
8 de maio de 2008
Terraços

5 de maio de 2008
Glimpse de Constantinopla
21 de abril de 2008
16 de março de 2008
21 de fevereiro de 2008
INTO THE WILD

OUT OF GAS


Mais tarde lá nos rendemos aos encantos das dunas brancas tipo farinha e embarcamos numa aventura resvalante com o Renato. Quando entramos no seu buggy branco de ronco ensurdecedor, ele sorri e faz a pergunta da praxe.
É a despedida do Brasil...
RIDE&DIVE – Diários de Motocicleta part II
A nossa scooter – uma “cinquentinha” 50cc – não passava dos 60Km/h, a subir 30Km/h, mas lá arranjamos maneira de atravessar a ponte e chegar ao destino.



Paramos na Praia da Redinha, onde começam as primeiras dunas. A paisagem é dramaticamente diferente do que estávamos habituados mais a Sul. As dunas descem até ao mar. Nota-se mais pobreza e algumas casas abandonadas. Quanto mais para Norte mais desértica é a paisagem que atinge o seu cume no estado seguinte, o Ceará.

Entretanto, por nós passam dezenas e dezenas de buggys – “o” transporte por excelência nas praias do Nordeste – carregados de turistas a caminho das dunas.
Há 850 “bugueiros” em Natal, 150 dos quais só em Genipabu. É uma profissão como as outras esta de andar a cavalgar por essas dunas adiante, num carrinho aparentemente frágil mas de rugido aterrador. Sendo uma das atracções turísticas do Nordeste do Brasil, o turista é sempre saudado com um sorriso largo e uma pergunta:
- “Com emoção?”
18 de fevereiro de 2008
praia em NATAL

A vista do Morro Careca dá a sensação de estarmos no centro da cidade com os prédios mesmo por trás da praia. A praia é curta e o Sol a pique logo às 10h torna-se desagradável. Não gostei.

Mas por outro lado é engraçado ver a logística que envolve o funcionamento de uma praia como esta. Isso adorei!
Há montes de barracas na praia com guarda sóis a servir petiscos. De manhã vêem-se rapazinhos a levarem os seus estaminés com rodas para o areal, sejam eles:
- geladeiras de esferovite cheias de gelo e côcos verdes para vender a água de côco geladinha;
- mini-fogões para vender comida quente em pratinhos ou espetinhos, de queijo ou camarão;
- mini-bars com a palavra “cachaça” escrita por todo o lado, a preparar bebidas. Outros vendem sucos e saladas de fruta deliciosas;
- carrinhos que são colunas gigantes a vender CD’s e a passar música na praia;
- senhores que percorrem a praia a vender gelados e picolés.
15 de fevereiro de 2008
Vida Brasileira
A quantidade de frutas desconhecidas para mim até agora: graviola, acerola, mangaba, cupuaçu, pitanga, e o misterioso açaí que dá as sementes para os colares que eu adoro.
Devolvemos a mota de manhã e vamos para a praia. Mas o Sol está tão quente que não aguentamos... a pele escalda.
Só penso: "que estupidez vir para o Brasil com protector solar factor 15!" Temos que comprar factor 30 e é caríssimo. Segundo alguns guias, no Brasil tudo é barato menos elementos electrónicos, peças de carro e protector solar...
Almoçamos numa lanchonete um chamado “Prato Feito” que aparece nos cardápios como “PF” e consiste num bocado de carne ou peixe que vem acompanhado por arroz, feijão, farinha de mandioca e salada, por 5Reais (2€).
Estão 33ºC.
Mas quando vemos a previsão meteorológica para o Brasil reparamos que todo o país está debaixo do que eles chamam de chuvas de Verão originadas no Amazonas... menos o Nordeste onde estas acontecem em Abril.
Na TV há um pequeno noticiário por volta das 19h30 mas reparamos que entre as 18h e as 21h são as telenovelas que deitam cartas. Os brasileiros vêem muita telenovela e referem-se a elas conforme o horário a que são emitidas. A “novela das 8h” é um momento de reunião familiar e toda a gente vê.
Nós também vemos.
Pior que novela, só futebol. Aí o país pára! O Brasil não vai trabalhar quando a selecção joga e as vitórias mais celebradas são qualquer uma relacionada com as derrotas das Argentina.
É engraçado perceber como somos tão parecidos em algumas coisas... mas o Brasil tem um potencial virtualmente infinito... e nós em Portugal não petiscamos em sítios chamados “A caminho do Hexa”...
RIDE&DIVE - Diários de Motocicleta


Na Praia da Barra do Cunhau atravessamos o braço de mar com a roupa na mão e a água pela cintura e almoçamos camarão num terraço com vista para o mar ao som de Forró Pé de Serra.



Há muita areia no caminho pelo que a mota resvala a todo o instante, mas é divertido.
No caminho de volta paramos na Praia das Minas para beber um suco de maracujá à beira mar, e os últimos raios de Sol são aproveitados na Praia do Amor, que supostamente tem uma forma de coração... não vi nada disso... devia tar distraída.

Jantamos num sítio simplezinho e brasileiro, peixe com molho de côco divinal (eu nem gosto de peixe!) acompanhado com arroz e puré de mandioca. Provei suco de açaí mas ainda não percebi o que é...

