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30 de janeiro de 2009

Loy Krathong

12-Novembro-2008

Chegamos a Bangkok num dia muito especial. Hoje é o dia do Loy Krathong – a festa das luzes. É uma altura de celebração do fim da época das chuvas na Tailândia e normalmente coincide com a Lua Cheia de Novembro.
Para nós, para além disso, é também o último dia antes de voltar a casa.

À noite há milhares de pessoas na rua, e o trânsito é caótico até para os tuk-tuks. Toda a gente se dirige para o curso de água mais próximo com o seu cestinho feito de folhas de bananeira na mão. São os Krathongs, as oferendas aos deuses da água. Um agradecimento pelo fim da época das chuvas.







É um festival gigante que de certa maneira faz lembrar os nossos Santos Populares.
Está tudo iluminado, enfeitado. Há todo tipo de espectáculos que culminam num grande desfile de barcos iluminados ao longo de todo o rio.
Comemos comida de rua e no meio da confusão também compramos o nosso Krathong, que tem flores, velas, pauzinhos de incenso...
Acendemos tudo e depois lançamo-lo à água...

Ficamos espantados por ele não boiar como os outros.
Tomba e apaga-se logo...
Só pode ser um mau presságio...
Mas depois lembro que em Portugal, a nossa época das chuvas, ainda agora começou...

Travelling Bliss

11-Novembro-2008

À tarde deixamos a praia em direcção a Surat Thani num daqueles esquemas de joint tickets.

A maré baixou por isso temos que andar no lodo de roupa arregaçada até ao long tail boat encalhado mais à frente que irá levar-nos até ao pontão onde nos espera o transfer para Krabi, de onde apanhamos o mini-bus até Surat Thani. Mas é claro que neste momento ainda não sabíamos como ia ser a viagem nem a quantidade de transportes que íamos apanhar. São sempre aventuras estas viagens... e os autocolantes vão-se acumulando nas t-shirts...

Pelo caminho vamos encontrando outras pessoas que viajam nas mesmas condições e vão inevitavelmente partilhando experiências uns com os outros...
- O casal de italianos falava sobre a Índia, por onde tinham andado vários meses, isso notava-se dada a sua magreza extrema. Planeavam voltar a Itália, arranjar algum trabalho para fazerem uma poupança a fim de irem outros tantos meses para a América Latina;
- Muitos israelitas, alemães e suecos que iam acumulando sítios;
- O casal de suecos nos seus 35-40’s que viajavam há 4 meses na Ásia (Nepal, Índia, China...) queixavam-se por já só lhes restar 1 mês antes de regressarem;
- A rapariga alemã que já tinha estado 4 vezes na Full Moon Party de Koh Phangan e ia outra vez;
- e nós... os aborrecidos que só viajam 2 ou 3 semanas por ano. A nossa história não tem piada... e a pergunta recorrente é “como se dão ao trabalho de vir para tão longe só para 15 dias?”

Em Surat Thani, a estação de comboios fica a 15 km da cidade por isso ainda temos que apanhar uma boleia de um rapaz louco. Chove a potes e ele não sabe o que é “aquaplaning”.

O comboio para Bangkok atrasa-se 3h mas não temos pressa...
... pelo caminho vamos imaginando o que faríamos com 3 meses para viajar...

29 de janeiro de 2009

Railay Beach

10-Novembro-2008



Quando desembarcamos no West Side Railay, as formações rochosas erguem-se orgulhosas debaixo da chuva. Ladeiam a praia resguardando-a e dando-lhe um background fantástico.

A praia está deserta. As pessoas ficam dentro dos cafés. Jogam às cartas, lêem livros, conversam, olham para quem passa e olham para quem chega do mar e atravessa a praia de mochila às costas, molhados até aos ossos. Somos nós e é surreal.

Um casal americano mete conversa comigo, dizem que para a próxima vão para as Caraíbas. Eu ainda tenho a pulsação acelerada da corrida, a água escorre-me pelo corpo abaixo até aos pés. Não consigo parar de sorrir.
Eles, carrancudos abrem o guarda-chuva e voltam para o resort.

Mas eu estou livre e estou feliz. É uma sensação indescritível que eu não trocava por Sol nenhum deste mundo. Só me apetece dançar e gritar, maluquinha.

Entretanto vamos pelo caminho cheio de lama até ao East Side (o lado mais barato) onde fica o nosso quarto.
São todos muito simpáticos quando nos vêem chegar mas eu só penso numa coisa “Será que tem água quente?”
No dia seguinte é o dia do merecido dolce fare niente.
O céu abre e o Sol mostra-nos a praia de Railay em todo o seu esplendor.










Tenho a alma cheia e começo a pensar que estou pronta para voltar para casa...

28 de janeiro de 2009

Koh Phi Phi

10-Novembro-2008

E é chegado o dia das tão aguardadas ilhas Phi Phi.
Esperávamos fervorosamente que o tempo estivesse melhor, mas os “deuses aqui são outros” e as pessoas dizem que se não chover já não é mau.

Em Ao Nang aproveitamos o Sol e apanhamos conchas enquanto esperamos pelo nosso barco... mas no horizonte uma cortina cinzenta escura adensa-se e não deixa margem para dúvidas... vai chover e não é pouco..

Os barcos normais demoram 2 horas a chegar às ilhas Phi Phi, mas nós vamos numa lancha rápida que faz o percurso em 40 minutos.

Pelo caminho paramos na Bamboo Island para fazer snorkeling. Está um tempo carregado mas com aquela claridade que não nos deixa abrir os olhos... a água é quente e nós sentimos as picadas dos peixinhos à nossa volta... são transparentes e minúsculos.


Quando perguntamos para que lado fica Koh Phi Phi Leh, o simpático marinheiro de cabelo queimado pelo Sol aponta para a cortina cinzenta, sorri e encolhe os ombros.
É para lá que vamos... e começa a chover torrencialmente.

As ilhas Phi Phi são duas: Koh Phi Phi Leh e Koh Phi Phi Don. A mais pequena e paradisíaca (Leh) serviu de cenário ao filme “The Beach”. É montanhosamente minúscula, cheia de reentrâncias e lagoas e pareceu-nos desabitada.
Na Lagoon a água é turquesa e nós estamos quase completamente rodeados de montanhas recortadas verdes que descem até à água a pique. O nevoeiro roça o topo das rochas e continua a chover... mas a paisagem é de facto fenomenal. Vemos que chegámos ao paraíso e não há outros barcos barulhentos ou chuva alguma no mundo que diminua isso.

Ao sairmos da Lagoon rodeamos a ilha e rapidamente entramos noutra reentrância, a famosíssima Maya Bay. O cenário é idílico.
Mas na realidade A Praia não tem mais de 1cm2 de areia livre. São dezenas de barcos e centenas de pessoas por ali a fotografar o seu cm2 de paraíso.





Fazemos snorkeling num ponto mais afastado da praia, já não chove, os peixinhos coloridos vêm comer à nossa mão.

Paramos em Phi Phi Don para almoçar.
Depois procuramos um sítio para beber um expresso. Aqui é fácil. Estamos num dos sítios mais turísticos da Tailândia. Não se vêm thais.
Esta foi uma zona muito fustigada pelo tsunami de 2004 que destruiu toda e qualquer infra-estrutura na ilha. A reconstrução está em curso mas um sistema que ainda falha redondamente é o da recolha de lixo... algo que é incompreensível por se tratar do paraíso que é.



Continua a cair uma chuva torrencial.
Os impermeáveis e guarda-chuvas são ridículos perante a pancada de água que desaba... Toda a gente opta pelo mesma solução... tirar a roupa toda incluindo os chinelos que se perdem no caudal de água que corre nas ruas...
... e simplesmente andar descalço de fato de banho à chuva...

Depois de uma paragem para snorkeling colorido à chuva, regressamos ao continente onde o sorridente marinheiro de cabelo queimado pelo Sol nos faz desembarcar na praia mais bonita que eu já vi.

26 de janeiro de 2009

Ao Nang

10-Novembro-2008





Phang Nga Bay

9-Novembro-2008

Tinha uma grande vontade de visitar esta baía, uma parente tailandesa da vietnamita Halong Bay.
Penhascos a direito até à água esmeralda, uma baía salpicada de rochedos, nublina a brincar lá em cima no topo das montanhas.
Se retirarmos o facto de termos ido numa “day tour” que nos limita em grande parte o tempo que queremos gastar e onde, foi uma belíssima experiência cruzar aquelas águas.

A paisagem é absolutamente estrondosa.









Para almoçar atracamos numa aldeia flutuante, Koh Panyee.
Está tudo construído sobre uma infinita quantidade de estacas.
Há restaurantes à espera de turistas, um mercado de artesanato labiríntico, uma mesquita... estamos em “solo” muçulmano.
Gostei muito.


15 de janeiro de 2009

Krabi

8-Novembro-2008

A zona de Krabi é caracterizada pelas formações cársicas rochosas gigantes comuns no Mar de Adaman.
É por isso que estamos aqui. É uma zona de paisagem mais espectacular que o Golfo da Tailândia (do lado das ilhas de Koh Samui). Mas as monções também transformam esta numa zona mais imprevisível em termos metereológicos.




Krabi é uma vila piscatória sem grande graça, mas para quem não tem tempo para mais –como é o nosso caso- é um bom ponto de partida para day tours à baía de Phang Nga e às ilhas Koh Phi Phi e Koh Lanta. Também é uma boa base para explorar as praias maravilhosas e caríssimas– da zona: Ao Nang e Railey.


Percebemos que começaram as festividades que antecedem o Loy Krathong – o grande festival da Lua Cheia de Novembro. Vê-se muita gente na rua, há vendedores ambulantes de comida e de tudo, há carróceis e uma banda pimba a tocar... como em qualquer parte do mundo.

14 de janeiro de 2009

Joint Tickets

8-Novembro-2008

Hoje bem cedo entramos num daqueles esquemas dos Joint Tickets que proliferam por toda a Tailândia.

Nestes esquemas o viajante compra um bilhete para um destino mesmo que para lá chegar tenha que trocar 3 ou 4 vezes de transporte.
A única coisa certa é o destino, o ponto B. Pois desde que saímos do ponto A até que chegamos ao ponto B passamos por um período de não-controlo absoluto sobre as nossas vidas. Não sabemos quando vamos parar e onde, não sabemos onde vamos comer, não sabemos em que tipo de veículos vamos ser transportados e claro... muito menos sabemos a que horas vamos chegar.
Somos uma espécie de mercadoria de autocolante colorido ao peito que os senhores das transportadoras reconhecem –pela cor do autocolante– e reencaminham.

O nosso percurso era aparentemente simples: barco para Surat Thani e bus para Krabi... mas há pessoas que utilizam estes esquemas para viajar de uma ponta à outra do país.


Saímos de Koh Samui dentro de um autocarro dentro de um ferryboat em direcção a Don Sak, que fica a 70km de Surat Thani.

Continua a chover, mas a paisagem até ganha um encanto misterioso quando envolta na neblina.


Em Surat Thani deixam-nos num hub de transfers para esperar pelo bus para Krabi. Estes hubs são uma espécie de sala de espera gigante. Têm sítios para sentar, senhoras a fazer pratos rápidos, WC e TV.
Aqui percebo que estou viciada em omeletes com arroz e molho de soja, tudo comido à colher.

Thai Massage

7-Novembro-2008

Em Koh Samui continua a chover por isso cai por terra a nossa ideia de praia à tarde. Trocamos os fatos de banho por impermeáveis e andamos por ali.


Eu descubro o prazer de comer arroz e omelete com molho de soja e depois decidimos fazer o que toda a gente faz na Tailândia ao preço da chuva: Massagens.
Por 200-300TB (cerca de 5 - 7.5€) fazem massagens durante uma hora. E há-as de todo o tipo: com óleos, tailandesa, aos pés e até a indiana ayurvédica.

(Foto: www.thai-massage.org)

Para fazer em Lisboa

13 de janeiro de 2009

o Dilúvio

7-Novembro-2008

A meio da noite acordamos.
Chove dentro do bungallow, através da rede mosquiteira, em cima da cama, das almofadas, de nós.
São 04h por isso ainda há electricidade. Quando acendemos a luz temos o chão encharcado, a parede de madeira encostada à rocha também...
Rapidamente tentamos pôr todas as nossas coisas no único local seco –em cima da cómoda- e voltamos a tentar dormir.
Sonho com tsunamis.

De manhã continua a chover. Torrencialmente. Será que estamos a ser expulsos de Koh Tao? De qualquer maneira é uma expulsão estranha pois da maneira como chove pensamos que dificilmente conseguiremos sair do Sai Thong a tempo de apanhar o barco para Koh Samui.




Mas as coisa não são como nós pensamos... e rapidamente nos providenciam um long tail boat para a hilariante viagem à chuva até ao pontão de Mae Had.

9 de janeiro de 2009

relax total

6-Novembro-2008

De volta a Koh Tao, alguém nos arranja um transfer até ao Sai Thong onde lanchamos uma tempura de vegetais e ficamos a relaxar no seu magnífico alpendre.





O pôr do Sol é visto a balouçar na rede da cabana.
Jantamos no alpendre algo cozinhado ao estilo birmanês que as simpáticas senhoras do Sai Thong preparam para nós. Eu pergunto-me como é possível cozinhar tão bem num local pouco mais melhorado que uma cabana, pois os pratos são absolutamente magníficos.







Depois do jantar vamos até à cabana do lado onde funciona um bar, o “Banana Rock”. É uma verdadeira casa na árvore, tudo de madeira... à média luz.
Somos imediatamente recebidos pelo anfitrião – um louco feliz chamado John – que conversa connosco e nos põe à vontade.

Ouve-se Bob Marley e Manu Chao. É o sítio perfeito.
Aliás, foi um dia perfeito...