Tinha muita expectativa para conhecer Sarajevo, a cidade que esteve cercada 4 anos durante a guerra declarada pela Sérvia, após proclamação da independência da Bosnia-Herzegovina (1992-1995), a cidade olímpica (inverno 1984), a cidade onde o Este se junta ao Oeste....
Quando chegamos está um tempo triste de céu carregado e cinzento.
Condiz com os prédios maltratados com as suas cicatrizes de guerra, as rajadas de tiros nas fachadas, os cantos esmurrados dos edifícios, os vidros explodidos etc...
Vemos ao longe as twin towers que foram incendiadas durante a guerra e depois assim permaneceram como a cicatriz mais marcante e visível até há poucos anos... vemos o holiday inn, o hotel dos jornalistas internacionais, o último hotel seguro da cidade...
Mas rapidamente a cidade começa a palpitar à nossa frente.
E gosto logo da vibração.
Mesmo no centro da Old Town de Sarajevo fica a Pigeon Square, assim chamada por causa do grande número de pombos que se acumulam junto à antiga fonte otomana.Chegamos lá depois de apanhar um tram da estação de bus.
Ficamos pertinho, na Pansion Lion.
Notam-se as influências à medida que percorremos a cidade.
Passeamos na Old Town ouvindo a chamada para a oração vinda das mesquitas. As ruelas são autênticos bazaares que não nos deixam esquecer da influência turca/otomana. Mas ao continuarmos pela rua Ferhadija, o domínio austro-hungaro é visível na arquitectura imperial e nas avenidas largas.
As colinas que cercam Sarajevo estão polvilhadas de casinhas de telhado vermelho que lhe dão um ar rural e pouco normal numa cidade capital. Adorei.
É uma cidade com diversidade cultural! Há raparigas de véu junto a meninas com look plastic model de mini-saia. Cafés que não servem álcool junto a cafés que só servem álcool. Bureks e esparguetes à bolonhesa.
O verdadeiro East meets West.
Há quem diga que quem vem a Sarajevo acaba sempre por ficar mais tempo do que pensa inicialmente..
Não fugimos à regra... Mal chegamos... começamos logo a pensar em como prolongar a estadia...