Tinhamos combinado ir assistir a uma sessão de candomblé, hoje em honra dos Orixás Oxalá e Iemanjá.

Disseram-nos pra vestir roupa clara, preto nunca. Assim o fizemos. Quando entramos 2 senhores vestidos de fato saudam-nos e indicam-nos onde sentar. Homens à direita, mulheres à esquerda.
A sessão já tinha começado mas não se incomodaram com a nossa chegada... não é uma celebração para turistas.

Numa roda mulheres dançam e homens ao lado tocam instrumentos. Todos cantam e todos vestem de branco - é a côr de Oxalá - e as vestes das mulheres parecem vestidos e panos sobrepostos ao acaso. Usam turbantes também.
Os ritmos e a percussão africana são tais que vão induzindo transes aos participantes um após o outro. O corpo estremece-lhes, os olhos reviram-se. Ás vezes rebolam no chão e gritam. São apoiados por colegas que lhes tiram o turbante e indicam o caminho. Mesmo em transe continuam a dançar de olhos fechados.
Há um intervalo no ritual durante o qual servem à assistência um mingau de mandioca quente e guaraná fresco. Certificamo-os que as outras pessoas também comem antes de o fazermos, pois fomos alertados para a presença de comida nestas celebrações que nem sempre é para comer mas para utilizar nas oferendas.
Há também uma espécie de comunhão em que a "mãe de santo" serve à comunidade praticante arroz cozido numa colher.

No geral são celebrações muito longas e esta durou 3 horas. É sempre interessante e gratificante ter a oportunidade de conhecer coisas novas e desconhecidas... Mas pessoalmente foi um grande esforço para me manter acordada... Não sei se não terei entrado também num transe sonolento lá pelo meio...














