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26 de outubro de 2005

Os TECIDOS do Rajastão

No Rajastão ainda se mantém viva a tradição artesanal de imprimir desenhos em tecidos com base em blocos de madeira esculpida que actuam como carimbos de padrões ou figuras.
É o que se chama “block printing”.

O tecido é esticado numa mesa e depois os artesãos carimbam-no com os blocos molhados de tinta.
É uma tarefa fácil mas trabalhosa pois requer muita precisão para não se notar onde acaba um carimbo e começa o outro. Depois o tecido pode ser tingido de modo que toda a área que não foi "carimbada" fica preenchida de outra cor.

Eu fiquei deslumbrada com esta técnica, tanto que arranjei logo maneira de ter uns bloquinhos desses!

O mistério dos SARIS

O que os saris têm de encantador e delicado também têm de complicado pelo menos para as mulheres ocidentais... pelo menos para mim, o que fez com que fosse um verdadeiro desafio vestir um.
Os saris não são mais do um tecido maravilhoso que pode ser de todas as cores e padrões com 6m de comprido que, como toda a gente sabe, se enrola à volta da cintura pondo o restante por cima do ombro... mas aquilo tem uma arte qualquer porque 3 vezes depois ainda não conseguia vestir um sari sozinha.... e continuo sem conseguir!
Foi a 1ª peça de roupa que eu vi a venderem com um papelinho de instruções!
A sensação é a de “como é que ELAS conseguem andar enroladas neste pano todo - que já me parecia uma mortalha - com ESTE CALOR?!!”...
Mas andam!
E pobres ou ricas, gordas ou magras, parecem-me todas fabulosas nas suas sedas esvoaçantes...


E eu, apesar de aparecer vestida com um sari magnífico no meu imaginário da Índia, reduzi-me à minha insignificância e continuei a percorrer os caminhos indianos com as minhas roupinhas de algodão....

25 de outubro de 2005

JAIPUR, The Pink City

Já tinha lido algumas reportagens e artigos sobre Jaipur e a minha expectativa era alta.
Mas assim que nos aproximávamos da que é a capital do Rajastão comecei a concluir que como qualquer cidade indiana, esta é confusa e cheia de trânsito e gente. No entanto menos caótica e mais organizada que Delhi.

Existe um centro antigo na cidade, muralhado, com todos os seus edifícios pintados de um cor de rosa escuro que lhe dão um ar muito caloroso. Dentro dessas muralhas estão concentrados quase todos os monumentos da cidade cor de rosa.


O mais aparatoso é o Palácio dos Ventos, ou Hawa Mahal, que através do rendilhado de janelas (593 ao todo) permitia à mulheres da corte verem o que se passava na rua sem serem vistas...

THALI

Este é um prato típico de que fiquei fã.
É perfeito para pessoas indecisas já que consiste em várias tijelinhas com amostras de várias comidas e molhos a acompanhar chapatis que são uma espécie de panicakes estaladiços que lá se comem como substituto do pão.
Como estávamos com dificuldades em cortar o chapati com a faca um senhor veio explicar-nos que aquilo se separava com a mão e molhava directamente no molho em vez de colocar o molho no prato.
Agradecemos e percebemos porque raramente nos davam facas.

GAITOR


Este foi um sítio que visitámos antes da hora do almoço. Eu estava chateada da fome e do calor absurdo!
Encontrámos uma espécie de santuário de mármore silencioso e fresco nestes memoriais às famílias dos marajás.
A fome passou e só me apetecia ficar lá deitada.

A REVOLTA DOS ELEFANTES

Todo o caminho até ao palácio em Amber costuma ser feito no dorso de um elefante, é tradição. Mas nós não o fizemos porque aparentemente um elefante terá morto um homem na semana anterior a estarmos lá e então foram todos eles declarados desvairados! Nós estávamos dispostos a arriscar mas os elefantes foram mesmo proibidos pelo governo. Que azar...

Mas então para onde foram todos os elefantes que deviam andar por ali?

Lá estavam eles... a chapinhar no lago e a serem esfregados por rapazinhos... muito melhor que andar a transportar turistas monte acima e monte abaixo.

AMBER

24 de outubro de 2005

ENTRADA NO RAJASTÃO


Assim que entrámos no Rajastão toda a paisagem se modificou para um cenário mais colorido de campos verdes e árvores frondosas a contrastar com os saris flutuantes rosa, amarelo, laranja vivo e com as cores psicadelicamente misturadas dos camiões TATA.
Tudo isto com o banho dourado do sol a cair no horizonte.
É daqui que vêm quase todas as imagens que se tem da Índia... onde se misturam o fausto da época dos marajás e a pobreza das pessoas que vivem com as suas cores nesta região árida.

23 de outubro de 2005

“Uma lágrima na face da eternidade”

E o Taj Mahal é verdadeiramente grandioso!
Adorei vê-lo na bruma da manhã e só me chateou não poder fotografá-lo de perto pois não cabia dentro da máquina.
É um mausoléu projectado por um rei Moghul (engenheiro desde os 16 anos!) quando este perdeu a sua rainha. Demorou 20 anos a construir e nele participaram 20.000 homens. Há quem diga que foi feito por amor, há quem diga que se deveu à personalidade megalómana do rei.

O que é certo é que todo aquele cenário na luz rosada e misteriosa do nascer do sol é fascinante, etéreo e romântico.

AGRA

Como qualquer cidade indiana que se preze, Agra é uma grande confusão... pelo menos aos nossos olhos ocidentais... tem imenso trânsito e poluição que já tiveram que ser refreados de modo a proteger-se o ex-libris da cidade e da Índia, o Taj Mahal.

Depois de entrarmos no complexo do Taj aguardava-nos uma zona de jardim com bancos, relvados e árvores e miúdos a jogar críquete logo às 6h, muito agradável por um lado.... mas IMUNDA por outro, com lixo amontoado no chão, mendigos desdentados e imensos condutores de riquexó que não desgrudam.
Assim que pagámos a quantia exorbitante para ver o monumento tudo mudou

O TEMPLO DE MÁRMORE




Este templo entre Mathura e Agra, ainda em acabamentos, foi todo construído com base em donativos... mas os doadores tinham que ter características especiais....


O Templo de Mathura

Diz a lenda que Mathura é a terra natal de Krishna pois foi nesta região que ele passou a sua juventude. Esta é uma terra de peregrinação, uma espécie de Fátima Hindu, pois é onde está o único templo dedicado a este deus.
À entrada do templo existem sinos enormes que as pessoas tocam para dar boa sorte.
O templo é todo trabalhado com inscrições em hindi e muito colorido por dentro.
Não é suposto entrarmos calçados pelo que temos que deixar os xinelos amontoados com os das outras pessoas cá fora nos degraus e andar por lá a visitar tudo descalços.... o chão pode estar extremamente quente!!

Estas miúdas queriam uma foto em troca de umas rupias.


MAPA

VULTOS E VACAS

Depois do embaraço inicial que é participar passivamente numa condução em que o volante está do lado esquerdo e os condutores são completamente lunáticos, começa-se a reparar no resto.
Vultos de pessoas paradas na rua, a olhar ou a dormir.
Mas não são 2 ou 3... são imensos que dormem nas ruas! Em camas ou no chão, muitos descalços e sujos, homens, mulheres e crianças.
E as vacas, magríssimas, à procura de comida no lixo.

Foi o 1º choque

TASTE OF INDIA

O primeiro gosto da índia tivemo-lo aquando da nossa chegada ao aeroporto de Delhi às 22h30, estavam 28ºC e nem uma aragem!
Trocámos dinheiro e saímos... ou antes entrámos...
Á nossa espera estavam dezenas e dezenas e dezenas de pessoas numa amálgama completa de caras suadas com turbantes. Tinham cartazes na mão com nomes de pessoas, um deles era o nosso.
O cheiro da rua é diferente mas não sei porquê. O ar está parado.

O que não está nada parado é o movimento de carros na rua.
São 23h30 e é hora de ponta. Esqueça-se tudo o que se aprendeu sobre parar no vermelho, traços contínuos, conduzir com máximos à noite... e BUZINAR! Toda a gente buzina e até parece que se comunicam através de um código de morse qualquer. Os camiões TATA têm pinturas esclarecedoras a dizer HORN PLEASE!