San Pedro de Atacama era uma cidade de encruzilhada de caravanas de lamas que se dirigiam do Altiplano até ao Pacífico para trocar com as comunidades piscatórias. E de facto a cidade gira à volta de meia dúzia de ruas que se entrecruzam em terra batida.
Chegamos no dia em que se festeja a independência do Chile (Fiestas Pátrias) por isso encontramos a cidade toda enfeitada com bandeiras.
As casas são de adobe, castanhas da cor da terra do chão, pontuadas com anúncios de agências de viagens de tours para o dia, ou menus gigantes escritos em quadros de giz, promocionando bebidas em happy hour ou a quantidade interminável de pastas ou pizzas servidas nesse restaurantes.
A decoração dos sítios é étnica, mesas de madeira, pinturas tribais.
Nos cruzamentos encontramos jovens que tentam angariar clientes fazendo publicidade dos restaurantes onde podemos comer, dos sítios que podemos conhecer, actividades para fazer, bares com as melhores bebidas.
Há muita gente nova a trabalhar em San Pedro. Muitos vêm temporariamente, outros imigraram de outras cidades do Sul do país, por causa do bom clima, da descontracção da vila e das oportunidades de trabalho relacionadas com o turismo, virtualmente infinitas.
Estamos num local muito turístico e não faltam os requisitos necessários à satisfação de qualquer turista.
Ao longe o vulcão Licancabur perscruta a cidade. E nós, de cabelo lavado e tshirt de manga curta, misturamo-nos facilmente com o turista despreocupado, desfrutamos do calor de San Pedro e deixamos de vez o pó e o frio de outras terras mais altas.
San Pedro é verdadeiramente um oásis no meio do deserto.
