30 de março de 2016

el chalten #3: madre e hija

Para chegar ao Camp Poincenot (junto ao Fitz Roy) saindo do Camp DeAgostini (junto à Laguna Torre), é necessário fazer o mesmo trajecto que fizemos para chegar à Laguna Torre no sentido inverso durante aproximadamente 4km, e depois virar/subir à esquerda, pelo trilho das Lagunas Madre e Hija.

A subida em direcção às lagoas é bem longa, as mochilas pesam e pelo caminho vamos pensando que não admira que só passem pessoas em sentido contrário.

De pernas pesadas mas espírito alegre continuamos e congratulamo-nos por notar que o clima vai melhorando assim que saímos da alçada do glaciar que está sob o Cerro Torre.
O Sol brilha e até faz algum calor, mas é calor como em “conseguimos despir o casaco quando está Sol”, porque na prática continua bastante frio e o vento é gelado.


Junto às Lagunas Madre e Hija esse vento levanta-se impetuoso e irrita a água que nos respinga, mas o caminho torna-se mais plano, menos cansativo e assim começo a prestar mais atenção aos detalhes da vegetação, cores e texturas que me rodeiam.
É um passeio delicioso beijado pelo Sol.





Montamos a tenda no Camp Poincenot, que tal como o Camp DeAgostini é grátis e por isso básico. Mas ao contrário do Camp DeAgostini, que estava vazio e nós praticamente sozinhos, o Camp Poincenot está bastante composto quando chegamos, passando a apinhado tipo festival de verão, com o passar das horas.

Para além do ocasional viajante solitário, e dos vários casais, chegam também vários grupos numerosos com guias, ultra equipados e preparados, e vários bandos coloridos de gap year kids, barulhentos e especialistas em tropeçar nas tendas alheias.

No Camp Poincenot, estamos claramente muito perto da zona de maior interesse e convergência do Parque.

--

Mental Note 3: Não pensar, em momento algum, que no fim de Fevereiro se viaja "sozinho" na Patagónia.

--

Ao pôr do sol, noto um reboliço anormal fora das tendas, ouvem-se várias línguas ao mesmo tempo, mais entusiasmadas, espreito e vejo pessoas a pegarem nas máquinas fotográficas, iPads, telemóveis e a apressarem o passo.

Saio da tenda, curiosa, e é como se levasse uma chapada visual da montanha. 
Um momento que nunca esquecerei.
Avisto pela primeira vez o pico Fitz Roy, em contra-luz, envolto na bruma, qual aparição. 


“É gigante e está mesmo aqui…” 
Ainda não me tinha apercebido de como estava tão perto.

Passamos o resto da tarde sem conseguir desviar os olhos da montanha, a apreciar cada movimento da neblina, mudança de sombra ou luz. Estamos hipnotizados.

Os índios Tehuelche, que viviam na Patagónia há centenas de anos, chamavam a esta montanha Chalten, que quer dizer montanha de fogo ou montanha fumegante.

Não conseguiria pensar num nome melhor.


Dados (aproximados): distância: 11km | duração: 5h | desnível total: 480m(up) 250m(down) 

28 de março de 2016

el chalten #2: senda a laguna torre

De El Chaltén, saem dois caminhos que se juntam após 10 minutos e que levam ao início da Senda a Laguna Torre.

A primeira parte do percurso é sempre a subir, mas a chuva amaina quando chegamos ao miradouro da Cascata Margarita.



Ao longo do trilho somos acompanhados pelo Rio Fitz Roy que corre em sentido contrário, pelo imponente Cerro Solo e pelo omnipresente vento que desce do glaciar e nos gela cada centímetro de pele exposta.

Também nos cruzamos com algumas pessoas, outros caminhantes, que nos cumprimentam: - “hola!”. Muitos vão mais leves que nós, já estão a voltar da sua caminhada diária até à Laguna Torre.

De vez em quando o Sol ameaça rasgar as nuvens, mas relembramos os comentários dos guardaparques: hoje será muito pouco provável que alguém consiga ver a agulha do Cerro Torre, é uma montanha teimosa que está muito perto do glaciar e muitas vezes nem em dias de Sol e céu azul se deixa ver. 



E assim foi até chegarmos ao Camp DeAgostini.

O acampamento é no meio de um bosque junto à lagoa, mais abrigado das rajadas de vento. É um acampamento grátis e por isso básico, sem nenhum tipo de apoio ou abrigo, apenas um WC e espaço designado para montar tendas.

Depois de montarmos a tenda vamos até à Laguna, a 10 minutos de distância. 
A visibilidade é muito baixa mas conseguimos ver o glaciar ao longe de onde se vão desprendendo blocos de gelo que depois ficam a flutuar na lagoa.


Com o aproximar da noite levanta-se mais vento e a chuva chega em pancadas fortes espaçadas no tempo.

Felizmente a impermeabilização da tenda vai aguentando e lentamente a noite gelada vai dando lugar à manhã seguinte.

--

Ocorre-me agora acrescentar aqui umas dicas no verdadeiro estilo “não faças como eu fiz” que poderão eventualmente ser úteis a quem ler estas linhas.
São uma ou outra mental note que deixei a mim mesma, decorrentes dos erros próprios de uma beginner nestas andanças:

Mental Note 1: Não pensar que o saco-cama super light e minúsculo que levas para a Costa Vicentina no Verão é suficiente. Não é. Nem dormindo com toda a roupa que trouxeste vestida.

Mental Note 2: Não acampar em terreno demasiado plano. Se chover durante a noite no outro dia acordas dentro de uma banheira.

--

O dia amanhece cinzento no Camp DeAgostini, tal e qual como o dia anterior. 
Por isso, enterramos a réstia de esperança que subsistia de talvez ainda podermos ver o Cerro Torre, mas numa de despedida voltamos à Laguna.

Quando chegamos percebemos que afinal nem tudo estava assim tão tal e qual.
A chuva que não nos deixou dormir a noite toda, tinha sido neve uns metros mais acima. 

Ora, descubra as diferenças:

 dia 1 à tarde

dia 2 de manhã



Dados (aproximados): distância: 10km | duração: 4h | desnível total: 350m(up) 115m(down) 

24 de março de 2016

el chalten #1: capital do trekking


A pequena povoação de El Chalten está localizada na zona Norte do Parque Nacional dos Glaciares. Apesar de ter sido fundada nos anos 80 para assegurar território à Argentina (durante um período conturbado de disputa de fronteiras com o Chile), nos dias que correm é muito mais conhecida por servir de base de exploração e apoio logístico ao crescente número de entusiastas da montanha que sazonalmente visitam a região, com o objectivo de caminhar nos percursos próximos aos picos mais famosos das redondezas: o maravilhoso Cerro Fitz Roy e o caprichoso Cerro Torre.

Assim que chegamos à vila somos recebidos pelos guardaparques do Parque que nos fazem uma pequena apresentação dos trilhos recomendados e disponíveis, dos tempos aproximados que levam a percorrer, da fauna que podemos encontrar e de algumas regras de coexistência e preservação do ecossistema.

Uma das coisas mais fantásticas de El Chalten, é que os percursos são muito acessíveis, ou seja, a vila está situada tão perto das montanhas que é possível fazer caminhadas diárias ultra-panorâmicas de ida e volta e ficar a dormir num hostel na vila, sem ser necessário preocupar com dormir em tenda, WC into the wild, a logística das comidas e a inquietação de carregar uma mochila pesada.

Mas no nosso caso optamos por acampar. Em nome da aventura e do back to basics, mas também em nome da flexibilidade do itinerário e da boa saúde do porquinho mealheiro. Os alojamentos, quer em Chalten, quer nas Torres del Paine, para além de serem muito caros, podem facilmente esgotar na época alta. 
Ter de reservar (e pagar) com muito tempo de antecedência retira a flexibilidade aconselhável a uma experiência que pode muito bem necessitar de ajustes devido à meteorologia.

Para além do alojamento, outra das questões mais frequentes é se é necessário recorrer ao serviço de um guia ou se os trilhos são fáceis de seguir indo sozinho: em El Chalten, os percursos mais conhecidos estão todos bem sinalizados e são muito fáceis de seguir. Não é necessário contratar guia, nem levar GPS, nem sequer mapa.


“Naquela direcção encontram o Fitz Roy, naquela fica o Cerro Torre, mais além o Glaciar Piedras Blancas”, continuava o guardaparque, apontando para o horizonte.

A expectativa era muita mas a verdade é que, por muito que abríssemos os olhos, não conseguíamos ver nenhum dos pontos de interesse referidos. A visibilidade estava próxima de zero. 
Não fazíamos ideia de onde se localizavam, se estariam perto ou longe.

E, para culminar, dali a pouco começava a chover.

Ou seja, a nossa caminhada estava perto de se tornar tudo excepto ultra-panorâmica. Senti a necessidade de aventura fraquejar. Dúvidas e pensamentos do tipo “Vim para tão longe e para além de não ver as montanhas, agora ainda vou acampar à chuva?”, surgiram-me automaticamente.

Mas não havia grande coisa a fazer. 
O nosso parque de campismo estava a 10km e 4h de distância. 
Compramos mantimentos para os 3 dias seguintes e pomo-nos a caminho debaixo do céu cinzento, procurando ajustar o mindset:

“Patagonia, give me everything you’ve got.”

18 de março de 2016

viajar na patagónia


A Patagónia é uma região muito vasta, é a zona mais a sul da América do Sul, partilhada pelo Chile e Argentina.

Por ser uma região tão vasta, tem infinitos pontos de interesse, mas enquanto amantes de caminhadas e belezas naturais já tínhamos a tarefa da escolha bastante facilitada.

Assim, apontamos agulhas para o Parque Nacional dos Glaciares (Argentina), casa do Glaciar Perito Moreno (entre outros) e do maravilhoso Cerro Fitz Roy, e para o Parque Nacional das Torres del Paine (Chile), uma autêntica meca do trekking mundial.

As cidades de acesso são respectivamente El Calafate e El Chalten (Argentina) e Puerto Natales (Chile), ligadas entre si por autocarros frequentes.

Depois, o que fez sentido na nossa experiência itinerante foi seguir viagem para Sul, atravessando o Estreito de Magalhães para a Terra do Fogo, e chegando a Ushuaia e ao “fim do mundo”. 
Pelo menos ao fim de todo o mundo que existe antes da Antártida.


A Patagónia é um daqueles espaços místicos do mundo que se apegam ao imaginário do viajante e depois nunca mais se vão.

Aqueles espaços longínquos e difíceis de alcançar, onde a vida é árdua e a paisagem inóspita, onde as fronteiras foram inventadas e onde nos surpreendemos com glaciares pintados de um azul eléctrico, grupos de guanacos a petiscar os arbustos à beira de lagos de águas irritadas e montanhas aguçadas debaixo da asa de um condor solitário.

Isto se lhes apetecer, é claro.


--
“Don’t ask about the weather today. This is Patagonia. We don’t know.”
--

O tempo é um factor preponderante no balanço final de uma experiência na Patagónia, mas a verdade é que também é o factor mais imprevisível de todos, de tal modo que é frequente encontrarmos cartazes que alertam para isso nos pontos de informações. 
Ou seja, podemos perguntar tudo o que quisermos mas não vale a pena perguntar se vai chover, ninguém sabe.
A melhor altura para viajar é no Verão austral (Dezembro, Janeiro, Fevereiro), quando as temperaturas são mais altas (max 20-25ºC) e é maior a probabilidade de bom tempo e menor a probabilidade de encontrarmos trilhos inacessíveis, estradas intrasitáveis, vôos cancelados.

Mas esta é também a altura preferida de toda a gente, o que resulta numa sobrecarga das infra-estruturas: hotéis, refúgios, campismo e transportes esgotados.
Decidimos viajar no final de Fevereiro com o objectivo de tentar equilibrar esses factores.

Como o tempo é sempre a grande incógnita na Patagónia, na hora de fazer a mochila é obrigatório contar com todos os tipos de clima: casaco quente e agasalhos para frio de 0ºC, t-shirts para o calor de 25ºC, impermeável para a chuva, um bom saco-cama (as noites são muito frias) e tudo em modo minimal, porque na Patagónia a mochila é para andar quase sempre às costas.


E depois, há todo aquele vento.
Viento mucho viento...
Mas isso, a mim, não me chateou.

9 de março de 2016

patagonia express


Quando li o livro do Luís Sepúlveda, há 15 anos atrás, soube que tinha de lá ir. 
À Patagonia.

Depois seguiram-se outros livros e histórias de lagoas azul-turquesa e paredes vermelhas ao nascer do sol, a adrenalina da promessa de paisagens em estado bruto numa região selvagem de clima áspero e incerto, o sonho com a descoberta de paragens com as melhores oportunidades de caminhada do mundo, de contacto com a natureza, de back to basics, e também, ah pois, o orgulho pelos portugueses que por lá navegaram antes de todos os outros, há centenas de anos.

Foram algumas das coisas que me puseram fora de casa a caminho do fim do mundo.

Os próximos posts serão, assim, dedicados a uma das regiões mais feiticeiras do planeta. Deixo aqui o itinerário desta passagem para o fim do mundo, da minha patagónia, como sempre, em modo express :-)



1
Vôo. Lisboa - São Paulo – Buenos Aires
Vôo. Buenos Aires - El Calafate

2
Bus. El Calafate – El Chalten
Trek. El Chalten – Laguna Torre

3
Trek. Laguna Torre – Camp Poincenot
via Laguna Madre/Hija
Trek. Laguna Capri

4
Trek. Laguna de los Três
Trek. Camp Poincenot – El Pilar

5
Bus. El Chalten – El Calafate
El Calafate

6
Glaciar Perito Moreno

7
Estancia Nibepo Aike

8
Bus. El Calafate - Torres del Paine
Border. Argentina – Chile
Trek. Las Torres – Torres

9
Trek. Mirador Torres del Paine
Trek. Torres – Los Cuernos

10
Trek. Vale Fracês

11
Trek. Camp Italiano - Paine Grande
Boat. Lago Pehoe – Pudeto
Bus. Pudeto – Puerto Natales 
Puerto Natales.

12
Bus. Puerto Natales – Ushuaia  
(via Estreito Magalhães)
Border. Chile - Argentina

13
Ushuaia. Pinguinera

14
Ushuaia. Canal Beagle.
Vôo. Ushuaia – Buenos Aires
Buenos Aires. TANGO Milonga

15
Buenos Aires. San Telmo. Palermo Soho
Vôo. Buenos Aires – Porto Alegre - Lisboa



12 de fevereiro de 2016

romantic time

Claro que isto de "sítios românticos" depende sempre da companhia. 
E os apaixonados namoram todos os dias, até na fila do supermercado, certo?

Mas com o dia de São Valentim à porta, lembrei-me de deixar aqui alguns lugares inspiradores e cheios de potencial para muito romantic time

Açores, Portugal
Qualquer lista sobre locais apaixonantes, quanto a mim, tem que começar nos Açores, as ilhas do meu coração. Esta foto foi tirada nas Flores mas garanto que é coincidência. Na verdade não consigo eleger a minha ilha preferida.


Santorini, Grécia
É conhecido que os terraços de Santorini serão provavelmente um dos sítios que vê mais pedidos de casamento por unidade de tempo. Isto deve-se ao que é publicitado como o “melhor pôr-do-sol do mundo”.


Dunas de Merzouga, Marrocos
É possível acampar em tendas berberes às portas do deserto do Sahara, uma experiência exótica e romântica, principalmente em noites de lua cheia.


Córdoba, Espanha
Os pátios castiços repletos de flores transformam a Primavera da Andaluzia num período romântico por excelência. Esta é uma tradição que Córdoba leva muito a sério durante o festival Las Cruces, e nós agradecemos.


Udaipur, Índia
Aquele palácio do tempo dos Maharajas que parece navegar indolente no lago Pichola, faz de Udaipur a cidade mais romântica do Rajastão.


Palawan, Filipinas
Palawan é uma das ilhas mais remotas das Filipinas, que ainda mantem recantos relativamente inexplorados onde é fácil encontrar vários paraísos perdidos.


Aswan, Egipto
Um passeio de felluca no Rio Nilo, a minha sugestão egipcio_romântica.


Roma, Itália
Já conheço Roma há muitos anos mas gosto sempre de regressar porque é aquela cidade capaz de me arrebatar e deixar com aquele nervoso miudinho que antecede um encontro esperado há muito. Sempre. O amor também é isso.
Isso e um jantar à luz das velas no Trastevere, um dos bairros mais castiços de Roma.


Yellowstone, Estados Unidos
Um passeio pelo parque nacional de Yellowstone é uma autêntica rota de jóias onde podemos encontrar – apropriadamente - um dos geysers mais fiéis do planeta, o Old Faithful.

Petra, Jordânia
Um local misterioso que se vai revelando à medida que percorremos o Siq, o desfiladeiro que nos conduz a um precioso Tesouro.


Alentejo, Portugal
Quem não gosta de uma escapadela de fim-de-semana para um daqueles lugares onde parece que o tempo passa mais devagar?



e podia continuar, oh se podia.


11 de janeiro de 2016

paris - best of

Toda a gente sabe que o melhor de viajar é ser surpreendido. Seja numa aventura trans-himalaica, ou num fim-de-semana no Alentejo, ou numa cidade como Paris.

Aqui ficam as supresas que Paris me reservou, o que mais adorei, o meu “best of”:


Os Mercados

Muitos parisienses não vão ao shopping fazer compras, o shopping é que vem até eles. Todos os dias da semana existem mercados em vários pontos da cidade e parar num deles é um absoluto must

São mercados que se montam de manhã e desmontam à tarde e há mercados para todos os gostos, de velharias, de roupa, de flores, e de comidas (os meus preferidos).

No Inverno existem os mercados de Natal (de dia e de noite) e não há frio que afaste os parisienses da rua, “marrons et vin chaud” (castanha assada e vinho quente) ajudam a aquecer.






Os Cafés

Dizem que uma das melhores maneiras de apreciar Paris é sentando num dos seus muitos cafés e esplanadas e ficar só a ver a vida a passar.

Ora nós, portugueses, sabemos muito bem como isso é tão bom, não precisamos de ir a Paris para entender este prazer comum, de sentar com amigos numa esplanada, conversar durante horas, beber um cafezinho ou uma cerveja, ler o jornal, sem pressas. Ou seja, não posso dizer que tenha ido para Paris para me sentar nos seus cafés.

O que me surpreendeu e agradou de sobremaneira foi o facto de mesmo com uns invernosos 5ºC de temperatura ver as esplanadas no exterior dos cafés confortavelmente cheias. Em Portugal a cultura da esplanada ainda é relativamente sazonal, mas em Paris TODAS as esplanadas estão equipadas com sistemas de aquecimento que permitem às pessoas gozarem do prazer do café na rua, mesmo no inverno.



Les Nympheas

Qualquer museu que se preze tem nenúfares do Monet, por isso até já tinha visto um ou outro. Mas, como se costuma dizer, nada me preparou para o que encontrei dentro daquelas duas salas ovais do Musée de L’Orangerie.

As salas têm luz natural do tecto, e as pinturas foram dispostas (de acordo com instruções do próprio autor) de modo a que o visitante pudesse “mergulhar” nelas e ter uma experiência o mais próxima possível da que ele teve quando as pintou. 



Os Jardins

Existem centenas de parques e jardins por toda a cidade. Foram construídos e pensados para os residentes poderem estar em contacto com a Natureza e assim escaparem à vida citadina.

Isso pode não parecer nada de especial para quem visita a cidade em apenas alguns dias, mas foi mesmo óptimo descansar um bocadinho no Jardin du Luxembourg depois de uma manhã de correria no Louvre.



Le Marais, num domingo

Ruelas entrelaçadas, bares, restaurantes, lojas vintage, padarias artesanais, galerias de arte, pequenos museus, mercearias antigas, tudo condensado numa área relativamente pequena levaram-me a adorar este bairro.

Aqui concentra-se a maior parte da comunidade judaica de Paris, por isso está tudo aberto e animado aos domingos, quando outras partes da cidade estão mais sonolentas.

Ter lá estado no dia em que começava o Hanukkah pode ter ajudado a esta paixão inesperada. O falafel que comi ajudou de certeza.



Passear na margem do Sena

Paris é uma cidade praticamente plana que pode perfeitamente ser explorada a pé. 
Um dos meus passeios preferidos foi ao longo de uma das margens do Sena ao entardecer.



Velib

Apesar de Paris ter um sistema de transportes públicos fenomenal e apesar de ser uma cidade optima para andar a pé, o que me conquistou mesmo foram as bicicletas.

O Velib é um programa genial de aluguer de bicicletas com milhares de bicicletas espalhadas pela cidade e centenas de pontos de pickup/dropoff, e tão barato.



Laduree

Na Laduree entramos no mundo colorido da Marie Antoinette onde temos à escolha um arco-íris inteiro de sabores de macarons. A acompanhar um chá de ervas é perfeito para por fim ao mais persistente desejo de gulodice.

E eu até pensava que não gostava de macarons.



Saint Chapelle

Adorei os vitrais de Notre Dame, mas a Saint Chapelle (lá nas redondezas) arrepiou-me dos pés à ponta do cabelo. 



Space Invaders

Os space invaders são um projecto artístico alternativo espalhado por toda a cidade (e pelo mundo) cujo objectivo é libertar os space invaders dos jogos de computador e trazê-los para o nosso mundo usando pequenos azulejos para materializar a pixelização.

Não é raro ir a passear tranquilamente e de repente (!) pop up (!) lá aparece um simpático invader para nos arrancar um sorriso.