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17 de junho de 2013

Pueblos Blancos

Os Pueblos Blancos da Andalucia são uma série de vilas no Norte das províncias de Cadiz e Málaga, principalmente na Sierra de Grazelema. Todos estes pueblos têm em comum o estarem normalmente empoleirados em colinas, ruas estreitas de influência mourisca até um castelo em ruínas e claro... as paredes das casas caiadas de branco.


Nesta região existem muitos pueblos e vários percursos possíveis.
Nós andámos por aqui:

Zahara de la Sierra , conhecida por “Moorish eagle’s nest”, de cujo castelo temos vistas de perder o fôlego.






Grazelema , fundada por tribos Berberes por se encontrar numa região montanhosa que lhes lembrava a sua terra natal, as montanhas do Rif e Atlas em Marrocos.






Setenil de las Bodegas , uma vila construída entre cavernas e rocha, conhecida pelas suas adegas.


13 de junho de 2013

Pátios de Córdoba


Mais uma fiesta em Córdoba! 

Por causa do calor, os habitantes da cidade adoptaram desde os tempos dos Romanos uma tipologia de casa tradicional que se centra num pátio interior com uma fonte ou um poço para recolher a água da chuva.
Isso e muita vegetação para dar a sensação de frescura.

E este é um grande motivo de celebração! Assim, durante a primeira quinzena de Maio, os habitantes da cidade que vivem nos distritos mais antigos de Córdoba, abrem orgulhosamente os seus pátios aos visitantes e participam num concurso de decorações florais que convida à contemplação da beleza das casas tradicionais.







Visitámos o Palácio de Viana, que com os seus 12 pátios, representa o expoente máximo no conceito do típico pátio cordobês e deliciamo-nos com o espectáculo colorido nas ruas da cidade antiga sempre acompanhadas de sorrisos, braços que se abrem quando passamos da porta principal, música, vinho e tapas tradicionais.

Córdoba não se faz de rogada! No mês de Maio  está assumidamente em festa.
Córdoba gosta de se celebrar e à sua cultura e nós gostamos de Córdoba!

12 de junho de 2013

Las cruces de Mayo


No primeiro dia de Maio comemora-se a chegada da Primavera,  em Córdoba,   com uma procissão de carros alegóricos por toda a cidade, seguida de uma batalha de flores.

Depois dá-se início ao concurso popular das Cruces de Mayo que dura a semana inteira onde em vários pátios e praças da cidade se erguem grandes cruzes enfeitadas de flores.

Cada bairro ou associação tem a sua cruz e a iniciativa de preparar o seu arraial bem ao estilo ibérico, com bancas provisórias de comes e bebes, muita animação e música popular noite dentro. Lembra os nossos Santos Populares.

Os festivais das Cruces de Mayo e suas celebrações ocorrem por toda a Andalucia, mas são mais expressivas e impressionantes em Córdoba. Não se sabe bem qual a origem destes festejos mas terá certamente raízes quer em motivos religiosos cristãos (dia 3 Maio, diz-se ser o dia em que Sta Helena, mãe do imperador Constantino, descobriu pedaços da verdadeira cruz de Cristo) quer em festivais pagãos (dia 1 Maio, Beltane, o dia da celebração da fertilidade da mãe Natureza).

A sua origem é irrelevante.
Garantida é a imagem que um passeio pelos bairros típicos de Córdoba  no mês de Maio  nos deixa: uma cidade impossivelmente florida daquelas que só imaginamos em sonhos.






 

11 de junho de 2013

La Mezquita

“A Mezquita de Córdoba é um edifício de extraordinário poder místico e estético”
Não podia estar mais de acordo.

Encontramos a Mezquita mesmo no centro da cidade, junto à ponte Romana e rodeada pelos bairros Judeu e Mouro. 
É um sítio muito difícil de ir só uma vez. Impossível mesmo. 

Eu tive que ir e voltar.



A Mezquita de Córdoba, Património da Humanidade desde 1984 é o monumento mais importante de todo o Ocidente islâmico e, para mim, um dos mais espantosos que já vi. 
A sua história resume a evolução do estilo Umayyad em Espanha, para além dos estilos gótico, renascentista e barroco contemporâneos da construção da catedral cristã. 
Sim, porque esta Mezquita também é a Catedral de Córdoba.


De fora a Mezquita parece um forte com os seus muros altos e portas maciças.
Mas quando transpomos essas portas encontramos o Pátio de los Naranjos, como em Sevilha, com laranjeiras plantadas de forma milimétrica, como que replicando a floresta de colunas de pilares que deu fama ao seu interior.

Não deixo de me sentir a fervilhar quando entro na Mezquita, sei que lá dentro acontece magia.

Presencia-se um dramático jogo de luz e perspectiva à medida que se percorrem os arcos vermelhos e brancos ao longo do que parecem infinitas alas até ao mihrab.




Noto o contraste entre a escuridão horizontal do espaço muçulmano e o brilho vertical da catedral cristã. 
Fascina-me estes dois espaços serem na realidade só um e ter à distância de um braço esticado a oportunidade de apreciar dois estilos arquitectónicos tão diferentes e aqui, em perfeita comunhão.



A Mezquita foi contruida em 786 mas ampliada várias vezes sob o domínio muçulmano de Córdoba. Estas ampliações mantiveram-se sempre fiéis ao design original.
Após a Reconquista Cristã de Córdoba em 1236, começaram os trabalhos para a transformação da Mezquita num local de culto cristão que culminou com a controversa construção de uma catedral no centro do edifício.


Hoje, apesar da presença da catedral, a maior parte da estrutura da mesquita original permanece extraordinariamente bem preservada e fez-me pensar como seria excepcional se no mundo todas as religiões coexistissem em harmonia.

Mais aqui

10 de junho de 2013

Córdoba

Não deve haver muitos sítios como Córdoba!
Foi capital da Hispânia Ulterior (província romana), capital do Al-Andalus (o estado árabe que se estendeu pelo Sul de Espanha até ao Algarve), e coração do império islâmico ocidental no grande califado dos Mouros em Espanha!


É dessa altura o maior monumento da cidade: la Mezquita, a maior e mais bonita mesquita construída pelos mouros em Espanha, símbolo do poderio e da sofisticação da cultura islâmica que colocou Córdoba a par de cidades como Istambul ou Bagdad.

O Rio Guadalquivir também domina a cidade, assim como a sua Ponte Romana, recentemente restaurada e um grande sítio para passear ao final da tarde.



Desde a mesquita, estendem-se as ruas estreitas da Judiaria que emergem inesperadamente em pequenos pátios, sempre floridos e muitas vezes extravagantes. 
É aqui que encontramos a agitação da cidade antiga, a animação de bares e casas de chá, bodegas andaluzas e restaurantes de influência magrebina.





Andámos pelo Alcazar dos Reis Cristãos, a fortaleza assim nomeada por ter sido residência dos monarcas Fernando e Isabel, e pelas suas Cavalariças Reais onde pudemos ver e interagir com verdadeiros cavalos andaluzes.



Tapear é na Plaza del Potro, onde andou o Dom Quixote numa das suas aventuras ou na Plaza de la Corredera, a única plaza mayor fechada da Andaluzia.



Talvez Córdoba já tenha perdido muito do fulgor e importância estratégica que fizeram dela uma das cidades mais importantes do mundo medieval. 
Pode até ser uma cidade tranquila durante os meses de inverno... 

... Mas uma coisa é certa... assim que começa a primavera, há qualquer coisa que desperta em Córdoba... começa a multiplicação das flores e das fiestas.. o que a torna sem dúvida na cidade para se estar!

7 de junho de 2013

Sierra Morena

Atravessamos a Sierra de Aracena que faz parte da cordilheira da Sierra Morena que é, toscamente, a fronteira norte da Andalucia.

Esta é uma região bela e densamente arborizada onde podemos encontrar alguns dos melhores percursos de trekking - senderismo - da província. Há muitas grandes caminhadas bem sinalizadas, ao longo dos vários trilhos que cruzam a Serra.

Não tivemos tempo para senderos, mas a caminho de Córdoba passamos por paisagens espectaculares e por vários pueblos caiados de branco, alguns escondidos em vales, outros empoleirados em morros dramáticos.  



Zufre



Santa Olalla de la Cala


El Real de la Jara


Embalse del Pintado

Cazalla de la Sierra 

Constantina