Porque como diz o ditado, é grão a grão que se enche o papo...
E se nos países “evoluídos” esta despesa é tudo menos invisível, pois até aparece discriminada na conta... noutros países, como em Portugal, a gorjeta é medida a sentimento. Tipo: damos se o serviço for bom ou se alguém nos tiver mesmo desenrascado de uma situação chata.... ou então, não damos.
O problema, quando viajamos, é que o sentimento como medida da gorjeta já era... e chato é ela ser-nos praticamente extorquida em situações muito pouco merecedoras...
Ainda assim, há vezes em que com budget apertado ou não, apetece -mesmo- dar gorjeta.
E não só dar gorjeta... como também, pagar a dobrar, porque não?...
Acontece quando nos fazem sentir -mesmo- bem. Quando para além da troca “dinheiro por serviço”, temos mais qualquer coisa... ou então, quando percebemos que aquela pessoa gosta -mesmo- daquilo que faz... e fá-lo com entusiasmo.
Porque há pessoas assim.
Aconteceu em Jodhpur na casa de um senhor que encontrámos numa

Pelo jantar pagámos o preço miserável em rupias que nos pediram... e deixámos a gorjeta em euros... para actualizar a colecção.


Quem fuma estes cachimbos de água de vez enquando sabe que o seu “tempo de vida” está limitado ao tempo durante o qual o carvão está incandescente.
Na maior parte do tempo as pessoas que trabalham nestes bares trazem-nos o cachimbo com o carvão e pronto.... e à medida que este se consome, acaba-se o cachimbo.
Mas naquele coffe shop havia um empregado cuja função era apenas manter os carvões bem incandescentes nos cachimbos dos clientes. Eu observei-o demoradamente... e vi que fazia tudo de um modo muitíssimo profissional. Não só se limitava a retirar a cinza cuidadosamente e a colocar um novo carvão incandescente, mas também verificava a cada vez, se o cachimbo defumava bem e se tudo estava em condições do cliente continuar a desfrutar do cachimbo.
E o meu sentimento como medida de gorjeta, diz-me que devemos gratificar aquelas pessoas que fazem o que fazem com entusiasmo.