9 de junho de 2006

house signs






A arquitectura de Praga é apaixonante.
E muitas casas apresentam nas fachadas atributos como estes. Uma sinalética própria que aquando da sua colocação podia estar relacionada com alguma característica ou actividade exercida pelo proprietário da casa.

5 de junho de 2006

GOLEM


O Golem foi uma criação de um judeu chamado Rabi Loew, na Praga do séc XVI. Essa era uma altura de repressão para o povo judeu pelo que o Rabi decidiu criar um gigante para proteger Josefov, o bairro judeu da cidade.
E assim, moldou uma criatura gigante desprovida de inteligência apartir da lama das margens do rio Vlatva. Foi-lhe dada vida através de encantamentos hebraicos e a palavra “emet” (verdade) figurava na testa do gigante.
O Golem executava prontamente todas as ordens do Rabi ajudando a proteger a população mas à medida que foi crescendo tornou-se violento e começou a matar inocentes espalhando o medo e a insegurança nas ruas de Praga.

Frustrado e convencido que o desaparecimento do Golem se traduziria também no desaparecimento das perseguições ao povo judeu, o Rabi decidiu tirar a vida à sua criatura. E assim foi. O Golem foi “desactivado” ao ser apagada da sua testa a primeira letra “e” da palavra “emet”, transformando-a em “met” (morte).

Diz a lenda que os restos do gigante de barro inerte e sem vida foram guardados num sotão de uma das sinagogas de Praga, e lá repousam ainda, podendo naturalmente ser novamente invocadas se necessário....

25 de maio de 2006

ventos da Índia #8


Um empregado do hotel de luxo de Pushkar relaxa na esplanada antes do início do dia a atender turistas.
São 7h00 da manhã.

ventos da Índia #7


Na estação CST em Mumbai.
Como não há bancos para todas as pessoas em trânsito se sentarem à espera dos respectivos comboios, toda a gente se senta e deita no chão... Assim, é feita a advertência a um dos hábitos mais comuns dos indianos.

ventos da Índia #6


Estão 35ºC.
Num templo entre Mathura e Agra, um grupo de mulheres com crianças sentam-se no mármore fresco e ajeitam os véus para a foto.

24 de maio de 2006

ventos da Índia #5


Em Pushkar, no Rajastão, encontra-se este templo de Vishnu, um dos deuses da sagrada trindade adorada pelos hindus (Brahma, Vishnu e Shiva).
Enquanto que Vishnu (o preservador) e Shiva (o destruidor) partilham um imenso número de seguidores, os de Brahma são cada vez menos pois crêem que a sua missão acabou (a de criar do mundo).
Só há um templo de Brahma em toda a Índia, e também está em Pushkar.


vôo para Pushkar

17 de maio de 2006

ventos da Índia #4


Em Goa, encontrámos a praia deserta mais magnífica. Águas mornas, sol escaldante, palmeirais, areia fofa.
Claro que o conceito de “praia deserta” aqui é diferente. Deserta de turistas, mas não de pessoas. Miúdas como esta mais as amigas deverão ser consideradas parte integrante das praias de Goa.

Vêm sorridentes e sorrateiras. Apresentam-se, perguntam o nosso nome como forma de estreitar laços, sei lá... e depois vão invariavelmente tentar vender-nos as suas mercadorias. E são muito convincentes, pelo menos para as pessoas que ainda não têm certezas.
Ficaram tanto tempo ao nosso lado que só depois de explicarmos dez vezes que não compraríamos nada conseguimos conversar e rir juntas.

Mas depois de algum tempo lá arregaçaram as saias e foram perseguir o 2º casal de “white eggs” (como chamam aos turistas) para cima de uma rocha já dentro do mar.
Esta voltou mais cedo que as outras... disse que se sentia a mais pois eles tinham vindo em lua de mel e assim, deveriam querer a rocha toda para eles.


vôo para Goa

15 de maio de 2006

Tinariwen

No início, os Touaregs eram tribos nómadas e independentes que apascentavam camelos e cabras e conduziam caravanas de mercadorias ou escravos através do Sahara desde a África Sub-sahariana até ao Mediterrâneo. Sempre estiveram habituados à natureza agreste do deserto, ao vento e à areia seca... à verdadeira falta de recursos.
Touareg significa “o que foi abandonado por Deus”.
Foram fortes opositores à colonização por parte dos franceses do norte de África o que lhes deu a reputação de guerreiros temerários, mas na altura da independência viram as suas terras divididas entre as novas fronteiras do Mali, Mauritânia, Nigéria, Algéria, e Líbia.

A música dos Tinariwen reflecte a cultura de liberdade dos Touareg. As letras, em Tamashek, a sua língua, falam de consciencialização, dos problemas de quem esteve no exílio, de quem viu a sua liberdade reprimida, de quem não teve com que alimentar os filhos, de quem pegou em armas e com elas decidiu a vida de outros...

I’m a traveler in the lone desert, it’s nothing special,
I can stand the wind,
I can stand the thirst and the sun,
I know how to go and walk until the setting of the sun,
In the desert flat and empty where nothing is given,
My head is alert, awake,
I have climbed up and climbed down the mountains where I was born,
I know in which caves the water is hidden,
These worries are my friends,
I’m always on familiar terms with them,
And that gives birth to the stories of my life,
You who are organized, assembled, walking together hand in hand,
You are living a path which is empty of meaning,
In truth, you are all alone


Os Tinariwen são ex-guerrilheiros do Mali que há alguns anos trocaram as armas por guitarras e agora percorrem o mundo com mensagens de paz.



Site Oficial