
27 de dezembro de 2010
16 de dezembro de 2010
Pyramid's time
Claro que, uma vez no Cairo, não é assim tão difícil ver as Pirâmides, dado o volume massivo que ocupam numa zona tão plana e sem construção em altura como é o planalto de Giza.
Depois, como se sabe não estão propriamente no meio do deserto como aparentam em algumas fotografias cuidadosamente enquadradas e em dias de boa visibilidade vêem-se desde a Cidadela.
Mas para além de todos os recordes magníficos e mirabolantes já referidos, as Pirâmides de Giza acumulam ainda outro recorde: são a maior “tourist trap” do mundo.
Não há nenhum estrangeiro que lá se dirija que esteja, digamos, de passagem.
E toda a gente sabe isso.
Por isso a primeira coisa a empacotar quando se sai para ver as Pirâmides, são grandes doses de sentido de humor, muita paciência e para os mais talentosos, dotes artísticos de regateanço.
Alugamos um taxista para nos levar lá, a Saqara e Memphis.
Assim, decidimos regatear uma volta a cavalo para ver as Pirâmides por fora, e acabamos por entrar não pela entrada triunfal junto à esfinge, mas sim pela mais apropriada “porta do cavalo”.



Alguns estudo mais recentes indicam que os 100 mil trabalhadores, em vez de escravos, eram pagos em comida pela sua prestação de 3 meses que era rotativa.
De uma maneira ou de outra, foi um trabalho megalómano em todos os sentidos, recompensado com uma espécide de imortalidade e indiferença à passagem do tempo.
E andar a cavalo é praticamente como andar de bicicleta, não se esquece, por isso para mim (e para a minha imaginação fértil) cumpriu-se o desígnio de me sentir uma indiana jones no deserto...
14 de dezembro de 2010
Vista da Cidadela


9 de dezembro de 2010
tax free, taxi free
17-Outubro-2010
Ainda na praça Midan El Hussein, pensamos em apanhar um taxi que nos leve à Cidadela de onde esperamos ter uma das melhores vistas do Cairo.
Está uma luz dourada mesmo a pedir fotos com vista.
A caminho da rua principal, mesmo à saída do bazaar, somos interpelados por um senhor simpático, que depois de uma converseta introdutória “de onde vens, para onde vais” nos propõe, sem rodeios, levar-nos à Cidadela de borla, se o ajudarmos a comprar bebidas para o “casamento da sobrinha” na loja duty free a 3 ou 4 quarteirões de onde estamos.
É que como acabámos de chegar ao país, temos um período de 2 ou 3 dias em que ainda podemos fazer compras sem pagar taxas... por isso somos um verdadeiro achado...
E já agora, boas compras... pois o álcool que se vende nas lojas egípcias não é da mesma qualidade que o álcool importado.. E ele, como nos explicou, só queria do bom e do melhor para o dia do “casamento da sobrinha”.
Aceitamos.
?... sim, aceitamos.
Em 5 minutos já tínhamos apanhado um taxi para o centro, e estávamos no ambiente estéril e refrigerado de uma típica loja duty free de 2 andares onde tudo se vende sem taxas. Desde electrodomésticos a tabaco a bebidas...
Claro que a certa altura não podemos deixar de pensar no “que raio estávamos a pensar quando aceitamos a proposta”... e se alguma vez faríamos isto com um perfeito desconhecido se estivéssemos em Lisboa... “nunca”.
Mas somos turistas desocupados (e provavelmente destrambelhados) e então disponibilizamos 15 minutos e um carimbo da loja no passaporte, que em conjunto abriram portas a uma despesa imensa em Baileys, vodkas Absolut e whiskys Chivas Regal, tudo tax free, tudo pago em dinheiro vivo.
Em troca de um taxi free até à melhor vista do Cairo.
Em nome da felicidade da “sobrinha”...
7 de dezembro de 2010
Islamic Cairo
Começamos a explorar o Cairo directamente no centro do Islamic Cairo, no bairro Khan el-Khalili...
Isto de “islamic cairo”, soa-me um pouco a estranho, porque todo o Cairo é islâmico e esta zona não é mais islâmica que as outras... só que é uma zona que vem referenciada nos guias deste modo por parecer que ao caminharmos por lá, entramos numa máquina do tempo e recuamos até a um mundo perdido de mesquitas antigas, mercados com 1500 anos e a Cidadela fundada por Salah ad-Din, o berço da herança islâmica do Cairo.
E é realmente assim.





6 de dezembro de 2010
O poder da baksheesh
Outra coisa que convém saber quando se viaja no Egipto, é que o transporte de turistas entre o Cairo e Aswan, não está “liberalizado”... ou seja, os estrangeiros não podem –em teoria- apanhar qualquer comboio. Só alguns, designados de luxo ou 1ª classe, e militarizados até aos dentes.
Mais uma razão para serem reservados com antecedência.

Por isso, depois de uma primeira e rápida overview para absorver a vibe do Cairo (se é que isso é possível) dirigimo-nos à Ramses Station para tratar de arranjar um lugar no comboio nocturno para o nosso 1º ponto B, Aswan, na noite seguinte.
Mas como não reservámos com antecedência fomos prontamente informados da lotação esgotada para os comboios dos 3 dias seguintes...
E estavam mesmo esgotados, nos vários locais onde perguntámos.
A alternativa seria fazer a viagem de 14h num autocarro ou... entrar num dos comboios de 3ª classe para os quais não nos vendem bilhetes na estação, mas onde não negam a viagem se já lá estivermos dentro, comprando o bilhete a bordo...
Só que nesta passagem pelo Norte de África e Médio Oriente já existem algumas viagens longas de autocarro no horizonte... e por outro lado já temos a nossa cota de viagens de comboio em bancos de madeira.
Resta-nos um último recurso: baksheesh, mais conhecida por “gorjeta”... e aqui apresentada na sua forma de suborno...
Mas funciona.
10min e 10 EGP (1.5€) depois, saímos da estação e enfrentamos o calor da cidade com 2 bilhetes para o dia seguinte na mão.
Welcome to Cairo!
3 de dezembro de 2010
Jantar em Roma
Para chegarmos ao Cairo, fazemos escala em Paris e Roma.
Uma viagem que dura o dia inteiro.
Consequências inevitáveis para viajantes low cost.
Em Roma, aproveitamos a escala prolongada para dar uma saltada à cidade. Chovisca.
Mas o Coliseu fica sempre bem contra um céu cinzento... e é incrível como mesmo num dia tão tristonho os turistas se acotovelam no Fórum Romano pelo melhor ângulo do ex-libris da capital italiana.

Caminhamos até à Piazza de Santa Maria do Trastevere, a minha última (e tardia) descoberta de spots que não podem falhar em qualquer visita a Roma. Já é praticamente de noite mas a praça é encantadora assim como o bulício de fim de tarde de Sábado.
Estamos in between flights... Não temos tempo nenhum para jantar calmamente - como apetecia - a saborear um bom vinho debaixo das buganvílias... por isso optamos por uma fatia de pizza feita no tradicional forno de lenha...
Depois é preciso correr até ao Circo Massimo, mesmo a tempo do metro para o Termini, mesmo a tempo do comboio para o aeroporto, mesmo a tempo do vôo para o Cairo... mas depois daquela Pizza, foi oficial, estive mesmo em Itália!
12 de outubro de 2010
Prognósticos...

- andar de comboio!!
- viagens de autocarro mais ou menos longas (dependendo do ferry entre Hurghada e Sharm el Sheik...!)
- ver 2 maravilhas arquitectónicas do planeta (com a respectiva "histeria taquicárdica turística" habitual),
- ver uns peixinhos no mar vermelho,
- perder-me em mercados com muito movimento e stress...
- meter muita areia no sapatinho...
- e sentir-me a próxima Lawrence da Arábia, no mínimo...



















