25 de outubro de 2005

A REVOLTA DOS ELEFANTES

Todo o caminho até ao palácio em Amber costuma ser feito no dorso de um elefante, é tradição. Mas nós não o fizemos porque aparentemente um elefante terá morto um homem na semana anterior a estarmos lá e então foram todos eles declarados desvairados! Nós estávamos dispostos a arriscar mas os elefantes foram mesmo proibidos pelo governo. Que azar...

Mas então para onde foram todos os elefantes que deviam andar por ali?

Lá estavam eles... a chapinhar no lago e a serem esfregados por rapazinhos... muito melhor que andar a transportar turistas monte acima e monte abaixo.

AMBER

24 de outubro de 2005

ENTRADA NO RAJASTÃO


Assim que entrámos no Rajastão toda a paisagem se modificou para um cenário mais colorido de campos verdes e árvores frondosas a contrastar com os saris flutuantes rosa, amarelo, laranja vivo e com as cores psicadelicamente misturadas dos camiões TATA.
Tudo isto com o banho dourado do sol a cair no horizonte.
É daqui que vêm quase todas as imagens que se tem da Índia... onde se misturam o fausto da época dos marajás e a pobreza das pessoas que vivem com as suas cores nesta região árida.

23 de outubro de 2005

“Uma lágrima na face da eternidade”

E o Taj Mahal é verdadeiramente grandioso!
Adorei vê-lo na bruma da manhã e só me chateou não poder fotografá-lo de perto pois não cabia dentro da máquina.
É um mausoléu projectado por um rei Moghul (engenheiro desde os 16 anos!) quando este perdeu a sua rainha. Demorou 20 anos a construir e nele participaram 20.000 homens. Há quem diga que foi feito por amor, há quem diga que se deveu à personalidade megalómana do rei.

O que é certo é que todo aquele cenário na luz rosada e misteriosa do nascer do sol é fascinante, etéreo e romântico.

AGRA

Como qualquer cidade indiana que se preze, Agra é uma grande confusão... pelo menos aos nossos olhos ocidentais... tem imenso trânsito e poluição que já tiveram que ser refreados de modo a proteger-se o ex-libris da cidade e da Índia, o Taj Mahal.

Depois de entrarmos no complexo do Taj aguardava-nos uma zona de jardim com bancos, relvados e árvores e miúdos a jogar críquete logo às 6h, muito agradável por um lado.... mas IMUNDA por outro, com lixo amontoado no chão, mendigos desdentados e imensos condutores de riquexó que não desgrudam.
Assim que pagámos a quantia exorbitante para ver o monumento tudo mudou

O TEMPLO DE MÁRMORE




Este templo entre Mathura e Agra, ainda em acabamentos, foi todo construído com base em donativos... mas os doadores tinham que ter características especiais....


O Templo de Mathura

Diz a lenda que Mathura é a terra natal de Krishna pois foi nesta região que ele passou a sua juventude. Esta é uma terra de peregrinação, uma espécie de Fátima Hindu, pois é onde está o único templo dedicado a este deus.
À entrada do templo existem sinos enormes que as pessoas tocam para dar boa sorte.
O templo é todo trabalhado com inscrições em hindi e muito colorido por dentro.
Não é suposto entrarmos calçados pelo que temos que deixar os xinelos amontoados com os das outras pessoas cá fora nos degraus e andar por lá a visitar tudo descalços.... o chão pode estar extremamente quente!!

Estas miúdas queriam uma foto em troca de umas rupias.


MAPA

VULTOS E VACAS

Depois do embaraço inicial que é participar passivamente numa condução em que o volante está do lado esquerdo e os condutores são completamente lunáticos, começa-se a reparar no resto.
Vultos de pessoas paradas na rua, a olhar ou a dormir.
Mas não são 2 ou 3... são imensos que dormem nas ruas! Em camas ou no chão, muitos descalços e sujos, homens, mulheres e crianças.
E as vacas, magríssimas, à procura de comida no lixo.

Foi o 1º choque

TASTE OF INDIA

O primeiro gosto da índia tivemo-lo aquando da nossa chegada ao aeroporto de Delhi às 22h30, estavam 28ºC e nem uma aragem!
Trocámos dinheiro e saímos... ou antes entrámos...
Á nossa espera estavam dezenas e dezenas e dezenas de pessoas numa amálgama completa de caras suadas com turbantes. Tinham cartazes na mão com nomes de pessoas, um deles era o nosso.
O cheiro da rua é diferente mas não sei porquê. O ar está parado.

O que não está nada parado é o movimento de carros na rua.
São 23h30 e é hora de ponta. Esqueça-se tudo o que se aprendeu sobre parar no vermelho, traços contínuos, conduzir com máximos à noite... e BUZINAR! Toda a gente buzina e até parece que se comunicam através de um código de morse qualquer. Os camiões TATA têm pinturas esclarecedoras a dizer HORN PLEASE!