12 de setembro de 2005

Salt Lake e Antelope Island





Uma lufada de ar fresco esta Antelope Island, depois de tanta beatice!
Vimos búfalos à solta na praia!... mas eles não nos ligaram nenhuma...
Foi uma boa despedida do Sudoeste Americano!

Utah, terra de Mormons


Grande parte desta zona (Utah, Arizona e New Mexico) assenta na igreja Mormon.
Esta igreja foi fundada por um homem – Joseph Smith – que foi visitado por um anjo que o levou a uma montanha onde tinha escondidas placas douradas sagradas.
Dessas placas, escritas em egípcio antigo, que nunca foram vistas pois o anjo voltou à terra mais tarde e reclamou-as de volta, Joseph traduziu o livro dos Mormons com a ajuda de 2 instrumentos igualmente misteriosos – Urim e Thummin.
Este livro conta a história de 2 famílias que há mais de 2000 anos fugiram de Israel para a América e que mais tarde se desentenderam. Uns, os fiéis a Cristo foram derrotados pelos dissidentes, os antepassados dos índios americanos, 1000 anos mais tarde, numa enorme batalha. Um destes antepassados, o anjo Moroni, filho de uma entidade superior chamada Mormon, sobreviveu à batalha e enterrou as placas douradas numa montanha... a partir das quais foi traduzido o Livro dos Mormons...
“Clorofórmio impresso” nas palavras de Mark Twain.

Hoje, os Mormons são muito conservadores e levam a “Bíblia” deles muito à letra. Assim, descobrimos rapidamente porque não se vende cerveja nem bebida alcoólica de tipo nenhum em quase todo o estado do Utah.
Tem piada porque esse conservadorismo todo não é nada coerente com aquilo que consta dos primeiros tempos desta igreja... ou seja, que os seus rituais se inspiravam na maçonaria e que os seus profetas pregavam a poligamia com o intuito de produzir crianças de modo a dar corpo a espíritos que até aí viviam no limbo. Que espirituosos!

11 de setembro de 2005

RAINBOW

De volta ao Utah




Continuámos a nossa viagem para Norte.
Num instante saímos das montanhas e deixamos para trás o verde Colorado.

SKY




Aqui a Natureza é maior.

Cidades Cowboys





San Juan Hyway



Decidimos começar a regressar em direcção a Norte e para isso passaríamos novamente por Silverton. Esta é uma estrada de montanha, mas espectacular com uma floresta imensa, o rio a acompanhar a estrada curva e contra-curva, minas abandonadas, esquilos.
A estrada não acompanha a linha do comboio e as duas só se cruzam no início e no final.
À chegada a Silverton paramos num local com vista para a cidade ao longe de onde também já se avistava a linha, lá em baixo.

Quando olhamos para o relógio deviam faltar 3 ou 4 minutos para um dos comboios passar. Por acaso tínhamos memorizado o horário.
... e bem, porque ele apareceu 5 minutos depois!

Foi uma emoção vê-lo aparecer das montanhas no meio do vale! Primeiro vimos o fumo branco na curva, depois ouviu-se o “txuk txuk txuk”... depois o apito... e depois finalmente ele apareceu pequenino ao longe!

Percebemos porque toda a gente acena da rua quando vê o comboio a passar.
Nós também acenámos!

Narrow Gauge Railway



De manhã bem cedo fomos levantar os bilhetes para percorrermos a linha de comboio de Durango até Silverton no comboio a vapor!
Este comboio faz esta viagem 3 vezes por dia e é uma alegria ver que as pessoas desta zona têm tanto orgulho do seu comboio. Estejam onde estiverem param o que estão a fazer e ficam a acenar enquanto o comboio passa.

Tivemos que parar várias vezes para abastecer de água nos antigos reservatórios e há muitas operações de inspecção e manutenção a fazer à velha locomotiva ao longo caminho.
Quem for à janela também terá que preocupar-se com a imensa cinza e a fuligem pelo ar ou poderá chegar ao destino já ligeiramente farrusco.

Durango


Esta é uma cidade mineira de montanha, uma cidade cowboy!
Com as fachadas à filme e com a estação de comboios a vapor.