30 de janeiro de 2009

Travelling Bliss

11-Novembro-2008

À tarde deixamos a praia em direcção a Surat Thani num daqueles esquemas de joint tickets.

A maré baixou por isso temos que andar no lodo de roupa arregaçada até ao long tail boat encalhado mais à frente que irá levar-nos até ao pontão onde nos espera o transfer para Krabi, de onde apanhamos o mini-bus até Surat Thani. Mas é claro que neste momento ainda não sabíamos como ia ser a viagem nem a quantidade de transportes que íamos apanhar. São sempre aventuras estas viagens... e os autocolantes vão-se acumulando nas t-shirts...

Pelo caminho vamos encontrando outras pessoas que viajam nas mesmas condições e vão inevitavelmente partilhando experiências uns com os outros...
- O casal de italianos falava sobre a Índia, por onde tinham andado vários meses, isso notava-se dada a sua magreza extrema. Planeavam voltar a Itália, arranjar algum trabalho para fazerem uma poupança a fim de irem outros tantos meses para a América Latina;
- Muitos israelitas, alemães e suecos que iam acumulando sítios;
- O casal de suecos nos seus 35-40’s que viajavam há 4 meses na Ásia (Nepal, Índia, China...) queixavam-se por já só lhes restar 1 mês antes de regressarem;
- A rapariga alemã que já tinha estado 4 vezes na Full Moon Party de Koh Phangan e ia outra vez;
- e nós... os aborrecidos que só viajam 2 ou 3 semanas por ano. A nossa história não tem piada... e a pergunta recorrente é “como se dão ao trabalho de vir para tão longe só para 15 dias?”

Em Surat Thani, a estação de comboios fica a 15 km da cidade por isso ainda temos que apanhar uma boleia de um rapaz louco. Chove a potes e ele não sabe o que é “aquaplaning”.

O comboio para Bangkok atrasa-se 3h mas não temos pressa...
... pelo caminho vamos imaginando o que faríamos com 3 meses para viajar...

1 comentário:

ana disse...

é verdade. O homem criou a sua própria liberdade e vive aprisionado por ela.
Há pessoas que viajam durante meio ano, mas penso que deve ser preciso economizar muito (e claro fazer cedências a outros níveis, tal como deixar o trabalho pendente). Mas acho que na nossa vida existirá sempre o momento exacto para fazermos o que desejamos. Haverá sempre esse momento (se não houver temos de o criar se assim o desejarmos. È claro que se pode sempre perder por um lado, mas também se fica a ganhar por outro. E aposto que quem viaja sem ser apenas quinze dias consegue levar na bagagem algo mais do que umas férias, porque ao pouco o turista que há dentro de si é substituido pela pessoa que anseia ver, conhecer outros e não apressar o seu passo como costuma fazer na sua rotina diária, ou em meros quinze dias de férias).
Devemos sempre ir pelo caminho que nos faz mais feliz. A meu ver o homem devia viver mais a vida, mas é assim, estamos resignados a quinze dias de liberdade por ano. Liberdade essa que sabe a pouco.
Beijinho e boas viagens..E já agora obrigada pelas imensas dicas que me deste sobre a Grécia. Ando a pensar nessa viagem vai para uns três anos...Tem de ser agora. Ou é agora ou poderá não ser nunca. È este o momento exacto.