2 de dezembro de 2008

On the way to Chiang Mai

2-Novembro-2008

Esta ideia de fazer 3500km de comboio é muito engraçada quando estamos sentados na nossa secretária a idealizar a viagem, em Portugal. Teoricamente são só vantagens:

São viagens longas, de mais ou menos 12h, mas vamos confortavelmente a dormir em beliches com colchão e lençol em comboios nocturnos de longo curso;
Cada viagem representa menos uma noite que temos de pagar num hotel;
Gostamos de andar de comboio.



Mas a irrefutável verdade é que os comboios Tailandeses nunca andam a horas... e as nossas já de si penosas 14h de viagem de comboio de Bangkok para Chiang Mai transformaram-se num abrir e fechar de olhos em 17h de comboio e autocarro.
Tudo devido a algo relacionado com um “desabamento de terras”...


Não sabemos bem o que é... o comboio anda literalmente para trás e para a frente.. Ouvem-se comentários em inglês vindos de alguns turistas que procuram saber o que se passa mas os thais que viajam connosco estão tranquilos... isto é algo normal.

“Carris submersos” é a nova notícia. “O comboio não pode passar”. Temos que ir de autocarro.
Numa estação intermédia fazem-nos trocar de transporte mas somos separados por “thais” e “non-thais”. É a confusão para tentar entrar nos autocarros designados. Ninguém sabe bem quais. Mas para nós é fácil... todos os estrangeiros que aqui estão dirigem-se para Chiang Mai.

Fazem-nos passar à frente de mães com miúdos ao colo. São os turistas que tem permissão para entrar primeiro, são os turistas que vão no maior e melhor autocarro.

8 comentários:

Fernando disse...

andar de comboio é sempre uma aventura, eu gosto.
mas essa mania dos paises que vivem do turismo, de pôr sempre os estrangeiros á frente de tudo, não faz com que as pessoas se sintam viajantes mas se sintam mesmo turistas

Filha do Vento disse...

vou fazer aqui um pequeno parentsis...
estas viagens de 12/17h, como esta para Chiang Mai, são coisa de 600-800km e os 3500km que falava são a soma de todas as viagens de comboio que pretendiamos fazer na Tailândia/Cambodja. Não é muito, de facto, mas eles não têm TGV.

Gata Verde disse...

Estes imprevistos dão mais prazer à aventura.
No momento não achamos piada, mas depois ao recordar sentimo-nos Vivos!!

beijos

Filha do Vento disse...

sim, definitivamente... lembramos sempre melhor o que foi difícil.
obrigada pelos comentários.

:-)

Helena de Tróia disse...

ola! os teus textos são verdadeiros cadernos (diários) de viagem! obrigada por partilhares! já pensaste em escrever para a revista Volta ao Mundo?? bxx

MMP disse...

É sempre um prazer ler as linhas deste blog, ainda mais quando os lugares visitados nos são familiares.
Há uma dezena de anos fiz esta mesma viagem mas sem os problemas que o desabamento de terras trouxe. Depois de um trajecto em 3ª classe e bancos de madeira para ir a Ayutthaya, apanhámos o comboio para Chiang Mai. Na gare, ao soar das 18h, o hino nacional tailandês fez-se ouvir e todos os presentes, nós incluídos claro, se levantaram respeitosamente.

Lá seguimos para o norte no conforto de um beliche com lençóis. E de manhã os olhos abriram-se ao ouvir um funcionário a atravessar as carruagens acordar suavemente os passageiros com a imitação de um gato a miar...

vento disse...

Os teus textos são espetaculares! sentem-se... Já alguém disse que deverias escrever para a "Volta ao Mundo". Concordo plenamente. Adorei "acompanhar-te" nesta viagem (é que eu comecei pelo fim !)e nas outras... mas há uma que foi + inesquecível, sabes qual ?

bj

hiltom disse...

Acho a descrição das viagens perfeita.
Consegue despertar-nos um interesse muito grande por essas distantes paragens pouco conhecidas dos portugueses.
Obviamente que numa viagem tão grande tem de haver alguns imprevistos, coisas que na altura nos poderão ser desagradáveis mas que depois, olhando para trás, só nos trazem boas recordações.
Esses mercados de rua onde se vende de tudo um pouco são uma verdadeira perdição para a carteira e para os nossos olhos.
Quanto às massagens: era tão bom que assim fosse em todos os lados!
boa semana