Hoje levantamos cedíssimo às 06h00 para apanharmos o barco para Capri. Mas para chegarmos ao Mollo Beverello (pois do nosso porto –Mergellina- não saem barcos para Capri) temos que apanhar um BUS a um domingo antes das 07h00. O que por muito boa que seja a rede de transportes, pode levar o seu tempo. E o BUS não passou “every 10 minutes” como nos informaram...
O que vale é que num domingo de Agosto há um número de barcos infinito cheios de day trippers a sair de Nápoles entre as 8h00 e as 9h00... Foi muito fácil e ainda deu tempo para tomar o pequeno almoço do costume.
Em Capri, na Marina Grande, somos literalmente abalroadas por magotes de pessoas enfurecidas no minuto em que saímos do catamaran. Confesso que já imaginávamos que a ilha estivesse sobrepovoada... mas isto bateu tudo... Decidimos então fugir pró mar novamente e fazemos um passeio de barco à volta da ilha. Enquanto espero na doca, regozijo interiormente por ainda me terem reduzido o preço do bilhete - desconto de estudante...
Quando chegamos à Gruta Azzurra é que eu percebo como se entra para lá.
Os barcos grandes param e perto da entrada para a gruta estão pequenos botes com os seus marinheiros que vêm buscar 4 pessoas de cada vez aos barcos grandes. A entrada é um buraco pequeníssimo onde só cabe um bote destes de cada vez e só quando as ondas o permitem!
A entrada custa 10 euros por pessoa e é paga aos marinheiros dos botes que dizem ter o direito exclusivo de exploração da gruta, e que após a ginástica feita ao entrar e sair da gruta e dos míseros 5 minutos que ficam lá dentro ainda esperam gorjeta. Nós decidimos não entrar nesse esquema, e assim acabámos por não entrar na gruta azzurra.
Combinámos vir cá daqui a uns anos e entrar a nadar ao fim do dia.... (sempre quero ver se cumpres, Nuchita) porque pelas fotos que vi... parece realmente muito bonita e muito... guess what... azul...
Depois do passeio de barco subimos da Marina Grande até Capri por uns degrauzinhos bem assinalados. Há outras maneiras: podemos ir de funicular ou autocarro mas num domingo de Agosto isso é praticamente impossível. Está muito calor. Chegamos lá acima lavadas em suor mas é um passeio muito pitoresco e relativamente pouco povoado.
Quando chegamos à vila tudo muda. São magotes e magotes de pessoas na praça das colunas com buganvílias onde desemboca o funicular, a acotovelarem-se furiosas pelo melhor ângulo de fotografia. É impossível estar descontraidamente a apreciar a vista.
Há quem diga que a beleza de Capri está irremediavelmente arruinada por causa da quantidade de pessoas que visitam a ilha todos os dias.
Eu só não assino por baixo, pois seguiram-se momentos muito bons....














