Mostrar mensagens com a etiqueta train to tibet. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta train to tibet. Mostrar todas as mensagens

25 de junho de 2014

boudha



A stupa gigante de Boudha, pareceu o sítio ideal para terminar esta viagem que nos levou até ao coração do Tibete e dos Himalaias.

Para além de ser um dos meus sítios preferidos do Vale de Kathmandu, é um dos locais mais sagrados para o budismo no Nepal onde existe a maior comunidade de refugiados tibetanos, que aqui, tal como na sua terra natal, fazem a kora à volta da stupa, entoando cântigos e mantras, rodando a suas rodas de oração.

Voltamos a ver as senhoras de avental riscado e os monges de trajes cor de laranja. Volta a cheirar a incenso e a manteiga de yak. Parece que por momentos voltámos ao reino que ficou perdido para lá das nuvens, no tecto do mundo.



24 de junho de 2014

pashupati

O templo de Pashupati, nas margens do Rio Bagmati, é o templo hindu mais importante e mais antigo de Kathmandu.

É dedicado a Shiva, o deus hindu da morte e da transformação. Tudo à nossa volta nos lembra que entrámos nos seus domínios: as serpentes, o touro Nandi seu veículo, os sahdus seus seguidores, os rituais fúnebres e as piras de cremação junto ao Rio...





23 de junho de 2014

swayambhu

A subida dos 365 degraus da escadaria da colina de Swayambhu justifica-se inteiramente assim que pomos os olhos nos olhos dourados e penetrantes de Buda, pintados nas quatro faces do topo da stupa.

Ainda que este seja considerado um local budista também é adorado por hindus. Swayambhu não é um templo mas sim um complexo religioso onde tudo se mistura para nos transportar para tempos imemoriais, tempos mais antigos que o próprio tempo.



20 de junho de 2014

durbar square market

O mercado que acontece todos os dias na Durbar Square, em redor do Kasthamandap (o edifício mais antigo de Kathmandu), é um dos meus sítios preferidos da cidade.

O que mais adoro aqui é que, para além de todos aqueles ingredientes normais que me fascinam nos mercados, tal como a cor, o movimento, o ver coisas que não se conhece, o ter que regatear... está tudo inserido num cenário singular.

O que mais adoro é o mercado do dia a dia estar misturado com os deuses e com a arquitectura centenária da cidade.









18 de junho de 2014

kathmandu i missed u

Os pormenores próprios da arquitectura Newari que encontramos em Kathmandu são assim qualquer coisa de espectacular.

Cheguei entusiasmada para ver, fotografar e tocar todos aqueles detalhes das janelas, esquinas e parapeitos que encontramos em todas as ruelas e quintais, sejam lugares secundários ou principais.

Cheguei entusiasmada para ver a explosão de cor nas paredes avermelhadas que me deixam sempre a pensar se esta cidade será ou não inventada.












Kathmandu are you for real?

16 de junho de 2014

namaste nepal

A simpatia dos nepaleses desarma-nos assim que chegamos, mas a verdade é que as coisas no Nepal não funcionam bem como na China.

Para começar, temos logo um furo a 10km de Kodari (nepali border).
Mas isso só é motivo de preocupação para os chineses que viajam connosco. No Nepal é “take it easy, havemos de chegar”.
E como há qualquer coisa na capacidade de improviso e de desenrrascanço dos nepaleses, com a qual inexplicavelmente me identifico, ainda agora cheguei mas já estou a adorar.

O furo é resolvido em meia hora mas entretanto aproveito para olhar em volta. Estão 30ºC, nem acredito que amanheci no base camp do Everest. Os miúdos andam descalços na estradas de terra batida. Aproveitam para se aproximar curiosos, mas já estão habituados a gente estranha.

Seguimos ao longo de um rio. As estradas estão sempre em mau estado por causa das chuvas da estação húmida e praticamente não há alcatrão.
Vemos pontes suspensas de onde alguns turistas fazem bungee jumping.

Viajamos com um rapaz que é guia de viagens no Nepal, tinha ido deixar um grupo de turistas russos à fronteira e agora voltava para Kathmandu. Está contente por ter com quem conversar.

“Aqui bebem-se bebidas chinesas e ouvem-se músicas indianas” diz-me.
“O Nepal está abrigado entre 2 gigantes, mas vai tirando partido de outros muito maiores, as suas montanhas, que tanto têm para dar aos viajantes”.
“Isso não há em mais lado nenhum do mundo”.



pois não...

12 de junho de 2014

border freak freaking out

Ainda não atravessei fronteiras suficientes para deixar de me entusiasmar com uma fronteira. Dá-me adrenalina aquela sensação de mostrar o passaporte, o ar sisudo dos oficiais das fronteiras, e gosto daqueles momentos em que atravesso a terra de ninguém, a pé de mochila às costas, enquanto vou pensando no país que ficou para trás e no país que vem a seguir... Sou border freak.

Gosto de fronteiras. 
Principalmente quando se nota a diferença de um lado para o outro.
Na fronteira entre o Tibete (China) e o Nepal estava no sítio certo. Nunca estive numa fronteira onde se notasse tanto a diferença. 

Pois então, chegamos à fronteira chinesa sabendo que muito provavelmente a nossa bagagem seria revistada em busca de items pouco patrióticos (para a China) que seriam confiscados imediatamente, por exemplo: a bandeira do Tibete, guias de viagem sobre o Tibete ou fotos do Dalai Lama. 
Nós só tínhamos um Lonely Planet Tibet embrulhado em roupa suja dentro da mochila.

Mas quando chegamos, nada de revista, só perguntam se temos livros.
Decidimos mostrar as Viagens do Marco Polo “Isso não nos interessa” e o Rough Guide da China, que foi todo folheado e “Desculpe, não vai poder levar o livro consigo”. Porquê? “Porque temos problemas quanto a não estar incluído um capítulo de Taiwan que como sabe faz parte do território chinês, o que faz com que este livro seja ilegal na China.”

... Oi? 

Já sabia que era assim, mas arrisquei dois dedos de conversa com a oficial que mal falava inglês e heis que chegamos a uma solução de compromisso: Ela arrancaria as páginas do livro que ofendem a China e eu guardaria o resto do livro como souvenir.
Foi assim que fiquei sem metade da China.

a china que ficou para mim                a china que ficou para ela
          


A parte da adrenalina deu-se depois quando ela perguntou se tínhamos mais livros. 
Respondendo "Não", colocamos a mochila no raio-X, com o Lonely Planet Tibet embrulhado em roupa suja lá dentro. 
Não deram pelo livro proibido mas eu senti-me como uma traficante de droga.

Pensando que o pior tinha passado e já vendo o Nepal do lado de lá da porta, seguimos para o guichet do carimbo nos passaportes. 
Mas os nossos passaportes, esses sim, foram confiscados.
Aparentemente havia um erro de copy paste, relativamente à nossa nacionalidade, nos nossos permits de viagem no Tibete (escritos em chinês). Os mesmos permits que já tinhamos mostrado tantas vezes a outras autoridades: ao entrar no comboio para o Tibete, ao chegar a Lhasa, antes de chegar ao campo base do Everest e nas dezenas de checkpoints militares pelo caminho.

Mas só soubemos qual era o problema depois de esperar mais de 1h sem ninguém nos conseguir dizer nada, porque ninguém fala inglês.
Durante esse tempo todo, só consegui ver as autoridades chinesas a esbracejar e a gritar com o nosso guia tibetano enquanto ele se encolhia. Não gostei.

Não pude deixar de pensar que se o guia fosse chinês, o erro de copy paste talvez tivesse sido relevado.
Depois de 1h devolvem-nos os passaportes e bruscamente “Já temos prova que vocês são realmente portugueses”. Somos autorizados a deixar a China.

Enquanto atravessamos a ponte da amizade a pé, penso na última imagem do chinês a gritar com o tibetano e como isso poderia muito bem resumir a situação actual do Tibete. E isso entristece-me. 
Olho para trás, uma última vez, mas já não encontro nada. O "meu" Tibete encantado ficou para trás, algures por cima das nuvens.

Em pouco tempo já estamos do lado nepalês a regatear um minibus que nos levará até Kathmandu.
Tal como na China, passamos por inúmeros checkpoints militares durante a viagem.
Mas quando me perguntam de onde sou, ao responder e apresentar o meu passaporte, nem olham para ele, pedem-me para o guardar, aproveitam para falar de futebol e sorriem sempre muito “Namaste, welcome to Nepal!”. 

Sorrio também. Sinto que cheguei a casa.

11 de junho de 2014

himalayas on the friendship highway


Depois do sunrise no campo base do Everest voltamos a Tingri de onde partimos em direcção ao Nepal.
Ao longo da Friendship Highway podemos ir aproveitando vistas para vários picos dos Himalaias: Everest, Cho Yu, Shishapangma, para mencionar apenas os pesos pesados acima dos 8000m.

Mas depois do Tong La Pass (5130m) é sempre a descer até Zhangmu na fronteira com o Nepal: 2700m de desnível em 90km.
A topografia aqui é muito interessante. Estamos empoleirados na zona de transição onde o planalto tibetano encontra os Himalaias e de seguida, cai a pique para os vales, florestas e selvas do Terai no Nepal e finalmente, para a planície do Ganges na Índia.



em tingri

 everest, ao fundo


cho yu


tong la pass




shishapangma


a descer




Nos últimos quilómetros, depois de passarmos a cidade de Nyalam (3750m) até é difícil acreditar que ainda estamos no Tibete, deixamos o clima árido e rochoso, os vales estreitam, surgem florestas densas, quedas de água, humidade, oxigénio e calor. 

Nas vilas por onde passamos começamos a ver letreiros escritos também em nepalês e inglês. As feições das pessoas mudam. Vemos camiões TATA e mulheres de sari.

Só podemos estar a chegar a uma fronteira.

9 de junho de 2014

everest base camp


Alguns quilómetros após o mosteiro de Rongphu (na foto em cima) encontramos tendas de lã de yak onde os viajantes que não possuem permits de alpinismo podem pernoitar.
Estas tendas funcionam como verdadeiros hotéis, oferecendo vários serviços todas pelo mesmo preço: dormida, refeições e snacks, bebidas, souvenirs.
Assim que o Sol se põe o frio instala-se e é praticamente impossível andar na rua, mas as tendas são bastante confortáveis pois os anfitriões ligam o fogão que existe no meio da tenda, mantendo-a quente.

O problema de pernoitar no Everest Base Camp (5200m) costuma ser a altitude e não o frio. Não é aconselhável dormir no EBC na primeira noite se se percorrer a Friendship Highway no sentido Nepal-Tibete pois a diferença de altitude é muito grande. Quem vem de Lhasa, à partida já estará aclimatizado. A aspirina pode ajudar nas dores de cabeça ligeiras, mas se acontecer falta de ar mesmo em repouso, é altamente recomendável não pernoitar no EBC e descer para altitudes mais baixas.


tendas onde os visitantes podem pernoitar com vista para o Everest






a caminho do base camp, a pé






O campo base oficial fica a 4km de distância das tendas de lã de yak. Existem autocarros que fazem este percurso, mas muitas pessoas decidem ir a pé.
Encontramos uma placa que indica a altitude e um pequeno promontório de onde avistamos o Everest e o acampamento das expedições de alpinismo. 

É o mais perto que podemos ir.
Parece que todos os passos que dei foram para chegar até aqui e agora é tempo de apreciar a paisagem.


a north face e ao longe o acampamento de alpinistas




sunrise



insanely beautiful!