8 de setembro de 2008

ventos de Siena

19-Agosto-2008

Siena está por nossa conta e hoje aproveito para tirar a barriga de misérias e fotografar... fotografar.
Todos os pormenores desta cidade são dignos de um click: sombras, portas, janelas, flores, pedras do chão ou das paredes dos palazzos, símbolos das contrades nas esquinas (a minha missão). Tudo.

Fazemos um itinerário intuitivo e damos a volta à cidade visitando muitas praças e becos. É delicioso.
Aqui ficam alguns ventos:














Room with a view

19-Agosto-2008

De manhã, abrimos a janela e respiramos Siena.


Alugamos um quarto mesmo no centro da cidade, no nº 77 da Via dei Rossi, uma perpendicular à Via Banco di Sopra.

A nossa rua está toda decorada com bandeiras verdes e amarelas. Perguntamos... e respondem que estamos na contrade que ganhou o Palio, contrade del Bruco.



Siena heart open

18-Agosto-2008

Quando chegamos está tudo fechado. A estação vazia é-me tão familiar como se tivesse estado lá ontem. Temos que arranjar maneira de chegar à cidade. Só sabemos que não podemos ir a pé. São 2km a subir.
Depois de um impasse italiano, chegamos à Piazza Gramsci – onde chegam os autocarros – e eu não caibo em mim de contente... pois cheguei.

Siena é daqueles sítios inexplicáveis e eu não espero compreensão de quem ler estas linhas. Só sei que quando chego ao Campo estou em casa. É exactamente aqui que quero estar.
Sento no chão e olho para a Torre Mangia. Há restos de areia espalhada do Palio.
Nem acredito que hoje de manhã estava em Lisboa... regressei no tempo.
É optimo estar aqui.








Siena opens her heart to you wider than this door.

4 de setembro de 2008

Infalível esquizofrenia

18-Agosto-2008

E correu tudo bem!
Resolveu-se a esquizofrenia inicial e o novelo de possiblidades negras que me apoquentavam as ideias e me faziam ficar com a ansiedade – infalível mas passageira - que quase roçava a vontade de ficar em vez de ir.
O levantar às 4h30, os atrasos dos aviões, a perda de mochilas por causa de escala em Zurique, o comboio de Fiumicino para o Termini, o comboio do Termini para Siena, a dúvida ridícula “será que ainda sei comprar um bilhete?”, a hora de chegada a Siena... a espera...
Mas correu tudo bem.
Siena estava no horizonte e eu no comboio perguntava-me porque me terei tornado numa pessoa tão preocupada.
Será que em 10 dias mais que nunca cada minuto conta e não há tempo a perder? Será porque tenho que ser responsável? Será porque estou mais velha e sem pachorra para a possibilidade de ter que dormir numa estação?

Ou será porque ainda estou a começar?


A paisagem Mediterrânea vai-se sucedendo... oliveiras, ciprestes e fardos de palha.
Também há paisagens destas em Itália.

14 de agosto de 2008

On the way to Siena...


terra di toscana


Estou de partida.

E para começar, estou de volta a 1 dos meus 2 cantinhos estrangeiros preferidos de sempre.

Na bagagem levo o costume, a vontade de me fazer à estrada, a expectativa de trazer boas recordações e boas fotos!

14 de julho de 2008

Ventos festivaleiros






Não gostam desta altura festivaleira?
Eu adoro o cheiro da sardinha assada, o copo de sangria fresquinha, o calor, as cores das bandeirinhas a esvoaçar no céu azul.
E à noite, os pirilampos a piscar, a lua gorda, amarela e derramada preguiçosa...