6 de janeiro de 2008

ventos do Brasil #1


Uma visão recorrente na parte baixa da cidade de Salvador da Bahia, são senhoras a vender refrescos em caixas de esferovite cheias de gelo. E "orelhões".
Não me lembro de ver outro tipo de caixas isotérmicas...

4 de janeiro de 2008

Cidade Alta - PELOURINHO

O orçamento não chega para quartos com ar condicionado por isso dormimos de janela aberta. Na manhã seguinte acordo com alguém a varrer da rua, 2 andares abaixo, o lixo deixado pela animação da noite anterior. Estamos mesmo no meio do bairro do Pelourinho – o mais antigo e agitado de Salvador e está na hora de começar a conhecer os cantos à casa, o Terreiro de Jesus, a Praça da Sé.

A Praça do Pelourinho é a zona onde se realizava um antigo mercado de escravos trazidos pelos Portugueses da Guiné e Angola. Não foi um facto histórico que me fizesse orgulhar mas a Praça é especial. É uma Praça peculiar por causa do declive acentuado e desconcertante. A cabeça no ar a olhar para tudo faz como que os pés tropecem nas pedras irregulares da calçada uma e outra vez.


A Igreja de Nossa Senhora dos Pretos pintada de azul e branco guarda a praça de esguelha. Ao longe outros campanários pontuam o horizonte.
Nota-se a degradação dos edifícios mas isso dá charme a Salvador.

Numa esplanada inclinada bebe-se um chopp geladinho ao final da tarde. Alguém me tenta vender colares. E eu aproveito.

3 de janeiro de 2008

Sentidos Baianos

Na Cidade Alta procuramos uma pousada barata e saímos para jantar uma moqueca de camarão.

Há sempre música na rua a toda a hora. Estamos em Dezembro mas já começaram os ensaios gerais do Carnaval. Ouvem-se sons brasileiros, batucada da tambor, berimbau, há muitos artistas que tocam na rua.
Vendem-se colares, frutos secos e quadros coloridos. Há gente que se oferece para nos guiar como em todo o lado. Cheira a fruta.

É quase Natal por isso as iluminações estão presentes mas a nós parecem estranhas. É quase Natal e estão 30ºC.

2 de janeiro de 2008

Chegando...

A chegada ao Brasil no mês de Dezembro percebe-se antes do avião aterrar: é que as pessoas mudam de roupa no avião. Trocam-se os cachecóis, as camisolas de gola alta e os sapatos fechados por vestidinhos de alças e sandálias.
Nós não trocamos de roupa, trocamos só o início do Inverno pelo início do Verão.

No aeroporto convertem-se euros em reais e “pega-se o ônibus” para a Praça da Sé, no centro da cidade. Mas antes disso alguém me diz para guardar as pulseiras douradas que trago no braço... não vá o diabo tecê-las.
A viagem é longa, está um trânsito infernal porque é 6ª feira – e isso é igual em qualquer país seja no hemisfério Norte ou Sul – e quando chegamos já é de noite.
Anoitece cedo, por volta das 17h30, mesmo sendo Verão. Reparamos que um pôr do sol às 20h nesta estação é um luxo a que só se podem dar povos de outras latitudes.

Salvador parece-nos pobre com uma favela gorda em vias de engolir a cidade, mas nada nos prepara para a vista da praia com palmeiras e rochas mar adentro debaixo de um céu cor de rosa.

28 de novembro de 2007

De partida...


Estou de partida...

O plano é ir sem planos. Há um sítio de chegada, um sítio de partida, e pelo meio 1500 km de Brasil para explorar, de mochila às costas e xinelo no pé, em autocarros velhos e estradas de pó, camdomblé e capoeira, Iemanjá e Orixás, caipirinhas e leite de côco, mar azul, chuva tropical, “belas praias e cachoeiras”.

É tempo de pôr o pé na estrada...

22 de novembro de 2007

Vanessa



Se você quiser eu vou te dar um amor
Desses de cinema
Não vai te faltar carinho,
Plano ou assunto ao longo do dia

Se você quiser eu largo tudo
E vou pro mundo com você, meu bem
Nessa nossa estrada
Só terá belas praias e cachoeiras

Aonde o vento é brisa
Onde não haja quem possa
Com a nossa felicidade
Vamos brindar a vida meu bem
Aonde o vento é brisa
E o céu claro de estrelas
O que a gente precisa
É tomar um banho de chuva,
um banho de chuva.
Vanessa da Mata

13 de novembro de 2007

Mágico Alcazar








Eu tenho personal issues com as capas dos Rough Guides... e o Alcazar de Segóvia é a capa do Rough Guide de Espanha. Era também, para mim, "o" destino deste fim de semana por terras espanholas. Estava inquieta para pôr os olhos neste castelo encantado e queria - à força - fotografá-lo contra o céu azul.

Mas as capas dos Rough Guides têm poderes ocultos quando se trata de fazer as minhas vontades... aparecem e desaparecem quando lhes apraz e céu azul, nem vê-lo. Foi o único local do fim de semana que conseguiu escapar ao céu azul.

Decidi - portanto - boicotar o azul. E pintar o alcazar de outras cores... sempre mágico.

9 de novembro de 2007

Padrões de Segóvia













Uma das coisas que mais gostei de ver em Segóvia foram os padrões que decoram virtualmente todas as fachadas dos edifícios.
Aparentemente vem de uma tradição antiga... um modo que arranjaram de embelezar o reboco, o único material disponível para os revestimentos exteriores.