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9 de dezembro de 2008

Hill Tribe Trek

3-Novembro-2008

Chiang Mai é o principal destino para fazer trekking na Tailândia.
Muito por causa da beleza das montanhas junto à fronteira com a Birmânia/Myanmar, mas também por causa das tribos que estas montanhas albergam tornando possível um encontro inter-cultural no meio da natureza.

Organizam-se então os chamados “Hill Tribe Trek” em que durante 3 ou 4 dias a pé se visitam algumas tribos.
Uma destas tribos é aquela em que as mulheres usam argolas no pescoço para alongá-lo – as mulheres-girafa. Acho esta cultura muito interessante. Há especialistas que defendem que não é o pescoço que sobe mas sim os ombros que descem e dão-lhe explicações científico-anatómicas complicadíssimas...
Para elas é algo importante... simplesmente para se sentirem mais bonitas.

(Foto: freshpics.com)


Pois nós infelizmente– não viemos cá para fazer trekking. Por falta de tempo e com grande pena minha, Chiang Mai figurou apenas no capítulo de “arquitectura e templos” do nosso itinerário.

Quem tem pouco tempo, pode ainda assim visitar uma destas aldeias Hmong que fica a escassos quilómetros de Doi Suthep... de estrada incrivelmente esburacada e muitas vezes intransitável...

É uma aldeia tradicionalmente comercial para os day trippers que visitam Doi Suthep.
Os habitantes têm bancas à porta das suas casas onde vendem as suas mercadorias, sejam elas artesanato, tecidos, especiarias. Dentro de casa trabalham tranquilamente no seu ofício.



Mas rapidamente nos fazemos ao caminho. Vamos em direcção a outra aldeia a 7km dali, mais inacessível, tanto que demoramos cerca de meia hora a chegar lá.

Não sei o que estávamos à espera de ver pois quando chegamos... não vemos nada.
Meia dúzia de casas de madeira, meia dúzia de galinhas, 1 gatinho sozinho, cereais ao sol a secar, 1 velhote sentado à sombra, 3 porquinhos.




Tudo no maior dos silêncios.
A verdade é que nos sentimos uns anormais por estar ali e pelo barulho que faz a nossa mota.
Por isso saímos rapidamente e voltamos à estrada esburacada.

4 de dezembro de 2008

Buda







Buda são aqueles que de acordo com a filosofia budista despertaram para a verdadeira natureza das coisas e começaram a divulgar essa descoberta a todos os seres. A verdadeira natureza das coisas quer dizer que todas as coisas são passageiras, insatisfatórias e superficiais. Quando se toma consciência dessa realidade, pode viver-se de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento e o sofrimento. Atinge-se o Nirvana.

Normalmente, quando falamos de Buda, falamos do mestre fundador do budismo Siddhartha, que segundo a história, foi iluminado durante uma meditação sob a árvore Bodhi e então mudou o seu nome para Buda, que quer dizer "ser iluminado".
Defendendo que qualquer ser pode seguir o caminho da luz e da compreensão total, não necessitando de permissão divina, Buda exerceu um papel importante de democratização da religião que, até então, no hinduísmo, estava apenas ao alcance da casta dos bramanes, os únicos em contacto com o divino..

Doi Suthep

3-Novembro-2008

De manhã, deixamos as mochilas no “storage room” do Lai-Thai e alugamos uma motinha para o dia todo por 150bahts (menos de 4€).
Queremos visitar um dos mais importantes sítios de peregrinação da Tailândia, o templo de Doi Suthep, que fica a uns 16km de Chiang Mai, empoleirado na montanha.

Os thais não conduzem especialmente bem, principalmente os motoristas de tuk-tuks, que são completamente loucos e especialistas em desafiar limites. Sejam os das regras de trânsito, sejam os do motor do tuk-tuk, sejam os da paciência e capacidade de suster a respiração dos passageiros.
Tentamos mentalizar-nos que já vimos pior e lembramo-nos que se é de conduzir mal que estamos a falar... vimos directamente do “melhor” sitio da Europa nesta matéria... se é que isso nos serve de alguma coisa aqui...

Mas o que custa são os primeiros 10 minutos e quando chegamos ao Doi Suthep já o meu motorista privado pensa que quando se fartar do que faz pode fazer carreira em Bangkok ao volante/guiador de um tuk-tuk.

Para chegar ao templo temos que subir uma escada adragonada e interminável e cá em baixo está tudo apinhado de turistas e peregrinos, lojinhas de souvenirs religiosos e bancas de comida, filas infindáveis de autocarros. Parece que chegámos a Fátima no 13 de Maio.





Lá em cima apreciamos o chedi dourado, ainda que rodeado de andaimes. Dentro destes monumentos magníficos em forma de cone guardam-se relíquias sagradas e aqui, segundo consta, está uma verdadeira clavícula do Buda. Fantástico.









Temos que tirar os sapatos e não usar roupa muito reveladora para visitar os locais sagrados e para fazer oferendas ao buda... flores de lótus e incenso, velas...

3 de dezembro de 2008

Domingo em Chiang Mai

2-Novembro-2008

Depois de 6h de tortura numa viagem de autocarro pelas montanhas, que me fez relembrar o quanto adoro andar de comboio, chegamos derretidos a Chiang Mai.
Ficamos na Lai-Thai Guesthouse onde aproveitamos para relaxar antes de sair novamente.

Como é domingo há milhares de pessoas na rua num frenesim histérico para o mercado semanal. Os templos estão abertos e nos jardins que os rodeiam montam mesas de picnic onde se pode comer. Vende-se comida por todo o lado. Ensinam-me que os noodles/pad thai se polvilha com açúcar e amendoins antes de comer. De colunas gigantes ouvem-se cânticos “zen” e mensagens de paz em várias línguas.

A rua principal no centro da cidade é transformada numa rua pedonal onde o mercado é montado. Vende-se artesanato, fotografias fantásticas, peças de roupa. É muito difícil circular na rua. Impossível de descrever... Só vendo:



(Fotos: archives.fortes.com)

Vemos, entre outros, o Wat Phra Singh, o maior complexo de templos da cidade. Lindíssimo.
Há muitos Wats (templos) na Tailândia, principalmente em Chiang Mai, mas não se limitam a ser apenas locais de oração. São escolas, orfanatos, centros de desintoxicação, instituições de caridade.






Mas Chiang Mai também é conhecida pela sua cozinha. Há muitas pessoas que chegam a esta cidade para se inscreverem nos muitos cursos de culinária tailandesa. Escolas não faltam por isso tivemos a oportunidade de experimentar esta caprichosa e requintada cozinha... galinha com caju e lemon grass, ligeiramente picante... *humm* delicioso.

No final do dia as pessoas juntam-se em cadeirões gigantes no meio da rua onde se dão massagens aos pés.... bem que eu precisava...

2 de dezembro de 2008

On the way to Chiang Mai

2-Novembro-2008

Esta ideia de fazer 3500km de comboio é muito engraçada quando estamos sentados na nossa secretária a idealizar a viagem, em Portugal. Teoricamente são só vantagens:

São viagens longas, de mais ou menos 12h, mas vamos confortavelmente a dormir em beliches com colchão e lençol em comboios nocturnos de longo curso;
Cada viagem representa menos uma noite que temos de pagar num hotel;
Gostamos de andar de comboio.



Mas a irrefutável verdade é que os comboios Tailandeses nunca andam a horas... e as nossas já de si penosas 14h de viagem de comboio de Bangkok para Chiang Mai transformaram-se num abrir e fechar de olhos em 17h de comboio e autocarro.
Tudo devido a algo relacionado com um “desabamento de terras”...


Não sabemos bem o que é... o comboio anda literalmente para trás e para a frente.. Ouvem-se comentários em inglês vindos de alguns turistas que procuram saber o que se passa mas os thais que viajam connosco estão tranquilos... isto é algo normal.

“Carris submersos” é a nova notícia. “O comboio não pode passar”. Temos que ir de autocarro.
Numa estação intermédia fazem-nos trocar de transporte mas somos separados por “thais” e “non-thais”. É a confusão para tentar entrar nos autocarros designados. Ninguém sabe bem quais. Mas para nós é fácil... todos os estrangeiros que aqui estão dirigem-se para Chiang Mai.

Fazem-nos passar à frente de mães com miúdos ao colo. São os turistas que tem permissão para entrar primeiro, são os turistas que vão no maior e melhor autocarro.

28 de novembro de 2008

Sábado em Bangkok

1-Novembro-2008

De manhã cedo apanhamos um taxi preparados mentalmente para a bumpy ride de volta a Poipet e à Tailândia. Não chove... temos sorte outra vez.
Atravessamos a fronteira e por 400bahts alguém nos convence a voltar para Bangkok de autocarro (3h30 de viagem contra as 5h30 de comboio). Felizmente as estradas mudam radicalmente assim que entramos na Tailândia.

O que isto quer dizer é que a meio da tarde já estamos num mundo diferente. A paz do Cambodja ficou definitivamente para trás e agora temos uma cidade delirante pronta a engolir-nos.

É sábado por isso decidimos ir ao Weekend Market de Chatuchak.
Quando saímos do metro a confusão é completa, mas diz-se que esta é a melhor experiência de compras de toda a Tailândia.
Aqui vende-se de tudo.
Ao longo de mais de 8000 bancas é a loucura. Dos tecidos orientais vendidos a metro ou sob forma de qualquer peça de roupa, estatuetas de madeira e artesanato, candeeiros e mobiliário design, dvd’s e material informático, peças de carros ou gatinhos bebés...
Vende-se mesmo de tudo!
Também não faltam bancas de comida para experimentarmos as iguarias thai.

À noite, muita gente na rua. Gente nova, bonita, diferente e até estranha com roupas e penteados esquisitos. Achamos que querem diferenciar-se uns dos outros, pois a verdade é que nos seus traços orientais e cabelos pretos lisos, são muito parecidos uns com os outros.
Bares improvisados cheios de gente, conversas animadas, copos e boa música. É sábado à noite.

Mas nós temos um comboio para apanhar em Hualamphong.


27 de novembro de 2008

Cozinha Khmer

31-Outubro-2008

De volta a Siem Reap, escolhemos um restaurante que sirva comida khmer e experimentamos outro prato: AMOK, uma espécie de caril mas com especiarias e ervas cambodjanas que vem cozinhado numa folha de bananeira em forma de tacinha. Delicioso.



Filosofamos um bocado sobre a parte da culinária mundial que conhecemos e como é tão diferente e tão igual.
“Qual a diferença entre um caril indiano, uma moqueca brasileira ou um amok cambodjano?”
São servidos com arroz. Têm o mesmo aspecto, só que servidos em pratos diferentes. São de camarão, peixe ou frango. Muda o condimento. O caril tem o pó de caril e açafrão, a moqueca tem o óleo de palma, o amok tem as ervas frescas como o “lemon grass”. O leite de côco pode estar em todos.

Certo é que são todos deliciosos.

26 de novembro de 2008

back to Angkor Wat

31-Outubro-2008

De volta ao Angkor Wat apreciamos tranquilamente a mudança de tonalidades que o Sol cede às suas torres.

O céu azul, as nuvens brancas e fofas. As flores de lótus cor de rosa, os monges que olham e sorriem nos seus trajes cor de laranja. O reflexo enfeitiçado. Tudo se conjuga para a formação de um momento eterno. Estou encantada... não quero partir.
É um verdadeiro reino mágico e perdido.






Queria ficar até o sol baixar.. e ver o nascer do sol no dia seguinte outra vez... e outra vez... até me fartar, até ter a certeza de que não iria ter saudades...

...“talvez nunca mais volte”, penso.

Pela primeira vez tenho a sensação de que é possível que nunca mais volte a um sítio que adorei... neste caso quem sabe, devido à sua localização especialmente inacessível. Há uma certa mistura de tristeza e alegria.

Mas o show tem que continuar... e de olho brilhante me despeço do Angkor Wat.

25 de novembro de 2008

Tah Prohm

31-Outubro-2008

Para o final deixamos o Tah Prohm, o templo da floresta, por existir em perfeita simbiose com árvores gigantescas que lhe provocam ruína parcial, por causa do verde que estas lhe emprestam dando-lhe um ambiente muito “jungle”. É um local muito tranquilo, fresco e com muita sombra.

Mas hoje para chegar ao Tah Prohm temos que percorrer um caminho de 100m completamente alagado. Claro que os miúdos aproveitam para se divertir... nós também, é surreal.








Banteay Srei

31-Outubro-2008

O Banteay Srei -a casa das mulheres- é um mini templo que se gaba de ter os melhores baixo-relevo por m2 em pedra cor de rosa.
E deve ser verdade... de tão pormenorizados que são.







Arrozais

31-Outubro-2008








Depois de sairmos do Angkor Thom, ainda são 9h! Temos o dia todo para andar a passear... por isso combinamos com o Mr Sith e decidimos ir até um templo um pouco mais longe, a uns 30km do complexo principal: o Banteay Srei.
A viagem para lá é fantástica. Passamos pelos arrozais inundados e eu fico maravilhada pelo verde dos campos. É que é um verde impossível de vivo.
Os homens, mulheres e crianças trabalham mergulhados até aos joelhos ou cintura. Vêem-se búfalos pretos com cornos retorcidos a pastar. As casas são estilo palafita.
Uma coisa que não tinha percebido... é que estas pessoas vivem literalmente dentro de água.