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28 de outubro de 2011

Zagreb art








Pedal e Paddle

O nosso último dia na Croácia é passado no mar. Inscrevemo-nos num grupo do Adriatic Kayak Tours e o plano é ir fazer canoagem no mar nas ilhas Elafiti.
Para lá chegar apanhamos um ferry. Saímos em Lopud onde nos esperam os kayaks para a parte de “paddle” até à ilha de Sipan, uma travessia fabulosa em que parece que vamos num vôo baixinho sobre o mar ali ao alcance das nossas mãos. 

Em 1h30 chegamos ao porto de Sudurad para deixar os kayaks e apanhar as bicicletas para a parte de “pedal” até ao outro lado da ilha.
O bom de ter bicicletas baratas em casa é que sempre que alugamos alguma parecem-nos sempre fantásticas.
O passeio até Sipanska Luka é delicioso, por entre vinhas e girassóis, com o sol e o vento no cabelo fazem-me regressar a uma infância imaginária.

Mais tarde temos tempo para visitar a blue cave. 
Para entrar na gruta é preciso mergulhar com o snorkel por baixo de rochas aguçadas e nadar uns metros... mesmo à filme.
Não sei se consigo... mas arrisco. 

Quando lá chego tenho aquela sensação de ter encontrado um sítio secreto, espectacular e muito muito azul. Um azul intenso... azul da Croácia.

... depois foi ganhar coragem para sair, que remédio.

Dubrovnik walls

Encontramos Dubrovnik num dia fantástico, azul, quente, salgado.
Decidimos fazer o passeio mais típico, mais emblemático e mais espectacular da cidade: a volta às muralhas.
Mas na realidade, não fazia ideia que assim fosse. Estava habituada às fracções de muralhas, às muralhas inacessíveis, às muralhas de subir, ir lá ver a vista e descer... e por 10€ (!!) não era bem isso que me apetecia.
Mas à 3ª foi de vez e finalmente percebi porque as muralhas de Dubrovnik são muito mais do que isso.

Para além de estarem maravilhosamente bem conservadas, são ‘o’ sítio para se estar ao fim da tarde quando as ruelas do interior da cidade velha já estão à sombra.
É um passeio de 2 tranquilos quilómetros de onde podemos apreciar a Old Town e os seus telhados (da vertente Norte), o mar e a fortaleza (da vertente Sul), e melhor... relaxar a beber uma cervejinha com os olhos postos no por do sol.








Mlini




Lá revisitei o azul da Croácia... :-)

27 de outubro de 2011

BUS MEMORIES: Herceg Novi - Dubrovnik

A fronteira Montenegro – Croácia entre Herceg Novi e Dubrovnik é uma das fronteiras com mais movimento das Balcãs, porque se situa entre duas das mais fenomenais Rivieras do Adriático.
O tempo que estamos à espera deve-se mais à quantidade de passaportes que tem que ser recolhidos e depois devolvidos, do que propriamente a qualquer outra tarefa de vistoria alfandegária.
A viagem junto à costa... sempre panorâmica e fenomenal.

Ainda antes, em Herceg Novi, procurámos o próximo alojamento na internet.
Mas no hostelworld não encontramos quartos em Dubrovnik por menos de 100euros.
Que grande “novidade”!
Experiências passadas dizem-nos que contar com as senhoras da estação nesta cidade é o mesmo que preparar-nos para as subidas a pique nas colinas que circundam as muralhas... com a mochila às costas. Por isso decidimos ficar fora de Dubrovnik.

Já se viu que nesta viagem aprendemos uma palavra nova: Riviera.
Riviera de Budva, Riviera de Kotor e Riviera de Dubrovnik... foi assim que descobrimos Mlini.

26 de outubro de 2011

O milagre de Perast

Dada a influência que a Veneza de S. Marcos teve em Perast, encontramos muitas igrejas.
Mas uma é especial. A Igreja de N. Sra do Rochedo flutua na baía em frente à vila.
A história começa com a lenda de um milagre. A lenda de um marinheiro naufragado que encontrou uma imagem da Virgem numa rocha no mar. A rocha que o salvou.
Agradecido, o marinheiro traz a imagem para terra (em Perast). Mas no dia seguinte esta não só tinha desaparecido como também tinha regressado à rocha no mar.
Assim, os habitantes de Perast resolveram construir uma ilha artificial e uma capela sobre a rocha, para albergar a imagem milagrosa da virgem.
Desde então todos os anos em Julho, na data da aparição do icon, acontece uma procissão com dezenas de barcos de onde são descarregadas rochas junto à ilha para refortalecer a sua construção.




Apanhamos um barco para a ilha.
Quando entramos na igrejinha de portas turquesa pasmamos com a beleza das suas pinturas interiores e frescos. Absorvemos imediatamente toda a sua mitologia e misticismo. E reparamos que nos sentimos estranhamente acolhidos.

Já percebi que quando visito locais sagrados em terras que abraçam outros credos diferentes daquele que existe maioritariamente em Portugal (que inevitavelmente se entranhou em nós e nas nossas raízes) não consigo entender tudo. Posso ser arrebatada pela beleza do local mas vejo-me atrapalhada com a interpretação de pinturas, esculturas ou escrituras.


Não admira que alguns povos não se entendam por causa da religião.
Não será –como no meu caso- apenas falta de informação?

25 de outubro de 2011

Perast marinheira

Perast fica do outro lado da baía.
À medida que vamos contornando a baía vamos passando por locais impressionantes e apaixonantes onde só apetece ficar.

Perast é uma cidade antiga com igrejas e palácios barrocos do sec XVII e XVIII que pertenceu à República de Veneza, a Sereníssima.




Perast é barroca e veneziana, mas também é marinheira. Percebemos isso assim que pomos os olhos no horizonte, no estreito de Verige.

algures perto de Tivat

Depois do almoço saímos em direcção a Tivat. É onde existem as melhores praias da zona.
Na realidade não chegamos a encontrá-las.
Ficamos pelo caminho algures num povoado piscatório minúsculo, mágico e praticamente só nosso.


Eu podia ser daqui.

20 de outubro de 2011

baía de Kotor

Saímos de carro em direcção a Kotor. Está calor mas o Sol vai e vem por entre as nuvens.
Percorremos a recortada baía até ao seu ponto mais interno onde está a cidade sob o Monte Lovćen.
Kotor (tal como Lisboa) também é uma cidade com forte tradição marítima de onde originaram grandes navegadores que dominaram o mar Adriático no sec. XVI.

Dentro das suas muralhas há a forte sensação de se ter regressado no tempo até à época medieval. A cidade velha é feita de labirintos de minúsculas vielas aparentemente desorganizadas e muitas sem saída.
Na arquitectura notamos influências venezianas e bizantinas, que mais uma vez ilustram o melting pot que é esta região.
E as muralhas de Kotor são muralhas com personalidade. Não se “limitam” a circundar a cidade. Sobem pela montanha lembrando um dragão enroscado na pedra até à fortaleza de St Ivans.

 






Pouco depois também nós subimos à montanha pela estrada ziguezagueante em direcção a Cetinje.
Fico maravilhada!
É que nunca pensei encontrar esta paisagem no Sul da Europa.

13 de outubro de 2011

Herceg Novi

As visitas a Herceg Novi normalmente desenvolvem-se de cima para baixo ao longo de intermináveis lanços de escadas de degraus polidos.
Começamos de cima. Herceg Novi quer dizer “Castelo Novo” e a vista do seu antigo castelo no topo da colina é longínqua.


Lá em baixo junto ao mar, uma marginal de alguns quilómetros é o sítio onde tudo se passa. Onde existem os bares, os restaurantes, as lojas e a animação; onde existe uma enorme piscina de pólo aquático, que é ‘a’ modalidade da região; onde existem as praias e os barquinhos ancorados; e onde existe uma antiga estação de comboios, entretanto transformada num café-cinema pelo incontornável Emir Kusturica...


A marginal de Herceg Novi é um antigo caminho de ferro de bitola estreita que nos anos 30 deixou de fazer a ligação da cidade a Dubrovnik.
O almoço é em Igalo, o subúrbio conhecido pelas suas lamas terapêuticas. 


A sesta, numa das “concrete beaches” com o mar a rebentar nos pontões.
Vida fácil!

7 de outubro de 2011

BUS MEMORIES: Budva – Herceg Novi

Dia de levantar arraiais de Budva. É assim que viajamos.
Para mim a viagem tem que ser uma experiência itinerante, por isso nunca ficamos mais de 2 dias num sítio. Apesar de se tornar inevitavelmente mais cansativo, obriga-nos a mexer, a ver pessoas, a interagir. 
Claro que dou por mim sempre a sonhar que um dia viajarei mais tranquilamente, com mais tempo para gastar. Sei que esse é o verdadeiro luxo numa viagem. 
Mas por enquanto ainda viajo em "3ª classe", ou seja, num fogacho.

O Montenegro é um país surpreendente e com alta concentração de paisagens inesquecíveis.
Uma delas é a Baía de Kotor, que contornamos a caminho de Herceg Novi. Uma baía imperiosamente fenomenal com raios de Sol a entrar por entre as montanhas tipo fjord, a dourar pequenas e apetecíveis enseadas.


Resolvemos sediar-nos em Herceg Novi para explorar as maravilhas desta baía, pois a proximidade à Croácia faz com que os preços disparem nos locais mais icónicos como Kotor ou Perast.

Mas outra coisa que também dispara com a proximidade à Croácia é a quantidade de senhoras que alugam quartos à nossa espera nos terminais de autocarro...
... mesmo o que precisávamos!

6 de outubro de 2011

MOTORCYCLE DIARIES: Sveti Stefan, Milocer, Przno

Na hora de descobrir a riviera de Budva, alugamos uma “cinquentinha” por 30 euros e abalamos.

A caminho de Petrovac passamos no ex-libris da região, se não do Montenegro inteiro, a inesperada e fotogénica península de Sveti Stefan. 
Um antigo mosteiro hoje reservado aos hóspedes do luxuoso hotel.



O almoço é em Przno, uma vila piscatória empoleirada no mar.



Mesmo lá ao lado, Milocer, antiga zona balnear da família real do Montenegro, onde está outro hotel luxuoso e outra praia tão inesquecível quanto também reservada a hóspedes: 
Queen’s Beach.

Definitivamente, não estamos numa zona de turismo para as massas.


É assim, que ainda a sonhar com a praia da rainha nos recolhemos ao status de viajantes pé-rapado e mergulhamos no mar das praias minúsculas no fundo daquelas falésias “fáceis de descer e difíceis de subir”. Ainda mais para quem anda de “cinquentinha”.

Mas o Sol quando brilha é para todos. E o mar azul turquesa também.
Good times!


em Budva

Aproveitamos o fim da tarde para passear à beira mar até à Old Town de Budva.

Depois do countryside da Sérvia e das montanhas do Montenegro, das paisagens intermináveis sem ver ninguém, e da dificuldade em comunicar, chegamos a um local que reconhecemos mesmo sem cá ter estado anteriormente. 

Terá o mar este efeito sobre todos os portugueses?

28 de setembro de 2011

BUS MEMORIES: Zabljak - Budva

Adorámos a natureza em estado bruto que existe em Zabljak.
Mas o frio crescente e a evidência de que é difícil e caro movimentar-nos aqui sem transporte próprio faz-nos pensar em seguir viagem para outras paragens mais amenas.
Assim, apanhamos um autocarro para Budva, junto ao mar.

O Montenegro não é um país muito grande e por isso a viagem é curta.
Por outro lado, mesmo pequeno, o Montenegro é um país de paisagens avassaladoras e para onde quer que olhe estou rodeada de maravilhas naturais e inesperadas, principalmente as descidas abruptas da montanha até ao mar... 

 (foto retirada da net)

23 de setembro de 2011

ventos do Tara Canyon

A 10km de Zabljak fica o miradouro Curevac, com uma vista imprescindível para quem visita as montanhas do Montenegro.



É muito difícil ir embora.

22 de setembro de 2011

Durmitor National Park

O Parque Nacional de Durmitor é uma zona de trekking fantástica. Há imensos percursos e todos eles muito bem sinalizados.

Alugamos bicicletas e resolvemos ir ter um cheirinho das paisagens junto do Black Lake, o ex-libris da região.




Inesquecível.