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17 de maio de 2013

Badlands

"les mauvaises terres à traverser"...







... mas belissimas para fotografar!

16 de maio de 2013

Tatanka, part II

E foi percorrendo a pitoresca Needles Highway das Black Hills no South Dakota que tivemos um surpreendente encontro...





É que estas estradas não são só percorridas por carros.

... Medo.

14 de maio de 2013

The Black Hills

As Black Hills são uma pequena cordilheira que surge na zona das Great Plains no South Dakota e Wyoming, assim chamadas pela sua aparência escura para quem olha à distância, dada pelas árvores no meio de uma planície aparentemente estéril e amarela.

Os índios têm uma longa relação com as Black Hills que se tornou o centro da sua cultura. Aliás, em 1868, o governo dos Estados Unidos assinou o Tratado de Fort Laramie, que basicamente tornava as Black Hills isentas de presença de “pale faces”.
Entretanto alguém descobriu ouro nesta zona. E com a corrida ao ouro, os índios foram “re-assignados” a outras regiões do South Dakota.
Isto desencadeou a Guerra Sioux das Great Plains por parte dos índios Lakota e seus aliados Cheyenne e Arapaho, cujas crenças assentavam na base de que as Black Hills são o centro sagrado do universo.

Após a derrota dos índios, os Estados Unidos assumiram o controle da região, violando o Tratado de Fort Laramie. Mas os Lakota continuam ainda hoje a tentar recuperar o seu património.
Aprendi que em 1980, o tribunal dos Estados Unidos decidiu que as Black Hills foram ilegalmente tomadas e que devia ser paga uma quantia às tribos lesadas de mais de 100 milhões USD.
No entanto, os Lakota continuam a recusar dinheiro do Governo norte americano, querem as Black Hills devolvidas.
Com os juros, aquela quantia equivale a mais de 700 milhões que os Lakota ainda se recusam a aceitar.

A isto é que eu chamo amor à terra.

13 de maio de 2013

Mount Rushmore

A ideia de esculpir pessoas famosas na região de Black Hills no South Dakota veio de um historiador local e tinha o intuito de promover o turismo na região. 
Este historiador queria que se representassem heróis da história do Oeste americano como os exploradores Lewis e Clark, o índio Red Cloud ou Buffalo Bill, mas essa ideia acabou por ser afastada pelo escultor Gutzon Borglum que a conceptualizava mais como uma escultura de essência nacional.


Assim se escolheram os quatro presidentes Washington, Jefferson, Theodore Roosevelt e Lincoln, com o objectivo de comemorar a fundação, expansão, preservação e unificação dos Estados Unidos, respectivamente.


A construção do memorial teve início em 1927, e os rostos dos presidentes foram concluídos entre 1934 e 1939. Hoje em dia atrai cerca de três milhões de pessoas por ano e é um local onde se sente o verdadeiro patriotismo americano.


O Mount Rushmore é um memorial controverso.
Foi construído nas Black Hills, um território que – através do Tratado de Fort Laramie de 1868 - já tinha sido cedido pelo Governo dos Estados Unidos à tribo Lakota “para a eternidade”.
Uma promessa quebrada que resultou na Guerra Sioux de 1876, e que os índios não perderam tempo a responder, através de uma outra escultura colossal nas Black Hills.

10 de maio de 2013

Crazy Horse

As Black Hills no South Dakota são, desde sempre, território sagrado para os índios Norte Americanos. 
E foi nas Black Hills do South Dakota que o Governo dos Estados Unidos decidiu construir o Memorial de Mount Rushmore, com as caras dos 4 presidentes mais emblemáticos da história da América.

Após a sua construção, nos anos 40, um dos escultores que participou, Korczak Ziolkowski, recebeu uma carta de um ancião da tribo índia Lakota, o Chief Henry Standing Bear, com uma proposta:

"My fellow chiefs and I would like the white man to know that the red man has great heroes, too."
Chief Henry Standing Bear

E assim começou a construção do Memorial a um dos mais bravos líderes militares nativo-americanos, Crazy Horse, um dos responsáveis pela vitória dos índios na batalha de Little Big Horn.
Nas Black Hills, território sagrado para os índios Norte Americanos.

 



Mas ao contrário de Mount Rushmore, o Memorial do Crazy Horse está inacabado e em construção há 65 anos. 
Só vai evoluindo através de donativos e os responsáveis pelo seu desenvolvimento, descendentes do escultor Korczak Ziolkowski, nunca aceitaram os fundos oferecidos pelo Governo.

Entretanto vamos imaginando como ficará quando estiver acabado com a ajuda de uma maquete. 
Quando isso acontecer, a estátua de Crazy Horse montado a cavalo, apontando para o horizonte, será a maior escultura do mundo e foi um dos sítios que mais gostei de visitar na minha última viagem aos Estados Unidos.

28 de março de 2013

Deadwood





Devil's Tower

O primeiro Monumento Nacional dos Estados Unidos envolto em inúmeras lendas nativas.

De acordo com a tribo Lakota Sioux, algumas crianças que brincavam nas planícies avistadas por ursos gigantes que começaram a persegui-las. Para tentar escapar aos ursos, as crianças  escalaram uma pedra e rezaram ao Grande Espírito para salvá-las. Ao ouvir as suas orações, o Grande Espírito fez com que a rocha se erguesse em direcção ao céu onde os ursos não as poderiam alcançar.
Os ursos ainda tentaram escalar a rocha deixando profundas marcas de garras que ainda se vêem hoje.




21 de março de 2013

Sundance Kid

Corria o ano de 1887 quando um rapaz de nome Harry Alonzo Longabaugh roubou uma arma, um cavalo e uma sela de um rancho da povoação de Sundance, Wyoming.
Ao tentar fugir, terá sido capturado e condenado a 18 meses de prisão, durante os quais adoptou o nickname de Sundance Kid.

O Kid, conhecido por ser rápido no gatilho, ficou para a história dos Estados Unidos quando mais tarde formou o bando Wild Bunch com o igualmente esquivo e cheio de recursos Butch Cassidy. 
Juntos com os outros membros do bando engendraram o maior número de assaltos a comboios e bancos do país, tendo ido acabar os seus dias na Bolívia onde os factos sobre a sua morte permanecem envoltos em mistério.


Os habitantes de Sundance, Wyoming  não esqueceram o seu ilustre prisioneiro.
Nem eles, nem nós que adoramos uma boa cowboyada.

12 de dezembro de 2012

ventos do Wyoming


O Wyoming é um dos maiores estados dos Estados Unidos. Estende-se desde as Rocky Mountains a Oeste e as High Plains a Este e é um estados com menor densidade populacional do país.

Notamos isso a caminho do South Dakota, assim que atravessados estes “wide open spaces” onde é tão raro cruzarmo-nos com outros viajantes.






16 de novembro de 2012

Farwest




Em Cody, visitamos a Old Trail Town, uma vila museu ao ar livre construída no que se diz ser o local original da fundação da cidade pelo próprio Buffalo Bill.

A Old Trail Town preserva o estilo de vida e a história do Farwest através de uma colecção rara de construções originais e várias peças que foram cuidadosamente transportadas de locais remotos do Wyoming e Montana.

Uma delas é a cabana usada de esconderijo pelos conhecidos bandidos do Velho Oeste, Butch Cassidy, Sundance Kid e o seu gang Hole-in-the-Wall.



15 de novembro de 2012

Buffalo Bill


Quem é que nunca ouviu falar do Buffalo Bill? 
O seu verdadeiro nome era William F. Cody, nasceu no Iowa em 1846, foi batedor do Exército e começou a ganhar a vida (e a conhecida alcunha) a caçar búfalos para fornecer carne aos trabalhadores dos caminhos de ferro do Pacífico, após a Guerra Civil Americana.



Tornou-se uma figura popular do Oeste Americano a nível mundial por causa dos shows sobre o Wild West que organizava e que levou aos quatro cantos da América e Europa.
O show começava com desfiles a cavalo, com vários participantes de países cuja cultura é ligada ao cavalo, nomeadamente os índios norte-americanos, gaúchos, mongóis, árabes exibido os seus cavalos e trajes coloridos.



Os espectadores de uma Europa já bastante industrializada vibravam com este rol de acrobacias vindas do faroeste americano, com as habilidades demonstradas a cavalo, com batalhas encenadas onde também entravam figuras históricas como por exemplo o Chief Sitting Bull e os seus bravos, com as simulações de ataques a diligências.



Em Londres foram vistos por toda a realeza europeia no jubileu da Rainha Victoria. Em Roma Buffalo Bill foi recebido pelo Papa Leo XIII, onde se terá desiludido por não ter sido possível montar o show dentro do Coliseu.
Os seus shows foram um enorme sucesso na Europa e uma verdadeira exportação de cultura americana.



Mas Buffalo Bill não foi só homem do showbiz. Fomentou a boa relação entre brancos e índios, e no fim da sua vida interveio a favor da protecção do búfalo americano que tanto caçou.

Em Cody podemos visitar o Buffalo Bill Historical Center e descobrir mais da vida deste aventureiro que mostrou a América ao mundo.

7 de novembro de 2012

Born to Ride






Um dos lugares comuns quando pensamos numa viagem pelo continente americano é a estrada infinita, a comunhão com a paisagem, o vento no cabelo.

E é mesmo assim.
A cultura “easy rider” não existe só nos filmes, aliás, parece é não existir outro modo de viajar nos states que não numa Harley Davidson na companhia de amigos.... ou sozinho.

6 de novembro de 2012

Batalha de Little Big Horn

A batalha de Little Bighorn é uma das batalhas mais famosas da história dos Estados Unidos e representa fundamentalmente o choque entre dois modos de vida. O modo de vida dos índios nómadas das planícies, do búfalo e do cavalo, contra o modo organizado, sedentário, e cada vez mais industrializado dos Estados Unidos e do homem branco.

A batalha, também conhecida como “Custer’s Last Stand”, que aconteceu nos dias 25 e 26 de Junho de 1876, perto do rio Little Bighorn, no leste do estado do Montana, foi um combate entre forças de várias tribos índias Lakota, Cheyenne e Arapaho, contra o 7º Regimento de Cavalaria do Exército dos Estados Unidos, liderados pelo General Custer.  
Foi a acção militar mais importante da Guerra das Black Hills de 1876 e terminou com uma vitória esmagadora para os índios e para os seus chefes de guerra como Crazy Horse e Sitting Bull.

Esta Guerra começou depois dos Estados Unidos terem quebrado um tratado em que acordavam ceder para uso exclusivo dos índios um grande parte do território das Great Plains (nos estados do Wyoming, South Dakota, Montana...), uma terra estéril, de passagem das manadas de búfalos, onde os índios já se haviam estabelecido há décadas. Esta Grande Reserva Sioux incluía as Black Hills, no South Dakota, uma zona montanhosa desde sempre considerada sagrada e mágica para os índios Lakota, o ponto central da sua cultura ancestral.... Mas a descoberta de ouro nas Black Hills também as tornou sagradas para muitos mineiros americanos, que não conseguiram ficar fora e cumprir o tratado.

Como muitos generais perceberam, esta era a única parte da reserva que interessava realmente às tribos índias, apesar de pelo seu modo de vida nem estarem interessados no ouro.
Os Estados Unidos, tentaram rever o tratado, mas os índios responderam “nem mortos”. 
E assim foi, na batalha de Little Big Horn, em que os Estados Unidos sofreram uma pesada derrota e perderam centenas de militares, incluindo o próprio General Custer.




Hoje no local estão assinalados os locais em que caíram vários soldados e dois memoriais separados mas interligados que celebram as vidas desses que tombaram em nome do seu modo de vida.

Claro que como sabemos, os Estados Unidos não ficaram por aí... todos os intervenientes considerados hostis pelos US foram mortos ou renderam-se passado 1 ano e as Black Hills, foram finalmente retiradas aos índios sem nenhum tipo de compensação... mas isso é outra história.

5 de novembro de 2012

Bighorn Canyon


O Canyon do Rio Big Horn é o maior das Rockies do Norte.
Localiza-se entre os estados do Wyoming e Montana e tem grande parte da sua extensão dentro das fronteiras da reserva dos índios Crow.

É uma zona de costumes tradicionais, fronteiras intransponíveis, cavalos selvagens e um rio doce longínquo.


24 de outubro de 2012

Cowboy Style

Não se pode ir a uma terra de cowboys sem ver um Rodeo. 
Foi o que pensei quando saí de casa.
E quem sai de casa com esse pensamento e chega a Cody, chegou ao sítio certo, pois acontecem por lá as Rodeo Nights, durante todo o Verão.
 




Desenganem-se os que pensam que isto é mais um espectáculo tipo circo, para turista ver.

Claro que é para o turista ver, se quiser, mas a animação é real, feita pelas pessoas da terra, pelas pessoas cuja vida está ligada ao gado.
 
Vemos as provas habituais, em que os cowboys se tentam equilibrar em cavalos (bronc riding) ou touros (bull riding), provas de laço individuais ou em equipa (roping), vários tipos de corridas, etc. 
E tudo é pontuado como se um desporto de alta competição se tratasse. 

Mas o que mais gostei, foi estar lá a absorver o ambiente que eu pensava só existir em filmes, tentando perceber como será a vida destas pessoas que parecem ter nascido de botas calçadas e chapéu posto na cabeça.