
Do Mount Nebo fazemos como Deus mandou (a Moisés) e avistamos a Terra Prometida...

Do Mount Nebo fazemos como Deus mandou (a Moisés) e avistamos a Terra Prometida...



















Um dia em Petra é extenuante.
Seja fisicamente, por causa das caminhadas longas debaixo de sol sem nenhum sítio para relaxar...
Seja monetariamente, pelo preço astronómico dos bilhetes (1 dia = 33€, 50€ após Nov10) e de tudo o resto que nos rodeia (“guardamos a tua mochila por 7€!!”)...
Seja emocionalmente, porque “nem acredito que estou aqui!” e pela beleza preciosa do local com que somos bombardeados a cada esquina, e somos mesmo.
Por isso, depois das experiências completamente “out of this world” dos últimos dias em Petra e no Wadi Rum, o que mais queremos são... experiências deste mundo... como a simplicidade da comida local e também o contacto com o povo da Jordânia... cuja simpatia lendária se apresentou, até agora, bastante camuflada pela aspereza normal que encontramos em locais extremamente turísticos.
Assim, ao final da tarde, percorremos pela última vez o Siq e despedimo-nos de Petra.

Normalmente o passo seguinte para quem viaja na Jordânia de Sul para Norte é percorrer a panorâmica King’s Highway, uma antiga rota comercial de importância vital entre Aqaba e Damasco (na Síria), passando por Shobak, Kerak e Madaba até chegar a Amman.
No entanto, não existem autocarros a fazer este percurso. Os autocarros entre as várias cidades da Jordânia (no eixo Norte-Sul) entre Amman e Aqaba fazem a viagem pela Desert Highway, uma auto-estrada moderna e aborrecida que corta o país de alto a baixo ignorando todos os locais interessantes que existem mais a ocidente na montanhas ao longo da King’s Highway.
O procedimento corrente costuma ser negociar um preço com um taxista, de Petra a Amman pela King's Highway, nunca inferior a 50€...
Mas nós já não temos paciência para este “modus operandi”...
Há um autocarro directo de Wadi Musa para Amman (3h pela Desert Highway) e é esse mesmo que vamos apanhar.















Pensávamos encontrar um local assim, mas Wadi Musa é uma verdadeira aberração.
A começar pelos preços que se praticam. Nunca tivemos que pagar tanto por um quarto tão mau, e principalmente, à mínima tentativa de regatear, recebíamos imediatamente um vigoroso "You are in Petra!! You have to pay!!"
Bem... ok... Quer-me parecer que poderiam ter mais a ganhar se fossem mais simpáticos...
E depois, claro, quem viaja encontra sempre coisas que gosta e outras que não gosta, por isso devo dizer que Wadi Musa foi um sítio que desiludiu. Daqueles sítios em que temos tanta vontade de chegar como de fugir... em iguais proporções.




No Ocidente, o Wadi Rum ficou conhecido pela sua ligação ao oficial britânico T. E. Lawrence, a.k.a Lawrence of Arabia, que aqui baseou as suas operações durante a revolta Arabe em 1917-1918.
Eu por mim, já sonhava com este sítio antes de saber que existia.
E ainda bem que existe.