O tecido é esticado numa mesa e depois os artesãos carimbam-no com os blocos molhados de tinta.
Eu fiquei deslumbrada com esta técnica, tanto que arranjei logo maneira de ter uns bloquinhos desses!



E eu, apesar de aparecer vestida com um sari magnífico no meu imaginário da Índia, reduzi-me à minha insignificância e continuei a percorrer os caminhos indianos com as minhas roupinhas de algodão....
Assim que entrámos no Rajastão toda a paisagem se modificou para um cenário mais colorido de campos verdes e árvores frondosas a contrastar com os saris flutuantes rosa, amarelo, laranja vivo e com as cores psicadelicamente misturadas dos camiões TATA.
Tudo isto com o banho dourado do sol a cair no horizonte.
É daqui que vêm quase todas as imagens que se tem da Índia... onde se misturam o fausto da época dos marajás e a pobreza das pessoas que vivem com as suas cores nesta região árida.
Este templo entre Mathura e Agra, ainda em acabamentos, foi todo construído com base em donativos... mas os doadores tinham que ter características especiais....
Esta imagem faz parte de um filme passado na India dos Marajás.
É da Mira Nair (Monsoon Wedding, Vanity Fair) e chama-se Kamasutra - A Tale of Love.
Adoro os filmes desta realizadora por causa da cor/luminosidade que ela atira para cada imagem.
E agora, preparo-me para ir investigar essa tal luminosidade desses tais sítios sagrados.