18 de setembro de 2008

Cinqueterre

21-Agosto-2008

Hoje é o dia em que visitamos o Parco Nazionale delle Cinqueterre.

Esta é uma zona protegida por isso temos que comprar um passe que dá acesso a trilhos assinalados entre as 5 terras. Pode ser combinado com viagens de comboio ilimitadas entre as vilas, La Spezia e Levanto.

Nós fazemos o Percurso Azul.



Da nossa casa em RIOMAGGIORE há um atalho para a Via d’el Amore, a 1ª etapa da caminhada (1km).
É uma etapa romântica por ser mesmo em cima do mar. Ao longo do caminho, tento abstrair-me dos graffitis, e vamos encontrando placas com nomes relacionados com histórias de amor: Penélope e Ulisses, Helena e Paris, Eros, Afrodite...



É uma caminhada rápida e quando chegamos a MANAROLA, depois de passar por um túnel com luzes vermelhas tomamos o pequeno almoço. O costume: um croissant simples e um capuccino.
Manarola é muito parecida com Riomaggiore, mais pequena, se isso é possível, com as suas casinhas de vila piscatória rua acima. Os barcos estacionados em pequenas rampas de acesso ao mar.




A 2ª etapa (1km) é a subir e continua pelas colinas em trilho de floresta. Pinheiros e outras árvores presenteiam-nos com um aroma perfumado que nos acompanha até chegarmos a CORNIGLIA – a terra do meio.

Antes de chegarmos à vila é preciso subir 320 degraus desde a estação de comboio até ao topo do promontório. Não contei os degraus, mas há uma placa que nos congratula assim que chegamos ao fim.





Corniglia é de todas a mais pequena e remota mas foi a que mais gostei. Tem uma praça com árvores e bancos e uma vista fenomenal para o mar. Depois de uma pausa para café, seguimos.


A 3ª etapa (3km) é demorada. Leva-nos 1h30 a subir e descer por trilhos muitas vezes não apropriados para havaianas. Quando chegamos temos os pés sujos com o pó do caminho. Mas compensa. A chegada a VERNAZZA é extraordinária. Chegamos vindas de cima e somos surpreendidas com uma perspectiva sobre um "braço protector” de terra que parece envolver a vila e o seu porto. É muito bonita.




Dizem que o trilho entre Vernazza e MONTERROSSO, a última terra, é mais dificil. Levar-nos-ia cerca de 2h30, o Sol torra, tentamos ir de barco, mas os marinheiros também têm que almoçar.
Assim, decidimos deixá-la para outra altura e começamos a noutras paragens... mais finas.

17 de setembro de 2008

Riomaggiore: dolce fare niente

20-Agosto-2008

Chegamos a Riomaggiore –a 1ª das cinqueterre de quem vem de Este- às 14h30 e temos que encontrar sítio para ficar.
De mochila às costas, a escorrer suor rua acima, vamos levando nega atrás de nega até que na última agência alguém sorridente –de gozo- nos diz que há um quarto disponível... caríssimo.
Aceitamos e alegremente pagamos o preço da liberdade de decisão. Mas fazemos uma mental note: “da próxima vez que vier a 5terre, vou reservar com antecedência!”

Continuamos a subir a vila até chegarmos ao topo, perto da igreja, onde fica a nossa casa com terraço. A vista é fantástica. Custa a crer que hoje acordamos no campo da Toscana.


A vila sobe colina acima. Casas altas e estreitas de paredes amarelas, cor de rosa e laranja, sucedem-se. As suas janelas verdes também. É um festim de cores vivas a contrastar com o azul do mar.



Andamos por ali a passear nas falésias, sentamos em esplanadas a beber granizados de melancia
O jantar resolvemos com uma pizza suculenta e uns damascos de sobremesa, que fazemos sentadas num banquinho de rua assistindo a um glorioso pôr do Sol.






16 de setembro de 2008

back on tracks I

20-Agosto-2008

Depois de alguma deliberação decidimos saltar Volterra e às 9h40 –debaixo de um calor tórrido- deixamos a mágica S. Gimignano e iniciamos a nossa viagem até ao mar de Riomaggiore, uma das 5terre.
Parece que voltei ao interrail: comboio atrás de comboio:
-BUS para Poggibonsi
-TRAIN para Empoli
-TRAIN para Pisa
-TRAIN para La Spezia com ligação a Riomaggiore.
Imagino a nossa viagem a ser traçada no mapa, qual Indiana Jones...



Em Pisa saltamos para trocar de comboio e ainda conseguimos avistar da janela a torre inclinada.
Adoro viajar de comboio, ver o mundo a passar pela janela...

ventos de S. Gimignano

20-Agosto-2008







Torreões

20-Agosto-2008






S. Gimignano era -tal como Siena- uma cidade próspera no séc XIII (segundo algumas fontes haviam aqui 5 mosteiros, 4 hospitais, vários banhos públicos e um bordel). Mas essa prosperidade foi abrandada -tal como em Siena- devido à Peste Negra que assolou a região.
Depois da Peste é Firenze que toma o comando sobre a Toscana e como S. Gimignano aceita subjugar-se, são poupadas as suas várias torres, símbolo da nobreza das famílias que viviam na cidade.
Dão um cenário absurdamente invulgar à cidade. Imagino a competição entre vizinhos pela torre mais alta...
Das 70 e tal iniciais, restam 13.
Magníficas 13.

night at S. Gimignano

19-Agosto-2008




Jantamos num restaurante de pedra. Pedimos esparguete com tomate -para poupar- e um copo de vinho da casa para traçar com 7up -porque também somos filhas de deus- está delicioso.
As pessoas são muito simpáticas. Talvez porque somos das poucas turistas nesta cidade. A grande maioria só visita a cidade durante o dia por isso à noite acabam as romarias e temos este cantinho medieval só para nós!
Depois do jantar perdemo-nos pelas vielas desta "aldeia"... e vemos algures um cavaleiro encantado.
Ou será que foi do vinho?

S. Gimignano

19-Agosto-2008

Chegamos ao pôr do Sol à Porta San Giovanni.
O Palazzo, onde ficamos nesta noite fica na Porta San Matteo.

O que isto quer dizer é que temos de atravessar a cidade de uma ponta a outra antes de pousarmos as mochilas. Mas depois de entramos na vila percebemos que isso não vai ser nem um bocadinho doloroso.






Ficamos imediatamente encantadas com a beleza da pequena vila mais visitada de Itália.

Pelo caminho vamos apreciando o seu ar medieval: paredes de pedra, ruas limpas, mensagens de boas vindas aos visitantes, parece um museu.

15 de setembro de 2008

Toscana countryside

19-Agosto-2008

Quando entramos na Toscana aparecem os ciprestes, magníficos ao pôr do Sol, ou melancolicamente envoltos na neblina.
Nada nos prepara para a beleza deste campo. A paisagem é indescritivelmente bonita, como sempre imaginei. Queria ter um carro – ou um jipe azul de capota branca – e passear por aqui por tempo indeterminado. Parar nas vilas que agora vejo a desaparecer pela janela...






É uma viagem muito poética...
Passamos pela muralha de Monteriggioni, até finalmente avistarmos ao longe o inconfundível skyline de S. Gimignano.

"Goodbye...

19-Agosto-2008



...my love,
farewell to thee,
existance brings
such misery.."

Il Duomo

19-Agosto-2008








No Duomo o que mais gostei foi apreciar o magnífico chão todo desenhado como se de uma banda desenhada se tratasse.