26 de setembro de 2006

PYRGOS

15-Ago-2006, terça-feira

Pyrgos, uma vilazinha na ilha de Santorini, é o nosso primeiro contacto com a típica vila cicládica de ruas e paredes brancas pontuadas por cúpulas azuis contra o céu e contra o mar.


Acho que as fotografámos de todos os ângulos possíveis.
Adorámos.
As buganvílias cor de rosa encostadas às ombreiras das portas dão um contraste colorido apetitoso.



É tudo perfeito e nós sentimo-nos fotógrafas profissionais pois aqui é impossível tirar más fotografias.

Os gatos dormem preguiçosos nas janelas, vêem-se galerias de arte aqui e ali... é tudo muito agradável e romântico.

25 de setembro de 2006

Areia Preta

15-Ago-2006, terça-feira

Para nos mexermos mais rapidamente na ilha resolvemos alugar uma moto4. É fácil, há imensos sítios de aluguer de motas/carros. Bicicletas estão fora de questão por causa do declive acentuado da ilha.
As principais praias de Santorini concentram-se no Sul da ilha numa zona chamada Perissa. É uma zona muito turística por isso são 7km de areia preta vulcânica apinhados de bares e sítios fashion para comer, lojas com roupa de praia e colares.




São 13h30. É impossível meter o pézinho descalço no areal de tão quente que está, por isso damos um mergulho rápido e vamos explorar outras paragens.

23 de setembro de 2006

Em casa...

15-Ago-2006, terça-feira

A maior parte do alojamento nas ilhas gregas aparece sob a forma de quartos em casa de famílias. Parques de campismo existem sempre, pelo menos um ou dois, mas na altura do Verão não são muito mais baratos que alugar um quarto, pousadas de juventude sempre cheias até à porta (ou varanda...) e hotéis incaracterísticos de 50 andares, praticamente inexistentes (ainda bem).
Assim, para quem chega a uma ilha grega sem tenda e sem nada marcado, o melhor é mesmo ir ao encontro ao magote de pessoas que invariavelmente esperam a chegada do barco, gritando e agitando freneticamente panfletos onde resumem as condições, fotos, preço e localização dos aposentos.
Foi o que fizemos.

Encontrámos uma senhora simpática que depois de arranjar mais 2 hóspedes nos deu boleia até à sua casa. O quarto ainda não estava pronto pelo que nos convidou a tomar um sumo de laranja na sua cozinha e a provar uma sobremesa típica grega, baklava, uma delicia folhada com sabor a canela.
Hoje é um feriado religioso muito celebrado na Grécia, por isso nas rádios ouvem-se cânticos e na televisão sacerdotes ortodoxos celebram missas.

Nós... só pensamos em repetir a baklava.

22 de setembro de 2006

Chegada a SANTORINI

15-Ago-2006, terça-feira


A chegada a Santorini (Thíra) de barco é perfeita. Ao entrarmos dentro do que eles chamam de Caldera parece que a ilha se fecha em nosso redor e nos abraça. A ilha vulcânica preta contrasta com as casas brancas empoleiradas nas escarpas.
De acordo com a História, consta que em 1600 AC houve uma grande erupção que fez com que o coração da ilha se afundasse, sendo que o “resto” em forma de “C” constitui agora a ilha de Santorini. Existem muitas lendas e algumas delas relacionam a erupção de Santorini com o desaparecimento do misterioso continente/arquipélago/ilha da Atlântida.
A verdade é que a história dramática e toda a envolvência que nos transmite a paisagem fazem desta a ilha mais romântica da Grécia.


Passada a estupefacção inicial, o que se passava é que o barco estava a atracar numa das ilhas mais turísticas da Grécia e uma vez que queríamos ficar pelo menos 2 noites tínhamos que arranjar rapidamente sítio para dormir e maneira de nos mexermos.

21 de setembro de 2006

EXPRESS APHRODITE

14-Ago-2006, segunda-feira
O barco que nos espera é o expresso das Cyclades, o Expresso Aphrodite. Parte de Piraeus às 22h30 e faz o percurso Paros – Naxos – Ios até chegar a Santorini às 9h00.
Espera-nos uma viagem e pêras.
Não tínhamos nada para fazer por isso entrámos no barco às 21h00. O nosso bilhete, classe DECK, a +barata, só dava acesso aos dois pisos superiores. Um com 2 ou 3 salas com sofás e bancos, outro no convés propriamente dito, ao ar, ao sal e à água do mar. Uma hora e meia antes da partida já praticamente não havia lugares para sentar no piso interior. Os melhores bancos estão ocupados com pessoas, os outros com bagagem de pessoas que foram dar uma volta ou que não apareceram simplesmente.
Passei-me.
Lá conseguimos encontrar 2 lugares para nós e para as mochilas entalados entre sacos de plástico e malas de outras pessoas.

A viagem começa. Noite escura. É incrível... há gente a dormir no chão molhado do convés lá em cima e cá em baixo pessoas esticadinhas a ocupar 3 lugares nos sofás.
Foi-me impossível dormir. Provavelmente não tinha assim tanto sono mas é horrível ter toda a gente à nossa volta a dormir e nós não.
Depois da paragem em Paros – por volta das 3h00 – consegui esticar-me mais ou menos pois vagou o lugar ao meu lado. Não dei pela paragem em Naxos... só acordei por volta das 8h00 quando atracámos em Ios.
Há imensos italianos e a algazarra é constante onde quer que eles estejam.

20 de setembro de 2006

Plano II

PIRAEUS

14-Ago-2006, segunda-feira

Este local é uma constante algarviada de gente a correr de um lado para o outro. Para o metro, para os barcos, para as agências de cada companhia de barcos anunciadas em placards de proporções gigantescas. Rapidamente nos apercebemos das principais companhias de ferryboats que servem as ilhas gregas: a Hellenic Seaways e a Blue Star... as dos placards maiores.
Uma passagem superior assegura a ligação ao terminal de embarque onde barcos enormes repousam preguiçosos.


Queríamos ver horários de barcos para saber para onde poderíamos partir nessa mesma noite.
A vantagem do sistema grego é que os bilhetes dos barcos têm um preço fixo independentemente da companhia. Isto poupa-nos a correria de agência em agência à procura do preço mais barato.
A desvantagem do sistema grego – pelo menos para nós que não sabíamos para onde queríamos ir – é que ainda é desorganizado ao ponto de não terem panfletos com os horários de todos os barcos... No máximo há horários disponíveis nas maiores companhias, na altura do Verão.
À nossa pergunta “Têm horários?” respondiam “Para onde querem ir?”... e era isso que ainda não sabíamos. Só que para quem ainda não sabe... é mesmo por aí que se deve começar :-) É que há tantas ilhas e tantos barcos que é quase impossível ter horários actualizados.
Por isso houve alguma resistência para nos entendermos ao início... mas rapidamente reparámos que estávamos a fazer a pergunta errada.

No nosso esboço de plano tínhamos Mykonos como a primeira ilha a visitar... mas após conversa com algumas pessoas Mykonos surgia agora como a ilha proibida de tão absurdamente cara que é no Verão... Paros, outra das Cyclades, estava fora de questão por causa do mega-festival religioso de 15-Agosto, com procissões e grande confusão em que nem para os gregos costumava haver alojamento, para além de que chegaríamos lá a meio da noite... por isso, após alguma inércia inicial lá nos decidimos pela incontornável... Santorini.

De volta a ΑΘΗΝΑ

14-Ago-2006, segunda-feira

Às 13h30 apanhamos o comboio de volta a Atenas. Trocamos no apeadeiro de cruzamento com a linha norte-sul, Paleopharsalos.
O comboio de Thessaloniki vinha apinhado.

À chegada resolvemos ir ver o que se passa no porto principal de Atenas, esse grande hub de ligação com as ilhas, o porto de Piraeus. Assim, saímos do comboio e metemo-nos no metro.
Está um calooooorrr.... O suor escorre pelas costas e pelas pernas abaixo... sinto que me vou desintegrar com o peso da mochila e ficar feita numa papa no meio do chão.

19 de setembro de 2006

Bandeiras

14-Ago-2006, segunda-feira


Antes de deixarmos Kalambaka visitámos a antiga igreja bizantina, cheia de bandeirinhas e mesmo no sopé das rochas.

É incrível a construção aqui.. que se faz mesmo mesmo até à raiz dos rochedos, o que impossibilita a vista para os mesmos excepto em pontos mais altos... como é o caso do adro da igrejinha bizantina.

De volta a Kalambaka

13-Ago-2006, Domingo

Já de noite, os 2 ou 3km de volta a Kalambaka fizeram-se bem... agradecemos a nós próprias a caminhada pois quando nos levantámos da mesa reparámos que tínhamos tido mais olhos que barriga ao jantar...

No caminho vamos passando por “meteoros” iluminados.