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6 de junho de 2013

Almonaster la Real

Mais ou menos a meio caminho entre Beja e Sevilha fica Almonaster la Real, um pueblo serrano que me encantou por ser tão fácil de fotografar -mesmo debaixo de um céu carregado- e por albergar uma das mesquitas mais antigas e mais bem conservadas de toda a Espanha.









A Mezquita de Al - Munastyr que data do século X, foi construída a partir de um templo visigodo do século V, por sua vez construído sobre um templo romano. 

Na sua restauração reutilizaram-se todos os materiais originais e métodos de construção das diferentes épocas de modo a tentar preservar o seu interior com 5 naves de arcos suportando o tecto, alinhados com o mihrab da mesquita, o nicho de oração voltado para Meca, o mais antigo em Espanha.

Um belo aperitivo antes de conhecer a grandiosa Mezquita de Córdoba.

4 de junho de 2013

La Feria

Todas as Primaveras em Sevilha são tempo de “fiesta” e brava!
Mais ou menos duas semanas depois das grandes festividades religiosas da Semana Santa e Páscoa, a cidade de Sevilha muda as suas roupagens e transforma-se para receber mais de um milhão de pessoas noutra grande semana de comemorações, convívio, cultura flamenca, música e dança: a Feria de Abril.
A Feria começou originalmente como uma feira de comércio de gado em 1847 e evoluiu ao longo dos anos para um inexplicável  round-the-clock   espectáculo  de celebração de tudo o que é espanhol e principalmente andaluz.

Normalmente as manhãs são preenchidas por eventos equestres, como desfiles de cavalos e carruagens decoradas a rigor, pertencentes aos membros da alta aristocracia sevilhana, que percorrem o recinto da feira (Real de la Feria) e a cidade, acompanhados por música tradicional.

As tardes são conhecidas pelas grandes corridas de touros na icónica praça La Maestranza, considerada uma das mais belas praças de touros do país, a mais importante depois de Madrid.
A Feria atrai “matadores” de topo de toda a Espanha e as touradas durante a Feria de Abril são vistas, pelos aficionados, como as melhores da temporada. 




À noite, ilumina-se a portada, a porta de entrada no recinto Real de la Feria assim como as ruas entre as casetas, com milhares de lanternas de papel. 
As casetas são as tendas individuais de cores garridas que mantiveram o layout pensado inicialmente para o mercado de gado, mas que com o tempo se transformaram em salões de baile profusamente decorados como se do prolongamento das casas dos seus anfitriões se tratasse. É onde acontecem os bravíssimos bailes improvisados ao som de hits tradicionais sevilhanos, começando por volta das 21:00 e acabando... sabe-se lá quando.

Claro, uma das coisas que mais me fascinou, é que durante a Feria de Sevilha todas as mulheres usam orgulhosamente os espectaculares vestidos coloridos de inspiração cigana: folhos, bolas, xailes, flores na cabeça, tudo o que imaginei, mostrando que a tradição ainda é o que era! 
E todas dançam como nunca vi!





A maior parte das casetas são privadas onde só é possível entrar com convite, mas a animação prolonga-se para as ruas. Cada caseta tem a sua atmosfera e costume próprio pelo que o mais divertido é ir saltando de caseta em caseta procurando aquela com que nos identificamos mais, com um copo de xerez ou rebujito na mão. 
Isso e dançar até de manhã.



La Feria de Abril concentra em si muito do que é a cultura sevilhana e andaluza: relaxada e descontraída por um lado, intensa e profundamente enérgica por outro.

Mais aqui

31 de maio de 2013

Sevilha

O Lord Byron escreveu que “Sevilha é conhecida pelas sua laranjas e pelas suas mulheres” e também, poderão os seus visitantes certamente acrescentar, pelo calooor imenso que faz mesmo ainda nos primeiros meses do ano.
Sevilha é considerada o centro da música e da cultura flamenca e gitana pois é terra natal de muitos dos seus precursores.
A sua reputação de alegria, intensidade e vigor é amplamente merecida e expressa-se em grande escala durante a Semana Santa, na Páscoa e na Feria de Abril, na Primavera.

Mas para além disto, recuando um bom bocado no tempo, Sevilha foi uma das primeiras conquistas mouras durante o califato de Córdoba, no ano de 712, e transformou-se na segunda cidade do Al-Andaluz.

Os séculos seguintes, sob a autoridade dos sucessivos governantes árabes e berberes do norte de África, foram determinantes para o desenvolvimento da cidade, na arte e na arquitectura, que culminou na construção do edifício mais bonito de Sevilha, onde finalmente pus os meus olhos, e pés... A Giralda.


A Giralda era o minarete da mesquita de Sevilha e o epítome máximo da arquitectura do período Almohad. Tal era a sua fama, que de acordo com algumas opiniões, terá servido de modelo para a construção de outros minaretes nas cidades imperiais, como por exemplo a Koutoubia de Marrakech... mas outras opiniões dirão que foi ao contrário.
A mim, importa-me apenas o facto de ambas estarem eternamente interligadas como impressionantes e belíssimos monumentos do mundo islâmico.

Junto à Giralda encontramos o Pátio dos Naranjos, que ainda guarda a antiga fonte moura usada para as abluções diárias antes das orações, e as fotogénicas laranjeiras milimetricamente organizadas com o seu próprio sistema de rega, contemporâneo da fonte.





Mas apesar da minha insistência, Sevilha não é só a Giralda! 

Para além das mega-festas anuais, encontramos sempre as ruas estreitas e medievais do bairro de Santa Cruz, a Plaza de España, o flamenco e os gitanos de Triana, a icónica praça de touros La Maestranza, a antiga fábrica de tabaco onde trabalhava a “Carmen” de Bizet, os melhores bares de tapas, a melhor animação nocturna, o Rio Guadalquivir, a sombra de um laranjeiro em cada pátio... tudo o que é na sua essência... Andaluz.

30 de maio de 2013

Andalucia

Juro que não fiz de propósito, mas parece que todos os meus últimos caminhos foram dar à Andalucia, a província do Sul de Espanha, aqui mesmo ao lado de Portugal.
Já suspeitava mas comprovei: fiquei in love por esta região!

Porquê?
Porque é uma zona cheia de Sol, logo num ano em que este custou a chegar a Portugal!
Porque se respira influência mourisca em Sevilha, Córdoba e Granada, ideal para ávidos consumidores de misturas culturais.
Porque se come bem. Sim, o cliché “em Espanha come-se mal” já era, principalmente se nos pusermos a dominar a arte do “tapeanço” com todos os seus predicados.
Porque quando penso em Espanha penso em vestidos às bolas, xailes, touros, flamenco, o que me transforma a Andalucia na “província mais espanhola de Espanha”.... 
... mas também porque se estiver “home sick” algumas paisagens me fazem lembrar o Alentejo.... e adoro o nosso Alentejo.
Porque -é mesmo verdade- podemos fazer ski na Sierra Nevada de manhã, dar um mergulho no Mediterrâneo à tarde, e apanhar o barco para Marrocos à noite! (mas isso é outra história)
Porque a Primavera é uma das épocas festivas mais animadas em Espanha, principalmente na Andalucia, onde cada pátio se veste de flores para competições, procissões, decorações e onde em cada “fiesta” se ouvem golpes de sapateado no chão a fervilhar de emoção andaluza! 

Olé!









... só um cheirinho!

30 de agosto de 2010

Puebla de Sanábria






Encantadora esta vila... a pouquíssimos quilómetros da fronteira com Portugal...