7 de novembro de 2006

O Museu Arqueológico Nacional

24-Ago-2006, quinta-feira

De tarde decidimos entrar no Museu Arqueológico Nacional onde vemos grande colecção de estatuária em bronze e mármore, quer do período cicládico, micénico ou clássico. Adorei.

A arte cicládica é a minha preferida... São esculturas de 2800-2300 AC ... com quase 5000 anos (!!!) Agrada-me a simplicidade e perfeição daquelas estatuetas de braço cruzado ali olhar para o céu.... sem olhos nem boca... só nariz.


Vimos os Kouros encontrados também na ilha de Naxos, estudos das proporções perfeitas do corpo do homem, bem mais antigos que o “David” de Miguelângelo....


Vimos a estátua de corpo inteiro de um Poseidon em bronze e o fantástico pequeno jockey a cavalo que data de 140 AC.



Para além destes, também a máscara fúnebre de Agamemnon – o Rei micénico que liderou a guerra contra Tróia – e a estátua de Afrodite de sandália erguida contra os avanços de Pan, são outros dos ex-libris de um dos museus mais famosos de Atenas.


2 de novembro de 2006

os DEUSES do Olimpo

O Início 
Os Titãs eram doze dos filhos dos primitivos senhores do universo, Ge, a terra e Urano, o céu. Urano queria destruir os seus filhos com medo que se tornassem mais poderosos que ele, mas Ge instigou-os à revolta. Cronos, o mais jovem, assumiu a liderança na luta contra Urano e usando uma foice oferecida por Ge, castrou o seu pai.

O sangue de Urano, ao cair na terra, gerou os gigantes e da espuma que se formou no mar, nasceu Afrodite. Cronos tornou-se rei mas foi advertido de que tal como tinha acontecido com seu pai, também ele seria destronado por um dos seus filhos. Deméter, Hera, Hades, Héstia e Poseidon foram devorados por Cronos assim que nasceram, mas quando Zeus nasceu, Réia, a mãe, deu uma pedra a Cronos que ele engoliu no lugar filho.
Entretanto Zeus cresceu em segurança numa caverna na ilha de Creta e ao atingir a idade adulta, enfrentou o seu pai de acordo com a profecia.

A primeira aliada de Zeus foi a titã Métis, deusa da prudência. Métis enganou Cronos, fazendo-o beber uma poção que o fez vomitar Deméter, Hera, Hades, Héstia e Poseidon, os filhos engolidos.

Armado com relâmpagos (oferta dos ciclopes) Zeus e os seus irmãos enfrentaram Cronos e os outros titãs. Do lado dos titãs, as operações foram conduzidas por Atlas.

Com a vitória, Zeus tornou-se rei absoluto dos Deuses e passou a governar o universo no Monte Olimpo, uma montanha mística que se estendia para além da terra. A Poseidon entregou o domínio sobre as águas e a Hades o reino do submundo. 
Atlas, por sua vez, foi condenado a carregar o peso do mundo nas costas para sempre.

Zeus (Júpiter) 



Zeus é o senhor do Olimpo, depois de ter destronado Cronos, o seu pai.
Representa a ordem e a vitória da humanidade sobre as forças selvagens da natureza. É ele que distribui o bem e o mal e governa toda a humanidade. O seu símbolo é o trovão e a águia.
Casou com Métis e Hera mas também é conhecido pelos seus múltiplos romances com outras deusas e mortais e pela arte de se bem disfarçar nessas alturas. Transformou-se num cisne para se aproximar de Leda, de quem nasceram Castor e Polux; da sua relação com a ninfa Leto nasceram os gémeos Apollo e Artemísia, e da mortal Alcmena o seu preferido, Hércules.

Hera (Juno) 



É a deusa protectora das mulheres casadas, dos nascimentos e dos lares. É irmã e esposa de Zeus, e mãe dos seus únicos filhos legítimos, os deuses Hefesto e Ares.
Também é conhecida pelos seus ciúmes dada a tendência para as relações extra-conjugais do seu esposo, e fez tudo para dificultar a vida a alguns, nomeadamente a Hércules.

Poseidon (Neptuno)



Poseidon é o poderoso irmão de Zeus e Hades a quem foi concedido o domínio sobre o reino dos mares. Utiliza um tridente para fazer tremer a terra e foi ele quem ofereceu os cavalos ao homem. É conhecido pela sua inconstância, pois tal como o mar podia mudar rapidamente de humor e mostrar-se ora calmo ora enraivecido.

Hades (Plutão)


Hades divide com os irmãos, Zeus e Poseidon, o domínio do Universo. Enquanto o primeiro detém os Céus e o segundo os Mares, Hades é o senhor do submundo, onde vivem os mortos. Era um deus muito temido e traiçoeiro. Aparece muitas vezes escoltado por um cão de 3 cabeças que guarda a passagem para o reino dos mortos de onde nenhum mortal conseguia voltar uma vez que tivesse entrado, excepto Hércules.

Deméter (Ceres) 


Primeira filha de Cronos e Réia, Deméter é a mãe Natureza e a deusa das colheitas. É a responsável pela mudança das estações. Teve uma linda filha que Hades decidiu raptar e levar para seu reino, Perséfone. Após o rapto de Perséfone, Deméter saiu à sua procura durante 9 dias e 9 noites, mas ninguém sabia onde estava a sua filha. 


Helios, o deus que vê tudo, contou-lhe o sucedido. Zeus ficou indiferente, pelo que Deméter saiu do Monte Olimpo, passou a viver na terra e decidiu que toda a natureza ficaria de luto pela perda da filha. Todas as plantas começaram a morrer e as pessoas começaram a morrer de fome. Zeus ficou preocupado e depois de tentar demover Deméter sem resultados enviou Hermes para conversar com Hades. Hades concordou em libertar Perséfone, mas deu-lhe uma semente de romã, que garantiu que ela voltaria para ele todos os anos. Assim, durante os 8 meses que Perséfone passava no Olimpo com a sua mãe as flores brotavam e toda a terra era coberta de verde, mas nos 4 meses que Perséfone passava no submundo, a sua mãe entrava de luto e com ela toda a Natureza. Todos os anos este ciclo se repete.

Atena (Minerva)


Atena é a deusa da inteligência e sabedoria, da indústria, dos ofícios e da guerra organizada. É filha de Zeus que decidiu engolir a sua primeira esposa Métis quando ela estava grávida de Atena, para que a criança não se tornasse mais poderosa que ele. Durante uma batalha
Zeus foi atingido por um raio na cabeça a deusa Atena sai de dentro da sua cabeça, adulta e armada, pronta para a guerra. É a padroeira de Atenas e a quem o Partenon foi dedicado. Na Odisseia, de Homero, é a protectora de Ulisses.

Apolo



Apolo é o deus da luz do Sol, da música, da poesia e da profecia, e ainda o protector das musas. É irmão gémeo de Artemísia, filho de Zeus e Leto. Representa o ideal grego de beleza masculina. Fundou o oráculo de Delfos, que dava conselhos aos gregos através das Pítias, sacerdotizas de Apolo. Também era adorado em Delos, onde nasceu.

Artemísia (Diana) 


Artemísia é a deusa da castidade, dos animais selvagens e da caça, da luz da Lua e das donzelas eternamente jovens. É irmã gémea de Apolo, era adorada em centros de culto um pouco por todo o mundo grego, sendo um dos maiores, o templo de Diana em Éfeso, uma das Sete Maravilhas do Mundo.
Na Ilíada de Homero, desempenhou importante papel na Guerra de Tróia, ao lado dos troianos.

Hefesto (Vulcano)


Hefesto é o deus do fogo e dos metais, filho de Zeus e Hera. Construiu inúmeros palácios de bronze e foi o autor da armadura de Aquiles. Segundo a mitologia, Hefesto era muito feio pelo que a sua mãe o lançou do alto do monte Olimpo. Foi recolhido por Tétis (mãe de Aquiles) e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Segundo a lenda, as suas forjas estão no Monte Etna.
Para compensá-lo, por ser tão feio, Zeus ofereceu-lhe Afrodite como esposa.

Afrodite (Vénus)


É a deusa do amor e da beleza. Nasceu da espuma do mar. Era casada com Hefesto, o deus do fogo mas era-lhe infiel. É a mãe de Hermafrodito (com Hermes) e de Eros o deus do amor (com Ares). Foi a deusa escolhida por Páris (em detrimento de Atena e Hera) pois prometeu-lhe uma mulher que o amasse eternamente. Mais tarde Páris conheceu Helena e amor entre eles desencadeou a Guerra de Tróia.

Ares (Marte)


É o Deus da Guerra. Pai de Rómulo e Remo, que fundaram a cidade de Roma. Era mais adorado entre os romanos do que os gregos. Preocupava-se com a guerra e a batalha e era bastante agressivo. Segundo a lenda, Ares não era favorecido pelos seus pais, Zeus e Hera, mas era protegido por Hades, pois povoava o inferno com as guerras que provocava. Era amante de Afrodite com a qual foi surpreendido em adultério. 

Dionísio (Baco)


Era o deus do vinho, da fertilidade, da festa e da vida de depravação. É filho de Zeus e de uma mortal, pelo que foi alvo do ciúme de Hera, que matou a sua mãe e transformou o seu espírito. Assim, Dionísio vagueava pela terra, rodeado de sátiros.


Hermes (Mercúrio)


Filho de Zeus, tinha a função de mensageiro dos deuses. Usava sandálias com asas, um chapéu de abas largas, e segurava uma vara (caduceu) onde se enrolavam duas serpentes. Hermes era o protector dos ladrões, viajantes e mercadores.

31 de outubro de 2006

ATENA, a padroeira

24-Ago-2006, quinta-feira



Atena é a deusa padroeira de Atenas.
Segundo a lenda houve uma disputa entre ela e Poseidon pela posse da cidade e consta que foram os atenienses que escolheram quem haveria de ser o seu patrono. Poseidon com um golpe do seu tridente fez tremer a terra e brotar água do solo. Atena respondeu e da sua vontade nasceu uma oliveira no local onde é hoje o templo com as colunas em forma de mulher, o Eractheion ou o lugar das virgens, na Acrópole.
A escolha dos atenienses recaiu sobre a oliveira de Atena que simboliza hoje o que durante muitos séculos foi a locomotiva da economia da cidade e assim, a deusa tornou-se a senhora de Atenas para desilusão do poderoso Poseidon...
E a oliveira... ao que parece continua no local onde Atena a colocou...


AKADEMIA

24-Ago-2006, quinta-feira

A caminho do Museu Nacional Arqueológico, passámos pela Akademia onde Sócrates e Platão deram aulas.
É um edifício muito bonito, à guarda dos deuses Atena e Apolo, pintado com cores vivas que nos podem dar alguma ideia de como estavam decorados os edifícios antigamente.

O MERCADO

24-Ago-2006, quinta-feira
Depois de um dia longo como o de ontem hoje levantámos tarde e começámos a descer a rua ATHINA e a sua paralela e pedonal AIOULO (Eolo) a partir da Platia Omonia.
Uma vez que somos daquelas maluquinhas obcecadas por mercados tradicionais com bancas de fruta, carne e peixe, especiarias e flores... fomos explorar o Central Market de Atenas.



Vamos passando e vão-nos chamando a atenção: dão-nos a experimentar frutos secos, querem que se veja como o peixe é fresco, até regateámos por uns fustes de canela.
Na loja de especiarias de uns simpáticos pai+filha comprei basílico. Mais abaixo, na zona de imigrantes, um saco enorme de caril na loja dos rapazes vindos do Bangladesh. Aqui as especiarias aqui estão arrumadas em sacos transparentes e metidas nas prateleiras, organizadas por, sei lá... cores?
Só me apetece trazer um pouco de tudo e ir para casa cozinhar experimentar...


Sandálias

23-Ago-2006, quarta-feira


As sandálias aqui são um fenómeno.
Acho que se pode dizer que é rara a pessoa que sai da Grécia sem ter umas sandálias de tiras como os gregos de antigamente. Umas mais perto do antigamente que outras.
Desenvolvemos até uma teoria através da qual conseguíamos calcular há quanto tempo uma pessoa já estava na Grécia baseada precisamente no que trazia calçado...

... mas a verdade é que não chegámos a nenhuma conclusão digna de nota...

30 de outubro de 2006

PLAKA

23-Ago-2006, quarta-feira

De tarde rumámos ao bairro mais pitoresco de Atenas: PLAKA (o ex-bairro turco da altura do cerco à Acrópole) e à Rua Adrianou, a rua circular que em conjunto com a Rua Dionisio fecham um anel pedonal à volta da Acrópole.
Visitaram-se incontáveis lojas de souvenirs porta sim, porta sim, que ao final da tarde já me davam dor de cabeça... Queríamos comprar um “Dorius Hyppos”... um cavalo de Tróia.

Mas se nos afastarmos um pouco da apinhada Rua Adrianou em direcção à rocha da Acrópole, encontramos a colorida e amena Plaka... são os verdes das trepadeiras, as luzinhas vermelhas e azuis penduradas nas janelas, bandeirinhas e balões a fazer lembrar os santos populares... há sempre uma escadinha para nos levar aos patamares mais deliciosos que escondem uma esplanada fresca, ou uma taverna típica.


Nesta parte de Atenas notam-se as influências a que a cidade esteve sujeita ao longo dos séculos, a cada esquina. Atenas é Atenas... mas também é Roma e Bizâncio.

27 de outubro de 2006

Marathon

23-Ago-2006, quarta-feira



Visitámos ainda o Panathinaic Stadium onde termina anualmente a maratona de Atenas.
É uma construção reabilitada e muito bonita e aqui dei-me conta de um facto interessantíssimo sobre o significado real do nome da prova. Ao que parece é algo que faz parte da cultura geral de uma pessoa normal... mas eu... que ainda não sabia fiquei encantada por descobri-lo.

E essa grande descoberta foi perceber que há muitos séculos atrás, aquando de uma importante batalha entre Gregos e Turcos numa cidade próxima de Atenas, foi enviado um mensageiro com a notícia da vitória aos atenienses o mais depressa possível... a correr, portanto.
Esta cidade chama-se Marathon e fica exactamente a 42km de Atenas.

Fiquei fascinada.
Consta é que o mensageiro que correu a 1ª maratona de sempre caiu morto após entregar a mensagem.

E quase mortas estávamos também nós que agora tínhamos que nos arrastar novamente até ao centro da cidade oprimidas por uma temperatura estupidamente elevada.

26 de outubro de 2006

ZEUS Olímpico

23-Ago-2006, quarta-feira

O colossal templo de Zeus Olímpico foi visitado debaixo de um Sol absolutamente tórrido. Não me canso de dizer isto mas apesar das nuvens estava realmente um calor insuportável... péssimo para andar a pé... péssimo para fazer turismo de cidade... Sentimos que o tempo é muito mal aproveitado... Atenas é grande e nós não conseguíamos percorrê-la por causa do calor... Parávamos em todas as sombras e em quase todos os quiosques para comprar água e bebê-la de um trago... antes que entrasse em ebulição :-)


O templo de Zeus Olímpico era o maior templo grego da altura com as suas 104 colunas com 1.70m de diâmetro, das quais restam agora 15 + 1 caída no chão...


Colossal.

25 de outubro de 2006

Souvlaki

22-Ago-2006, terça-feira


Para o almoço rumámos à rua Mitropoleos para almoçar um Souvlaki de porco, a grande especialidade da muitíssimo recomendada taverna Thanassis.


Os souvlakis são espetadas feitas com bocados de carne grelhada, enormes deliciosos e suculentos, que nós acompanhámos com uma salada grega... tudo bem regado com o ouro líquido dos gregos sem o qual eles não conseguem conceber a culinária e a vida... azeite.


Foi de lamber os beiços.