7 de novembro de 2016

lago maggiore [cannobio]

Para os viajantes que atravessam os Alpes, de Norte para Sul, o Lago Maggiore, o 2º maior Lago da região dos Lagos Italianos, tem sido desde sempre o primeiro contacto com o calor do Sul e com a vegetação luxuriante mais própria destas latitudes.

O seu micro-clima contribuiu para o despontar de várias vilas-jardim na margem Este do Lago, como Verbania. Ou como a Isola Bella, uma ilhota que, no séc XVII, foi transformada numa obra-prima da botânica pela proeminente família Borromeo, e que ainda hoje ostenta os seus jardins meticulosamente mantidos.




A nossa base no Lago Maggiore foi, no entanto, a tranquila vila de Cannobio a uma curta distância da fronteira de Itália com a Suíça.

O carácter comercial desta vila nota-se em muitas casas do séc. XVIII e XIX que compõem o entrelaçado de ruas de calçada antiga do centro histórico, “il Borgo”. 
As suas ruas estreitas, praticamente fechadas por edifícios altos, foram assim idealizadas para proteger os habitantes de incursões hostis vindas do Lago. 
Cada edifício está pintado de uma cor diferente, o que resulta no ambiente portuário típico italiano.

A Piazza Vittorio Emanuele III é o principal ponto de encontro na cidade, onde também se concentram a maior parte de restaurantes e tavernas de mesas com toalhas axadrezadas, perfeitas para relaxar num jantar tranquilo à luz da vela, e brindar à deliciosa gastronomia italiana.







2 de novembro de 2016

lago orta [orta san giulio]


O tranquilo Lago Orta, no Norte de Itália, é um segredo muito bem guardado.
É um lago relativamente pequeno e muito menos concorrido que os seus vizinhos, os Lagos Maggiore e Como. Com isso consegue manter um ambiente local e genuíno.
O principal ponto de interesse deste lago é a cativante vila medieval de Orta San Giulio, construída nas encostas íngremes da colina Sacro Monte, numa península que se lança lago adentro.

Orta San Giulio representa tudo o que sempre imaginei que seria uma destas bonitas vilas à beira lago, as ruas estreitas com pedras de calçada grada que convidam ao andar sem rumo, a arquitectura dos edifícios antigos de elegância e pintura ocre desgastada, o ambiente romântico e misterioso.

À formação deste ambiente ajudam a Isola San Giulio, a ilha a meio do lago, mesmo em frente à vila, que hoje alberga um Mosteiro Beneditino, e a moldura de montanhas que controlam as brumas e o modo como a luz incide em tudo o que nos rodeia.











Deixamos a vila a pensar que agora percebemos o nome dado à colina: Sacro Monte. 
Este é mesmo um sítio sagrado.

24 de outubro de 2016

zermatt [e o matterhorn]

A curta viagem de comboio que nos leva de Tasch a Zermatt, na Suíça, é uma viagem feita em grande alvoroço e expectativa. Este é o último troço do mítico Glacier Express que faz a ligação entre duas das estâncias de ski mais conhecidas do país, St Moritz e Zermatt. E depois deste troço final ficamos cara a cara com aquele que é provavelmente o mais fabuloso ícone dos Alpes Suíços.

Os passageiros colam-se aos vidros das enormes janelas panorâmicas na esperança de “o” ver, mas só quando desembarcamos na vila é que "ele" surge sozinho no horizonte da cidade, com as suas formas bonitas e aguçadas, o Matterhorn, uma montanha que é escusado tentar descrever, é simplesmente perfeita.

Depois de chegarmos a Zermatt, o Matterhorn nunca mais desaparece,  é como um maravilhoso emplastro a perscrutar o horizonte, que tem que caber em todas as fotografias, enquadramentos e perspectivas. 
Vemo-lo e ficamos hipnotizados. De repente torna-se impossível desviar o olhar.


Zermatt é uma vila de montanha muito exclusiva, procurada pelo ski, escalada e caminhadas. Na sua rua principal misturam-se alpinistas profissionais, snowboarders, jet-setters, grupos de turistas e backpackers.
É uma vila que mantém uma traça quase medieval com uma arquitectura castiça de casas de madeira e flores à janela.

Não existem carros na cidade, por isso anda-se a pé ou em veículos eléctricos que fazem o transfer de pessoas entre a estação de comboio, hotéis e teleféricos, a pouco mais de 1km de distância.



É difícil escolher o que fazer em Zermatt: são quilómetros de pistas de ski nos glaciares, mesmo no Verão, é o Gornergrat-Bahn, um comboio de bitola estreita que sobe até Gornergrat e aos seus panoramas magníficos para as montanhas, são os sunrises em Rothorn, um dos pontos mais espectaculares para ver aqueles primeiros raios de Sol a incidir no Matterhorn, e os vários teleféricos que nos levam para locais onde as hipóteses de caminhadas são infinitas. 

É difícil escolher, mas para nós acabou por ser uma dificuldade relativa, porque a montanha com o seu magnetismo faz-nos imediatamente tender para a caminhada que nos leva para mais perto, em direcção ao seu “base camp”, o Hornlihutte.



Esta caminhada começa depois de uma viagem de teleférico até Schwarzsee e leva aproximadamente 2h em direcção ao refúgio que serve de base aos alpinistas que pretendem conquistar o cume da montanha.

O refúgio, chamado Hornlihutte, está a meio da encosta norte do Matterhorn, e para lá chegar o caminho é por vezes íngreme e bastante inclinado.
Para além de podermos olhar mais de perto para a montanha, as vistas para os vales vizinhos, glaciares na fronteira com Itália e outros cumes como o Monte Rosa, também são maravilhosas. 




O Hornlihutte foi recentemente reabilitado e na prática é um refúgio de luxo que oferece todas as comodidades aos seus hóspedes e visitantes. Quando chegamos encontramos um terraço encantador, com vistas deslumbrantes em dia de céu azul, perfeito para um merecido descanso.




O trilho até ao refúgio, apesar de não ter nada que enganar (é sempre a subir), está muito bem assinalado. O melhor é ir o mais cedo possível para evitar as horas de maior afluência mas principalmente para conseguir as melhores vistas do pico. O Matterhorn é conhecido pela sua nuvem residente que costuma aparecer antes da hora do almoço e vai aumentando ao longo do dia.



Outra caminhada muito popular em Zermatt é a caminhada das 5 Lagoas, que tem início em Rothorn. Este trilho passa por 5 lagoas fotogénicas: Stellisee, Grindjisee, Grünsee, Moosjisee e Leisee. Em dias de pouco vento é possível ver o reflexo da montanha nas lagoas e, no Verão, quem sabe dar um mergulho. 

Mas o que mais gostei foi da sensação de fazer parte desta paisagem.





19 de outubro de 2016

lavaux [vinorama]

Na roadtrip que nos levou dos lagos às montanhas dos Alpes, percorremos a margem Norte do Lago Léman, também conhecido por Lago de Genebra, na fronteira de França com a Suíça.

No troço entre Lausanne e Montreaux, descobrimos uma das estradas mais panorâmicas da viagem, conhecida por “vinorama”, que atravessa a região vinícola de Lavaux.

Nestas encostas viradas a Sul cultiva-se o vinho em socalcos há centenas, senão milhares de anos, e esta paisagem vinícola (tal como as portuguesas do Douro ou da ilha do Pico) é património da Unesco.



  




17 de outubro de 2016

lake to mountain [to sea]: itinerary

(click para aumentar)

Quem não gosta de dar mergulhos num bom mar azul cristalino? Eu sei que gosto! Também gosto de explorar grandes cidades e os seus museus, adoro descobrir pequenas vilas românticas, e confesso que tenho um fraquinho por ruínas romanas. 
Mas já percebi que as minhas andanças também têm que incluir o que chamo de "componente alpina", ou seja, tenho sempre que ir dar uma volta às montanhas e na prática, é onde prefiro passar a maior parte do tempo.

Dito isto, apesar de já ter andado em montanhas mais ou menos longínquas, nos últimos tempos comecei a perguntar a mim própria porque é que ainda não dei quase nenhuma oportunidade às montanhas europeias. 
Já estava mais que na hora de juntar os Alpes à minha “componente alpina”.

Este foi o ponto de partida para delinear uma viagem que serpenteasse entre os lagos e as montanhas dos Alpes, uma lake to mountain roadtrip capaz de nos levar:
  • a conhecer alguns lugares encantadores como Zermatt, a vila suíça que convive de perto com a silhueta permanente do Matterhorn, uma das montanhas mais bonitas do mundo; 
  • a descobrir a região dos românticos lagos italianos (Orta, Maggiore, Como e Garda); 
  • a fazer caminhadas e vias ferratas nas Dolomites, as montanhas brancas de uma região fronteiriça por excelência, que é o Alto Adige/Sud Tirol italiano; 
  • a revisitar as maravilhas históricas e arquitectónicas de Veneza
  • e ainda a terminar com duas pit stops, uma para um mergulho no Mediterrâneo em Génova e outra para piscar o olho a uma ruína romana muito especial no Sul de França.

Este era o plano inicial. E era um bom plano.
Mas um nevão relativamente precoce e inesperado, no meio de Setembro e no meio das Dolomites, enfiou-nos a via ferrata no saco, mudou-nos os planos e acabámos por estender esta roadtrip ao mar Adrático e à península da Istria na Croácia. 

Não é isto o mais fantástico de viajar na Europa? Quaisquer 100km de distância são capazes de nos mudar totalmente o cenário, as pessoas, a língua, a moeda, a cultura e, neste caso, também o clima. Viajar no Velho Continente é sempre ganho! 

Aqui fica o itinerário desta roadtrip do Lago à Montanha |e ao Mar|:

1
Voo. Lisboa – Lyon (França)
Car. Lyon - Tasch (Suiça) (350km / 4h30)
Train. Tasch - Zermatt

2
Zermatt
Trek. Materhorn
Trek. Rothorn 

3
Train. Zermatt – Tasch
Car. Tasch – Cannobio (Lago Maggiore) (200km / 4h00)
via Orta San Giulio (Lago Orta) 

4
Car. Cannobio – Lenno (100km / 2h00)
via Locarno, Lugano
Villa Balbianello 

5
Boat. Lago Como. Bellagio. Varenna
Car. Lenno – Bergamo (100km / 2h30) 

6
Car. Bergamo – Cortina D’Ampezzo (360km / 5h30)
via Riva del Garda (Lago Garda)

7
Trek. Dolomiti di Sesto. ½ Loop 3 Cime de Lavaredo
via-ferrata Monte Paterno
Rifugio Locatelli

8
Trek. ½ Loop 3 Cime de Lavaredo
Trek. Alta Badia

9
Galeria Lagazuoi
via-ferrata Cengia Martini
Car. Cortina D’Ampezzo – Pula (Croacia) (360km / 4h00)

10
Pula
Car. Pula – Rovinj (35km / 0h40)
Rovinj

11
Car. Rovinj - Veneza (250km / 2h30)
Veneza

12
Veneza

13
Car. Veneza – Genova (400km / 4h00)

14
Car. Genova – Uzes (450km / 5h00) via Monaco
Uzès

15
Uzès market. Pont du Gard
Car. Uzès – Lyon (200km / 2h00)
Voo. Lyon – Lisboa 


4 de outubro de 2016

dia mundial dos animais


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