18 de dezembro de 2008

Amulet Market

4-Novembro-2008

Depois das visitas culturais apetece-nos uma sessão de shopping.
Temos que procurar algo coberto pois assim que entramos no tuk-tuk começa a chover torrencialmente... mesmo.
O tuk-tuk não tem protecções de plástico laterais por isso chegamos ao Amulet Market molhados que nem pintos.
Mas é divertido. Está tanto calor que o escorrermos água como se tivéssemos saído do banho não é algo estranho. Toda a gente passa pelo mesmo, não há guarda chuva ou impermeável que resista.


(Foto: sacred-destinations.com)

Este é um mercado especial para os thais supersticiosos.
Aqui vende-se todo o tipo de amuletos para trazer sorte. Desde o pendente para pôr ao pescoço à estátua de altar.
Há Budas de todos os tamanhos e feitios, a todos os preços. Trago um medalhão com o Ganesh para pendurar ao pescoço... quem mais?

17 de dezembro de 2008

Grand Palace

4-Novembro-2008

Depois do Wat Pho visitamos o Grand Palace. É mesmo ali ao lado, mas como aqui é tudo tão grande andamos 2km até chegarmos à entrada. Não está sol, antes uma humidade indescritível que nos faz suar as estopinhas.

Nas redondezas da zona real de Bangkok, por esta altura, os turistas distinguem-se especialmente dos thais.
É que todos os thais que visitam o palácio real estão agora de luto, por respeito ao falecimento da irmã do Rei no início do ano, e vestem-se integralmente de preto da cabeça aos pés.
Dentro do recinto do palácio visitamos um dos sítios mais sagrados da Tailândia: o templo do Buda de Esmeralda.

São seguidos todos os rigores quanto ao modo de vestir dos visitantes. Para os mais distraídos são distribuidas vestimentas alternativas.
Os calções abaixo do joelho do L. foram barrados, o meu écharpe mal consertado em cima do ombro também. Mas depois dos devidos acertos lá entramos para apreciar o Buda minúsculo –que na realidade é feito de jade verde-, os frescos nas paredes relativos à lenda hindu Ramayana e o pátio do palácio com os seus chedis gigantes.









Adorei.

16 de dezembro de 2008

Wat Pho

4-Novembro-2008

Quando chegamos ao Wat Pho eu estou entusiasmada. Tenho expectativas altas pois já venho a sonhar vê-lo há muito tempo. É o maior Buda reclinado da Tailândia com 45m de comprimento, coberto de ouro.

Tiramos os sapatos para entrar, como em todos os locais sagrados, que depositamos num móvel gigante ao lado de milhares de outros sapatos.
Lá dentro é uma fila interminável de pessoas que se atropelam pelo melhor ângulo de fotografia... e ele lá está... a sorrir... ENOOOORME.




Tento enquadrar o seu sorriso entre 2 pilares do templo massivo. Mas na verdade, nunca conseguimos ter uma perspectiva desobstruída da fantástica e colossal estátua. Dá a sensação do templo ser pequeno demais para albergá-lo... mas ele espreita-nos por entre os pilares.





Simboliza a passagem do Buda ao Nirvana. Adorei.

15 de dezembro de 2008

Chegada a Bangkok

4-Novembro-2008

Torna-se difícil dormir. Não pelo espaço exíguo mas por repararmos que na realidade o espaço não é apenas dividido por 2, mas também entre nós e uma quantidade indeterminada de baratinhas pequenas...

Preparamo-nos para chegar às 07h a uma Bangkok nublada e sombria. Mas na verdade às 07h ainda estamos bem longe. O comboio anda, pára, anda, pára durante muito tempo... e nós “SERÁ POSSÍVEL??” "Não funcionará nenhum comboio como deve ser?!"

Penso durante um segundo algo como “porque não fui para a Europa?”, mas lá recupero o sentido de humor e a sanidade mental depois de uma pequena greve à Ásia durante o pequeno almoço: capuccino + brownie, na estação, quando finalmente lá chegamos (mais de 3h atrasados).

Temos que tratar de várias coisas:

1. Guardar as mochilas (40TB, 1€ cada);
2. Comprar o bilhete Surat Thani – Bangkok (o nosso regresso do Sul) para o dia 11Nov (é muita antecedência, mas no dia 12Nov acontece um dos maiores festivais da Tailândia, o Loy Krathong);
3. Pedir info sobre os barcos para Koh Tao em Chumphon, em direcção a onde vamos nesta noite, mais uma vez de comboio. (Estou preocupada pois só temos 1h entre a chegada do comboio e a partida do barco...);
4. Apanhar um tuk-tuk em direcção ao Wat Pho... o buda deitado, gigante e dourado....

12 de dezembro de 2008

back on tracks

3-Novembro-2008

Rapidamente estamos de volta aos carris em direcção a Bangkok.
A nossa estadia em Chiang Mai foi infelizmente algo como meteórica, chegar tarde e partir cedo. O comboio nocturno já estava completo quando tentámos comprar o bilhete... mesmo na véspera, por isso temos que ir a meio da tarde.
Mas também percebemos que Chiang Mai voltou ao normal e mal reconhecemos a rua que ontem albergou o mercado de domingo.

Por causa do problema do deslizamento de terras do dia anterior ainda pensamos que vamos ter que voltar a Bangkok de BUS mas não... está tudo a funcionar a 100%. A Northern Line não pode estar interrompida, dizem.

No comboio as instalações são porreiras e reparamos que há vários tipos de empregados ali na 2ª classe. Há 2 ou 3 responsáveis pela comida, que nos servem o jantar ou pequeno almoço se o desejarmos e outro que transforma os bancos em camas num abrir e fechar de olhos... tudo muito robótico e eficiente.

A viagem é longa... e não tenho paciência para ler por isso aproveito para me dedicar ao meu hábito arcaico de apontar tudo num caderninho.


9 de dezembro de 2008

Café na montanha

3-Novembro-2008

Na fuga da aldeia Hmong de volta a Chiang Mai encontramos a inesperada “Faculdade de Agricultura” e a sua enorme plantação de café.






Delicioso -o café!- tal como a paisagem.

Hill Tribe Trek

3-Novembro-2008

Chiang Mai é o principal destino para fazer trekking na Tailândia.
Muito por causa da beleza das montanhas junto à fronteira com a Birmânia/Myanmar, mas também por causa das tribos que estas montanhas albergam tornando possível um encontro inter-cultural no meio da natureza.

Organizam-se então os chamados “Hill Tribe Trek” em que durante 3 ou 4 dias a pé se visitam algumas tribos.
Uma destas tribos é aquela em que as mulheres usam argolas no pescoço para alongá-lo – as mulheres-girafa. Acho esta cultura muito interessante. Há especialistas que defendem que não é o pescoço que sobe mas sim os ombros que descem e dão-lhe explicações científico-anatómicas complicadíssimas...
Para elas é algo importante... simplesmente para se sentirem mais bonitas.

(Foto: freshpics.com)


Pois nós infelizmente– não viemos cá para fazer trekking. Por falta de tempo e com grande pena minha, Chiang Mai figurou apenas no capítulo de “arquitectura e templos” do nosso itinerário.

Quem tem pouco tempo, pode ainda assim visitar uma destas aldeias Hmong que fica a escassos quilómetros de Doi Suthep... de estrada incrivelmente esburacada e muitas vezes intransitável...

É uma aldeia tradicionalmente comercial para os day trippers que visitam Doi Suthep.
Os habitantes têm bancas à porta das suas casas onde vendem as suas mercadorias, sejam elas artesanato, tecidos, especiarias. Dentro de casa trabalham tranquilamente no seu ofício.



Mas rapidamente nos fazemos ao caminho. Vamos em direcção a outra aldeia a 7km dali, mais inacessível, tanto que demoramos cerca de meia hora a chegar lá.

Não sei o que estávamos à espera de ver pois quando chegamos... não vemos nada.
Meia dúzia de casas de madeira, meia dúzia de galinhas, 1 gatinho sozinho, cereais ao sol a secar, 1 velhote sentado à sombra, 3 porquinhos.




Tudo no maior dos silêncios.
A verdade é que nos sentimos uns anormais por estar ali e pelo barulho que faz a nossa mota.
Por isso saímos rapidamente e voltamos à estrada esburacada.

4 de dezembro de 2008

Buda







Buda são aqueles que de acordo com a filosofia budista despertaram para a verdadeira natureza das coisas e começaram a divulgar essa descoberta a todos os seres. A verdadeira natureza das coisas quer dizer que todas as coisas são passageiras, insatisfatórias e superficiais. Quando se toma consciência dessa realidade, pode viver-se de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento e o sofrimento. Atinge-se o Nirvana.

Normalmente, quando falamos de Buda, falamos do mestre fundador do budismo Siddhartha, que segundo a história, foi iluminado durante uma meditação sob a árvore Bodhi e então mudou o seu nome para Buda, que quer dizer "ser iluminado".
Defendendo que qualquer ser pode seguir o caminho da luz e da compreensão total, não necessitando de permissão divina, Buda exerceu um papel importante de democratização da religião que, até então, no hinduísmo, estava apenas ao alcance da casta dos bramanes, os únicos em contacto com o divino..

Doi Suthep

3-Novembro-2008

De manhã, deixamos as mochilas no “storage room” do Lai-Thai e alugamos uma motinha para o dia todo por 150bahts (menos de 4€).
Queremos visitar um dos mais importantes sítios de peregrinação da Tailândia, o templo de Doi Suthep, que fica a uns 16km de Chiang Mai, empoleirado na montanha.

Os thais não conduzem especialmente bem, principalmente os motoristas de tuk-tuks, que são completamente loucos e especialistas em desafiar limites. Sejam os das regras de trânsito, sejam os do motor do tuk-tuk, sejam os da paciência e capacidade de suster a respiração dos passageiros.
Tentamos mentalizar-nos que já vimos pior e lembramo-nos que se é de conduzir mal que estamos a falar... vimos directamente do “melhor” sitio da Europa nesta matéria... se é que isso nos serve de alguma coisa aqui...

Mas o que custa são os primeiros 10 minutos e quando chegamos ao Doi Suthep já o meu motorista privado pensa que quando se fartar do que faz pode fazer carreira em Bangkok ao volante/guiador de um tuk-tuk.

Para chegar ao templo temos que subir uma escada adragonada e interminável e cá em baixo está tudo apinhado de turistas e peregrinos, lojinhas de souvenirs religiosos e bancas de comida, filas infindáveis de autocarros. Parece que chegámos a Fátima no 13 de Maio.





Lá em cima apreciamos o chedi dourado, ainda que rodeado de andaimes. Dentro destes monumentos magníficos em forma de cone guardam-se relíquias sagradas e aqui, segundo consta, está uma verdadeira clavícula do Buda. Fantástico.









Temos que tirar os sapatos e não usar roupa muito reveladora para visitar os locais sagrados e para fazer oferendas ao buda... flores de lótus e incenso, velas...