25 de agosto de 2016

100 anos de National Parks [e +20 razões para ir aos States]

No dia em que se celebra o primeiro centenário de National Park Service, a organização que gere os Parques Nacionais e centenas de outros locais de interesse histórico, cultural e natural dos Estados Unidos, deixo aqui algumas imagens que podem muito bem acrescentar linhas a qualquer lista de motivos para visitar o país do Tio Sam.
No processo desta minha compilação, reparei que não tenho fotos dos Parques que visitei antes da “era digital”, há quase 20 anos. 
Isso só pode querer dizer que está na hora de voltar. Venham daí:

Arches National Park | Utah
Este Parque Nacional concentra o maior número de arcos naturais pacientemente esculpidos pela água e pelo vento ao longo das eras. O ex-libris desta exposição de obras de arte naturais é o Delicate Arch, símbolo do Utah, maravilhoso ao pôr do sol e a qualquer outra hora do dia.


Bryce Canyon National Park | Utah
Apesar de não ser tecnicamente um canyon, o grande anfiteatro do Bryce Canyon prova que a Natureza padece de uma imaginação atrevida.
Aqui, descobrimos milhares de hoodoos (que é como se chamam estas formações rochosas), envoltos em misticismo e histórias indígenas, de formas tão bizarras que é normal pensar que talvez tenhamos chegado a outro planeta. 


Canyonlads National Park | Utah
O melhor de estar na paisagem vermelha do Utah é encontrar miradouros de onde temos aquelas vistas em que conseguimos perceber a curvatura da Terra. Um destes sítios é Island in the Sky, um dos hot spots do Parque Nacional de Canyonlands, onde podemos apreciar a confluência dos Rios Colorado e Green. 


Ali perto está o Dead Horse Point State Park, onde nos podemos surpreender com os caprichos do Rio Colorado e comprovar todo o espectáculo massivo que a erosão provocou na paisagem.



Cedar Breaks National Monument | Utah
Mais ou menos a 3000m de altitude encontramos outro anfiteatro muito especial, parente do Bryce Canyon. Dada a altitude a que se situa, não é anormal encontrar neve, mesmo no fim da Primavera. 


Natural Bridges National Monument | Utah
Por falar em Obras de Arte, ainda no estado no Utah, porventura o estado com maior profusão destes acidentes geológicos, existem 3 pontes naturais que nos convidam à reflexão sobre o poder dos elementos. As pontes chamam-se Kachina, Owachomo e Sipapu homenageando o povo nativo americano Hopi que vivia na região. 


Zion National Park | Utah
No mundo pré-Matrix, para mim Zion era apenas sinónimo de fenómenos rochosos espectaculares, um trilho hiper panorâmico até Angels Landing, lagos cor de esmeralda e a maior mesa de xadrez do mundo.


Canyon de Chelly National Monument | Arizona
O Canyon de Chelly é habitado há mais de 5000 anos, desde as tribos Anasazi até às famílias Navajo que nos dias de hoje aqui construíram as suas casas, criam os seus animais e cultivam a terra. Para além de ser um local lindíssimo também tem enorme importância cultural e histórica.    


Grand Canyon National Park | Arizona
O Grand Canyon é conhecido por ser a estrela da companhia dos Parques Nacionais.
Da orla do desfiladeiro mais famoso do planeta encontramos vistas de uma amplitude incrível para o Rio que serpenteia 1km abaixo. O Colorado foi talhando a rocha camada a camada e é o principal responsável pelo caleidoscópio de cores que se vai revelando à medida que o nosso olhar mergulha no Canyon.


Yosemite National Park | California
No vale encantado de Yosemite encontramos muita diversidade de belezas naturais, sejam cascatas, as maiores da América do Norte (Yosemite Falls), sequóias e outras árvores gigantes, caminhadas até locais inesquecíveis (Half Dome) e o maior monolito de granito do mundo (El Capitan).
Yosemite é o parque de vários superlativos.


Sequoias National Park | California
No Parque Nacional das Sequóias, os superlativos continuam num espaço que guarda as maiores árvores do mundo.


Grand Teton National Park | Wyoming
Grand Teton situa-se na fronteira Noroeste do Wyoming com o Idaho e é constituído por uma cadeia de montanhas que, todas juntas, compõem uma admirável fortaleza alpina de neve, rocha e gelo, um mundo aparentemente intocável e distante, pertencente à grande cordilheira das Montanhas Rochosas norte-americanas. 
É um local excelente para desfrutar do contacto com a Natureza e tentar avistar um urso grizzly, ou dois. 


Yellowstone National Park | Wyoming
O Parque Nacional de Yellowstone situa-se no coração de um vulcão gigante semi-adormecido, que para além de ser um santuário de vida selvagem, tem toda aquela inacreditável colecção de pontos geo-termais, nascentes de água quente, lagos coloridos, fumarolas e claro, géiseres, nomeadamente o icónico Old Faithful e as suas inconfundíveis manifestações explosivas.


Bighorn Canyon National Recreation Area| Montana
A construção da barragem de Yellowtail criou um lago artificial com as águas do Rio Bighorn. Esta é uma área com características muito especiais: partilha da Reserva de Índios Crow, da zona protegida de cavalos selvagens Mustang e o Rio é doce, navegável e espectacular. 


Little Bighorn Battlefield National Monument | Montana
A batalha de Little Bighorn foi uma das batalhas históricas dos Estados Unidos e representou o choque entre dois modos de vida: os índios contra a cavalaria.
Foi a acção militar mais importante da Guerra das Black Hills de 1876 e terminou com uma vitória esmagadora dos índios, liderados por grandes guerreiros como Crazy Horse e Sitting Bull.


Devil’s Tower National Monument | South Dakota
Foi declarado monumento nacional pelo próprio presidente Theodore Roosevelt em 1906. Várias tribos das grandes planícies como os Lakota, Shoshone, Crow, Blackfeet, Arapaho, entre outros, consideram-no um local sagrado onde todos os anos acontecem vários rituais e cerimónias.


Mount Rushmore National Memorial | South Dakota
Washington, Jefferson, Theodore Roosevelt e Lincoln, os 4 presidentes que comemoram a fundação, expansão, preservação e unificação dos Estados Unidos, respectivamente, num local que inflama os mais recônditos sentimentos patrióticos. 


Badlands National Park | South Dakota
As Badlands são antigos depósitos de fósseis com mais de 25 milhões de anos que se transformaram em formações rochosas inesperadas, pradarias de perder de vista e o local predilecto de numerosas manadas de búfalos.



Menções honrosas:
Apesar de não serem National Parks achei por bem incluir aqui 2 locais que me deslumbraram pela sua magnitude. Já vão perceber porquê:

Crazy Horse Memorial | South Dakota
Quando estiver finalizada, a estátua do guerreiro Crazy Horse montado a cavalo, apontando para o horizonte, poderá tornar-se a maior estátua do mundo. Mas ainda está longe do fim. Por enquanto vai progredindo lentamente, desde 1948, mas não deixa dúvida alguma de que será assim qualquer coisa de espectacular.


Monument Valley | Arizona
O Monument Valley é um Navajo Tribal Park e situa-se dentro da Navajo Nation, a região semi-autónoma que ocupa parte dos estados do Arizona, Utah e Novo México.
Foi um dos locais que mais gostei de visitar, daqueles que parece que já conhecemos como a palma da mão, mesmo antes de lá chegar.


Hit the road!

5 de agosto de 2016

vilas italianas [mais ou menos] perto do mar

Começa o mês de Agosto e eu começo a pensar em férias no Mediterrâneo. 
É assim todos os anos.

Mais concretamente no Mediterrâneo italiano.
Quem não gosta daquele espírito boémio do “dolce far niente”, da boa vida, do sol a escaldar, dos passeios de barco num mar azul-turquesa até onde a vista alcança, das descobertas culturais rodeadas de arquitectura renascentista, das noites quentes, da boa comida, tudo no ambiente sensual, vintage e por vezes decadente em que os italianos, no seu cantinho à beira do Mediterrâneo plantado, se tornaram especialistas, como ninguém.

Deixo aqui algumas vilas italianas espectaculares, umas mais perto do mar, outras mais longe, mas todas capazes de nos arrebatar. 


Porto Cervo | mais perto
Esta vila exclusiva da Sardegna foi fundada apenas nos anos 60 pelo príncipe magnata Aga Khan e é o principal porto da Costa Smeralda. A vila é um dos destinos turísticos mais prestigiados do mundo, respira luxo e é conhecida por ser um dos retiros preferidos do jet set internacional.
E claro, nos arredores encontramos as mais oníricas spiaggias do mare nostrum.


Tropea | mais perto 
Tropea é uma vila no litoral da Calábria. Situa-se num segmento de costa do Mar Tirreno designado por Costa dos Deuses, que vai alternando entre falésias dramáticas e praias de areia branca, sempre com uma água maravilhosa e transparente a acompanhar. Tem um centro histórico pitoresco empoleirado no penhasco e é o ponto de partida perfeito para incursões às ilhas Eolie, na Sicília.  


Siena | mais longe
Siena, na Toscana, não é propriamente uma vila, é uma cidade com um centro histórico apaixonante, de tradições muito bairristas e palco de uma das corridas de cavalos mais alucinantes do planeta, Il Palio. Este é um dos meus cantinhos preferidos de Itália e quando estou por lá parece sempre que todos os meus caminhos vão dar a Siena. 


Riomaggiore | mais perto
Riomaggiore faz parte das ultra-fotogénicas Cinqueterre na costa da Liguria. Uma sucessão de casinhas altas e estreitas de paredes amarelas, cor-de-rosa e laranja, pontuadas por janelas verdes que vão subindo colina acima. Esta vila piscatória é um festim de cores vivas a contrastar com o azul do mar. 


Matera | mais longe
As ruas de Matera, no interior da província de Basilicata, no sul da Itália, só enchem para a "passegiata" por volta das 18h, quando as famílias, vizinhos e comadres se juntam para a coscuvilhice diária. Também é por volta das 18h que começa o espectáculo do entardecer nas "sassi", as casas escavadas na rocha que parecem ir mudando de cor à medida que o sol mergulha no horizonte desta vila cinematográfica.


Portofino | mais perto
A vegetação luxuriante que garante privacidade aos jardins das casas apalaçadas dá o mote para o ambiente de uma das vilas mais exclusivas do litoral italiano, na província da Liguria.


Bologna | mais longe
Bologna, na Emilia-Romagna, outra cidade com um centro histórico cativante: as suas icónicas 2 Torres, os seus pórticos românticos, o seu Duomo dramaticamente inacabado e a sua cor vermelha. Um must para os fãs de arquitectura e para os foodies que por aí andam, ou não fosse esta cidade a capital gastronómica de Itália.


Ostuni | mais perto
Ostuni é uma das vilas mais bonitas da Puglia. As casinhas brancas no topo da colina parecem dispostas em cascata, com vista para uma paisagem campestre repleta de oliveiras e para o Mar Adriático a cintilar a poucos quilómetros de distância.


S. Gimignano | mais longe
Esta pequena vila na Toscana, que hoje é provavelmente a vila mais visitada de toda a Itália, era uma cidade próspera no séc XIII. Na altura a prosperidade media-se em altura, por isso, nesta Manhattan medieval era especialmente importante ter uma torre mais alta que o vizinho.


Taormina | mais perto
Taormina é um dos destinos mais cobiçados da Sicília, uma vila localizada à beira de um penhasco com praias lindíssimas, ruínas romanas e uma vista espectacular para o Monte Etna. 


Portovenere | mais perto
Portovenere, o Porto de Venus, remonta ao tempo dos romanos e fica numa península rochosa no Golfo dos Poetas. Era uma paragem obrigatória nas rotas dos navegadores genoveses e uma vila popular entre escritores como Lord Byron. Com o seu pequeno porto de casas coloridas e ruas estreitas que sobem até ao castelo é uma vila maravilhosa para visitar no Verão.



Let's go!

21 de julho de 2016

vale a pena ficar fit [antes de sair de casa]

Deixo aqui alguns destinos que para além de serem espectaculares ainda nos motivam a ficar em forma mesmo antes de sairmos de casa.
Quem gostar de férias activas, poderá encontrar experiências once-in-a-lifetime aliadas a aventuras outdoor capazes de nos fazer sacudir o pó do esqueleto.

Levadas na Madeira | Portugal
Andar a pé é uma das melhores maneiras de aceder ao coração da ilha da Madeira e o boom de natureza que testemunhamos quando percorremos os quilómetros e quilómetros de levadas, faz desta uma das mais exuberantes experiências madeirenses.


Atravessar os Picos da Europa | Espanha
Os Picos da Europa são provavelmente as montanhas mais fabulosas dos nuestros hermanos. Andar por lá a passear a pé por cima das nuvens, das montanhas rochosas e inóspitas aos vales e prados verdejantes, foi uma das coisas que mais gostei.
E é o mínimo que se pode fazer para conseguir gastar todas as calorias de uma fabada asturiana.


Kayak nas ilhas Elafiti | Croácia
O Mar Adriático com as suas águas límpidas e transparentes, marés ténues, ventos doces, correntes e ondas raras, faz da Croácia e das suas mais de mil ilhas, o destino perfeito para os amantes da canoagem.
E o melhor é que ainda é mais ou menos secreto.


Percorrer a Grande Muralha | China
A caminhada épica entre Jinshanling e Simatai para além de nos levar a uma muralha vazia de turistas, ainda nos garante a subida e descida de um número de degraus muito maior do que em qualquer aula de step.
Apenas a 120km de Pequim podemos percorrer troços de muralha reabilitada e também de muralha não reabilitada, a chamada wild wall, totalmente original, ali há 400 anos, a minha preferida. 


Pedalar na Death Road | Bolívia
A descida do alto de La Cumbre a 4800m (perto de La Paz) até Coroico a 1200m, pela antiga estrada do Yungas, mais vulgarmente conhecida como a Estrada Mais Perigosa do Mundo, é um dos obrigatórios de qualquer visita à Bolívia.
São 40 km sempre a descer mas com muito juízinho para não aumentar o bodycount anual.


Trekking na Patagónia | Argentina & Chile
Não me canso de gabar a Patagónia, já sei. Mas é porque é mesmo espectacular.
A cada passo que damos é um regressar no tempo a um mundo pré-histórico, de gelo glaciar antigo, torres monolíticas e montanhas recortadas.
E nós lá no meio ao sabor dos elementos. Top!


Caravana de Camelos | Marrocos
Acordar de manhã bem cedo com a chaleira a fumegar, tomar o pequeno-almoço sentado de pernas cruzadas num tapete no chão, almoçar num oásis e adormecer recostado numa duna com os olhos postos nas estrelas. É esta a rotina de dias passados no deserto. 
O resto é caminho.


Descobrir os Terraços de Arroz de Batad | Filipinas
Só é possível chegar a Batad usando os caminhos pedonais montanhosos usados diariamente pela população local, desde sempre. Vamos serpenteando por vales encantados e somos surpreendidos a cada virar de esquina.
A caminhada de 2 ou 3 dias entre Banaue e Bagaan, passando por Pula, Cambulo e Batad é uma das melhores maneiras de explorar estas paisagens património da UNESCO.


Trekking nos Himalaias | Nepal
O Nepal é atravessado de uma ponta à outra pela cordilheira dos Himalaias e mais de metade das montanhas mais altas do mundo (>8000m) estão no Nepal ou na fronteira com países vizinhos.
Para apreciar esta indomável natureza é só caminhar e as opções que existem são para lá de infinitas.
Aviso já que pode viciar!


Subir o Pico | Portugal
A magnífica montanha do Pico, nos Açores, impõe-se na paisagem da ilha graças aos seus majestosos 2351m de altitude e a caminhada que nos leva até ao topo é uma das actividades mais incríveis que a ilha oferece.
A partir dos 1200m são 3h sempre a subir até à cratera onde está o Piquinho, a cereja no topo do bolo das vistas fantásticas e únicas. 




Haja pernas!

13 de julho de 2016

[pedalar] na ecopista do Dão

Sou uma pinga-amor ferroviária.
O comboio é o meu meio de transporte preferido, no dia-a-dia e nas férias. Foram os interrails que me despertaram o gosto de viajar e não me assusto com a ideia de passar 30h dentro de um comboio, faz parte da experiência.
Emocionei-me com o fecho da Linha do Tua e gosto de parar nos apeadeiros abandonados de linhas desactivadas há décadas, tirar fotografias e ficar por ali a imaginar como seria quando os comboios passavam por lá.
Do mesmo modo, também vibrei com a abertura da guest house Trainspot na estação de Marvão e com a ideia de um Plano Nacional de Ecopistas criado pela REFER (hoje IP), cujo objectivo é a requalificação e reutilização das linhas e canais ferroviários desactivados de Portugal. Genial, não é?

Isto tudo para dizer que andava, há muito tempo, à procura de uma oportunidade para ir percorrer uma destas ecopistas.

A maior ecopista portuguesa é a Ecopista do Dão e assenta nos 49 km da antiga Linha do Dão que liga Viseu a Santa Comba Dão.
A Linha do Dão foi a primeira ligação ferroviária à cidade de Viseu e funcionou durante praticamente 100 anos. Encerrou em 1988 e depois de alguns anos do tal abandono sofreu uma metamorfose e é hoje uma das ecopistas mais bem cotadas da Europa dinamizando a região e oferecendo uma nova vida à infra-estrutura.

O melhor de percorrer esta ecopista é que é acessível a todos. São quase 50 km mas o desnível nunca é muito acentuado (característica obrigatória nos projectos de traçado ferroviário), existem muitas sombras e vários pontos onde é possível parar para descansar ou beber um refresco pois os apeadeiros também foram reabilitados e alguns hoje são cafés e esplanadas, existem locais onde é possível alugar bicicletas junto à ecopista, e quem não quiser fazer ida e volta facilmente conseguirá um transfer do fim para o início do percurso ou vice-versa.

Pelo caminho passamos por vários pontos de interesse: para além dos apeadeiros encontramos antigas pontes ferroviárias e túneis. Apercebemo-nos que mudamos de concelho pois o pavimento está pintado de cor diferente: Viseu é vermelho, Tondela é verde e Santa Comba Dão é azul. 

Depois há a Natureza e a paisagem magnífica: em Viseu é mais campestre atravessando vinhas, campos agrícolas e pequenas aldeias, em Tondela a floresta toma conta de nós e somos envolvidos pelo aroma dos eucaliptos e pinheiros, em Santa Comba Dão grande parte do troço acompanha o rio e para aqueles que acham que isto não é programa de Verão, há uma surpresa ao km 40 * splash *

Portugal no seu melhor. Maravilhoso.












Um dos objectivos do Plano Nacional de Ecopistas é garantir a preservação do canal ferroviário para um eventual regresso do comboio no futuro.

Como sou uma pinga-amor ferroviária, nada me deixaria mais feliz, mas enquanto isso não acontece as comunidades locais e os visitantes vão aproveitando, e de que maneira, a pé ou de bicicleta.