29 de dezembro de 2008

para Koh Tao via Chumphon

5-Novembro-2008

A viagem nocturna para Chumphon não foi especialmente confortável pois só arranjámos lugar sentados em A/C. E isto quer dizer má posição para dormir e FRRIIOO.

Mas a rapariga que me informou em Hualamphong tinha razão: o comboio não se atrasou e quando chegámos de madrugada tínhamos pessoas com vários BUS à nossa espera para nos levar aos barcos que fazem a travessia para Koh Tao, quaisquer que escolhêssemos: o rápido da Lomprayah 550TB ou o lento da Songserm 450TB.

Nem precisamos de pedir informações sobre como encontrar estas pessoas ou apanhar os tranfers da estação de comboio de Chumphon para o porto... Eles encontram-nos a nós. Em princípio não existe motivo nenhum para pessoas como nós estarem ali sem ser para apanhar o barco para Koh Tao, e pessoas como nós são muito fáceis de encontrar.


Apanhamos o barco da Songserm.
Antes de entrarmos no mar vamos passando por vilas flutuantes típicas desta zona.








Ao longo da viagem vários rapazes vêm falar connosco. São instrutores de mergulho ou têm bungallows para alugar em Koh Tao. Falam de como Koh Tao é um dos melhores locais do mundo para fazer mergulho e fazem-nos promoções no caso de ficarmos nos seus bungallows.

Mas nós já temos sítio para dormir... Vamos pensando no assunto do mergulho mas a verdade é que não temos assim tanto tempo para ficar em Koh Tao...

Quando chegamos à ilha 3h depois, mudamos imediatamente de ideias.

22 de dezembro de 2008

MBK - shop until you drop

4-Novembro-2008

A chuva continua e apesar de ter amainado não parece que vá parar... o meu impermeável já está molhado por dentro.
Decidimos então ir até ao Shopping MBK -na Siam Square- a meca do consumo “counterfeit” e não só, para qualquer jovem tailandês que se preze. Aqui esperamos ver imitações de tudo.




Este é um shopping com 7 andares.. mas lá dentro parece uma feira ambulante. Tudo amontoado no meio dos corredores: produtos de beleza Kerastase, MAC, telemóveis novos, velhos, iPOD’s, relógios Rolex... Quem não percebe nada de marcas e imitações é aqui facilmente apanhado.
Os “lojistas” são tipicamente muito antipáticos... e nós com os nossos modos aspanholados de “ver com as mãos” levamos sempre com mau feitio...

No Fuji Sushi deliciamo-nos com tipos de sushi até então para nós desconhecidos e daqui apanhamos o Sky Train, que está ligado por pontes pedonais a todos os edifícios da Siam Square, para o mercado nocturno de Patpong.




Bangkok fervilha num consumismo frenético enquanto passamos por ela.

18 de dezembro de 2008

Amulet Market

4-Novembro-2008

Depois das visitas culturais apetece-nos uma sessão de shopping.
Temos que procurar algo coberto pois assim que entramos no tuk-tuk começa a chover torrencialmente... mesmo.
O tuk-tuk não tem protecções de plástico laterais por isso chegamos ao Amulet Market molhados que nem pintos.
Mas é divertido. Está tanto calor que o escorrermos água como se tivéssemos saído do banho não é algo estranho. Toda a gente passa pelo mesmo, não há guarda chuva ou impermeável que resista.


(Foto: sacred-destinations.com)

Este é um mercado especial para os thais supersticiosos.
Aqui vende-se todo o tipo de amuletos para trazer sorte. Desde o pendente para pôr ao pescoço à estátua de altar.
Há Budas de todos os tamanhos e feitios, a todos os preços. Trago um medalhão com o Ganesh para pendurar ao pescoço... quem mais?

17 de dezembro de 2008

Grand Palace

4-Novembro-2008

Depois do Wat Pho visitamos o Grand Palace. É mesmo ali ao lado, mas como aqui é tudo tão grande andamos 2km até chegarmos à entrada. Não está sol, antes uma humidade indescritível que nos faz suar as estopinhas.

Nas redondezas da zona real de Bangkok, por esta altura, os turistas distinguem-se especialmente dos thais.
É que todos os thais que visitam o palácio real estão agora de luto, por respeito ao falecimento da irmã do Rei no início do ano, e vestem-se integralmente de preto da cabeça aos pés.
Dentro do recinto do palácio visitamos um dos sítios mais sagrados da Tailândia: o templo do Buda de Esmeralda.

São seguidos todos os rigores quanto ao modo de vestir dos visitantes. Para os mais distraídos são distribuidas vestimentas alternativas.
Os calções abaixo do joelho do L. foram barrados, o meu écharpe mal consertado em cima do ombro também. Mas depois dos devidos acertos lá entramos para apreciar o Buda minúsculo –que na realidade é feito de jade verde-, os frescos nas paredes relativos à lenda hindu Ramayana e o pátio do palácio com os seus chedis gigantes.









Adorei.

16 de dezembro de 2008

Wat Pho

4-Novembro-2008

Quando chegamos ao Wat Pho eu estou entusiasmada. Tenho expectativas altas pois já venho a sonhar vê-lo há muito tempo. É o maior Buda reclinado da Tailândia com 45m de comprimento, coberto de ouro.

Tiramos os sapatos para entrar, como em todos os locais sagrados, que depositamos num móvel gigante ao lado de milhares de outros sapatos.
Lá dentro é uma fila interminável de pessoas que se atropelam pelo melhor ângulo de fotografia... e ele lá está... a sorrir... ENOOOORME.




Tento enquadrar o seu sorriso entre 2 pilares do templo massivo. Mas na verdade, nunca conseguimos ter uma perspectiva desobstruída da fantástica e colossal estátua. Dá a sensação do templo ser pequeno demais para albergá-lo... mas ele espreita-nos por entre os pilares.





Simboliza a passagem do Buda ao Nirvana. Adorei.

15 de dezembro de 2008

Chegada a Bangkok

4-Novembro-2008

Torna-se difícil dormir. Não pelo espaço exíguo mas por repararmos que na realidade o espaço não é apenas dividido por 2, mas também entre nós e uma quantidade indeterminada de baratinhas pequenas...

Preparamo-nos para chegar às 07h a uma Bangkok nublada e sombria. Mas na verdade às 07h ainda estamos bem longe. O comboio anda, pára, anda, pára durante muito tempo... e nós “SERÁ POSSÍVEL??” "Não funcionará nenhum comboio como deve ser?!"

Penso durante um segundo algo como “porque não fui para a Europa?”, mas lá recupero o sentido de humor e a sanidade mental depois de uma pequena greve à Ásia durante o pequeno almoço: capuccino + brownie, na estação, quando finalmente lá chegamos (mais de 3h atrasados).

Temos que tratar de várias coisas:

1. Guardar as mochilas (40TB, 1€ cada);
2. Comprar o bilhete Surat Thani – Bangkok (o nosso regresso do Sul) para o dia 11Nov (é muita antecedência, mas no dia 12Nov acontece um dos maiores festivais da Tailândia, o Loy Krathong);
3. Pedir info sobre os barcos para Koh Tao em Chumphon, em direcção a onde vamos nesta noite, mais uma vez de comboio. (Estou preocupada pois só temos 1h entre a chegada do comboio e a partida do barco...);
4. Apanhar um tuk-tuk em direcção ao Wat Pho... o buda deitado, gigante e dourado....

12 de dezembro de 2008

back on tracks

3-Novembro-2008

Rapidamente estamos de volta aos carris em direcção a Bangkok.
A nossa estadia em Chiang Mai foi infelizmente algo como meteórica, chegar tarde e partir cedo. O comboio nocturno já estava completo quando tentámos comprar o bilhete... mesmo na véspera, por isso temos que ir a meio da tarde.
Mas também percebemos que Chiang Mai voltou ao normal e mal reconhecemos a rua que ontem albergou o mercado de domingo.

Por causa do problema do deslizamento de terras do dia anterior ainda pensamos que vamos ter que voltar a Bangkok de BUS mas não... está tudo a funcionar a 100%. A Northern Line não pode estar interrompida, dizem.

No comboio as instalações são porreiras e reparamos que há vários tipos de empregados ali na 2ª classe. Há 2 ou 3 responsáveis pela comida, que nos servem o jantar ou pequeno almoço se o desejarmos e outro que transforma os bancos em camas num abrir e fechar de olhos... tudo muito robótico e eficiente.

A viagem é longa... e não tenho paciência para ler por isso aproveito para me dedicar ao meu hábito arcaico de apontar tudo num caderninho.


9 de dezembro de 2008

Café na montanha

3-Novembro-2008

Na fuga da aldeia Hmong de volta a Chiang Mai encontramos a inesperada “Faculdade de Agricultura” e a sua enorme plantação de café.






Delicioso -o café!- tal como a paisagem.

Hill Tribe Trek

3-Novembro-2008

Chiang Mai é o principal destino para fazer trekking na Tailândia.
Muito por causa da beleza das montanhas junto à fronteira com a Birmânia/Myanmar, mas também por causa das tribos que estas montanhas albergam tornando possível um encontro inter-cultural no meio da natureza.

Organizam-se então os chamados “Hill Tribe Trek” em que durante 3 ou 4 dias a pé se visitam algumas tribos.
Uma destas tribos é aquela em que as mulheres usam argolas no pescoço para alongá-lo – as mulheres-girafa. Acho esta cultura muito interessante. Há especialistas que defendem que não é o pescoço que sobe mas sim os ombros que descem e dão-lhe explicações científico-anatómicas complicadíssimas...
Para elas é algo importante... simplesmente para se sentirem mais bonitas.

(Foto: freshpics.com)


Pois nós infelizmente– não viemos cá para fazer trekking. Por falta de tempo e com grande pena minha, Chiang Mai figurou apenas no capítulo de “arquitectura e templos” do nosso itinerário.

Quem tem pouco tempo, pode ainda assim visitar uma destas aldeias Hmong que fica a escassos quilómetros de Doi Suthep... de estrada incrivelmente esburacada e muitas vezes intransitável...

É uma aldeia tradicionalmente comercial para os day trippers que visitam Doi Suthep.
Os habitantes têm bancas à porta das suas casas onde vendem as suas mercadorias, sejam elas artesanato, tecidos, especiarias. Dentro de casa trabalham tranquilamente no seu ofício.



Mas rapidamente nos fazemos ao caminho. Vamos em direcção a outra aldeia a 7km dali, mais inacessível, tanto que demoramos cerca de meia hora a chegar lá.

Não sei o que estávamos à espera de ver pois quando chegamos... não vemos nada.
Meia dúzia de casas de madeira, meia dúzia de galinhas, 1 gatinho sozinho, cereais ao sol a secar, 1 velhote sentado à sombra, 3 porquinhos.




Tudo no maior dos silêncios.
A verdade é que nos sentimos uns anormais por estar ali e pelo barulho que faz a nossa mota.
Por isso saímos rapidamente e voltamos à estrada esburacada.