8 de maio de 2008

Terraços


Tomamos o pequeno almoço no piso 6.
Aqui todos os sítios com terraços são valorizados. A vista de Istambul à beira do Bósforo é "priceless" apesar de cinzenta. Hotéis e restaurantes apregoam os seus terraços às pessoas que passam. Esta foi a nossa vista.

5 de maio de 2008

Glimpse de Constantinopla


Nada nos prepara para o olhar sobre a fronteira entre o Ocidente e o Oriente e para a chegada à cidade centro do Mundo.
Bizâncio, Constantinopla, Istambul. Qualquer que seja o nome é uma cidade grandiosa.

21 de fevereiro de 2008

INTO THE WILD


Comes the morning
When I can feel
That there's nothing left to be concealed

Moving on a scene surreal
No, my heart will never, will never be far from here
Sure as I am breathing
Sure as I'm sad
I'll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
And there's a reason I'll be, a reason I'll be back

As I walk the hemisphere
I got my wish to up and disappear
I've been wounded, I've been healed
Now for landing I've been, for landing I've been cleared

Sure as I am breathing
Sure as I'm sad
I'll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
This love has got no ceiling

Eddie Vedder - No Ceiling

OUT OF GAS

Em Genipabu combinamos um passeio de buggy com o Renato para mais tarde. É a despedida... Depois de alguns mergulhos, passeios a cavalo na praia (que por muito romântico e poético que possa parecer, se revelou bem mais doloroso do que eu imaginava!!), faltas de gasolina na “cinquentinha” a meio do caminho da praia seguinte, ser transportada numa pick up por 2 simpáticos desconhecidos até à borracharia mais próxima, cravar 1L de gasolina ao fantástico Jacaré (um bugueiro filho de portugueses), decidimos ficar o resto da tarde numa esplanada a comer marisco, ensopado de “sururu”, tapioca de caranguejo, espetinhos de queijo com oregãos, e muitas capirinhas. :-)
 



Mais tarde lá nos rendemos aos encantos das dunas brancas tipo farinha e embarcamos numa aventura resvalante com o Renato. Quando entramos no seu buggy branco de ronco ensurdecedor, ele sorri e faz a pergunta da praxe.
É a despedida do Brasil...
“COM MUITA EMOÇÃO!!” respondemos.

RIDE&DIVE – Diários de Motocicleta part II

Acordamos cedo e saímos para o RIDE&DIVE part II, desta vez pelo litoral Norte de Natal, em direcção às dunas de Genipabu.
A nossa scooter – uma “cinquentinha” 50cc – não passava dos 60Km/h, a subir 30Km/h, mas lá arranjamos maneira de atravessar a ponte e chegar ao destino.






Paramos na Praia da Redinha, onde começam as primeiras dunas. A paisagem é dramaticamente diferente do que estávamos habituados mais a Sul. As dunas descem até ao mar. Nota-se mais pobreza e algumas casas abandonadas. Quanto mais para Norte mais desértica é a paisagem que atinge o seu cume no estado seguinte, o Ceará.



Entretanto, por nós passam dezenas e dezenas de buggys“o” transporte por excelência nas praias do Nordeste – carregados de turistas a caminho das dunas.
Há 850 “bugueiros” em Natal, 150 dos quais só em Genipabu. É uma profissão como as outras esta de andar a cavalgar por essas dunas adiante, num carrinho aparentemente frágil mas de rugido aterrador. Sendo uma das atracções turísticas do Nordeste do Brasil, o turista é sempre saudado com um sorriso largo e uma pergunta:

- “Com emoção?”

18 de fevereiro de 2008

praia em NATAL


Em Natal – a capital do Rio Grande do Norte - decidimos ficar no bairro de Ponta Negra que vinha no guia como uma das zonas mais hip’s da zona.

A vista do Morro Careca dá a sensação de estarmos no centro da cidade com os prédios mesmo por trás da praia. A praia é curta e o Sol a pique logo às 10h torna-se desagradável. Não gostei.


Mas por outro lado é engraçado ver a logística que envolve o funcionamento de uma praia como esta. Isso adorei!

Há montes de barracas na praia com guarda sóis a servir petiscos. De manhã vêem-se rapazinhos a levarem os seus estaminés com rodas para o areal, sejam eles:
- geladeiras de esferovite cheias de gelo e côcos verdes para vender a água de côco geladinha;
- mini-fogões para vender comida quente em pratinhos ou espetinhos, de queijo ou camarão;
- mini-bars com a palavra “cachaça” escrita por todo o lado, a preparar bebidas. Outros vendem sucos e saladas de fruta deliciosas;
- carrinhos que são colunas gigantes a vender CD’s e a passar música na praia;
- senhores que percorrem a praia a vender gelados e picolés.

Estes já conhecia!

15 de fevereiro de 2008

Vida Brasileira

O Brasil é um país tão fértil e verde. Nota-se a fartura... cheira-se, o verde, a fruta, o peixe, a carne de sol, tudo fresco e saboroso. Aqui parece que tudo o que plantarmos a terra dá.

A quantidade de frutas desconhecidas para mim até agora: graviola, acerola, mangaba, cupuaçu, pitanga, e o misterioso açaí que dá as sementes para os colares que eu adoro.

Devolvemos a mota de manhã e vamos para a praia. Mas o Sol está tão quente que não aguentamos... a pele escalda.
Só penso: "que estupidez vir para o Brasil com protector solar factor 15!" Temos que comprar factor 30 e é caríssimo. Segundo alguns guias, no Brasil tudo é barato menos elementos electrónicos, peças de carro e protector solar...


Almoçamos numa lanchonete um chamado “Prato Feito” que aparece nos cardápios como “PF” e consiste num bocado de carne ou peixe que vem acompanhado por arroz, feijão, farinha de mandioca e salada, por 5Reais (2€).

Estão 33ºC.
Mas quando vemos a previsão meteorológica para o Brasil reparamos que todo o país está debaixo do que eles chamam de chuvas de Verão originadas no Amazonas... menos o Nordeste onde estas acontecem em Abril.

Na TV há um pequeno noticiário por volta das 19h30 mas reparamos que entre as 18h e as 21h são as telenovelas que deitam cartas. Os brasileiros vêem muita telenovela e referem-se a elas conforme o horário a que são emitidas. A “novela das 8h” é um momento de reunião familiar e toda a gente vê.
Nós também vemos.
Pior que novela, só futebol. Aí o país pára! O Brasil não vai trabalhar quando a selecção joga e as vitórias mais celebradas são qualquer uma relacionada com as derrotas das Argentina.

É engraçado perceber como somos tão parecidos em algumas coisas... mas o Brasil tem um potencial virtualmente infinito... e nós em Portugal não petiscamos em sítios chamados “A caminho do Hexa”...

RIDE&DIVE - Diários de Motocicleta

Hoje foi o dia reservado para o Ride&Dive. Alugamos uma motinha e fazemo-nos à estrada percorrendo as praias e parando para mergulhar onde nos apetece. Absorvem-se as cores e a vibração do local, parecem mentira mas não são.





Assim, exploramos a Praia do Madeiro, a Praia da Cacimbinha com as suas dunas de areia, a Praia dos Golfinhos com as suas ondas – onde não conseguimos avistar golfinhos, a Praia do Tibau do Sul com balsas que fazem a travessia para o outro lado do Rio que aqui desagua – muito usadas pelos day trippers que partem em buggys de Pipa em direcção a Natal.
Na Praia da Barra do Cunhau atravessamos o braço de mar com a roupa na mão e a água pela cintura e almoçamos camarão num terraço com vista para o mar ao som de Forró Pé de Serra.







Há muita areia no caminho pelo que a mota resvala a todo o instante, mas é divertido.
No caminho de volta paramos na Praia das Minas para beber um suco de maracujá à beira mar, e os últimos raios de Sol são aproveitados na Praia do Amor, que supostamente tem uma forma de coração... não vi nada disso... devia tar distraída.



Jantamos num sítio simplezinho e brasileiro, peixe com molho de côco divinal (eu nem gosto de peixe!) acompanhado com arroz e puré de mandioca. Provei suco de açaí mas ainda não percebi o que é...