6 de maio de 2016

torres del paine #3: las torres

Acordamos de madrugada a ouvir o riacho que passa no meio das árvores que abrigam o Camp Torres.
Não somos os únicos. Muita gente se prepara para a última parte da caminhada que nos coloca frente a frente com as maravilhosas Torres del Paine.

A cereja no topo deste bolo são os primeiros 10 minutos de Sol que pintam as paredes das Torres de vermelho, por isso esta caminhada é feita ainda de noite.
Deixamos as mochilas na tenda, enchemos o cantil no riacho, pego na máquina fotográfica e partimos para a caminhada de aproximadamente 1h sempre a subir num trilho rochoso.

À medida que vamos subindo, percebemos que não se vêem estrelas, e eu vou pensando que de céu nublado, o mais certo é não encontrarmos uma paisagem de cores muito vivas.

Mas a Patagónia é uma terra de surpresas.



Uma viagem à Patagónia será sempre uma viagem pautada por sensações fortes.
Primeiro, a paisagem soberba, claro, para isso uma imagem valerá sempre mais que mil palavras. Depois a percepção que temos dos nossos limites, da nossa resistência física e o choque ao percebermos que afinal aguentamos tão mais e precisamos de tão menos do que pensávamos. Por fim, os momentos, as experiências, também elas imponentes. Na Patagónia não só fui constantemente relembrada de que a Natureza está muito viva e a pulsar de energia, mas também eu me senti inexplicavelmente muito viva.

Quanto às cores, mesmo de céu nublado, mesmo sem paredes vermelhas, nunca vi um azul-turquesa tão vivo como o daquela lagoa.
E as Torres, são tal como sempre as imaginei, maravilhosas.


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