11 de janeiro de 2016

paris - best of

Toda a gente sabe que o melhor de viajar é ser surpreendido. Seja numa aventura trans-himalaica, ou num fim-de-semana no Alentejo, ou numa cidade como Paris.

Aqui ficam as supresas que Paris me reservou, o que mais adorei, o meu “best of”:


Os Mercados

Muitos parisienses não vão ao shopping fazer compras, o shopping é que vem até eles. Todos os dias da semana existem mercados em vários pontos da cidade e parar num deles é um absoluto must

São mercados que se montam de manhã e desmontam à tarde e há mercados para todos os gostos, de velharias, de roupa, de flores, e de comidas (os meus preferidos).

No Inverno existem os mercados de Natal (de dia e de noite) e não há frio que afaste os parisienses da rua, “marrons et vin chaud” (castanha assada e vinho quente) ajudam a aquecer.






Os Cafés

Dizem que uma das melhores maneiras de apreciar Paris é sentando num dos seus muitos cafés e esplanadas e ficar só a ver a vida a passar.

Ora nós, portugueses, sabemos muito bem como isso é tão bom, não precisamos de ir a Paris para entender este prazer comum, de sentar com amigos numa esplanada, conversar durante horas, beber um cafezinho ou uma cerveja, ler o jornal, sem pressas. Ou seja, não posso dizer que tenha ido para Paris para me sentar nos seus cafés.

O que me surpreendeu e agradou de sobremaneira foi o facto de mesmo com uns invernosos 5ºC de temperatura ver as esplanadas no exterior dos cafés confortavelmente cheias. Em Portugal a cultura da esplanada ainda é relativamente sazonal, mas em Paris TODAS as esplanadas estão equipadas com sistemas de aquecimento que permitem às pessoas gozarem do prazer do café na rua, mesmo no inverno.



Les Nympheas

Qualquer museu que se preze tem nenúfares do Monet, por isso até já tinha visto um ou outro. Mas, como se costuma dizer, nada me preparou para o que encontrei dentro daquelas duas salas ovais do Musée de L’Orangerie.

As salas têm luz natural do tecto, e as pinturas foram dispostas (de acordo com instruções do próprio autor) de modo a que o visitante pudesse “mergulhar” nelas e ter uma experiência o mais próxima possível da que ele teve quando as pintou. 



Os Jardins

Existem centenas de parques e jardins por toda a cidade. Foram construídos e pensados para os residentes poderem estar em contacto com a Natureza e assim escaparem à vida citadina.

Isso pode não parecer nada de especial para quem visita a cidade em apenas alguns dias, mas foi mesmo óptimo descansar um bocadinho no Jardin du Luxembourg depois de uma manhã de correria no Louvre.



Le Marais, num domingo

Ruelas entrelaçadas, bares, restaurantes, lojas vintage, padarias artesanais, galerias de arte, pequenos museus, mercearias antigas, tudo condensado numa área relativamente pequena levaram-me a adorar este bairro.

Aqui concentra-se a maior parte da comunidade judaica de Paris, por isso está tudo aberto e animado aos domingos, quando outras partes da cidade estão mais sonolentas.

Ter lá estado no dia em que começava o Hanukkah pode ter ajudado a esta paixão inesperada. O falafel que comi ajudou de certeza.



Passear na margem do Sena

Paris é uma cidade praticamente plana que pode perfeitamente ser explorada a pé. 
Um dos meus passeios preferidos foi ao longo de uma das margens do Sena ao entardecer.



Velib

Apesar de Paris ter um sistema de transportes públicos fenomenal e apesar de ser uma cidade optima para andar a pé, o que me conquistou mesmo foram as bicicletas.

O Velib é um programa genial de aluguer de bicicletas com milhares de bicicletas espalhadas pela cidade e centenas de pontos de pickup/dropoff, e tão barato.



Laduree

Na Laduree entramos no mundo colorido da Marie Antoinette onde temos à escolha um arco-íris inteiro de sabores de macarons. A acompanhar um chá de ervas é perfeito para por fim ao mais persistente desejo de gulodice.

E eu até pensava que não gostava de macarons.



Saint Chapelle

Adorei os vitrais de Notre Dame, mas a Saint Chapelle (lá nas redondezas) arrepiou-me dos pés à ponta do cabelo. 



Space Invaders

Os space invaders são um projecto artístico alternativo espalhado por toda a cidade (e pelo mundo) cujo objectivo é libertar os space invaders dos jogos de computador e trazê-los para o nosso mundo usando pequenos azulejos para materializar a pixelização.

Não é raro ir a passear tranquilamente e de repente (!) pop up (!) lá aparece um simpático invader para nos arrancar um sorriso.


8 de janeiro de 2016

paris - museus

Paris não tem falta de museus.
Ia dizer que o difícil é escolher mas, para um principiante, por acaso também não.

Há aqueles que são obrigatórios para quem nunca visitou a cidade e num fim-de-semana prolongado também não há tempo para muito mais.

O Louvre


Sempre tive muita vontade de explorar o Museu do Louvre. Primeiro, está situado num palácio histórico à beira do Sena. Depois, tem uma das colecções mais vastas do planeta com artefactos da pré-história até aos nossos dias. É o museu mais visitado do mundo por algum motivo.

Mas acho que as pessoas têm uma relação de amor-ódio com este museu. Ao perguntar a amigos que já o tinham visitado, “que tal a experiência?”, quase sempre a resposta veio acompanhada por dicas de sobrevivência.

Pois. O Louvre é tão grande que deve ser aproveitado em várias vezes. 
Na minha primeira vez decidi checkar apenas os highlights, que já nos obrigam a caminhar alguns quilómetros.
Não consegui foi fotografar a Mona Lisa, esqueci-me do zoom :)








Muséé d'Orsay


Este é o Museu principal no que diz respeito ao Impressionismo Francês mas também o queria -muito- visitar por ter sido arquitectado dentro de uma antiga estação de comboios.

Encontramos muitos quadros de Monet, Manet, Pissarro, Degas e até de Van Gogh e do restaurante no andar superior somos surpreendidos por uma vista, através do relógio, para Montmarte.





Centre Georges Pompidou


No Centre Georges Pompidou encontramos a Arte Moderna, a começar pelo próprio edifício que destoa na paisagem urbanística desta zona da cidade. 

A arte e as instalações parecem transbordar para as praças do lado de fora do museu e isso também faz parte da experiência.



Musée Rodin

O Museu de Rodin é outro dos museus simbólicos de Paris, com muitas das suas estátuas distribuídas por um jardim agradável.

Infelizmente não tive a oportunidade de o visitar, mas tropecei nesta estátua ao passear no Jardin de Tuilleries. Lucky me!


6 de janeiro de 2016

paris - icons

Finalmente aproveitei aquele fim-de-semana prolongado (aquele que está sempre prometido mas que nunca acontece) para ir conhecer Paris.

A vergonhosa verdade é que, se me esquecer das 3 míseras horas in_between_trains num qualquer interrail há 2 vidas atrás, nunca tinha estado em Paris, a cidade centro nevrálgico da Europa, icone de moda, cinema, gastronomia, cultura e para muitos a cidade mais bonita do mundo.
Por isso, quando chego, vou de coração a vibrar de expectativa.

Mas por onde começar?

Há mil e uma abordagens possíveis à cidade da luz, mas enquanto principiante total, pareceu-me bem começar por aqueles spots incontornáveis:

Torre Eiffel

A Torre Eiffel foi construída por Gustave Eiffel para a Expo de 1889, em Paris. 
Foi uma estrutura revolucionária para a época, que ultrapassou a Grande Pirâmide de Quéops como a estrutura mais alta construída pelo Homem. Curioso é que se previa a sua demolição depois do evento. Tal não aconteceu e então a torre transformou-se rapidamente no principal símbolo de Paris e de França.


O irónico da subida ao topo da Torre é exactamente isso, a vista é maravilhosa para toda a cidade, excepto para o seu símbolo mais icónico.

No topo da Torre, onde chegamos depois de uma sucessão de elevadores e escadas, podemos ver onde o próprio Gustave tinha o seu escritório, e fazer brindes com champanhe em copos que brilham no escuro.

Uma estrutura assim põe-me sempre os olhos a cintilar, mais ainda naqueles mágicos 5 minutos que acontecem de hora a hora.



Arco do Triunfo e Champs Elisées

O Arco do Triunfo é um monumento ao império napoleónico, mandado construir pelo próprio Napoleão e inspirado na estética do arco de Tito em Roma.

O que mais impressiona é a concepção urbanística do local onde o arco se insere, no ponto de intersecção de 12 grandes avenidas, uma delas a ilustre e exclusiva Avenida dos Campos Elíseos.





Notre Dame

A impressionante catedral de Notre Dame, o estilo gótico em todo o seu esplendor, com os seus intermináveis arcos e vitrais, responsáveis pelo ambiente ultra-místico que encontramos no interior.

E no exterior, certo é estarmos sempre sob olhar atento de enigmáticas gárgulas. 





Montmartre

Longe vão os tempos em que a colina de Montmartre era uma a aldeia de moinhos e vinhas. Mas independentemente ser um dos locais mais turísticos de Paris, continua a ter um charme romântico que nos faz sentir saudades antes de chegarmos e continua a ser um ponto de encontro de artistas na Place du Tertre e de pessoas na escadaria do Sacré-Coeur.






Bateaux Mouches

Uma das actividades mais turísticas de Paris, mas ainda uma das melhores maneiras de conhecer a cidade, é a bordo de um dos bateaux mouches a navegar no Sena.



Metro

Os habitantes de Paris dizem que não há sítio nenhum onde o metro não os leve.
Com dezenas de linhas, centenas de estações e um sem fim de opções de conexão, é bem capaz de ser verdade. 
E o detalhe de algumas decorações art noveau, são lindas, como sempre imaginei.