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30 de janeiro de 2017

uzès [e pont du gard]


Descobri Uzès na internet, enquanto planeava esta viagem, e foi amor à primeira vista, tinha mesmo que passar por aqui.

A sua localização na região de Gard, sensivelmente a meio caminho entre a Côte d’Azur e Lyon, onde apanharíamos o avião de regresso a Portugal no dia seguinte, fez desta vila a pit stop perfeita.

Estamos numa região campestre onde as vinhas encontram as oliveiras debaixo de um céu azul mediterrânico e onde se avistam vilas medievais sobre colinas.

Uzès é uma destas vilas, das mais bem preservadas do Sul da França que ainda não figura em todos os guias de viagem como outras vilas mais conhecidas do Luberon provençal e então, como costumam dizer, ainda mantém um certo charme de autenticidade do que é tipicamente muito "francês".








A luz da manhã em Uzès é perfeita e dourada. 
Esta luz e o aroma da lavanda que vemos pendurada em raminhos, vão-nos conduzindo pelas ruas antigas e estreitas, pelas casas de pedra pálida e desgastada com janelas de madeira pintadas em tom pastel, até chegarmos à Place aux Herbes onde todos os sábados decorre um mercado de artesãos e agricultores. 

Adoro um bom mercado e não há como negá-lo, os franceses são peritos nisso.

Vou-me demorando por ali, fotografando e observando cada pormenor. No fim tive que ser praticamente arrastada de Uzès, quando só me apetecia comprar as melhores iguarias e ir de baguete debaixo do braço, preparar o almoço. 








Mas antes do avião para Lisboa, ainda queríamos passar noutro sítio.

Uzès foi fundada neste local por se situar junto a uma importante nascente de água que fez com que os romanos no séc. I tivessem tido a iniciativa de construir, a poucos quilómetros, um majestoso aqueduto para fornecer água à cidade de Nímes, que se tornou numa grande cidade romana do Sul de França. 

Este aqueduto é a Pont du Gard. E eu queria mesmo -muito- visitá-la.



A excepcional Pont du Gard, situada a 20 km de Nîmes, fazia parte de um sistema de irrigação, abastecimento e transporte de água da região de Uzès para Nîmes.

É enorme! Tem quase 50 m de altura, 275 m de comprimento, 53 arcos distribuídos em 3 “andares” que parecem ter sido desenhados com transferidor e incontáveis blocos que foram talhados à mão e transportados a partir de pedreiras próximas. A altura deste aqueduto espectacular só varia cerca de 2,5 cm em todo o seu comprimento que é a diferença de cota suficiente para manter a água a fluir. Mais uma demonstração da incrível engenharia da Antiguidade.

Depois do fim do império romano foi abandonada e séculos mais tarde passou a ser usada como local de portagem para atravessar o rio, tendo até sido construída uma ponte gémea no séc. XVIII, que se vê no local, para permitir o tráfego mais facilmente.

Hoje, é uma das atracções turísticas mais acarinhadas de França.
E eu adorei visitá-la. 


Estes romanos...

27 de janeiro de 2017

[de passagem] na côte d'azur


Depois de passarmos a fronteira italiana em Ventimiglia, entramos na Riviera mais famosa do mundo desde há 200 anos, a Riviera Francesa, que se estende até Saint Tropez e inclui locais míticos como Cannes, Antibes, Nice e o principado do Mónaco.

Percorremos parte da Cote d’Azur em modo cruzeiro, com o vento no cabelo e parando apenas, entre resorts e turistas, em locais mais ou menos secretos que encontramos mais ou menos por acaso, para experimentar a luz e a tonalidade impossivelmente azul que deu o nome a esta faixa de costa do Mediterrâneo.





17 de outubro de 2016

lake to mountain [to sea]: itinerary

(click para aumentar)

Quem não gosta de dar mergulhos num bom mar azul cristalino? Eu sei que gosto! Também gosto de explorar grandes cidades e os seus museus, adoro descobrir pequenas vilas românticas, e confesso que tenho um fraquinho por ruínas romanas. 
Mas já percebi que as minhas andanças também têm que incluir o que chamo de "componente alpina", ou seja, tenho sempre que ir dar uma volta às montanhas e na prática, é onde prefiro passar a maior parte do tempo.

Dito isto, apesar de já ter andado em montanhas mais ou menos longínquas, nos últimos tempos comecei a perguntar a mim própria porque é que ainda não dei quase nenhuma oportunidade às montanhas europeias. 
Já estava mais que na hora de juntar os Alpes à minha “componente alpina”.

Este foi o ponto de partida para delinear uma viagem que serpenteasse entre os lagos e as montanhas dos Alpes, uma lake to mountain roadtrip capaz de nos levar:
  • a conhecer alguns lugares encantadores como Zermatt, a vila suíça que convive de perto com a silhueta permanente do Matterhorn, uma das montanhas mais bonitas do mundo; 
  • a descobrir a região dos românticos lagos italianos (Orta, Maggiore, Como e Garda); 
  • a fazer caminhadas e vias ferratas nas Dolomites, as montanhas brancas de uma região fronteiriça por excelência, que é o Alto Adige/Sud Tirol italiano; 
  • a revisitar as maravilhas históricas e arquitectónicas de Veneza
  • e ainda a terminar com duas pit stops, uma para um mergulho no Mediterrâneo em Génova e outra para piscar o olho a uma ruína romana muito especial no Sul de França.

Este era o plano inicial. E era um bom plano.
Mas um nevão relativamente precoce e inesperado, no meio de Setembro e no meio das Dolomites, enfiou-nos a via ferrata no saco, mudou-nos os planos e acabámos por estender esta roadtrip ao mar Adrático e à península da Istria na Croácia. 

Não é isto o mais fantástico de viajar na Europa? Quaisquer 100km de distância são capazes de nos mudar totalmente o cenário, as pessoas, a língua, a moeda, a cultura e, neste caso, também o clima. Viajar no Velho Continente é sempre ganho! 

Aqui fica o itinerário desta roadtrip do Lago à Montanha |e ao Mar|:

1
Voo. Lisboa – Lyon (França)
Car. Lyon - Tasch (Suiça) (350km / 4h30)
Train. Tasch - Zermatt

2
Zermatt
Trek. Materhorn
Trek. Rothorn 

3
Train. Zermatt – Tasch
Car. Tasch – Cannobio (Lago Maggiore) (200km / 4h00)
via Orta San Giulio (Lago Orta) 

4
Car. Cannobio – Lenno (100km / 2h00)
via Locarno, Lugano
Villa Balbianello 

5
Boat. Lago Como. Bellagio. Varenna
Car. Lenno – Bergamo (100km / 2h30) 

6
Car. Bergamo – Cortina D’Ampezzo (360km / 5h30)
via Riva del Garda (Lago Garda)

7
Trek. Dolomiti di Sesto. ½ Loop 3 Cime de Lavaredo
via-ferrata Monte Paterno
Rifugio Locatelli

8
Trek. ½ Loop 3 Cime de Lavaredo
Trek. Alta Badia

9
Galeria Lagazuoi
via-ferrata Cengia Martini
Car. Cortina D’Ampezzo – Pula (Croacia) (360km / 4h00)

10
Pula
Car. Pula – Rovinj (35km / 0h40)
Rovinj

11
Car. Rovinj - Veneza (250km / 2h30)
Veneza

12
Veneza

13
Car. Veneza – Genova (400km / 4h00)

14
Car. Genova – Uzes (450km / 5h00) via Monaco
Uzès

15
Uzès market. Pont du Gard
Car. Uzès – Lyon (200km / 2h00)
Voo. Lyon – Lisboa 


11 de janeiro de 2016

paris - best of

Toda a gente sabe que o melhor de viajar é ser surpreendido. Seja numa aventura trans-himalaica, ou num fim-de-semana no Alentejo, ou numa cidade como Paris.

Aqui ficam as supresas que Paris me reservou, o que mais adorei, o meu “best of”:


Os Mercados

Muitos parisienses não vão ao shopping fazer compras, o shopping é que vem até eles. Todos os dias da semana existem mercados em vários pontos da cidade e parar num deles é um absoluto must

São mercados que se montam de manhã e desmontam à tarde e há mercados para todos os gostos, de velharias, de roupa, de flores, e de comidas (os meus preferidos).

No Inverno existem os mercados de Natal (de dia e de noite) e não há frio que afaste os parisienses da rua, “marrons et vin chaud” (castanha assada e vinho quente) ajudam a aquecer.






Os Cafés

Dizem que uma das melhores maneiras de apreciar Paris é sentando num dos seus muitos cafés e esplanadas e ficar só a ver a vida a passar.

Ora nós, portugueses, sabemos muito bem como isso é tão bom, não precisamos de ir a Paris para entender este prazer comum, de sentar com amigos numa esplanada, conversar durante horas, beber um cafezinho ou uma cerveja, ler o jornal, sem pressas. Ou seja, não posso dizer que tenha ido para Paris para me sentar nos seus cafés.

O que me surpreendeu e agradou de sobremaneira foi o facto de mesmo com uns invernosos 5ºC de temperatura ver as esplanadas no exterior dos cafés confortavelmente cheias. Em Portugal a cultura da esplanada ainda é relativamente sazonal, mas em Paris TODAS as esplanadas estão equipadas com sistemas de aquecimento que permitem às pessoas gozarem do prazer do café na rua, mesmo no inverno.



Les Nympheas

Qualquer museu que se preze tem nenúfares do Monet, por isso até já tinha visto um ou outro. Mas, como se costuma dizer, nada me preparou para o que encontrei dentro daquelas duas salas ovais do Musée de L’Orangerie.

As salas têm luz natural do tecto, e as pinturas foram dispostas (de acordo com instruções do próprio autor) de modo a que o visitante pudesse “mergulhar” nelas e ter uma experiência o mais próxima possível da que ele teve quando as pintou. 



Os Jardins

Existem centenas de parques e jardins por toda a cidade. Foram construídos e pensados para os residentes poderem estar em contacto com a Natureza e assim escaparem à vida citadina.

Isso pode não parecer nada de especial para quem visita a cidade em apenas alguns dias, mas foi mesmo óptimo descansar um bocadinho no Jardin du Luxembourg depois de uma manhã de correria no Louvre.



Le Marais, num domingo

Ruelas entrelaçadas, bares, restaurantes, lojas vintage, padarias artesanais, galerias de arte, pequenos museus, mercearias antigas, tudo condensado numa área relativamente pequena levaram-me a adorar este bairro.

Aqui concentra-se a maior parte da comunidade judaica de Paris, por isso está tudo aberto e animado aos domingos, quando outras partes da cidade estão mais sonolentas.

Ter lá estado no dia em que começava o Hanukkah pode ter ajudado a esta paixão inesperada. O falafel que comi ajudou de certeza.



Passear na margem do Sena

Paris é uma cidade praticamente plana que pode perfeitamente ser explorada a pé. 
Um dos meus passeios preferidos foi ao longo de uma das margens do Sena ao entardecer.



Velib

Apesar de Paris ter um sistema de transportes públicos fenomenal e apesar de ser uma cidade optima para andar a pé, o que me conquistou mesmo foram as bicicletas.

O Velib é um programa genial de aluguer de bicicletas com milhares de bicicletas espalhadas pela cidade e centenas de pontos de pickup/dropoff, e tão barato.



Laduree

Na Laduree entramos no mundo colorido da Marie Antoinette onde temos à escolha um arco-íris inteiro de sabores de macarons. A acompanhar um chá de ervas é perfeito para por fim ao mais persistente desejo de gulodice.

E eu até pensava que não gostava de macarons.



Saint Chapelle

Adorei os vitrais de Notre Dame, mas a Saint Chapelle (lá nas redondezas) arrepiou-me dos pés à ponta do cabelo. 



Space Invaders

Os space invaders são um projecto artístico alternativo espalhado por toda a cidade (e pelo mundo) cujo objectivo é libertar os space invaders dos jogos de computador e trazê-los para o nosso mundo usando pequenos azulejos para materializar a pixelização.

Não é raro ir a passear tranquilamente e de repente (!) pop up (!) lá aparece um simpático invader para nos arrancar um sorriso.


8 de janeiro de 2016

paris - museus

Paris não tem falta de museus.
Ia dizer que o difícil é escolher mas, para um principiante, por acaso também não.

Há aqueles que são obrigatórios para quem nunca visitou a cidade e num fim-de-semana prolongado também não há tempo para muito mais.

O Louvre


Sempre tive muita vontade de explorar o Museu do Louvre. Primeiro, está situado num palácio histórico à beira do Sena. Depois, tem uma das colecções mais vastas do planeta com artefactos da pré-história até aos nossos dias. É o museu mais visitado do mundo por algum motivo.

Mas acho que as pessoas têm uma relação de amor-ódio com este museu. Ao perguntar a amigos que já o tinham visitado, “que tal a experiência?”, quase sempre a resposta veio acompanhada por dicas de sobrevivência.

Pois. O Louvre é tão grande que deve ser aproveitado em várias vezes. 
Na minha primeira vez decidi checkar apenas os highlights, que já nos obrigam a caminhar alguns quilómetros.
Não consegui foi fotografar a Mona Lisa, esqueci-me do zoom :)








Muséé d'Orsay


Este é o Museu principal no que diz respeito ao Impressionismo Francês mas também o queria -muito- visitar por ter sido arquitectado dentro de uma antiga estação de comboios.

Encontramos muitos quadros de Monet, Manet, Pissarro, Degas e até de Van Gogh e do restaurante no andar superior somos surpreendidos por uma vista, através do relógio, para Montmarte.





Centre Georges Pompidou


No Centre Georges Pompidou encontramos a Arte Moderna, a começar pelo próprio edifício que destoa na paisagem urbanística desta zona da cidade. 

A arte e as instalações parecem transbordar para as praças do lado de fora do museu e isso também faz parte da experiência.



Musée Rodin

O Museu de Rodin é outro dos museus simbólicos de Paris, com muitas das suas estátuas distribuídas por um jardim agradável.

Infelizmente não tive a oportunidade de o visitar, mas tropecei nesta estátua ao passear no Jardin de Tuilleries. Lucky me!