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12 de janeiro de 2010

stars from the sky

01-Outubro-2009


Em Cuzco e depois em La Paz também quando voltamos à Bolívia para apanhar o avião de volta a casa... suspiramos enquanto olhamos para as colinas que rodeiam estas cidades...
... à noite parece que as estrelas descem à terra. As colinas iluminadas fazem sonhar...

... estrelas brancas e amarelas caídas do céu.

11 de janeiro de 2010

Luz de Cuzco

30-Setembro-2009


Quando voltamos a Cuzco ficamos a relaxar regalados com a fantástica luz em que a cidade vai ficando embebida à medida que avança a tarde...

Luz dourada de Cuzco... quase Luz de Lisboa.

MACHU PICCHU

29-Setembro-2009

Quando entramos somos brindados pelo cenário babilónico que já vimos vezes sem conta em postais e revistas enquanto sonhávamos ir até ao outro lado do mundo visitá-lo.

E agora estamos aqui. É esticar a mão e tocar na cidade perdida dos incas, o seu último bastião, envolto numa neblina mística especialmente para nós.

Inesquecível.







8 de janeiro de 2010

Aguas Calientes

29-Setembro-2009


Aguas Calientes é uma vila engraçada. Tem tudo para agradar a turistas: hotéis para todos os preços, restaurantes de todas as cozinhas, bares... etc... mas tudo gira à volta de uma coisa: o Machu Picchu.

Fico deliciada por ver que é uma verdadeira vila ferroviária. Chegamos e partimos de comboio. Não há outra maneira...


De manhã largamos o estranho hotel e às 5h00 estamos na estação de BUS. O primeiro sai às 5h30 e já estão 100 pessoas à nossa frente. WOW!
Queremos subir ao Wayna Picchu, “a montanha velha” que fica por trás das ruínas e só sobem 400 pessoas por dia.

São 25min de viagem até lá cima. A paisagem fica cada vez mais espectacular à medida que vamos ziguezagueando montanha acima.

Nem a neblina persistente nos consegue acalmar a expectativa....


TRAIN MEMORIES: BACKPACKER SHUTTLE

28-Setembro-2009

Em Ollantaytambo esperamos pelo Backpacker Shuttle.... o 1º comboio da viagem e o que nos levará até ao Machu Picchu, uma das maravilhas do mundo...

... estou em pulgas.



Como qualquer train lunatic que se preze, tenho pena de não termos ainda viajado de comboio durante o nosso tempo na América Latina, mas é de facto um meio de transporte em extinção que não consegue competir com os autocarros.

Mas aqui é diferente. O comboio é o único meio de transporte até Aguas Calientes. O desfiladeiro é de tal modo estreito que não há espaço para estradas.


Chegamos às 21h.

A estação está cheia de gente que espera os turistas. Vêem-se placas de hotéis de 5 estrelas, magotes de japoneses baixinhos carregados de malas caras, europeus nas suas roupas de aventura “à lá” Coronel Tapioca e muitos backpackers... Não temos nada marcado por isso aceito o primeiro lugar que oferecem por 15 soles (3.5€)... barato...

Aliás, muito barato... arrependo-me logo depois de pagar... cortinas de veludo empoeiradas a tapar as janelas que dão para um corredor comum... um fio de água no chuveiro... lençóis sujos... um quarto a fazer lembrar os filmes passados na Rússia sobre imigrantes ilegais.


Mas também não vamos dormir muito...
Quem sobe ao Wayna Picchu normalmente está a pé às 4h30....

7 de janeiro de 2010

Pisac e o Vale Sagrado

28-Setembro-2009
Hoje partimos em direcção ao Vale Sagrado dos Incas.
Mal saímos do taxi na Av. Tullumayo, de onde saem alguns dos BUS para o Vale, alguém pergunta “Pisac?” São pessoas apressadas que nos pegam nas mochilas e as levam rapidamente para o porta bagagem dos combis “compartidos” privados que só partem quando estão cheios.

Pisac é a nossa primeira paragem e fica a 40min de Cuzco. É uma vilazinha muito pitoresca com uma árvore gigante na sua praceta principal e um mercado mundialmente conhecido.



A paisagem é absolutamente fenomenal.

Estamos rodeados de montanhas com campos verdes cultivados em terraços. É uma vila aprazível com cafezinhos com boa comida e alguns hostels.
Depois de um lanchinho apanhamos outro combi até às ruínas de Pisac, na montanha.

Não me canso de dizer... a paisagem é deslumbrante. Vistas estrondosas do vale pontuadas por ruínas incas aqui e ali.







Há um trilho bem marcado que desce até à vila. Um dos passeios mais fantásticos de sempre.




Quando chegamos à vila continuamos a viagem pelo Vale Sagrado para Ollantaytambo, via Urubamba.

Está Sol. O verde vivo das plantações de milho alegra-nos, os glaciares suspensos no topo das montanhas junto a Urubamba, o rio que nos acompanha... tudo elementos que tornavam este um local sagrado.

Percebemos porquê.

23 de dezembro de 2009

CUZCO!

27-Setembro-2009

Cuzco é uma cidade fantástica!

Foi a capital do Império Inca e transformou-se na capital do Império Espanhol na América Latina na altura da Colonização. Assim, nota-se a influência espanhola na arquitectura da cidade. As praças são amplas rodeadas de arcadas e varandins. As casas estão pintadas ou revestidas a pedra e têm telhas... o que foi uma agradável mudança dos telhados de zinco da Bolívia...







Visitamos a Catedral da Plaza de Armas – riquíssima – e depois decidimos subir até à fortaleza de Saqsayhuaman. Já estamos aclimatizados mas é sempre difícil subir.

Lá em cima –tal como em muitos outros locais nesta região- conhecemos a mestria dos incas no corte da pedra: pedras gigantes cortadas milimetricamente para caberem no lugar a elas destinado. Absolutamente fenomenal. Adorei.








Cuzco é uma cidade de pedras sagradas.

BUS MEMORIES VI – Copacabana to Cuzco

26-Setembro-2009

Depois de regressarmos da Isla del Sol, decidimos saltar as ilhas flutuantes Uros e apanhamos o bus nocturno directamente para Cuzco, via Puno.
Temos que passar a fronteira para o Peru em Kasani-Yunguyo. Fácil. Nem revistam a bagagem.
Quando chegamos a Puno já é noite escuro e está a trovejar... vemos os relâmpagos a cair ao longe. Estamos a entrar no mês de Outubro e na época das chuvas no Peru...

Em Puno trocamos de autocarro. Temos que esperar 1:00. Estamos mortos de sono.
Quando vamos entrar no 2º autocarro (Puno-Cuzco) somos abordados por um senhor que pergunta se já temos alojamento em Cuzco... diz que vamos chegar lá às 4h30 (verdade)... diz que é difícil arranjar alojamento àquela hora (verdade)... diz que é mais caro que os outros sítios que conhecemos na Bolívia (verdade)... e diz que por 50 soles (12euros) nos reserva um quarto com água quente num tal Kamilah Lodge, bem no centro da cidade. Melhor é impossível.
O autocarro apita.... Dizemos-lhe o nosso nome, pagamos os 50 soles rapidamente e recebemos um voucher mesmo antes do autocarro arrancar...
...

Mas arrependemo-nos logo no primeiro kilómetro. Tínhamos acabado de dar dinheiro a um estranho em troca de um papel com valor nenhum, ele não ficou com uma cópia, nós não ficámos com nenhum número de telefone nem sequer a morada no suposto hotel, o nosso nome foi apontado no papel que ele nos entregou de seguida... um papel que supostamente valeria uma noite num hotel a 300km dali.....
... achamos que só pode ter sido um esquema para extorquir dinheiro a turistas... até já tínhamos ouvido falar desta parte da reputação dos peruanos... e nós de tanto querer que fosse verdade, acreditamos. Que anjinhos.
Desta vez custa-me a adormecer durante a viagem... até tenho pesadelos..

Damos o caso como perdido... mas quando de facto chegamos a Cuzco, ensonados das 8h de viagem, às 04h30... alguém chama por mim.... "Aleqqssssandraaa?"... Será possível?
Interiormente somos promovidos de anjinhos que nunca puseram o pé na rua a viajantes experientes que se misturam na multidão...

... de uma maneira ou de outra, dali a 20 minutos dormimos como anjinhos no Kamilah Lodge.

21 de dezembro de 2009

ventos do Lago Titicaca

26-Setembro-2009

Visitamos a Isla del Sol, a maior ilha do Lago Titicaca, onde segundo a lenda o deus inca Virakosha terá convocado o Sol e a Lua para que se erguessem do Lago. É um local sagrado.









A caminho de Copacabana avistamos uns "exemplos" de ilhas flutuantes... mesmo a calhar, já que vamos saltar as ilhas Uros, perto de Puno...

18 de dezembro de 2009

BUS MEMORIES V – La Paz to Copacabana

25-Setembro-2009

Dia de relax...
Acordar tarde... corpo moído...
São 10h40 quando apanhamos o autocarro em direcção a Copacabana nas margens do Lago Titicaca. A viagem dura 3h30 e é o entra e sai de pessoas com ramos de flores enormes ao longo do caminho.


O Lago é tão grande que parece um mar... temos que atravessá-lo de balsa no estreito na estrada que sai de Huarina.



Quando chegamos, Copacabana revela-se uma cidade agradável, com pontões e restaurantes improvisados onde comemos peixe de lago.





Copacabana é também um centro de peregrinação por causa da Virgem de Copacabana a quem são atribuídos vários milagres. Visitamos o santuário onde dezenas de pessoas acendem velas e deixam ramos de flores... alguns já meio amassados da viagem de autocarro desde La Paz..

A Virgem tem uma cara morena e traços andinos. Segura uma vela (referência à Virgem da Candelária muito venerada durante a conquista da américa latina pelos espanhóis) e tem aos seus pés uma lua crescente (símbolo pagão feminino).

As pessoas ajoelham-se e oram em silêncio... outras choram baixinho enquanto pedem as suas graças em línguas indígenas que não compreendemos..
Mas como portugueses temos a sensação que entendemos exactamente o que se passa aqui...