19 de setembro de 2006

De volta a Kalambaka

13-Ago-2006, Domingo

Já de noite, os 2 ou 3km de volta a Kalambaka fizeram-se bem... agradecemos a nós próprias a caminhada pois quando nos levantámos da mesa reparámos que tínhamos tido mais olhos que barriga ao jantar...

No caminho vamos passando por “meteoros” iluminados.

Jantar em Kastraki

13-Ago-2006, Domingo

Quando chegámos à vila subimos a uma colina a tempo de ver o por do Sol que dá sempre aquele brilho dourado delicioso a tudo.
Os rooms for rent e as típicas tavernas gregas partilham o espaço da pequena vila com as mercearias de fruta.
As velhotas daqui são um achado. Não falam uma palavra de inglês mas sorriem, acenam sempre a quem passa e saúdam-nos com o “olá” grego mais doce.


Não faltam setas a indicar roof gardens para se jantar e nós decidimos ir checkar um que vemos ao longe decorado com candeeiros e buganvílias.
Não sabíamos muito bem por onde se entrava. Mas entretanto uma rapariga chama-nos de uma porta: “Querem ver o que estou a cozinhar?”
De repente estávamos dentro da cozinha dela a espreitar para dentro do forno.
Delicioso.
Explicou-nos o nome e como se cozinhavam os vários pratos típicos gregos e nós decidimo-nos por uma Moussaka – uma espécie de empadão com puré de batata e recheio de beringela – e por Yemisté – tomates e pimentos recheados com arroz e queijo feta.
Adorámos.
Simpatiquíssimos, no final ofereceram-nos melancia e não nos deixaram sair sem antes provar o bolo de laranja especial da cozinheira.


Acho que foi a segunda vez que me apeteceu deixar gorjeta.

15 de setembro de 2006

METEORA

13-Ago-2006, Domingo


Começámos a explorar Meteora no Mosteiro Varlaam. A vista é avassaladora lá de cima. Só vendo:




Os mosteiros de Meteora têm a particularidade de serem especialmente inacessíveis, o que certamente os tornaria, no passado, mais convidativos à meditação e ao isolamento.
Antigamente, a única maneira de se subir era sendo içado por cestos feitos de corda. Cordas essas que segundo algumas versões só seriam substituídas quando se partiam. E isso roça o macabro.


Para mim são mágicos.
Depois de visitarmos o mosteirinho ortodoxo, ornamentado mas simples preparámo-nos para começar o nosso caminho de 10km de regresso.
A descida é passeio muito agradável e nós não éramos as únicas maluquinhas de Meteora a vir por ali abaixo a pé.


Passámos também no Mosteiro de Roussa’nou que tem localização privilegiada mesmo no meio do vale. Só o alcançámos depois de subir inúmeros degrauzinhos de pedra e atravessar uma ponte suspensa.


Para além do habitual dress code em locais religiosos (não usar mini-saias ou ombros descobertos)... aqui os homens também não podem usar calções e as mulheres só entram de saia. Infelizmente ninguém respeita o code.

Kalambaka e Kastraki

13-Ago-2006, Domingo

A única coisa que Kalambaka tem de especial é a estação de comboios que permite aos viajantes, que não têm outro modo de se deslocar, chegarem até aos famosos mosteiros ortodoxos empoleirados nos “meteoros”.
Kastraki a 2 ou 3 km de distância e base de exploração dos mosteiros tem uma atmosfera bem mais engraçada. Mas há poucos autocarros ao domingo e estava um calor de morte, assim resolvemos ficar no primeiro quarto que apareceu em Kalambaka logo à saída do apeadeiro.

De Kalambaka até ao mosteiro de Gran Meteora (o mais alto) são mais ou menos 10km de estrada em curva e contra curva a subir... por isso para quem está a pé –como nós- o melhor é apanhar um autocarro até lá. Mas não são muito frequentes. Tivemos sorte pois ao pedirmos informação a um guia turístico ele ofereceu-nos boleia no seu autocarro, uma excursão de velhinhos do Chipre.

14 de setembro de 2006

Calma e stress gregos

13-Ago-2006, Domingo

Relembrada a lição das reservas em bilhetes de comboios de longa distância, a primeira coisa que fizemos quando chegámos – depois de fechar a boca que se abriu assim que vimos a paisagem – foi reservar os bilhetes de regresso.
Mas tivemos que aturar o stress de uma senhora grega cheia de pressa que queria passar à nossa frente a todo o custo, e pior, à frente das nossas mochilas... que estavam às nossas costas. E também a aparente calma do único funcionário do apeadeiro de Kalambaka, o senhor do guichet que acumulava na sua pessoa as funções de guarda de estação, atendedor de telefones, sinaleiro para comboios de partida e finalmente... muito finalmente... vendedor de bilhetes.

13 de setembro de 2006

De volta aos carris

13-Ago-2006, Domingo

Amanhece cedo.
Acordámos com um pombo com ar “abutralhado” pousado na varanda a olhar para nós.
Deixamos o terraço e os outros que nele ainda dormiam e saímos como entrámos, pé-ante-pé.
De banho tomado deixamos, entusiasmadas, o Hostel Aphrodite em direcção à estação de comboios.
Comprámos bilhete de ida e volta para Kalambaka e o comboio era dali a uma hora.
Já tinha saudades de andar de comboio. Mas a ferrugem derivada do facto de não o fazer há algum tempo notou-se pois não reservámos os bilhetes... e então, depois de pessoas atrás de pessoas nos perguntarem o que estávamos a fazer no lugar delas, percebemos que nos tínhamos habilitado a fazer uma viagem de 5h de pé. O comboio ia super lotado.
Os rapazes ajudam-nos a colocar as mochilas no local das bagagens e as pessoas com lugar marcado convidam-nos a sentar sempre que se levantam para ir ao WC, fumar um cigarro ou para ir esticar as pernas. Toda a gente é simpática.

A viagem é agradável e passadas 5h a paisagem começa a alterar-se... as montanhas cada vez mais recortadas e com formas esquisitas...
... Chegamos a Meteora.

12 de setembro de 2006

Plano I

O Hostel e a varanda

12-Ago-2006, Sábado

Ora bem... 2h40 da manhã!
O rapaz da recepção – uma jóia – indicou-nos a varanda onde podíamos dormir no 4º piso e a sala para guardar a bagagem no piso -1.
Lavámos os dentes e pé-ante-pé, para não acordar os outros, instalámo-nos nos quadrados de tijoleira que nos estavam destinados.
Esta é a noite das Perseiades – a chuva de estrelas do meio de Agosto. As condições de observação não são das melhores por causa da Lua e das luzes da cidade... mas a Nucha jura que viu uma.
Eu já tinha tirado os óculos.

E under the moonspell se dormiu.

Welcome to Greece – part II

12-Ago-2006, Sábado

A rede de metro fecha às 24h, autocarros só de 40-40min. Decidimos ir de taxi.
Nem perguntámos o preço, nada, entrámos, “boa noite”... e ala. Era tarde, estávamos cansadas da dança dos aeroportos... só queríamos o nosso terraço.
O motorista foi muito simpático e procurou no seu GPS a melhor maneira de chegar ao hostel. Claro que a nossa dificuldade em pronunciar o nome da rua com o sotaque grego correcto foi um handicap mas que se pode fazer?
A viagem demorou algum tempo pois o aeroporto ainda é a uns 40km fora de Atenas... ele foi muito simpático e deu-nos dicas sobre o que ver e tal... mas nós só víamos o taxímetro a debitar 3cents ao segundo.
Quando chegámos ao hostel marcava 30 euros (tarifa 2 – nocturna) mas ele cobrou-nos +10 pela taxa de entrada no aeroporto e pelo transporte das malas.
Ficámos pasmas mas pagámos e calámos.

Mais tarde, viemos a descobrir que a taxa de entrada no aeroporto é 60cents e que costuma cobrar-se 40cents por cada mala...


... welcome do Greece.


Estamos felizes de estar aqui!

Welcome to Greece – part I

12-Ago-2006, Sábado

Está um calor de morte em Lisboa e nós preparamo-nos para partir em direcção a um destino igualmente quente.
A Grécia antiga, e a nova também, espera-nos e nós vamos, porque sim. Logo se vê o que o vento nos trás.
O aeroporto está caótico. Porque é Verão, porque é fim de semana, porque houve uma tentativa de atentado terrorista nos vôos de Londres para os Estados Unidos...
... mas mesmo assim as malas chegam e nós também, depois da escala de 3h em Frankfurt.

Atenas, 2h da manhã, 25ºC.
Telefonámos para o hotel a dizer que estávamos atrasadas mas que já estávamos na cidade, ao que ele respondeu que tinha acabado de cancelar a nossa reserva... e que não havia mais quartos disponíveis.


O QUÊ?!


Depois de eu ter dito que ia na mesma para lá, dormir no hall de entrada dele, ele decidiu desligar o telefone aos gritos depois de me dar um nº de telefone de um hostel que alugava o terraço aos viajantes incautos, o Hostel Aphrodite.