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30 de maio de 2012

Puja



Esta viagem é um melting pot de culturas e religiões, um encontro entre Shiva e Budha.
Quem chega a estes países vindo de uma Europa cada vez mais céptica e ateia, depara-se com um mundo que pode parecer excessivamente religioso, onde em qualquer esquina encontramos um altar dedicado a uma divindade, onde a “puja”, o acto de devoção dos hindus, é um ritual diário e muito fervoroso, onde a reclusão dos monges budistas e os cânticos presentes no ar se misturam com o incenso e nos fazem ter a certeza de estar noutro mundo.

Sem dúvida que a religião é uma das grandes diferenças culturais que encontramos nestes países. Uma diferença a que é impossível ficar indiferente.



15 de maio de 2012

Pashupatinath

Localizado nas margens do rio Bagmati, encontra-se o templo de Pashupatinath, o templo hindu mais antigo de Kathmandu (do sec. V).
Este templo é dedicado ao deus Shiva (Pashupati) e como grande parte dos templos hindus, não é costume ser permitido aos estrangeiros entrarem.

Ficamos no exterior onde não falta a simbologia própria do deus hindu da transformação: as serpentes, o touro Nandi (o veículo de Shiva), os sahdus seguidores de Shiva, os rituais fúnebres e as piras de cremação junto ao Rio...
 








14 de maio de 2012

5 elementos

Todos conhecemos o costume budista de pendurar bandeiras de orações em locais sagrados, como as cumeadas das montanhas dos Himalaias, os templos, as pontes suspensas, para abençoar a paisagem, promover a paz e espalhar a felicidade e a boa sorte a todos os seres do mundo.


Existem 2 tipos de bandeirinhas de oração: as mais frequentes horizontais Lung Ta, que significa “Cavalo de Vento”, e as verticais Darchor que significa “boa sorte para todos os seres vivos”, normalmente penduradas num poste. As minhas preferidas são os “Cavalos de Vento”.

Todas as bandeiras de orações aparecem em sets de 5 cores. Estas cores simbolizam os elementos e estão ordenadas da seguinte ordem: Azul (céu), Branco (água), Vermelho (fogo), Verde (ar), Amarelo (terra), os elementos que quando equilibrados são necessários para criar harmonia na vida e no mundo.
No centro da bandeira está, muitas vezes, representado o Lung Ta, o Cavalo de Vento, rodeado de várias versões dos mantras mais sagrados dos budistas e de outros símbolos auspiciosos. 


Curiosamente, ao contrário do que é comum noutras partes do mundo, as orações não são pedidos individuais das pessoas para os deuses, como os bilhetinhos deixados no muro das lamentações em Jerusalém, ou as velinhas acendidas em Fátima.
As bandeirinhas de orações Tibetanas, são mantras lançados ao vento que os budistas tibetanos acreditam que serão transportados pelo Lung Ta a todos os cantos do mundo, espalhando a boa vontade e a compaixão por todas as pessoas.

As orações Tibetanas são renovadas quando se penduram novas bandeirinhas ao pé de antigas, simbolizando as mudanças que a vida traz e o reconhecimento de que todos os seres fazem parte de um grande ciclo em permanente evolução.

Boudha

O Vale de Kathmandu é património da Unesco e existem alguns sítios chave, tanto hindus como budistas, que quem quiser ficar a conhecer um pouco melhor da cultura deste local não deve perder.
Boudha, um dos locais mais sagrados para o budismo no Nepal, é um deles.


Existem várias versões sobre a construção da stupa massiva que se encontra neste local. Umas versões tibetanas, outras versões nepalesas, desde ter sido construída para albergar uma relíquia de um monge tibetano, até ter sido construída por um príncipe nepalês que terá morto o seu próprio pai inadvertidamente... 



... o que interessa é que nos dias de hoje é um local de peregrinação para muitos budistas tibetanos que vêm aqui fazer as suas prostrações e caminhar à volta da stupa cantando, rezando e rodando as centenas de rodas de oração que existem aqui.
Este também é um local onde muitos refugiados da China/Tibete encontraram asilo.




Vejo milhares de bandeirinhas de oração desde o topo da stupa até ao chão. 
Não há dúvidas que este é um local sagrado.

11 de maio de 2012

Durbar Square people

Cheguei à Durbar Square de Kathmandu pensando que ia fotografar arquitectura. São extraordinários os pormenores existentes nas construção desta cidade. Seja em madeira, em pedra ou em metal, esta é uma das zonas mais ricas em arte e escultura do mundo. E os pormenores estão virtualmente em todo o lado. Em qualquer esquina, parapeito, ruela ou quintal encontramos arte sob as mais variadas formas.

Chego à Durbar Square de Kathmandu com o coração a palpitar de expectativa pronta para me maravilhar com uma arquitectura exótica de madeiras quentes fendilhadas e empenadas de tantos séculos de exposição aos elementos. Chego pronta para me maravilhar com a explosão de cor nas paredes avermelhadas dos templos a serem iluminados pelo Sol do fim da tarde...

Rapidamente me apercebo que a Durbar Square de Kathmandu é isso e muito mais.
O melhor e mais surpreendente são as pessoas e como se relacionam com os edifícios magníficos que as rodeiam.








Estamos a falar de edifícios, alguns, com mais de 400 anos, e não é por isso que são resguardados ou protegidos ou proibidos. São edifícios vividos. Os degraus estão gastos de quem passa, de quem fica a fazer o comércio, os ícones dos deuses estão gordurosos das centenas ou milhares de mãos que os tocam diariamente, estão pintados com as cores sagradas, têm restos de comida ou flores esmagadas das oferendas.








O Kasthamandap (Kastha=madeira Mandap=abrigo), é um dos edifícios mais antigos do mundo feito inteiramente de madeira e é conhecido por ter dado o nome à cidade. Desde sempre que Kathmandu se situa nas rotas comerciais entre o Tibete e a Índia, e desde sempre este edifício deu abrigo aos comerciantes que por aqui passavam.

Hoje, ainda é considerado um local de abrigo para aqueles que não têm onde pernoitar e foi um dos meus locais preferidos da Durbar Square.

ventos de Kathmandu

Kathmandu é um local de detalhes. 
Imensos detalhes organicamente gastos e acarinhados.









9 de maio de 2012

Kathmandu

A cidade de Kathmandu, capital do Nepal, sempre existiu no meu imaginário como aquela cidade exótica e inacessível, de difícil adaptação (por causa da altitude), um autêntico reino perdido e medieval nas montanhas dos Himalaias.

Mas na verdade, o tempo em que só se chegava a Kathmandu a pé, há muito que passou. Quando nos anos 50 o país se abriu ao mundo exterior e se inauguraram as primeiras estradas a ligar a cidade à fronteira com a Índia, e depois ao Tibete, foi um instante até se tornar um dos destinos mais ambicionados pelos hippies dos anos 70 e mais tarde pelos amantes de aventuras, caminhadas e trekkings.... até hoje.

Por outro lado, apesar de se situar nos Himalaias, Kathmandu está aninhada num vale a uma confortável altitude de 1400 m, muito longe de ser uma das capitais mais altas do mundo como eu imaginava.

E antes de chegar, percebi que os livros ao descreverem o Kathmandu usam por vezes as mesmas expressões e os adjectivos, a que viajando por estas partes do mundo nos habituamos: confusão, poluição, devoção...

Mas quando cheguei, no meio de uma cidade moderna, encontrei o reino perdido que buscava.