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6 de abril de 2016

el chalten #6: mirador de los condores

El Chalten oferece muitos tipos de caminhadas. 
Desde estiradas de várias horas entre acampamentos à beira das montanhas, até expedições de vários dias no Campo de Gelo Continental Patagónico. 
Mas também caminhadas curtas e perfeitas, por exemplo, para quem tem uma horinha para gastar antes do autocarro de volta a El Calafate.

Uma das caminhadas mais curtas desde El Chalten é a que nos leva ao Mirador de los Condores de onde podemos apreciar panorâmicas dos maciços Adela, Torre e Fitz Roy, e do vale do Rio de las Vueltas.

O trilho começa no Centro de Visitantes do Parque Nacional e como sempre está muito bem assinalado ao longo de toda a subida.



Como o nome indica, é um ponto estratégico para a observação de condores que passam frequentemente no seu vôo deslizante e é ainda outra alternativa para apreciar as vistas que nos fizeram apaixonar por estas montanhas.

Chalten, vamos ter saudades.


Dados (aproximados): distância: 2.5km | duração: 1h30 | desnível total: 100m(up) 100m(down) 


4 de abril de 2016

el chalten #5: glaciar piedras blancas

Posso dizer que ver o Fitz Roy ao amanhecer actua como uma injecção de felicidade.
Senti-me como se tivesse presenciado um daqueles eventos místicos e raros que precisam de vários planetas alinhados para acontecer. 

Mas ainda havia tanto, e tão bonito, por ver.


De volta ao Camp Poincenot seguimos o trilho para a Hosteria del Pilar, uma longa descida acompanhando o Rio Blanco, com fantásticas vistas para o Glaciar Piedras Blancas de onde, de vez em quando, se iam desprendendo blocos de gelo que ficavam a flutuar na lagoa.

A cor azul turquesa esbranquiçada da água que vemos nos rios, lagos e lagoas deve-se às partículas em suspensão que resultam da abrasão do gelo dos glaciares na base rochosa. 



O azul do glaciar é um azul vivo e saturado, ganhando tonalidades impressionantes ao mínimo raio de Sol.

É impossível não ir pensando na sorte que é andar a passear por aqui, quase que até já nem sentia o peso da mochila. 
Vou cantarolando caminho abaixo mas sou interrompida pelo "toc-toc-toc" dos pica-paus Magalhães. Tão atarefados!


À medida que vamos descendo também nos vamos afastando das montanhas e ganhamos outra perspectiva dos vários glaciares que derivam do Campo de Gelo Continental Patagónico Sul, um dos pontos de fronteira entre a Argentina e o Chile.



E quando, por fim, chegamos cá a baixo, onde o Rio Blanco desagua no Rio de las Vueltas, podemos finalmente descansar e fazer o balanço dos primeiros 3 dias de caminhadas na Patagónia Argentina.




Dados (aproximados): distância: 7km | duração: 3h00 | desnível total: 50m(up) 300m(down) 

1 de abril de 2016

el chalten #4: sunrise na laguna de los tres

A caminhada mais popular de El Chalten é a subida à Laguna de los Tres, o miradouro natural com as vistas mais espectaculares para o pico Fitz Roy e suas agulhas graníticas periféricas, com o bónus de ser à beira de uma lagoa.

É uma caminhada popular mas ganha todo um especial significado se for feita de madrugada, permitindo ao caminhante estar o mais perto possível da montanha quando ela explode em tons de vermelho, durante aqueles mágicos dez minutos que acontecem ao nascer do Sol.

Por esse motivo, o despertar no Camp Poincenot costuma ser bem cedo.
Deixamos as coisas na tenda e aproximadamente 1h30 antes do nascer do Sol saímos do acampamento em direcção à Laguna de los Tres.

Atravessamos o Rio Blanco e passamos pelo respectivo acampamento, para alpinistas. A partir daí entramos num trilho de pendente muito elevada de aproximadamente 450m de desnível, que nos levará um pouco mais de 1h00 a vencer.

A subida é dura. Por vários motivos: porque é de noite e as lanternas têm as suas limitações; porque estamos a subir um curso de água congelada e então vou escorregando passo sim passo não; porque à medida que vou subindo vou ficando suada, com a roupa encharcada, mas continuo sempre de nariz e bochechas gelados; porque estava tanto frio quando saí da tenda, de tal modo que achei que não ia precisar de água mas agora tenho tanta sede que quero lamber o gelo do chão; porque vou ouvindo o barulho metálico de dezenas de trekking poles atrás de mim que me fazem sentir numa competição que não vou vencer, dezenas de pessoas atrás de mim a ofegar, a aproximarem-se e a morderem-me os calcanhares; porque estou cansada mas tenho medo de não chegar a tempo, e tenho mesmo que chegar a tempo.

“Que raio de urgência é esta? Andar aqui montanha acima à caça de raios de Sol?”  - vou-me perguntando. "Valerá a pena?"

...

Mas depois passa-me rápido. Sim sim. Passa sempre.
Chegamos à Laguna, surge o primeiro raio de Sol, desaparecem-me todas as questões. 
Simples.

A vista das montanhas aguçadas na Laguna de los Tres já é lindíssima, mas quando os raios de Sol atingem o Fitz Roy, sou inundada por poesia visual. 
Rendo-me, completamente, à montanha de fogo que parece mentira mas não é.

À minha montanha de fogo.





Dados (aproximados): distância: 2.5km | duração: 2h00 | desnível total: 500m(up) 500m(down) 

30 de março de 2016

el chalten #3: madre e hija

Para chegar ao Camp Poincenot (junto ao Fitz Roy) saindo do Camp DeAgostini (junto à Laguna Torre), é necessário fazer o mesmo trajecto que fizemos para chegar à Laguna Torre no sentido inverso durante aproximadamente 4km, e depois virar/subir à esquerda, pelo trilho das Lagunas Madre e Hija.

A subida em direcção às lagoas é bem longa, as mochilas pesam e pelo caminho vamos pensando que não admira que só passem pessoas em sentido contrário.

De pernas pesadas mas espírito alegre continuamos e congratulamo-nos por notar que o clima vai melhorando assim que saímos da alçada do glaciar que está sob o Cerro Torre.
O Sol brilha e até faz algum calor, mas é calor como em “conseguimos despir o casaco quando está Sol”, porque na prática continua bastante frio e o vento é gelado.


Junto às Lagunas Madre e Hija esse vento levanta-se impetuoso e irrita a água que nos respinga, mas o caminho torna-se mais plano, menos cansativo e assim começo a prestar mais atenção aos detalhes da vegetação, cores e texturas que me rodeiam.
É um passeio delicioso beijado pelo Sol.





Montamos a tenda no Camp Poincenot, que tal como o Camp DeAgostini é grátis e por isso básico. Mas ao contrário do Camp DeAgostini, que estava vazio e nós praticamente sozinhos, o Camp Poincenot está bastante composto quando chegamos, passando a apinhado tipo festival de verão, com o passar das horas.

Para além do ocasional viajante solitário, e dos vários casais, chegam também vários grupos numerosos com guias, ultra equipados e preparados, e vários bandos coloridos de gap year kids, barulhentos e especialistas em tropeçar nas tendas alheias.

No Camp Poincenot, estamos claramente muito perto da zona de maior interesse e convergência do Parque.

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Mental Note 3: Não pensar, em momento algum, que no fim de Fevereiro se viaja "sozinho" na Patagónia.

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Ao pôr do sol, noto um reboliço anormal fora das tendas, ouvem-se várias línguas ao mesmo tempo, mais entusiasmadas, espreito e vejo pessoas a pegarem nas máquinas fotográficas, iPads, telemóveis e a apressarem o passo.

Saio da tenda, curiosa, e é como se levasse uma chapada visual da montanha. 
Um momento que nunca esquecerei.
Avisto pela primeira vez o pico Fitz Roy, em contra-luz, envolto na bruma, qual aparição. 


“É gigante e está mesmo aqui…” 
Ainda não me tinha apercebido de como estava tão perto.

Passamos o resto da tarde sem conseguir desviar os olhos da montanha, a apreciar cada movimento da neblina, mudança de sombra ou luz. Estamos hipnotizados.

Os índios Tehuelche, que viviam na Patagónia há centenas de anos, chamavam a esta montanha Chalten, que quer dizer montanha de fogo ou montanha fumegante.

Não conseguiria pensar num nome melhor.


Dados (aproximados): distância: 11km | duração: 5h | desnível total: 480m(up) 250m(down) 

28 de março de 2016

el chalten #2: senda a laguna torre

De El Chaltén, saem dois caminhos que se juntam após 10 minutos e que levam ao início da Senda a Laguna Torre.

A primeira parte do percurso é sempre a subir, mas a chuva amaina quando chegamos ao miradouro da Cascata Margarita.



Ao longo do trilho somos acompanhados pelo Rio Fitz Roy que corre em sentido contrário, pelo imponente Cerro Solo e pelo omnipresente vento que desce do glaciar e nos gela cada centímetro de pele exposta.

Também nos cruzamos com algumas pessoas, outros caminhantes, que nos cumprimentam: - “hola!”. Muitos vão mais leves que nós, já estão a voltar da sua caminhada diária até à Laguna Torre.

De vez em quando o Sol ameaça rasgar as nuvens, mas relembramos os comentários dos guardaparques: hoje será muito pouco provável que alguém consiga ver a agulha do Cerro Torre, é uma montanha teimosa que está muito perto do glaciar e muitas vezes nem em dias de Sol e céu azul se deixa ver. 



E assim foi até chegarmos ao Camp DeAgostini.

O acampamento é no meio de um bosque junto à lagoa, mais abrigado das rajadas de vento. É um acampamento grátis e por isso básico, sem nenhum tipo de apoio ou abrigo, apenas um WC e espaço designado para montar tendas.

Depois de montarmos a tenda vamos até à Laguna, a 10 minutos de distância. 
A visibilidade é muito baixa mas conseguimos ver o glaciar ao longe de onde se vão desprendendo blocos de gelo que depois ficam a flutuar na lagoa.


Com o aproximar da noite levanta-se mais vento e a chuva chega em pancadas fortes espaçadas no tempo.

Felizmente a impermeabilização da tenda vai aguentando e lentamente a noite gelada vai dando lugar à manhã seguinte.

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Ocorre-me agora acrescentar aqui umas dicas no verdadeiro estilo “não faças como eu fiz” que poderão eventualmente ser úteis a quem ler estas linhas.
São uma ou outra mental note que deixei a mim mesma, decorrentes dos erros próprios de uma beginner nestas andanças:

Mental Note 1: Não pensar que o saco-cama super light e minúsculo que levas para a Costa Vicentina no Verão é suficiente. Não é. Nem dormindo com toda a roupa que trouxeste vestida.

Mental Note 2: Não acampar em terreno demasiado plano. Se chover durante a noite no outro dia acordas dentro de uma banheira.

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O dia amanhece cinzento no Camp DeAgostini, tal e qual como o dia anterior. 
Por isso, enterramos a réstia de esperança que subsistia de talvez ainda podermos ver o Cerro Torre, mas numa de despedida voltamos à Laguna.

Quando chegamos percebemos que afinal nem tudo estava assim tão tal e qual.
A chuva que não nos deixou dormir a noite toda, tinha sido neve uns metros mais acima. 

Ora, descubra as diferenças:

 dia 1 à tarde

dia 2 de manhã



Dados (aproximados): distância: 10km | duração: 4h | desnível total: 350m(up) 115m(down) 

24 de março de 2016

el chalten #1: capital do trekking


A pequena povoação de El Chalten está localizada na zona Norte do Parque Nacional dos Glaciares. Apesar de ter sido fundada nos anos 80 para assegurar território à Argentina (durante um período conturbado de disputa de fronteiras com o Chile), nos dias que correm é muito mais conhecida por servir de base de exploração e apoio logístico ao crescente número de entusiastas da montanha que sazonalmente visitam a região, com o objectivo de caminhar nos percursos próximos aos picos mais famosos das redondezas: o maravilhoso Cerro Fitz Roy e o caprichoso Cerro Torre.

Assim que chegamos à vila somos recebidos pelos guardaparques do Parque que nos fazem uma pequena apresentação dos trilhos recomendados e disponíveis, dos tempos aproximados que levam a percorrer, da fauna que podemos encontrar e de algumas regras de coexistência e preservação do ecossistema.

Uma das coisas mais fantásticas de El Chalten, é que os percursos são muito acessíveis, ou seja, a vila está situada tão perto das montanhas que é possível fazer caminhadas diárias ultra-panorâmicas de ida e volta e ficar a dormir num hostel na vila, sem ser necessário preocupar com dormir em tenda, WC into the wild, a logística das comidas e a inquietação de carregar uma mochila pesada.

Mas no nosso caso optamos por acampar. Em nome da aventura e do back to basics, mas também em nome da flexibilidade do itinerário e da boa saúde do porquinho mealheiro. Os alojamentos, quer em Chalten, quer nas Torres del Paine, para além de serem muito caros, podem facilmente esgotar na época alta. 
Ter de reservar (e pagar) com muito tempo de antecedência retira a flexibilidade aconselhável a uma experiência que pode muito bem necessitar de ajustes devido à meteorologia.

Para além do alojamento, outra das questões mais frequentes é se é necessário recorrer ao serviço de um guia ou se os trilhos são fáceis de seguir indo sozinho: em El Chalten, os percursos mais conhecidos estão todos bem sinalizados e são muito fáceis de seguir. Não é necessário contratar guia, nem levar GPS, nem sequer mapa.


“Naquela direcção encontram o Fitz Roy, naquela fica o Cerro Torre, mais além o Glaciar Piedras Blancas”, continuava o guardaparque, apontando para o horizonte.

A expectativa era muita mas a verdade é que, por muito que abríssemos os olhos, não conseguíamos ver nenhum dos pontos de interesse referidos. A visibilidade estava próxima de zero. 
Não fazíamos ideia de onde se localizavam, se estariam perto ou longe.

E, para culminar, dali a pouco começava a chover.

Ou seja, a nossa caminhada estava perto de se tornar tudo excepto ultra-panorâmica. Senti a necessidade de aventura fraquejar. Dúvidas e pensamentos do tipo “Vim para tão longe e para além de não ver as montanhas, agora ainda vou acampar à chuva?”, surgiram-me automaticamente.

Mas não havia grande coisa a fazer. 
O nosso parque de campismo estava a 10km e 4h de distância. 
Compramos mantimentos para os 3 dias seguintes e pomo-nos a caminho debaixo do céu cinzento, procurando ajustar o mindset:

“Patagonia, give me everything you’ve got.”

18 de março de 2016

viajar na patagónia


A Patagónia é uma região muito vasta, é a zona mais a sul da América do Sul, partilhada pelo Chile e Argentina.

Por ser uma região tão vasta, tem infinitos pontos de interesse, mas enquanto amantes de caminhadas e belezas naturais já tínhamos a tarefa da escolha bastante facilitada.

Assim, apontamos agulhas para o Parque Nacional dos Glaciares (Argentina), casa do Glaciar Perito Moreno (entre outros) e do maravilhoso Cerro Fitz Roy, e para o Parque Nacional das Torres del Paine (Chile), uma autêntica meca do trekking mundial.

As cidades de acesso são respectivamente El Calafate e El Chalten (Argentina) e Puerto Natales (Chile), ligadas entre si por autocarros frequentes.

Depois, o que fez sentido na nossa experiência itinerante foi seguir viagem para Sul, atravessando o Estreito de Magalhães para a Terra do Fogo, e chegando a Ushuaia e ao “fim do mundo”. 
Pelo menos ao fim de todo o mundo que existe antes da Antártida.


A Patagónia é um daqueles espaços místicos do mundo que se apegam ao imaginário do viajante e depois nunca mais se vão.

Aqueles espaços longínquos e difíceis de alcançar, onde a vida é árdua e a paisagem inóspita, onde as fronteiras foram inventadas e onde nos surpreendemos com glaciares pintados de um azul eléctrico, grupos de guanacos a petiscar os arbustos à beira de lagos de águas irritadas e montanhas aguçadas debaixo da asa de um condor solitário.

Isto se lhes apetecer, é claro.


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“Don’t ask about the weather today. This is Patagonia. We don’t know.”
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O tempo é um factor preponderante no balanço final de uma experiência na Patagónia, mas a verdade é que também é o factor mais imprevisível de todos, de tal modo que é frequente encontrarmos cartazes que alertam para isso nos pontos de informações. 
Ou seja, podemos perguntar tudo o que quisermos mas não vale a pena perguntar se vai chover, ninguém sabe.
A melhor altura para viajar é no Verão austral (Dezembro, Janeiro, Fevereiro), quando as temperaturas são mais altas (max 20-25ºC) e é maior a probabilidade de bom tempo e menor a probabilidade de encontrarmos trilhos inacessíveis, estradas intrasitáveis, vôos cancelados.

Mas esta é também a altura preferida de toda a gente, o que resulta numa sobrecarga das infra-estruturas: hotéis, refúgios, campismo e transportes esgotados.
Decidimos viajar no final de Fevereiro com o objectivo de tentar equilibrar esses factores.

Como o tempo é sempre a grande incógnita na Patagónia, na hora de fazer a mochila é obrigatório contar com todos os tipos de clima: casaco quente e agasalhos para frio de 0ºC, t-shirts para o calor de 25ºC, impermeável para a chuva, um bom saco-cama (as noites são muito frias) e tudo em modo minimal, porque na Patagónia a mochila é para andar quase sempre às costas.


E depois, há todo aquele vento.
Viento mucho viento...
Mas isso, a mim, não me chateou.

9 de março de 2016

patagonia express


Quando li o livro do Luís Sepúlveda, há 15 anos atrás, soube que tinha de lá ir. 
À Patagonia.

Depois seguiram-se outros livros e histórias de lagoas azul-turquesa e paredes vermelhas ao nascer do sol, a adrenalina da promessa de paisagens em estado bruto numa região selvagem de clima áspero e incerto, o sonho com a descoberta de paragens com as melhores oportunidades de caminhada do mundo, de contacto com a natureza, de back to basics, e também, ah pois, o orgulho pelos portugueses que por lá navegaram antes de todos os outros, há centenas de anos.

Foram algumas das coisas que me puseram fora de casa a caminho do fim do mundo.

Os próximos posts serão, assim, dedicados a uma das regiões mais feiticeiras do planeta. Deixo aqui o itinerário desta passagem para o fim do mundo, da minha patagónia, como sempre, em modo express :-)



1
Vôo. Lisboa - São Paulo – Buenos Aires
Vôo. Buenos Aires - El Calafate

2
Bus. El Calafate – El Chalten
Trek. El Chalten – Laguna Torre

3
Trek. Laguna Torre – Camp Poincenot
via Laguna Madre/Hija
Trek. Laguna Capri

4
Trek. Laguna de los Três
Trek. Camp Poincenot – El Pilar

5
Bus. El Chalten – El Calafate
El Calafate

6
Glaciar Perito Moreno

7
Estancia Nibepo Aike

8
Bus. El Calafate - Torres del Paine
Border. Argentina – Chile
Trek. Las Torres – Torres

9
Trek. Mirador Torres del Paine
Trek. Torres – Los Cuernos

10
Trek. Vale Fracês

11
Trek. Camp Italiano - Paine Grande
Boat. Lago Pehoe – Pudeto
Bus. Pudeto – Puerto Natales 
Puerto Natales.

12
Bus. Puerto Natales – Ushuaia  
(via Estreito Magalhães)
Border. Chile - Argentina

13
Ushuaia. Pinguinera

14
Ushuaia. Canal Beagle.
Vôo. Ushuaia – Buenos Aires
Buenos Aires. TANGO Milonga

15
Buenos Aires. San Telmo. Palermo Soho
Vôo. Buenos Aires – Porto Alegre - Lisboa