24 de fevereiro de 2006

'PISA'

1-Out-2003, Quarta-Feira


Pisa era um grande centro de comércio na época do império Romano, mas com a passagem do tempo foi perdendo protagonismo para outros portos como Lucca, Livorno e Génova.
Passadas as glórias imperiais, é hoje famosa pela sua torre inclinada... a torre mais inclinada de Itália (e do mundo?), pois torres inclinadas é que não faltam por lá.

Foi aqui que nasceu Galileo, no ano em que morreu Miguelângelo, e aqui estudou a aceleração da gravidade deixando cair objectos do cimo da torre inclinada.
Negar a Teoria Geocêntrica e defender a Heliocentrismo, que diz que a Terra se move à volta do Sol e não o contrário, fez com que Galileo fosse excomungado pela Igreja. Mas para se livrar à morte na fogueira – onde morreram outros estudiosos avançados demais para o seu tempo, como Nicolau Copérnico - Galileo negou a sua teoria num tribunal em público. Mas, consta que ao sair da sala terá proferido as palavras que o vincaram eternamente na história “No entanto, Ela move-se”...

O Campo dei Miracoli, onde estão o baptistério, a catedral e o seu campanário (a torre) tem um relvado super verde e é muito agradável passear lá...


A Torre de Pisa começou a ser construída no século XII. Dada a constituição arenosa do terreno das fundações, não tardou para que os problemas com a inclinação começassem a aparecer. Ainda só estavam construídos 3 dos 8 andares quando o afundamento de um dos lados se começou a notar.
Os arquitectos da Torre tentaram corrigir o problema fazendo os andares seguintes com altura variável, o que resultou num edifício ligeiramente curvo, mas isso só agravou o problema, a torre afundou-se ainda mais devido ao aumento do peso mas acabou por ser concluída mesmo inclinada, 200 anos após o início.



Esta torre exerce grande fascínio sobre mim. Se calhar é porque corre risco de colapsar... Com o gradual aumento da inclinação tiveram que ser tomadas medidas... No inicio do século XX foram injectadas toneladas de argamassa no solo mas isso continuou a piorar a situação. Fizeram-se estudos nos anos 80 que indicavam que a torre se desmoronaria em 20 anos. O seu acesso foi interditado ao público e a torre até foi amarrada com cabos de aço. Finalmente concluiu-se que a solução seria retirar terras debaixo da torre de modo a que esta estabilizasse a sua inclinação.





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20 de fevereiro de 2006

'SIENA'

30-Set-2003, Terça-Feira

Ai, Siena medieval! «suspiros»


Esta é uma cidade construída sobre 3 colinas de cor ocre, vermelho ocre. Até há um pigmento que se chama “Rouge de Siena” que é utilizado para fabricar tintas e óleos. Siena é a segunda maior cidade da Toscana e desde a sua fundação que é vista como a rival da capital, Florença.
Diz a lenda que a cidade foi fundada pelos filhos de Remo, por isso podemos ver em vários sítios a estátua da loba a amamentar os gémeos. Na altura da construção dos Duomos destas cidades havia entre as duas competição desenfreada para ver qual teria o Duomo maior, mais bonito, com melhor mármore. Consta que a espécie de competição foi ganha por Florença apenas por causa de uma peste que assolou a rival e matou grande parte dos seus habitantes.


É uma cidade com o centro medieval pequenino e acolhedor, com ruelas estreitas e vermelhas que sobem e descem mas acabam sempre por nos levar à praça principal, Il Campo. É uma praça dominada pela sua torre que tinha a dupla função de defesa e de sítio para pendurar os belos tecidos produzidos pela região da Toscana. Bebemos o café no “Alessandro Nanninni” e provámos Pão Forte, a especialidade de Siena.


Mas Siena também é famosa por causa da corrida de cavalos que acontece todos os anos nos dias 2-Julho e 16-Agosto, desde 1856: “ Il Palio
dela contrade”.

16-Agosto-2001
“Não percebo porque tive que sair de Florença a toda a pressa! Ver uma corrida de cavalos? Que ainda por cima dura 90 segundos?”
Foi o pensamento dominante. Mas rapidamente se diluiu assim que Siena começou a lançar o seu feitiço sobre nós. Encontramos uma vila pequena parada no tempo, regressamos à idade das trevas. Não faltam os archotes ao lado das janelas de madeira e bandeiras coloridas enfeitam as ruas. Delimitam as “contrades”, os bairros.
Cada bairro tem o seu símbolo, a sua bandeira e hoje vai decidir-se quem é o melhor, o vencedor. Avisaram-nos logo pela manhã “se quiserem ver a corrida vão logo para o centro da praça para ficarem com bons lugares”. E às 14h, lá estávamos a torrar ao Sol, presos dentro da cerca, porque este não era um espectáculo tradicional em que o público está fora da arena e lá dentro estão as atracções. Não, na arena estávamos nós, e os cavalos iam correr à nossa volta.
Também há bancadas com lugares na periferia na praça... mas já haviam esgotado há muito... hum... mesmo que não tivessem esgotado... 10-20-30 contos cada um... será?
Aceitam-se apostas... Quem será o vencedor... Será o Porco-espinho? A Girafa? A Torre? A Tartaruga?... Há 17 bairros, 17 cavalos... mas nem todos podem participar, só 10, os melhores que foram escolhidos em eliminatórias. Eu torço pelo Unicórnio... mas desta vez não participa... então elejo as cores rosa e verde do Dragão.
Nas janelas as pessoas vão-se acumulando à medida que o tempo passa... e à medida que o tempo passa vai o sol descendo e a sombra invadindo a praça para nos aliviar... a uns mais rapidamente que a outros. Quem ficou por baixo da torre teve sorte!
A Piazza Il Campo vai-se enchendo... a partir de uma certa altura já não se pode sair, só entrar. Algumas pessoas saem em macas, se calhar desidratadas do calor...
Mas finalmente começa... são 17h... É a hora do cortejo. Os gonfalonieri (=porta-estandartes) vão entrando vestidos a rigor, com as cores de cada bairro, e percorrem todo o perímetro da praça atirando as bandeiras ao ar. Atrás dos gonfalonieri desfilam os cavalos depois de terem partido das suas igrejas onde foram benzidos pelo padre que lhes deu a preciosa missão "Vai e regressa vitorioso!" São as verdadeiras estrelas.
Os malabarismos e as palmas vão-se sucedendo contrade atrás de contrade, bandeira atrás de bandeira.... e só por volta das 19h se começam a juntar cavalos e jockeys no local da partida. As pessoas levantam-se, mais despertas sem o calor sufocante. E depois de algumas falsas partidas... começa a corrida!
Há regras muito especiais... é o último cavalo que começa a correr... e eles correm sem estribos e sem sela. A multidão acotovela-se e move-se em bloco... eu sinto-me a asfixiar e os meus pés saem do chão... quando os cavalos se aproximam confunde-se o bater do coração com a ferocidade dos cascos no chão... toda a gente se atropela, grita com efervescência e estica a mão para tirar fotos ao acaso. É um delírio!
Mas um minuto e meio depois do início tudo cessa... E há um vencedor... Drago.
Agora é tempo de festejo... Por toda a cidade se festeja, uns mais que outros... vêm-se grupos de raparigas solteiras com cartazes à procura de noivo... as pessoas jantam na rua... o bairro vencedor percorre em comitiva a cidade agitando furiosamente as bandeiras e os estandartes do Dragão.
E nós acompanhamos... porque não?”



Para grande tristeza minha desta vez estivemos em Siena apenas 2 horas. Gostei de rever tudo mas apetecia-me sentar no chão inclinado da Piazza Il Campo e recostar-me a olhar para a torre. Tentar ouvir o pulsar da multidão, dos cascos dos cavalos... será que havia ainda algum restinho por ali?... Não foi possível e fiquei infelicíssima :-) ... mas é o preço que se paga quando se decide fazer este tipo de viagem organizada em que os minutos estão contados e não há volta a dar.

Ficou a certeza absoluta de um regresso. Há qualquer coisa nesta terra chamada Toscana... e há definitivamente qualquer coisa em Siena que faz o meu olho brilhar.... Parece que já tinha saudades dela mesmo antes de a conhecer.



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18 de fevereiro de 2006

'ASSISI'

30-Set-2003, Terça-Feira

No caminho para o Norte, tomou-se a “Estrada del Sole”, que é a estrada que liga o Sul ao Norte da Itália ao longo de mais de 1200km.
Assim que entrámos na provincia da Umbria caiu sobre nós uma neblina espessa que eu achei muito alegórica (Umbrae=sombra)!

Em Assis visitámos a Basílica de S. Francisco de Assis, fundador da Ordem dos Franciscanos – voto de pobreza, castidade e obediência.
Na realidade são duas Basílicas: a Inferior, de estilo romano, arcos arredondados, paredes e tectos cobertos de pinturas de fundo dourado de inspiração bizantina. E a Superior, de estilo gótico, com os frescos que constituem a obra máxima de Giotto e contam a vida do santo.



Giotto rompeu com a corrente bizantina da arte e os seus frescos deixaram de ser dourados e passaram a dar mais importância aos animais, anjos, céu azul. São do século XIII e XIV, antes do Renascimento. Cimabue, o mestre de Giotto, pintou a imagem mais famosa de S. Francisco, de 1280, que está aqui numa parede.
Mas adorei os frescos de Giotto...


A arte e a religião andavam de mãos dadas antes do “quatrocento italiano” que foi marcado pelo Renascimento com artistas como Boticelli, Miguelangelo, Rafael, Leonardo, Caravaggio. Como gosto imenso deste período revolucionário da Arte deliciei-me com as andanças por estas paragens.

É também nesta cidade que está a Basílica de Sta Maria dei lei Angeli, que marca o local onde morreu S. Francisco. Também foi aqui neste local que S. Francisco iniciou Sta Clara à Ordem dos Franciscanos cortando-lhe os cabelos...
... pois.

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17 de fevereiro de 2006

'ROMA, Citá Eterna'

27-Set-2003, Sábado

Originalmente uma cidade de fundação etrusca, Roma floresceu, cresceu e tornou-se um vasto império. Conta a lenda que foi fundada pelos gémeos Rómulo e Remo que foram abandonados enquanto crianças e alimentados por uma loba. Já adultos os gémeos acabam por se desentender após o que Rómulo assassina o irmão e por isso a cidade se chama Roma e não Reme.

É óptimo estar de volta!
O dia foi preenchido a visitar aquelas que são vistas como as atracções que fazem com que esta cidade seja considerada o prato forte de uma visita a Itália.
O nosso hotel, revelou-se uma óptima escolha uma vez que sendo quase “paredes meias” com o Coliseu, permitiu a estreia do passeio sem grande esforço. Tantas coisas para ver ali tão perto!
Passámos pela igreja de S. Pedro a Vincoli (S. Pedro acorrentado) onde supostamente estão guardadas as correntes às quais este esteve aprisionado, e onde está exposta uma das estátuas de Miguel Ângelo: Moisés.
A entrada no Coliseu hoje era de borla, que sorte, mas a verdade é que o acho bem mais bonito e imponente por fora.
(se calhar convinha agora dizer que nenhuma destas fotos italianas foram tiradas por mim.... a minha máquina digital foi uma aquisição recente :-) ... por isso, atrevi-me e tirei-as de sites de postais, daqui e dali!)


Percorremos a Via dei Foro Imperiale, onde estão afixados numa parede os mapas que mostram o desenvolvimento do domínio do Mar Mediterrâneo por parte dos Romanos, ao qual estes chamavam “Mare Nostrum”.


Aqui também encontramos as ruínas do Mercado de Trajano, até se chegar à Piazza Venezia onde jaz o monumento dedicado a Vittorio Emanuelle, o 1º rei da Itália reunificada.


De volta ao Coliseu, percorreram-se as ruínas do Fórum... bem longe das glórias de outrora. No meu entender, é necessário ser possuidor de grandes quantidades de imaginação para se poder aproveitar esta parte de Roma em todo o seu esplendor. Tenho pena que grande parte do que era, em tempos, a cidade mais poderosa do mundo, esteja agora invisível.
A primeira vez que vim a Roma pensei que as suas ruínas estivessem mais resguardadas, mas não... ali estamos nós a contemplar o coliseu no meio do trânsito com semáforos que insistem em ficar nas fotografias... ou a tentar imaginar como seria o templo de Vesta a partir de três colunas ao som de buzinadelas...


Continuando... a nossa primeira noite em Roma coincidiu curiosamente com a 1ª NOTTE BIANCA de Itália, uma iniciativa cultural que já tinha acontecido noutras cidades do mundo, em que tudo o que é museu, cinema, igreja, monumento, loja, está aberta a noite toda, convidando as pessoas a sair à noite e a conviverem. O tempo está fabuloso, morno, apetece mesmo andar na rua.


O Coliseu iluminado à noite é fantástico, mas achei que podia estar ainda mais iluminado.
A noite está apinhada com esta história da Noite Branca, é incrível, na rádio dizem que 1milhão de pessoas calcorreiam as ruas da cidade, há mais trânsito de noite que de dia!
Mas finalmente chegámos à Piaza Navona, de forma oval pois foi construída sobre as arquibancadas de um anfiteatro onde se faziam competições atléticas.
No centro existe uma fonte gigantesca feita pelo grande artista da época, Bernini, a Fontana dei Quatro Fiumi (fonte dos quatro rios). Em representação dos continentes estão: Danúbio-Europa, Prata-América, um negro com moedas representa as riquezas do continente americano, Ganges-Ásia, um homem de turbante e remo na mão diz que o Ganges é um rio perfeitamente navegável e o Nilo-África, de cabeça coberta pois a sua origem ainda era desconhecida, pelo menos para os europeus.


Seguimos para o Panteão, erigido por Adriano. Adoro este monumento, é dos mais antigos da cidade e um do que está em melhor estado. Mas continuámos até à Fontana de Trevi onde estavam a ser projectadas imagens e uma multidão de pessoas se acotovelava para atirar as tradicionais moedas: “1 para voltar a Roma, 2 para encontrar noivo... e 3 para conseguir o divórcio”...


Chateou-me não conseguir dizer palavra alguma em italiano, pensei que era mais ou menos intuitivo mas o facto é que por enquanto não conseguia passar do “grazie mile”.


28-Set-2003, Domingo
Pronto! E hoje o dia começou às escuras... sem luz, nada... um apagão! Parece que a noite branca de Roma consumiu energia demais e tornou-se num dia escuro com toda a Itália a meio gás.

O clima perfeito e a temperatura amena transformaram-se em chuva.. e os planos de visitar o Museu do Vaticano ficaram em águas de bacalhau por causa do “blackout”. Mas rumámos na mesma ao Vaticano, e a Basílica de S. Pedro, a maior de todas, nunca desilude: a Pietá jovem e doce do Miguelangelo, as marcas no chão do comprimento de outras catedrais, o altar adornado, a urna dourada com os restos mortais de S. Pedro, a estátua de Sta Verónica (que limpou a face de Cristo), os confessionários em todas as línguas, a estátua de bronze de S. Pedro com o pé desgastado dos fiéis passarem a mão, o manto da morte em mármore vermelho, a porta santa que só é aberta em ano de jubileu (25 em 25 anos) por onde passam os crentes para lhes serem perdoados as pecados. Fiquei fascinada com esta porta. Esteve aberta durante o ano 2000 após o qual se fechou até 2025. Achei impressionante ter sido selada com cimento pelo lado de dentro não fosse abrir-se sem querer e haver alguém a quem assim os pecados seriam perdoados sem autorização...


Ao meio dia, como de costume, a Piazza S. Pedro estava cheia de gente para receber a benção dominical de João Paulo II.


A visita religiosa continuou pela catedral de Sta Maria Magiore e pela igreja “Domini quo vadis” no sítio onde S. Pedro foi cruxificado. Na altura da perseguição dos cristãos pelos romanos, Pedro fugia de Roma quando tem uma visão de Jesus a quem ele pergunta “quo vadis domini?” (onde vais senhor?), ao que Jesus responde “volto para Roma, para ser novamente cruxificado”. Assim, Pedro deixa de fugir, volta a Roma e é cruxificado neste local, de cabeça para baixo pois não se achou digno de ser cruxificado da mesma maneira que Jesus.
Na Basílica de São Paulo extra muros (porque é fora da muralha aureliana de Roma) gostei especialmente da estatuária e aprendi a distinguir S. Pedro (de barba curta com chaves na mão) de S. Paulo (barba comprida de espada e pergaminho na mão).
... mas... chega de catequese.

Para jantar escolhemos o Campo dei Fiori, onde me deliciei finalmente com o “spaghetti a le vongoli” (esparguete com amêijoas), delicioso, com alho e salsa. Adoro esta praça, à noite está cheio de gente e tem imensos barzinhos e lojas engraçadas. Ouvia-se alguém a tocar violoncelo na rua. O cappuccino foi na Piazza Navona, ali perto.


No taxi de volta ao hotel, desenvolveu-se risonhamente uma discussão futebolística: Rui Costa vs Totti.


29-Set-2003, Segunda-Feira
Programa: Museu do Vaticano e Capela Sistina!
Metro: entrar no Colosseo, trocar no Termini e sair no Cipro.

A fila para entrar no museu assustou, mas em 10 minutos estávamos dentro do edifício a comprar os bilhetes. Eram mais ou menos 11h quando entrámos e estava apinhado de gente, acho que escolhemos mal a hora pois nem deu para apreciar bem a “Escola de Atenas”, o meu fresco preferido do Rafael.


A Capela Sistina parecia o metro do Marquês de Pombal na hora de ponta, ainda bem que o Miguelangelo se lembrou de pintar o tecto...
Este sítio é usado para eleger Papas. Quando o Papa morre, os cardeais reúnem-se aqui supostamente fechados à chave, por isso se chama o conclave (con chiave – com chave) e só saem quando foi decidido por votação quem é o próximo Papa. Nesse momento sai fumo branco da chaminé da capela.


O almoço foi na Piazza di Spagna. É uma praça super agradável e cosmopolita... a escadaria tem sempre imensas pessoas sentadas, a tirar fotografias, a conversarem... e há sempre espaço para mais um.


Passeando pela Via Corso chegámos à Piazza del Popolo onde se descansou e tirou fotos às igrejas iguais mas diferentes.
A Via Corso liga a Piazza del Popolo à Piazza Venezia. É uma rua super larga cheia de lojas. Fiquei a saber que se chama Corso porque antigamente nela se realizavam corridas (=corso) de cavalos.


Daí, taxi para o Panteão que agora encontrámos aberto. A cúpula é fenomenal... uma grande obra de engenharia dos tempos idos. Começa com 6m de espessura por cima das paredes até atingir 1.5m no seu ponto mais alto. Era um templo pagão que acabou de ser construído no ano 145 DC... agora é lá que repousam os túmulos de alguns ilustres italianos (Vitorio Emanuelle, Rafael...)


Perto do Panteão está a Chiesa Sto Ignacio de Loyola. Vale bem a pena entrar para ver os frescos que adornam o tecto do pintor Andrea Pozzo. 4 mulheres que personificam os 4 continentes chamam jovens alegres para o céu o que simboliza o sucesso dos missionários jesuítas em todo o mundo. Mas o que é realmente impressionante é a perspectiva criada que dá a sensação de estarmos debaixo de um tecto muito mais alto do que é na realidade.


E o resto da tarde foi passado preguiçosamente numa esplanada na praça do Panteão, a contemplar, a viajar.


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27 de janeiro de 2006

'REGRESSO'

29-Agosto-2004, Domingo


'SAN SEBASTIAN/BILBAO'

28-Agosto-2004, Sábado

O dia anterior foi passado em estações e comboios... Os comboios franceses atrasaram-se e então não conseguimos chegar a tempo de apanhar o SUD em Hendaye... É SEMPRE TÃO DIFICIL SAIR DE FRANÇA! Decidimos ir até San Sebastian e apanhar o BUS para Bilbao, ainda não conhecia o Guggenheim.. e adorei... principalmente o edifício em si e as suas formas... que lembram um peixe a navegar preguiçoso.


Em San Sebastian ainda se percorreram as ruas da cidade velha... bandeiras hasteadas faziam crer que havia alguma manifestação especial... mas não... esta é uma cidade animada por natureza... há uma mistura heterogénea de pessoas na rua... e riem.
Deu vontade de ficar... mas a verdade é que mais um livrinho se fechava... a aventura aproximava-se do fim... e finalmente o SUD-EXPRESS chegou à estação.