10 de outubro de 2008

Roma em 6h - part IV

27-Agosto-2008

Quando atravessamos o Tiber, chegamos ao bairro do Trastevere, onde morava a antiga classe trabalhadora, comerciante e artesã de Roma.
Adorei. É um bairro muito gracioso. Casas vermelhas e heras nas paredes a contrastar com toda a outra Roma sumptuosa e imperial. Ao longe avistamos a cúpula da basílica S Pedro.
É absolutamente o sítio para se estar à noite, a passear, a jantar numa esplanada, a beber um copo...
Fiquei com muita pena de ir embora... e com a certeza que nunca conhecemos verdadeiramente nada. Há sempre coisas que nos surpreendem.














Para último, a Fontana de Trevi.
Atravessamos o Tiber pela Isola Tiberina e vamos de BUS até lá.
Linda.
Gente de todas as raças junta-se ali para apreciar. Nós, japoneses de máquina em punho e flash atrás de flash, mulheres de sari e pulseiras no pé, artistas, crianças, novos e velhos.
Temos a certeza que a beleza fala uma linguagem universal.
Rapidamente chega a hora e temos que regressar. Mas antes atiramos a moeda... e garantimos o regresso.

Roma em 6h - part III

27-Agosto-2008


Tenho que ser arrancada do Panteão, mas eventualmente seguimos para a Piazza Navona, antiga pista para actividades desportivas, agora centro de artistas de rua e agradáveis esplanadas.








Comemos um gelado no Campo dei Fiori –outra paragem obrigatória- e ficamos a olhar a movimentação da praça. Flores e varandas ajardinadas dão-lhe um colorido especial. Ainda não foi desta que presenciei o mercado que acontece aqui todas as manhãs.





Andamos ao longo do Tiber até encontrarmos um templo de Vesta na Piazza Boca della Veritá. Percebemos isso porque é redondo. Muitíssimo bem conservado.

Roma em 6h - part II

27-Agosto-2008

Da Piazza Venezia sai a Via Corso que leva à Piazza dei Popolo mas nós cortamos à esquerda em direcção ao Panteão –o meu ponto preferido de Roma.
Como fica em caminho, antes entramos na Chiesa St Ignazio para matar saudades do fresco fabuloso do Andrea del Pozo, que com a sua noção de perspectiva transformou completamente o tecto desta igreja. Deixa-me sempre de boca aberta.








Adoro quando entro no Panteão... Atravessamos a porta e depois... *wow*.. a cúpula em caixões arrebata-nos.
Espantamo-nos só com a dimensão da coisa. Para além de ser uma obra de engenharia magnífica que tem esta forma desde há 1900 anos. Cada vez que penso nisso, mais me convenço que não percebo é nada do assunto.





Roma em 6h - part I

27-Agosto-2008

Chegamos a uma Roma nublada, o que até nem é mau para quem vai andar kilómetros.
Eu fico ligeiramente desapontada... porque da minha experiência isso também queria dizer piores fotos.
Não sabia como estava enganada!

Deixamos as mochilas no Termini e fazemos as nossas contas. Temos mais ou menos 6h até ao último comboio Leonardo para Fiumicino (a maneira mais barata de chegar até ao aeroporto).

Já não é a primeira vez que aqui estamos, por isso deixamo-nos de tretas turísticas e fazemos mentalmente o nosso itinerário de modo a voltarmos aos sítios que mais gostamos.

Do Termini saímos logo para a Via Cavour em direcção ao Coliseu.
Em Roma a escala das coisas é outra... completamente outra... nós sabemos, por isso nada de correrias...
Passamos na Chiesa S. Pedro in Vincoli para dar uma olhadela ao colossal Moisés esculpido por Miguelangelo...




Mais abaixo, o Coliseu é absolutamente estrondoso. Dá-me sempre uma adrenalina quando o vejo.
Até acho que o céu cinzento o favorece. Será possível?




Continuamos pela Via dei Foro Imperiale (Forum e Mercado de Trajano) até à Piazza Venezia (Monumento a Vittorio Emanuel).

Há muita gente na rua. A humidade é imensa, a garrafa de água vende-se congelada e ascende ao preço absurdo de 3euros.
Roma em Agosto não perdoa, mas nós não desistimos :-)





back on tracks III

27-Agosto-2008

Hoje apanhamos o barco das 09h00 em direcção a Napoli Beverello. Lá tomamos o pequeno almoço do costume.
O BUS de Beverello para a Piazza Garibaldi vai tão cheio que não conseguimos picar o bilhete... e ainda temos que aturar a resmunguice das pessoas por causa do volume das mochilas.
Quando chegamos à Piazza damos os bilhetes a um rapaz que estava na paragem e seguimos para a estação.

Enquanto esperamos pelo comboio sentadas em cima da mochila no chão... penso nos últimos 10 dias... e sinto-me optima.
Penso que não se vêem tantos interrailers como das últimas vezes... e quando os vejo penso... “são tão novos”... Será que olham para nós e pensam que somos velhas?... Que devíamos era andar noutras andanças?


No nosso compartimento viajam mais 3 pessoas. Um rapaz gorducho que nos ajuda com as mochilas, e 2 senhoras muito simpáticas..
Percebem que somos de Portugal e acabamos a falar da extraordinária comida dos nossos países. Ficamos todos espantados como nos comunicamos bem... pois na realidade nós não falamos italiano... nem eles falam português... mas é uma conversa muitíssimo agradável...
Ensinam-nos a fazer boa massa, nós falamos de bacalhau e pastéis de belém, explicam-nos o significado do boneco mascarado que vemos em todo o lado -o pulcinello- vagamente associado à fome e miséria de Nápoles.



Definitivamente, não devíamos andar noutras andanças.

9 de outubro de 2008

Ischia - Sorgeto

26-Agosto-2008

Estamos quase de regresso a casa por isso hoje não temos pressa.
Levantamos mais tarde, tomamos o pequeno almoço no hostel e saímos em direcção à baía do Sorgeto, uma zona de nascente de águas termais quentes que se misturam com as águas frias do mar.

BUS até Panza e depois descemos a pé uns 15min até à baía.
Fiquei fascinada. As águas eram as tais azul turquesa cristalina com rochas por baixo.




Há algumas pessoas mas não excessivamente. Escolhemos a nossa rocha e sentamos. Reparamos que também há pessoas sentadas em rochas dentro de água, e a água larga vapor. É mesmo água quente. Há um anúncio de “CUIDADO” pois em alguns pontos está mesmo a ferver... experimentamos com a ponta do dedo e *autch* escalda. Há gente a cozer ovos dentro de pocinhas... demais.
Penso em como isto deve ser bom no inverno...



Mais à frente a água do mar mistura-se e nós mergulhamos. Há uma ponte que serve para os taxi-boats atracarem e para as pessoas entrarem com cuidado dentro de água, há muitas rochas... mas assim que entramos e ficamos sem pé é magnífico. Vêem-se todos os peixinhos a passar por baixo dos nossos pés.



Decidimos almoçar antes da caminhada de 20min a subir de novo até à paragem do BUS... e debaixo do Sol a pique.
Há ali um restaurante mesmo à beira das rochas.. e é o único por isso todas as mesas ainda que vazias estão reservadas. Mas nós temos sorte.
É tudo muito descontraído, os empregados andam de fato de banho, as bruschettas são excelentes... É verão!



Depois do almoço subimos a rua de volta a Panza e damos a volta à ilha de BUS para ver as vistas. O interior é muito humilde mas muito simpático.






O final de tarde é na praia Citara. Pomos a toalha à sucapa numa “esquina” entre duas raças de espreguiçadeiras que custam 20€/dia. E estão cheias!
O pôr do Sol, esse é de borla para todos.





Como é da praxe, no último jantar bebemos vinho branco e ficamos horas à conversa.
Despedimo-nos das ilhas... Ouve-se uma boa selecção de música do mundo, na TV passa o “Gladiador”... mesmo a calhar... amanhã vamos para a cidade eterna.

Mercearias nocturnas

25-Agosto-2008

Para jantar queremos experimentar outro tipo de comida “to go” para além de pizza e focaccia. Provamos uma “sfogliata”, um pastel folhado em forma de concha. Por algum motivo pensamos que é daquele tipo de salgados recheado de queijo e espinafres.... mas o recheio é doce e tem um leve sabor a laranja. E é optima.

Depois da sobremesa surpresa, comemos então o prato principal e rendemo-nos às evidências: pizza!


Já de volta ao Forio, compramos uvas numa mercearia nocturna. A minha vénia para as mercearias italianas. Produtos frescos, bonitos, cheirosos.
Um festim para os sentidos!




De um lado as frutas, cheira a pêssego, a limão e a figo. Olho para elas e sinto o cheiro.Do outro lado os vegetais. Tomates de todos os tamanhos e formas (pomodoro, pomodorini...), pimentos enormes (peperoni)... e as malaguetas (peperoncino).Sentimos que podemos ser as melhores cozinheiras do mundo se pudermos utilizar estes ingredientes!!