27 de setembro de 2006

GREEK SALAD

16-Ago-2006, quarta-feira

Quando estávamos a chegar a Santorini, no barco, um rapaz simpático – que respondeu “California” quando lhe perguntámos de que país era – perguntou se já tínhamos comido a típica salada grega, pois ele comia uma quase todos os dias.
“Não”, respondemos.
Mas hoje decidimos que isso ia mudar.
- tomate
- pepino
- queijo feta
- cebola
- azeitonas
- azeite + oregãos
Assim, num dos terraços fantásticos com vista para o mar deliciámo-nos ao som de uma selecção de música considerada do mundo, que incluiu Madredeus.
E porque será que me sabe melhor ouvir música portuguesa quando estou fora de Portugal?

26 de setembro de 2006

OIA

16-Ago-2006, quarta-feira

De manhã partimos para Oia, a vila mais pitoresca de Santorini... aquela que vem em todos os postais...
Pode-se dizer que Oia fica numa "esquina" de Santorini pois está empoleirada no extremo Norte da ilha e quem a visita sente-se como se viajasse na proa de um barco gigante, com o mar de ambos os lados.
Tal como Imerovígli, Oia é uma sítio dedicado ao bem estar, muito agradável e romântica. Apenas, tem mais movimento, mais lojas, mais turistas, mais línguas, mais cores... mais tudo.
É tudo mágico e perfeito aqui.





IMEROVÍGLI

15-Ago-2006, terça-feira
Com o sol já a inclinar, resolvemos deixar o resto da praia santorínica para o dia seguinte e dirigimo-nos até esta localidade, o protótipo de local de sonho grego. Quando pensamos em luxo e em ilhas gregas, pensamos em Imerovígli.



Casinhas brancas escarpa abaixo, com piscinas 100m acima do mar, pequenas varandas só com espaço para duas espreguiçadeiras, um guarda-sol e uma mesa para o refresco, e escadinhas que nos levam a estes recantos absolutamente de tirar o fôlego *puf puf*.
É tudo perfeito e difícil de acreditar, do clima que aqui é irrepreensível, à paisagem onírica.


O que eles apregoam como o melhor por do sol do mundo foi visto aqui. Ficou-se na varanda. As pessoas vão chegando e vão se amontoando para as fotos. O sol vai descendo e dourando as escarpas dramaticamente.



É impossível ficar impávido e sereno a este espectáculo... que é sem dúvida nenhuma, mágico.

Ventos de Santorini


Não sei... há aqui algo de esmagador.

PYRGOS

15-Ago-2006, terça-feira

Pyrgos, uma vilazinha na ilha de Santorini, é o nosso primeiro contacto com a típica vila cicládica de ruas e paredes brancas pontuadas por cúpulas azuis contra o céu e contra o mar.


Acho que as fotografámos de todos os ângulos possíveis.
Adorámos.
As buganvílias cor de rosa encostadas às ombreiras das portas dão um contraste colorido apetitoso.



É tudo perfeito e nós sentimo-nos fotógrafas profissionais pois aqui é impossível tirar más fotografias.

Os gatos dormem preguiçosos nas janelas, vêem-se galerias de arte aqui e ali... é tudo muito agradável e romântico.

25 de setembro de 2006

Areia Preta

15-Ago-2006, terça-feira

Para nos mexermos mais rapidamente na ilha resolvemos alugar uma moto4. É fácil, há imensos sítios de aluguer de motas/carros. Bicicletas estão fora de questão por causa do declive acentuado da ilha.
As principais praias de Santorini concentram-se no Sul da ilha numa zona chamada Perissa. É uma zona muito turística por isso são 7km de areia preta vulcânica apinhados de bares e sítios fashion para comer, lojas com roupa de praia e colares.




São 13h30. É impossível meter o pézinho descalço no areal de tão quente que está, por isso damos um mergulho rápido e vamos explorar outras paragens.

23 de setembro de 2006

Em casa...

15-Ago-2006, terça-feira

A maior parte do alojamento nas ilhas gregas aparece sob a forma de quartos em casa de famílias. Parques de campismo existem sempre, pelo menos um ou dois, mas na altura do Verão não são muito mais baratos que alugar um quarto, pousadas de juventude sempre cheias até à porta (ou varanda...) e hotéis incaracterísticos de 50 andares, praticamente inexistentes (ainda bem).
Assim, para quem chega a uma ilha grega sem tenda e sem nada marcado, o melhor é mesmo ir ao encontro ao magote de pessoas que invariavelmente esperam a chegada do barco, gritando e agitando freneticamente panfletos onde resumem as condições, fotos, preço e localização dos aposentos.
Foi o que fizemos.

Encontrámos uma senhora simpática que depois de arranjar mais 2 hóspedes nos deu boleia até à sua casa. O quarto ainda não estava pronto pelo que nos convidou a tomar um sumo de laranja na sua cozinha e a provar uma sobremesa típica grega, baklava, uma delicia folhada com sabor a canela.
Hoje é um feriado religioso muito celebrado na Grécia, por isso nas rádios ouvem-se cânticos e na televisão sacerdotes ortodoxos celebram missas.

Nós... só pensamos em repetir a baklava.

22 de setembro de 2006

Chegada a SANTORINI

15-Ago-2006, terça-feira


A chegada a Santorini (Thíra) de barco é perfeita. Ao entrarmos dentro do que eles chamam de Caldera parece que a ilha se fecha em nosso redor e nos abraça. A ilha vulcânica preta contrasta com as casas brancas empoleiradas nas escarpas.
De acordo com a História, consta que em 1600 AC houve uma grande erupção que fez com que o coração da ilha se afundasse, sendo que o “resto” em forma de “C” constitui agora a ilha de Santorini. Existem muitas lendas e algumas delas relacionam a erupção de Santorini com o desaparecimento do misterioso continente/arquipélago/ilha da Atlântida.
A verdade é que a história dramática e toda a envolvência que nos transmite a paisagem fazem desta a ilha mais romântica da Grécia.


Passada a estupefacção inicial, o que se passava é que o barco estava a atracar numa das ilhas mais turísticas da Grécia e uma vez que queríamos ficar pelo menos 2 noites tínhamos que arranjar rapidamente sítio para dormir e maneira de nos mexermos.

21 de setembro de 2006

EXPRESS APHRODITE

14-Ago-2006, segunda-feira
O barco que nos espera é o expresso das Cyclades, o Expresso Aphrodite. Parte de Piraeus às 22h30 e faz o percurso Paros – Naxos – Ios até chegar a Santorini às 9h00.
Espera-nos uma viagem e pêras.
Não tínhamos nada para fazer por isso entrámos no barco às 21h00. O nosso bilhete, classe DECK, a +barata, só dava acesso aos dois pisos superiores. Um com 2 ou 3 salas com sofás e bancos, outro no convés propriamente dito, ao ar, ao sal e à água do mar. Uma hora e meia antes da partida já praticamente não havia lugares para sentar no piso interior. Os melhores bancos estão ocupados com pessoas, os outros com bagagem de pessoas que foram dar uma volta ou que não apareceram simplesmente.
Passei-me.
Lá conseguimos encontrar 2 lugares para nós e para as mochilas entalados entre sacos de plástico e malas de outras pessoas.

A viagem começa. Noite escura. É incrível... há gente a dormir no chão molhado do convés lá em cima e cá em baixo pessoas esticadinhas a ocupar 3 lugares nos sofás.
Foi-me impossível dormir. Provavelmente não tinha assim tanto sono mas é horrível ter toda a gente à nossa volta a dormir e nós não.
Depois da paragem em Paros – por volta das 3h00 – consegui esticar-me mais ou menos pois vagou o lugar ao meu lado. Não dei pela paragem em Naxos... só acordei por volta das 8h00 quando atracámos em Ios.
Há imensos italianos e a algazarra é constante onde quer que eles estejam.