24 de maio de 2006

ventos da Índia #5


Em Pushkar, no Rajastão, encontra-se este templo de Vishnu, um dos deuses da sagrada trindade adorada pelos hindus (Brahma, Vishnu e Shiva).
Enquanto que Vishnu (o preservador) e Shiva (o destruidor) partilham um imenso número de seguidores, os de Brahma são cada vez menos pois crêem que a sua missão acabou (a de criar do mundo).
Só há um templo de Brahma em toda a Índia, e também está em Pushkar.


vôo para Pushkar

17 de maio de 2006

ventos da Índia #4


Em Goa, encontrámos a praia deserta mais magnífica. Águas mornas, sol escaldante, palmeirais, areia fofa.
Claro que o conceito de “praia deserta” aqui é diferente. Deserta de turistas, mas não de pessoas. Miúdas como esta mais as amigas deverão ser consideradas parte integrante das praias de Goa.

Vêm sorridentes e sorrateiras. Apresentam-se, perguntam o nosso nome como forma de estreitar laços, sei lá... e depois vão invariavelmente tentar vender-nos as suas mercadorias. E são muito convincentes, pelo menos para as pessoas que ainda não têm certezas.
Ficaram tanto tempo ao nosso lado que só depois de explicarmos dez vezes que não compraríamos nada conseguimos conversar e rir juntas.

Mas depois de algum tempo lá arregaçaram as saias e foram perseguir o 2º casal de “white eggs” (como chamam aos turistas) para cima de uma rocha já dentro do mar.
Esta voltou mais cedo que as outras... disse que se sentia a mais pois eles tinham vindo em lua de mel e assim, deveriam querer a rocha toda para eles.


vôo para Goa

15 de maio de 2006

Tinariwen

No início, os Touaregs eram tribos nómadas e independentes que apascentavam camelos e cabras e conduziam caravanas de mercadorias ou escravos através do Sahara desde a África Sub-sahariana até ao Mediterrâneo. Sempre estiveram habituados à natureza agreste do deserto, ao vento e à areia seca... à verdadeira falta de recursos.
Touareg significa “o que foi abandonado por Deus”.
Foram fortes opositores à colonização por parte dos franceses do norte de África o que lhes deu a reputação de guerreiros temerários, mas na altura da independência viram as suas terras divididas entre as novas fronteiras do Mali, Mauritânia, Nigéria, Algéria, e Líbia.

A música dos Tinariwen reflecte a cultura de liberdade dos Touareg. As letras, em Tamashek, a sua língua, falam de consciencialização, dos problemas de quem esteve no exílio, de quem viu a sua liberdade reprimida, de quem não teve com que alimentar os filhos, de quem pegou em armas e com elas decidiu a vida de outros...

I’m a traveler in the lone desert, it’s nothing special,
I can stand the wind,
I can stand the thirst and the sun,
I know how to go and walk until the setting of the sun,
In the desert flat and empty where nothing is given,
My head is alert, awake,
I have climbed up and climbed down the mountains where I was born,
I know in which caves the water is hidden,
These worries are my friends,
I’m always on familiar terms with them,
And that gives birth to the stories of my life,
You who are organized, assembled, walking together hand in hand,
You are living a path which is empty of meaning,
In truth, you are all alone


Os Tinariwen são ex-guerrilheiros do Mali que há alguns anos trocaram as armas por guitarras e agora percorrem o mundo com mensagens de paz.



Site Oficial

8 de maio de 2006

ventos de Marrocos #2


Marrakech, a vermelha.
Diz a lenda que a cor deriva do sangue que brotou quando a Koutoubia foi cravada no seu coração.

4 de maio de 2006

Orloj


O movedor de multidões relógio astronómico de Praga...
Foi construído durante a Idade Medieval e segundo a lenda... ao seu construtor foram arrancados os olhos para que não pudesse construir outro igual em mais nenhuma parte do mundo...

3 de maio de 2006

Alfons Mucha


E aqui se chegou ao encontro do grande génio da art-deco...
E derrepente não se sabe explicar o prazer de olhar para a sua arte.

2 de maio de 2006

PRAHA


Encontrou-se uma PRAGA atormentada pela forma avassaladora que é agredida pelas gentes dos outros países... mas ainda assim a PRAGA de sempre, a que se fica horas a olhar...
... a olhar a forma como se compõem as casas umas a seguir às outras, os volumes, as formas cheios de personalidade.
Linda de incoerente... Haverá outra assim?

não...