25 de janeiro de 2006

'CESKY KRUMLOV'

23-Agosto-2004, Segunda Feira

Fiquei imediatamente apaixonada por esta cidade medieval, património da UNESCO. Mais uma vez só me apetecia fotografar tudo e acho que tirei imensas fotos repetidas no mesmo sítio.


Fizemos uma “city walk” guiada por um antigo professor de história reformado que na altura trabalhava nos arquivos do castelo. Contou-nos imensas histórias e lendas das ruas e casas de Cesky Krumlov. E há imensas. Também há muitas lojas de brinquedos antigos de madeira e artesanato... encantadoras.








Depois da visita fomos até ao centro de arte Egon Schiele, o pintor ex-libris de Cesky Krumlov, que foi expulso da cidade por pintar raparigas nuas.


Mais tarde acompanhámos o rio que serpenteia pelo meio da cidade e tentamos ir à fábrica de cerveja Eggenberg. Consta que aqui se fabrica cerveja da mesma maneira desde 1560. Estava fechada, por isso acabámos sentados numa tasca ao ar livre a ouvir música popular checa e a beber a verdadeira Eggenberg de 1560. Estava um sol muito agradável.

Jantámos num restaurante à beira do rio e do castelo que prometia cozinha checa da idade média, ambiente e música tradicional. Pedimos um prato que chamam de Festim... delicioso.
À noite faz muito frio... estamos quase em Setembro, e o regresso a casa faz-se a passos largos...

'CESKE BUDEJOVICE'

22-Agosto-2004, Domingo

A República Checa é mágica! Parece que fazem de propósito para não pintarem 2 prédios seguidos da mesma cor! Cada edifício parece um obra de arte de tão cuidado e ornamentado que está! Fico pasmada e apetece fotografar todas as casas.
Depois de ler um pouco da história percebi que os checos sempre foram um povo pacífico em termos de guerra e nunca ripostavam violentamente em caso de invasão... o que fez com que as suas cidades sejam das mais bem conservadas da Europa.







Em alemão, esta cidade é conhecida por Budweis, e é daqui que vem a cerveja Budweiser.
Ao almoço experimentei “Veprové”, carne de porco típica da região da boémia com queijo gratinado por cima, uma delícia.... e um pivo=cerveja.
Aqui não fazem a coisa por menos de 1/2litro. 33cl é prás meninas.

Mais tarde apanhámos um autocarro para Cesky Krumlov, a 30-50min de distância. Pagámos 4 bilhetes: nós e as mochilas.
Lá, tivemos problemas com o alojamento porque estava tudo cheio, mas acabámos por ficar num quarto da casa de uma família que não falava inglês... mas também não foi necessário.... entendemo-nos perfeitamente através de gestos e da palavra “room”.

'A caminho da República Checa...'

21-Agosto-2004, Sábado

O comboio para norte ia apinhado de gente... dormitámos na estação de Zagreb encostados às mochilas e mais tarde apanhámos a ligação para Viena onde reparei numa miúda que ao contrário de 80% dos leitores daquele comboio não ia a ler o Código DaVinci mas sim a estudar música com o nariz enfiado numa pauta. Em Linz trocámos novamente de comboio em direcção a Budweis/Ceske Budejovice onde chegámos já de noite.
Se não fosse o Let’sGo emprestado não teríamos encontrado sítio para dormir... ninguém fala inglês...

24 de janeiro de 2006

'fuga da Croácia'

20-Agosto-2004, Sexta-Feira

Na manhã seguinte, os barcos dos italianos tinham desaparecido.... e a nossa vontade imensa de mergulhar foi reprimida pela imagem de milhares de águas-vivas que tinham vindo para ficar nas nossas águas!


Fomos para a vila e conseguimos perder o autocarro para o barco por 1minuto, mas um senhor muito simpático deu-nos boleia. Durante o caminho para o traject explicou-nos que esta ilha não tinha rede de águas e que toda a água potável vinha de Zadar em camiões que depois a distribuíam à população.
Por isso havia muito poucas infra-estruturas para acolher os turistas, nomeadamente parques de campismo.

De volta a Zadar considerámos fazer uma excursão no dia seguinte pelas ilhas Kornati. Por mais ou menos 30€ apanharíamos um barco e navegaríamos durante 10h pelas ilhas desabitadas com paragens para mergulhar e apanhar sol e tirar fotos, pequeno almoço e almoço incluído e bebidas à descrição a viagem inteira...
Agora parece-me uma óptima ideia... mas na altura achámos que estávamos fartos de sol e mar e que o nosso tempo de Croácia se tinha esgotado.
Resolvemos partir para o próximo destino: República Checa.

23 de janeiro de 2006

'BRBINJ'

19-Agosto-2004, Quinta-Feira

Depois da saída de Mostar, o regresso à costa da Croácia, para além de atribulado (nessa noite mudámos 3 vezes de transporte, com esperas entre eles...) fez-se com pouco entusiasmo da minha parte... tanto que nem tirei fotografias a Zadar. Acho que vinha atordoada com o que inesperadamente encontrei no dia anterior.

Nesta cidade organizam-se imensas excursões às ilhas Kornati, cerca de 170 ilhas não habitadas que também fazem parte de um parque natural onde existe um lago mais salgado que o mar etc... Queríamos fazer isso mas para hoje o plano era ir acampar numa ilha na costa de Zadar e voltar no dia seguinte à cidade.

Metemo-nos no 1º barco que saiu dali e fomos para uma ilha cujo nome só descobri meses mais tarde quando consultei um guia da Croácia na FNAC: Dugi Otok.
Na altura referíamo-nos a essa ilha através da palavra BRBINJ (já de si difícil de pronunciar) nome da localidade que vinha escrita no bilhete de barco mas mais tarde começámos a utilizar a expressão “aquela ilha onde fizemos campismo selvagem”.



Quando chegámos viam-se pessoas no cais à espera de familiares ou amigos a quem estes se dirigiram ao sair do barco. Os restantes dirigiram-se ao único autocarro que lá estava parado mas nós fomos ao posto de turismo: uma espécie de cabine telefónica com um vidro enorme através do qual se pediam as informações.


“There are no campings on this island” disse o rapaz simpático embora de sorriso apreensivo… Perguntámos se não poderíamos alugar um quarto e onde... ele respondeu que ninguém nos daria alojamento só por uma noite.... “Now what?!” pensei.... e o rapaz respondeu… apontou para um mapa as localidades de Veli Rat e Soline onde poderíamos montar a tenda ao pé do mar sem ninguém nos chatear... e depois aconselhou-nos a despachar pois o autocarro era o único e estava prestes a sair.


Completamente “ao deus dará”... metemo-nos dentro do BUS e acho que fui descomposta pelo motorista por causa do atraso... mas não percebi o que ele disse.
Dali a pouco,
"deus deu mesmo"... uma senhora americana e o seu marido croata tentaram ajudar: 1º ficaram surpreendidos por estarmos ali, porque ninguém ia ali assim... mas depois mostraram os horários dos próximos autocarros (3 por dia, só na nossa metade da ilha) que levavam as pessoas para o TRAJECT (cais de embarque)... poucos minutos depois saíram.

Veli Rat é uma pequena vila com um café, um pontão e algumas casas.
Montámos a tenda num sítio porreiro afastado da vila a um muro de pedra e dois passos da água, debaixo de uns pinheiros com muita resina... A água do mar é absolutamente transparente...

Ao longe vindo dos barcos ouvia-se falar italiano.
Mas tirando isso, estávamos completamente sozinhos... tínhamos pouca água, tivemos ke racioná-la "um gole pra ti, um gole pra mim"... e à noite lavei os dentes com água salgada.... ughhh...

Adorei!


'MOSTAR'

18-Agosto-2004, Quarta-Feira

Logo pela manhã apanhou-se o BUS em direcção a Sarajevo e disse-se adeus a Dubrovnik. A viagem foi boa, tirando o tempão que se esteve parado na fronteira Croácia-Bósnia Herzgovina com passaportes pra trás e pra frente.

Depois de 13dias desde a minha saída de casa, passados noutras paragens, em comboios e barcos, heis que me encontrava em Mostar de olhos postos na ponte reconstruída 10anos depois de ter sido destruída pela Guerra que assassinou a Jugoslávia.
Tinha sido re-inaugurada há 2 meses.



Dou por mim numa cidade com cicatrizes de edifícios ainda cravejados de balas, uma cidade dividida com mesquitas e igrejas à distância de um quarteirão, as esplanadas, os expressos e a fast food a partilhar as ruas com o Little Bazaar, que parece retirado de qualquer cenário marroquino e uma PONTE a ligar as duas margens do Neretva cuja cor parece ter sido manipulada digitalmente de tão irrealmente verde...
... na entrada da ponte uma pedra diz “REMEMBER 93”...



Conversou-se nos jardins de uma mesquita e jantou-se numa esplanada em mesas de madeira. Mostar tem algo que a distingue... é especial, será que o tempo lá pára? Deve ter parado durante um minuto ou dois, aqui e ali, tenho a certeza... mas depois continuava a correr desenfreadamente e às 23h30 já estávamos no BUS de volta à Croácia...
... de coração pleno e tranquilo.

20 de janeiro de 2006

'MLJET'

17-Agosto-2004, Terça-Feira

Depois do impasse de bilheteira relacionado com a frase “No more tickets!” logo às 9h00 para o barco rápido que ia para a ilha de Mljet, andámos a vaguear pela cidade até ao barco seguinte às 12h00. Conseguimos o bilhete de autocarro para Mostar para o dia seguinte, experimentámos sapatos, comprámos damascos no mercado, burek’s na pekara (padaria/pastelaria) mais próxima e sentámos relaxados em poltronas de verga a beber café, olhar para o relógio e a escrever postais. Incrivelmente quase perdemos o barco... e o resultado da correria pelo cais foram bolhas nos pés e pior... damascos esmagados.

Uma vez em Mljet, tínhamos 3h ou 4h até ao último barco de volta a Dubrovnik. No sítio onde alugámos a motinha recomendaram-nos entusiasmadamente as “sandy beaches!” de um lado da ilha ou então o “natural park” do outro.



Escolhemos o parque natural e lá encontrámos uma ilha no meio de um lago, com uma igreijinha no meio, o caminho para lá é muito agradável, vêm-se iates nas enseadas e a água tem aquela cor... turquesa.






'DUBROVNIK'

16-Agosto-2004, Segunda-Feira

A viagem para Dubrovnik foi óptima: 6h de barco pela costa da Dálmacia, adorei. Viemos no exterior e arranjámos lugares em cima dos armários que servem para armazenar os coletes salva-vidas.

A cidade velha (Stari Grad) está contida dentro de uma muralha enorme, uma fortaleza com 2 ou 3 pontos por onde se pode entrar e sair.
Lá dentro, as casas estão dispostas segundo ruas paralelas e perpendiculares, ruas estreitas com degraus de perder de vista.


Toda a gente se acotovela para conseguir tirar fotos do melhor ângulo possível e com o menor número de pessoas, o que é difícil.
Há imensos reclames de restaurantes cujos empregados vêm falar connosco com o menu do dia na mão.... Tudo o que faz esta a cidade mais turística da Croácia.