
22 de junho de 2005
21 de junho de 2005
Corpo de areia
Quando regressámos ao hotel... GUESS WHAT?!... Não nos apetecia tomar banho… pensámos que nos iríamos esgadanhar pela posse da banheira mas não... ficámos sentadas na cama “Vai tu”... “Não, vai tu”... Como se o banho fosse remover do nosso corpo a memória deste passado recente, encantado e arrebatador.
De repente, o cabelo enriçado, a roupa suja, a areia dentro dos bolsos, dentro dos sacos, colada ao corpo, a tudo... parecia-nos bem.
De repente, o cabelo enriçado, a roupa suja, a areia dentro dos bolsos, dentro dos sacos, colada ao corpo, a tudo... parecia-nos bem.
De volta pelo Atlas
20 – Maio – 2005: Depois de um percurso curto a pé, chegámos a MHAMID e despedimo-nos do humilde Mohamed que se afastou sempre sorridente e festivo. Nós, calados, iniciámos a nossa viagem de regresso... e voltámos à confusão... tentar regatear parecia uma declaração de guerra... a música soava a algazarra endiabrada e desconexa.
Na viagem de volta a Marrakech atravessámos o VALE DO DRAA... lindíssimo... viam-se mulheres de véus cor de rosa a trabalhar nos campos verdes, autênticos quadros vivos. Passámos por aldeias com as suas casas feitas de terra. Se chover as construções degradam-se e muitas parecem castelos de areia já lavados pelas ondas... No entanto, as torres das mesquitas destacam-se ao longe por estarem todas bem conservadas e pintadas.
Na viagem de volta a Marrakech atravessámos o VALE DO DRAA... lindíssimo... viam-se mulheres de véus cor de rosa a trabalhar nos campos verdes, autênticos quadros vivos. Passámos por aldeias com as suas casas feitas de terra. Se chover as construções degradam-se e muitas parecem castelos de areia já lavados pelas ondas... No entanto, as torres das mesquitas destacam-se ao longe por estarem todas bem conservadas e pintadas.
Tuaregue
19 – Maio – 2005: Amanhecemos com apostas: o que é que nos reservaria o deserto neste dia? Depois do sol e do vento, faltava a chuva (!!) e de um céu baixo e carregado começou mesmo a pingar! Mas nada de especial, se bem que algumas de nós já ressacavam por uma banhoca!
Andámos de camelo durante algum tempo... e aquele “embalamento” dá imenso sono!... Parámos num poço onde estava um grande número de camelos com as suas crias. Ao almoço convidámos a juntar-se a nós, Abdoulah, um pastor de camelos, amigo de Mohamed... vestia de preto da cabeça aos pés, tinha um ar imponente e altivo... TUAREGUE. Sentou-se ao meu lado na tenda para almoçarmos após o qual eu adormeci cansada... acordei com ele a bisbilhotar no meu caderninho de notas... entreguei-o para ele ver mas rapidamente perdeu o interesse...
Na a etapa da tarde fomos novamente convidadas pelo Mohamed a montar um dos camelos... mas também éramos convidadas a desmontar quando o trilho se tornava mais difícil para os animais. Sempre atento, preferia andar mais se isso se traduzisse em menor dificuldade para os camelos.
Andámos de camelo durante algum tempo... e aquele “embalamento” dá imenso sono!... Parámos num poço onde estava um grande número de camelos com as suas crias. Ao almoço convidámos a juntar-se a nós, Abdoulah, um pastor de camelos, amigo de Mohamed... vestia de preto da cabeça aos pés, tinha um ar imponente e altivo... TUAREGUE. Sentou-se ao meu lado na tenda para almoçarmos após o qual eu adormeci cansada... acordei com ele a bisbilhotar no meu caderninho de notas... entreguei-o para ele ver mas rapidamente perdeu o interesse...
Na a etapa da tarde fomos novamente convidadas pelo Mohamed a montar um dos camelos... mas também éramos convidadas a desmontar quando o trilho se tornava mais difícil para os animais. Sempre atento, preferia andar mais se isso se traduzisse em menor dificuldade para os camelos.
"La tempete de sable"
18 – Maio – 2005: A etapa de ontem na areia foi bastante dura... então o Mohamed decidiu aparelhar os 3 camelos de modo que pudéssemos montar um deles se necessário! Que sorte!
Tomámos o belo do petit déjeuner nas dunas, colocámos o turbante AZUL BERBERE pois estava um ventinho e “yalá yalá!” – “Vamos!”
O vento de frente começou a ser mais forte e as rajadas cada vez mais incomodativas... em pouco tempo estávamos no meio de uma TEMPESTADE.... areia por todo o lado... areia nos olhos......... o problema são os olhos pois precisamos de abri-los para ver o caminho!!.... uma irritação colossal... um desespero... ... mas, tivemos sorte.... conseguíamos ver-nos uns aos outros!
O deserto é feroz e implacável quando está vento...
Foi necessário montar a tenda para cozinhar e almoçar... mas mesmo naquela confusão de areia eles não se atrapalharam nada.... entretanto o vento amainou e pudemos vir para fora depois do almoço enquanto o Mohamed foi procurar os camelos...... procurou... procurou... e nunca mais voltou! O estranho é que nós víamos os camelos ao longe... deitadinhos... “Será miragem?” o Abdel já estava preocupado pois assim não chegaríamos a tempo à próxima paragem, então foi procurá-lo.... e encontrou-o a cochilar ao lado dos camelos... bem que mereciam!
Partimos então para a etapa curta em direcção às dunas de BOUGARN. As novas dunas, douradas, quase vieram ao nosso encontro... ao contrário de Chegaga, estávamos sozinhos... o silêncio era absoluto... mas nós parecíamos tolinhos a cantar e a dançar...
Tomámos o belo do petit déjeuner nas dunas, colocámos o turbante AZUL BERBERE pois estava um ventinho e “yalá yalá!” – “Vamos!”
O vento de frente começou a ser mais forte e as rajadas cada vez mais incomodativas... em pouco tempo estávamos no meio de uma TEMPESTADE.... areia por todo o lado... areia nos olhos......... o problema são os olhos pois precisamos de abri-los para ver o caminho!!.... uma irritação colossal... um desespero... ... mas, tivemos sorte.... conseguíamos ver-nos uns aos outros!
O deserto é feroz e implacável quando está vento...
Foi necessário montar a tenda para cozinhar e almoçar... mas mesmo naquela confusão de areia eles não se atrapalharam nada.... entretanto o vento amainou e pudemos vir para fora depois do almoço enquanto o Mohamed foi procurar os camelos...... procurou... procurou... e nunca mais voltou! O estranho é que nós víamos os camelos ao longe... deitadinhos... “Será miragem?” o Abdel já estava preocupado pois assim não chegaríamos a tempo à próxima paragem, então foi procurá-lo.... e encontrou-o a cochilar ao lado dos camelos... bem que mereciam!
Partimos então para a etapa curta em direcção às dunas de BOUGARN. As novas dunas, douradas, quase vieram ao nosso encontro... ao contrário de Chegaga, estávamos sozinhos... o silêncio era absoluto... mas nós parecíamos tolinhos a cantar e a dançar...
Nas dunas
17 – Maio – 2005: Hoje andámos imenso... imenso... num calor imenso em cima de um planalto interminável e pedregulhoso. Tivemos outro encontro com uma família de nómadas. Uma menina de 12-13 anos veio acolher-nos com os seus irmãos mais novos. Vendiam artesanato. Ela, morena, lindíssima, vestia roupas coloridas sobrepostas, tinha as unhas pintadas com henna. Havia uma senhora com um olhar muito sorridente que tratava dos tecidos.
Foi o dia da chegada às DUNAS... e é muito difícil andar sobre areia! As minhas botas que são fantásticas quando se anda em solo firme pois parece que andam sozinhas... transformaram-se em autênticos trambolhos de chumbo a pesar toneladas assim que entrámos na areia. O pé enterra-se, não conseguimos andar tão rápido como queremos... foi árduo!
Mas eventualmente chegámos... fabuloso! Depois de 2 dias a andar no deserto, este grupo de 4 pessoas e 3 camelos chegou às dunas e pareceu estranho ver outras pessoas, jipes e motas, os trilhos no chão, o barulho dos motores...
Acampámos mesmo no meio das dunas de CHEGAGA e adorámos, tirar as botas e descê-las a correr, enterrar a perna na areia até ao joelho. À noite, a luz da lua crescente iluminava a areia, ouviam-se cantares ao longe acompanhados pelo som de tambores... eram os nossos vizinhos... Eles também nos deviam ouvir a nós.
Foi o dia da chegada às DUNAS... e é muito difícil andar sobre areia! As minhas botas que são fantásticas quando se anda em solo firme pois parece que andam sozinhas... transformaram-se em autênticos trambolhos de chumbo a pesar toneladas assim que entrámos na areia. O pé enterra-se, não conseguimos andar tão rápido como queremos... foi árduo!
Mas eventualmente chegámos... fabuloso! Depois de 2 dias a andar no deserto, este grupo de 4 pessoas e 3 camelos chegou às dunas e pareceu estranho ver outras pessoas, jipes e motas, os trilhos no chão, o barulho dos motores...
Acampámos mesmo no meio das dunas de CHEGAGA e adorámos, tirar as botas e descê-las a correr, enterrar a perna na areia até ao joelho. À noite, a luz da lua crescente iluminava a areia, ouviam-se cantares ao longe acompanhados pelo som de tambores... eram os nossos vizinhos... Eles também nos deviam ouvir a nós.
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