta) pertenciam ao território boliviano, mas com a Guerra do Pacífico (1879-1883), os aliados Bolívia e Peru viram parte do seu território começar a fazer parte do mapa do Chile. incluindo o acesso ao mar da Bolívia.

No entanto, estas complicações latinoamericanas já vêm do tempo do poderio colonial dos espanhóis, sediados em Cuzco, no Peru, versus revolucionários vindos do Sul da Argentina e Chile, apoiados por ingleses.

Hoje em dia, há indícios de melhoras e fala-se de uma “faixa” cedida pelo Chile junto à fronteira com o Peru, para ligar a Bolívia ao mar... Mas também se fala do Peru não estar muito contente com isso... por ter que passar por cima da aliada de sempre, Bolívia, no caso de decidir pensar numa invasão ao Chile, tipo payback...

9 de novembro de 2009

Chegada a San Pedro de Atacama

18-Setembro-2009

A poucos km’s da Lagoa Verde fica um posto fronteiriço da Bolívia.
Despedimo-nos dos nossos companheiros e carimbamos o passaporte. Estamos no Chile.


Assim que entramos no Chile, tudo muda... A paisagem é a mesma (consta que o próprio vulcão Licancabur é metade chileno e metade boliviano, ainda que para mim isso seja difícil de imaginar..) mas de resto tudo é diferente. Do lado chileno as estradas são alcatroadas até ao posto fronteiriço e há placas com indicações quilométricas. Sabemos que faltam exactamente 45km para San Pedro de Atacama.

São 45km sempre a descer. Baixamos dos 4300m da Lagoa Verde até aos 2400m de San Pedro em 30min. Os ouvidos estalam. Á medida que descemos, sobe a temperatura até uns 30ºC com os quais estamos mais familiarizados, mas em termos de altitude continuamos mais altos que outras cidades como por exemplo o Katmandu.

No posto fronteiriço chileno à entrada da cidade somos todos revistados pois não podemos trazer nenhum tipo de comida ou vegetal... mas de algum modo as folhas de coca lá arranjam maneira de passar unnoticed.

Para além de hiper-vestidos estamos hiper-empoeirados do altiplano. Termos acordado às 04h30 com -10ºC perto da Laguna Colorada na Bolívia já parece ter sido noutra vida.

6 de novembro de 2009

Rota de Jóias II

18-Setembro-2009

São 04h30. Estão -5ºC na rua. O ar é muito seco por isso não há nem um pico nevado.
Vamos ver os geysers “Sol de Mañana”, que são mais extraordinários antes do nascer do sol. Vemos impressionantes lagoas de lama em bolhas gigantes.
Alertam-nos para a altitude, aqui 5000m “é melhor mascar umas folhas de coca” mas a única coisa que me incomoda neste momento é o frio, entranhado nos ossos. Estou gelada.




O Sol nasce.
Descemos em direcção à Lagoa Polques onde encontramos spots de águas termais. Como estão abrigados do vento lá perco a cabeça e a vergonha e começo a despir-me com aquele frio para entrar na água a 35ºC.
Excelente. O antídoto perfeito para os meus pés gelados a noite toda.



Ao pequeno almoço, muitíssimo bem dispostos, comemos panquecas com doce e iogurte com frutos enquanto tagarelamos com os nossos companheiros argentinos.
Delicioso.

Quando partimos o meu coração começa a bater mais depressa.
Estamos a poucos km da Lagoa Verde. E ainda passamos por cenários inacreditáveis. Não acredito que estou aqui. Estou completamente feliz.



A Lagoa Verde aninhada no Vulcão Licancabur aparece em 1 segundo depois de subirmos uma colina, é como uma descarga de adrenalina. Ficamos de boca aberta de espanto.


Só penso que na primeira vez em que imaginei viajar na Bolívia achei que este sítio escondido num cantinho do país seria algo de remoto e inalcansável. Mas ainda bem que aqui estamos. É o tipo de local que nos faz vir lágrimas aos olhos. Uma verdadeira rota de jóias no deserto.

3 de novembro de 2009

Rota de Jóias I

17-Setembro-2009

Deixamos o Salar e à medida que nos vamos aproximando da fronteira com o Chile, vai aumentando a altitude, mas está tudo bem, já estamos aclimatizados.
Apreciamos o vulcão Ollagüe, atravessamos a linha de comboio Uyuni-Calama, passamos por um controlo policial... a viagem é longa e desconfortável.
Não há estradas, só trilhos... penso que seria impossível distinguir qual deles seguir.
Por outro lado a paisagem é esmagadoramente estrondosa....






Passamos por várias lagoas: Cañapa, Hedionda, Ramaditas e Chiar Khota, povoadas de flamingos cor de rosa e rodeadas de montanhas.
Vemos vicuñas a pastar e uma raposa ao longe... somos só nós e a natureza.







O deserto de Siloli e as suas estranhas formações rochosas aparecem depois de um promontório. É um deserto de areia que junto com o vento faz surgir verdadeiras esculturas.



Na Laguna Colorada, uma nuvem tapa o Sol brincando com a cor vermelha da água.
Esta cor deve-se aos pigmentos naturais das algas que existem nas suas águas pouco profundas.





À noite no refúgio jogamos às cartas e ao jantar oferecem-nos uma garrafa de vinho de Tarija.
Há muitos cobertores nas camas, ainda bem.. pois estamos a 4500m e na rua a temperatura desce a baixo de zero.