31 de outubro de 2006

ATENA, a padroeira

24-Ago-2006, quinta-feira



Atena é a deusa padroeira de Atenas.
Segundo a lenda houve uma disputa entre ela e Poseidon pela posse da cidade e consta que foram os atenienses que escolheram quem haveria de ser o seu patrono. Poseidon com um golpe do seu tridente fez tremer a terra e brotar água do solo. Atena respondeu e da sua vontade nasceu uma oliveira no local onde é hoje o templo com as colunas em forma de mulher, o Eractheion ou o lugar das virgens, na Acrópole.
A escolha dos atenienses recaiu sobre a oliveira de Atena que simboliza hoje o que durante muitos séculos foi a locomotiva da economia da cidade e assim, a deusa tornou-se a senhora de Atenas para desilusão do poderoso Poseidon...
E a oliveira... ao que parece continua no local onde Atena a colocou...


AKADEMIA

24-Ago-2006, quinta-feira

A caminho do Museu Nacional Arqueológico, passámos pela Akademia onde Sócrates e Platão deram aulas.
É um edifício muito bonito, à guarda dos deuses Atena e Apolo, pintado com cores vivas que nos podem dar alguma ideia de como estavam decorados os edifícios antigamente.

O MERCADO

24-Ago-2006, quinta-feira
Depois de um dia longo como o de ontem hoje levantámos tarde e começámos a descer a rua ATHINA e a sua paralela e pedonal AIOULO (Eolo) a partir da Platia Omonia.
Uma vez que somos daquelas maluquinhas obcecadas por mercados tradicionais com bancas de fruta, carne e peixe, especiarias e flores... fomos explorar o Central Market de Atenas.



Vamos passando e vão-nos chamando a atenção: dão-nos a experimentar frutos secos, querem que se veja como o peixe é fresco, até regateámos por uns fustes de canela.
Na loja de especiarias de uns simpáticos pai+filha comprei basílico. Mais abaixo, na zona de imigrantes, um saco enorme de caril na loja dos rapazes vindos do Bangladesh. Aqui as especiarias aqui estão arrumadas em sacos transparentes e metidas nas prateleiras, organizadas por, sei lá... cores?
Só me apetece trazer um pouco de tudo e ir para casa cozinhar experimentar...


Sandálias

23-Ago-2006, quarta-feira


As sandálias aqui são um fenómeno.
Acho que se pode dizer que é rara a pessoa que sai da Grécia sem ter umas sandálias de tiras como os gregos de antigamente. Umas mais perto do antigamente que outras.
Desenvolvemos até uma teoria através da qual conseguíamos calcular há quanto tempo uma pessoa já estava na Grécia baseada precisamente no que trazia calçado...

... mas a verdade é que não chegámos a nenhuma conclusão digna de nota...

30 de outubro de 2006

PLAKA

23-Ago-2006, quarta-feira

De tarde rumámos ao bairro mais pitoresco de Atenas: PLAKA (o ex-bairro turco da altura do cerco à Acrópole) e à Rua Adrianou, a rua circular que em conjunto com a Rua Dionisio fecham um anel pedonal à volta da Acrópole.
Visitaram-se incontáveis lojas de souvenirs porta sim, porta sim, que ao final da tarde já me davam dor de cabeça... Queríamos comprar um “Dorius Hyppos”... um cavalo de Tróia.

Mas se nos afastarmos um pouco da apinhada Rua Adrianou em direcção à rocha da Acrópole, encontramos a colorida e amena Plaka... são os verdes das trepadeiras, as luzinhas vermelhas e azuis penduradas nas janelas, bandeirinhas e balões a fazer lembrar os santos populares... há sempre uma escadinha para nos levar aos patamares mais deliciosos que escondem uma esplanada fresca, ou uma taverna típica.


Nesta parte de Atenas notam-se as influências a que a cidade esteve sujeita ao longo dos séculos, a cada esquina. Atenas é Atenas... mas também é Roma e Bizâncio.

27 de outubro de 2006

Marathon

23-Ago-2006, quarta-feira



Visitámos ainda o Panathinaic Stadium onde termina anualmente a maratona de Atenas.
É uma construção reabilitada e muito bonita e aqui dei-me conta de um facto interessantíssimo sobre o significado real do nome da prova. Ao que parece é algo que faz parte da cultura geral de uma pessoa normal... mas eu... que ainda não sabia fiquei encantada por descobri-lo.

E essa grande descoberta foi perceber que há muitos séculos atrás, aquando de uma importante batalha entre Gregos e Turcos numa cidade próxima de Atenas, foi enviado um mensageiro com a notícia da vitória aos atenienses o mais depressa possível... a correr, portanto.
Esta cidade chama-se Marathon e fica exactamente a 42km de Atenas.

Fiquei fascinada.
Consta é que o mensageiro que correu a 1ª maratona de sempre caiu morto após entregar a mensagem.

E quase mortas estávamos também nós que agora tínhamos que nos arrastar novamente até ao centro da cidade oprimidas por uma temperatura estupidamente elevada.

26 de outubro de 2006

ZEUS Olímpico

23-Ago-2006, quarta-feira

O colossal templo de Zeus Olímpico foi visitado debaixo de um Sol absolutamente tórrido. Não me canso de dizer isto mas apesar das nuvens estava realmente um calor insuportável... péssimo para andar a pé... péssimo para fazer turismo de cidade... Sentimos que o tempo é muito mal aproveitado... Atenas é grande e nós não conseguíamos percorrê-la por causa do calor... Parávamos em todas as sombras e em quase todos os quiosques para comprar água e bebê-la de um trago... antes que entrasse em ebulição :-)


O templo de Zeus Olímpico era o maior templo grego da altura com as suas 104 colunas com 1.70m de diâmetro, das quais restam agora 15 + 1 caída no chão...


Colossal.

25 de outubro de 2006

Souvlaki

22-Ago-2006, terça-feira


Para o almoço rumámos à rua Mitropoleos para almoçar um Souvlaki de porco, a grande especialidade da muitíssimo recomendada taverna Thanassis.


Os souvlakis são espetadas feitas com bocados de carne grelhada, enormes deliciosos e suculentos, que nós acompanhámos com uma salada grega... tudo bem regado com o ouro líquido dos gregos sem o qual eles não conseguem conceber a culinária e a vida... azeite.


Foi de lamber os beiços.

AGORA, fugir da Acrópole...

22-Ago-2006, terça-feira

A fuga da escaldante e super populada Acrópole, levou-nos até ao Agora, que em comparação tem uns surroundings muito mais frescos e verdes que o ex-libris da cidade.
O Agora era um espaço de comércio e actividade socio-política mas hoje o seu highlight é o super bem conservado Templo de Hephaestion.

Foi aqui que aconteceu o julgamento que condenou à morte o grande vulto da filosofia, Sócrates.

21 de outubro de 2006

A ACRÓPOLE

22-Ago-2006, terça-feira

Começámos a subir a rocha da Acrópole pelo lado Sul. O bilhete é 12€ e dá acesso a quase todos os monumentos arqueológicos espalhados pela cidade.

Está tudo apinhado de gente! Pessoas amontoadas acotovelam-se para obter o melhor ângulo de fotografia e ouvem-se resmunguices quando alguém passa à frente das câmaras. Foi assim nos degraus da Propilaya.
Entramos... está um Sol escaldante às 10h30.
O Parthenon continua imponente, apesar de ter sido parcialmente destruído na altura do bombardeamento dos canhões venezianos contra os Turcos, que ali estavam estabelecidos e o utilizavam como armazém de pólvora.
Gostei muito do Eractheion e das suas colunas em forma de mulher, as carátides.



Há muitas pedras no chão que dão a impressão de estarmos num lugar permanentemente desarrumado. Mas são pedras muito importantes e é estritamente proibido levar nem que seja um grão de areia do território da acrópole. Há vigilantes que estão lá só para controlar o tráfico e o contacto dos visitantes com os mármores da Grécia antiga.


A vista é ampla mas Atenas parece uma favela que cresceu desmesuradamente encosta acima e encosta abaixo.

Porém agradam-nos os telhados que avistamos do bairro de Plaka, a zona mais antiga, perto da Acrópole. Estamos inquietas para percorrer aquelas ruas.


Ouve-se falar português a cada esquina. Está um calor infernal. Temos saudades do mar. Bebemos um granizado de morango e fugimos.