1-Novembro-2008
De manhã cedo apanhamos um taxi preparados mentalmente para a bumpy ride de volta a Poipet e à Tailândia. Não chove... temos sorte outra vez.
Atravessamos a fronteira e por 400bahts alguém nos convence a voltar para Bangkok de autocarro (3h30 de viagem contra as 5h30 de comboio). Felizmente as estradas mudam radicalmente assim que entramos na Tailândia.
O que isto quer dizer é que a meio da tarde já estamos num mundo diferente. A paz do Cambodja ficou definitivamente para trás e agora temos uma cidade delirante pronta a engolir-nos.
É sábado por isso decidimos ir ao Weekend Market de Chatuchak.
Quando saímos do metro a confusão é completa, mas diz-se que esta é a melhor experiência de compras de toda a Tailândia.
Aqui vende-se de tudo.
Ao longo de mais de 8000 bancas é a loucura. Dos tecidos orientais vendidos a metro ou sob forma de qualquer peça de roupa, estatuetas de madeira e artesanato, candeeiros e mobiliário design, dvd’s e material informático, peças de carros ou gatinhos bebés...
Vende-se mesmo de tudo!
Também não faltam bancas de comida para experimentarmos as iguarias thai.
À noite, muita gente na rua. Gente nova, bonita, diferente e até estranha com roupas e penteados esquisitos. Achamos que querem diferenciar-se uns dos outros, pois a verdade é que nos seus traços orientais e cabelos pretos lisos, são muito parecidos uns com os outros.
Bares improvisados cheios de gente, conversas animadas, copos e boa música. É sábado à noite.
Mas nós temos um comboio para apanhar em Hualamphong.
28 de novembro de 2008
Sábado em Bangkok
27 de novembro de 2008
Cozinha Khmer
De volta a Siem Reap, escolhemos um restaurante que sirva comida khmer e experimentamos outro prato: AMOK, uma espécie de caril mas com especiarias e ervas cambodjanas que vem cozinhado numa folha de bananeira em forma de tacinha. Delicioso.
Filosofamos um bocado sobre a parte da culinária mundial que conhecemos e como é tão diferente e tão igual.
“Qual a diferença entre um caril indiano, uma moqueca brasileira ou um amok cambodjano?”
São servidos com arroz. Têm o mesmo aspecto, só que servidos em pratos diferentes. São de camarão, peixe ou frango. Muda o condimento. O caril tem o pó de caril e açafrão, a moqueca tem o óleo de palma, o amok tem as ervas frescas como o “lemon grass”. O leite de côco pode estar em todos.
26 de novembro de 2008
back to Angkor Wat
De volta ao Angkor Wat apreciamos tranquilamente a mudança de tonalidades que o Sol cede às suas torres.
O céu azul, as nuvens brancas e fofas. As flores de lótus cor de rosa, os monges que olham e sorriem nos seus trajes cor de laranja. O reflexo enfeitiçado. Tudo se conjuga para a formação de um momento eterno. Estou encantada... não quero partir.
É um verdadeiro reino mágico e perdido.
Queria ficar até o sol baixar.. e ver o nascer do sol no dia seguinte outra vez... e outra vez... até me fartar, até ter a certeza de que não iria ter saudades...
Pela primeira vez tenho a sensação de que é possível que nunca mais volte a um sítio que adorei... neste caso quem sabe, devido à sua localização especialmente inacessível. Há uma certa mistura de tristeza e alegria.
Mas o show tem que continuar... e de olho brilhante me despeço do Angkor Wat.
25 de novembro de 2008
Tah Prohm
Banteay Srei
Arrozais
24 de novembro de 2008
Bayon
Uma das suas principais características é a multidão de caras gigantes mas serenas que nos observam das suas torres.
A semelhança de todas as caras entre si e com outras estátuas do rei Jayavarman VII que reinava na altura, leva os especialistas a pensarem que podem ser representações de ele próprio. Outros crêem ser a representação de um Bodhisattva.
Quer uma quer outra podem estar correctas uma vez que a tradição do culto devaraja levava os reis a considerarem-se deuses, Shiva ou Vishnu, e a consagrarem templos a eles próprios. A diferença, é que na altura da construção do templo, com o hinduísmo praticamente extinto, o rei como budista, identificava-se com o Buda. Interessante.
Angkor Thom
Quando saímos do Angkor Wat temos o sorridente Mr Sith à nossa espera que no seu tuk-tuk nos leva até ao Angkor Thom, a cidade muralhada que foi a última capital do império Khmer.
A cidade é um quadrado gigante com 9km2 e para entrar só podemos utilizar um dos 4 passadiços e portões que existem nas suas faces, orientados cada um para o seu ponto cardeal.
Uma vez que foi das últimas construções das redondezas apresenta já bastantes influências budistas.
Entramos no lado Sul.
O passadiço tem 54 deuses de um lado e 54 demónios de outro. Seguram uma naga (cobra), como se fosse um aríete gigante.
O portão tem 23m de altura e no topo 4 caras gigantes perscrutam o horizonte e a floresta. Supõe-se ser a representação de um Bodhisattva, um ser iluminado ("iluminada (bodhi) existência (sattva)")
O culto Devaraja
Os templos de Angkor estão espalhados ao longo de 300km2 no Cambodja mas a maior concentração é perto de Siem Reap.
Surgiram numa altura em que o hinduísmo era a principal religião e como resultado do frenético desejo dos reis Khmers de servir o Culto Devaraja, algures no sec.XII.
A ideia deste culto era a de que ao ascender ao trono, o rei consagraria o templo a Shiva ou Vishnu. Após a sua morte, o rei e o deus tornar-se-iam um só, podendo assim o rei continuar a proteger o seu reino após a morte.
Todos os templos de Angkor têm fortes raízes na arquitectura hindu. Mas apesar de terem algo como 900 anos, não são peças de museu.
Estes templo convivem organicamente com a densa floresta que os abraça e elevam-se orgulhosos acima de plantações de arroz. São locais de meditação e culto onde frequentemente se encontram sacerdotes nos seus rituais.
